sexta-feira, 30 de novembro de 2007

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Filosofia e Ensino

Reflexões sobre o Ensino de Filosofia nos vários Cursos de Graduação

Sergio Tiski 1

RESUMO: O objetivo deste trabalho é proporcionar algumas reflexões sobre o ensino de filosofia nos vários cursos de graduação (exceto a graduação em Filosofia) e assim contribuir para o seu exercício. As fontes principais são as nossas experiências nesse trabalho. Recolhemos dessas experiências muitos elementos que consideramos importantes para estas reflexões e fazemos derivar delas uma espécie de proposta que pode inspirar nossas idéias, mesmo durante o exercício destas reflexões, mas que também poderá provocar novas iniciativas a serem encaminhadas futuramente.

Palavras-chave: educação, ensino, filosofia, graduação

Introdução

Este trabalho busca delinear, a partir da nossa experiência em algumas instituições de ensino superior, e a partir do trabalho em vários cursos de graduação dessas instituições, uma maneira possível de ensino de filosofia nos vários cursos de graduação, excetuando o curso de graduação em Filosofia. Focalizamos, como exemplos, os cursos de Medicina, Agronomia, Educação Física e Administração de Empresas.

1. O ensino de filosofia nos cursos de graduação

Utilizamos, neste trabalho, a definição etimológica de filosofia: busca da sabedoria, apresentando, no entanto, algumas considerações a esse respeito. Busca contínua, porque até hoje ainda não atingimos a sabedoria completa (desautorizamos, portanto, o dogmatismo). Mas também busca que veio e vem conquistando de mais em mais sabedoria (logo, também não concordamos com o ceticismo). Hoje certamente sabemos mais do que no passado 2. Além disso, compreendemos a filosofia como uma entre as seis formas de sabedoria ou conhecimento: senso comum, arte, ciência, filosofia, teologia e mito, classificação que retomaremos mais adiante.

Já ensinamos filosofia em cursos de filosofia desde 1979 (IFA = Instituto Filosófico de Apucarana e UEL) e também em vários outros cursos de graduação (na FAC = Faculdade de Administração e Ciências Contábeis de Arapongas - PR, na FAFICLA = Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Arapongas - atualmente incorporadas pela UNOPAR - e na UEL: Administração de Empresas, Ciências Contábeis, Ciências Sociais, Educação Física, Letras, Matemática, Química etc.) desde 1983, a partir de várias subáreas (Introdução à Filosofia, Lógica, História da Filosofia, Filosofia da(s) Ciência(s) etc.). As reflexões aqui desenvolvidas se referem ao ensino de filosofia realizado nesses últimos.

1.1. Parte geral aplicável a todos os cursos

Certamente o ensino de filosofia nesses cursos, com mais ou menos horas-aula, deve ocorrer principalmente graças a uma das mais marcantes características do conhecimento filosófico, a saber, a busca da visão de conjunto 3. Como geralmente os cursos de graduação tomam frações do conhecimento e da realidade, especializando os futuros profissionais, seus gestores acadêmicos precisam advertir os alunos em relação à necessidade de uma visão mais abrangente. Precisam ao menos chamar a atenção dos estudantes no sentido de que o conjunto do conhecimento é maior do que a parte dele a respeito da qual serão especialistas. E, do mesmo modo, no sentido de que a realidade é maior do que a parte dela a respeito da qual serão especializados.

Nesse sentido, sempre procuramos pautar a participação ou a contribuição da filosofia na direção de cumprir essa intenção. Como a realidade é um inteiro, e como cada especialista toma apenas fração dela, e como, enfim, precisamos enfrentar a realidade inteira, então parece ser sábio assumirmos uma perspectiva interdisciplinar e multiprofissional. E isso só é possível a partir de uma visão de conjunto.

Assim, no primeiro encontro com os alunos explicitamos a coerência entre o nosso programa para a disciplina (conteúdo programático, metodologia, modos de avaliação, cronograma, bibliografia etc.), aprovado pelos gestores acadêmicos do curso, e a ementa proposta para ela pelos próprios gestores. Argumentamos no sentido de convencê-los a respeito da razoabilidade do programa e, conseqüentemente, da sua aceitação, de tal modo que ele acabe sendo "combinado" entre as partes. Nessas "negociações" já ocorreram acréscimos ou supressões; e, em algumas ocasiões, o programa acabou sendo alterado posteriormente, durante a sua aplicação, pela necessidade. Nunca ocorreu impasse suficiente para impedir o trabalho 4.

Como primeiro conteúdo do programa, seguindo essa perspectiva, normalmente temos proposto a reflexão sobre a relação entre realidade, conhecimento e ação 5. O que é realidade? O que é a realidade? O que é real? O que é o real? Qual é a realidade? Qual é o real? O que é conhecer? Quais são os tipos de conhecimento humanos? Apenas o tipo sensível e o tipo racional? Também o intuitivo? Também outros? Quais são as formas de conhecimento? Por que e como agir? Qual fatia da realidade é objeto de cada curso? Qual problema real (realidade) deve ser estudado (conhecimento) e resolvido (ação) pelo profissional que cada um quer ser? Afinal, um profissional é formado para saber resolver problemas reais.

Obviamente a relação cognoscitiva com a realidade não é a única relação das pessoas com ela. A relação cognoscitiva é intermediária. Antes de conhecer "sofremos" a realidade ("sentir", no sentido passivo). E o conhecimento ajuda a que nos adaptemos ou a que adaptemos a realidade a nós, isto é, a que reajamos ou ajamos de alguma forma ("sentir", no sentido ativo, ou seja, tender ou nos movermos com mais ou menos liberdade). O conhecimento se localiza entre a pressão que sofremos da ou na realidade e a reação ou ação que desencadeamos em relação a ela. Conhecer bem, conhecer o máximo possível é a sabedoria necessária para a ação que deve gerar a felicidade.

O segundo tema de discussão se desenvolve no sentido de diferenciar entre formas de conhecimento possíveis. Normalmente apontamos pelo menos seis formas de conhecimento, conforme já indicado acima 6. O senso comum, a arte e a ciência constituem o trio mais prático, mais próximo do concreto, decrescentemente, enquanto que a filosofia, a teologia e o mito constituem o terno mais teórico, mais abstrato, também decrescentemente.

Do mesmo modo que o graduando deve localizar a sua fração de realidade, assim também deve perceber a sua parte de estudo no conjunto do conhecimento. Geralmente os nossos cursos de graduação são subconjuntos do conhecimento científico, mas há também cursos pertencentes ao conhecimento artístico, ao conhecimento teológico e ao conhecimento filosófico, quando os cursos dessas duas últimas formas de conhecimento não estão incluídos na ciência, isto é, entre os cursos considerados científicos, a teologia como ciência ou ciências da religião e a filosofia como uma das ciências humanas.

Só não existem, evidentemente, cursos de graduação pertencentes ao senso comum e à forma mítica de interpretação ou conhecimento. Mas não nos enganemos: a maior parte das decisões em vista das nossas ações se dá a partir do senso comum, do "bom senso", da praticidade da vida e da "paixão" mítica. Se somarmos a esses dois moventes a influência religiosa e a influência estética, podemos perguntar e responder que poucas de nossas ações são derivadas diretamente do impulso científico e filosófico, isto é, de acentuação intencional e explicitamente racional (contrapondo essa acentuação intencional e explícita ao fato que o senso comum, o mito, a arte ou a teologia dão respostas principalmente práticas, apaixonadas, estéticas ou a partir da Divindade, respectivamente).

Neste ponto da discussão parece ser este o momento de se pensar também sobre a relação do conhecimento com a ideologia 7. O que vamos aprender, o que temos aprendido, o que estamos aprendendo é ciência, é filosofia, enfim, é conhecimento ou é ideologia? Há ou haverá o desvelamento, o descobrimento da realidade, o desmascaramento verdadeiro do objeto ou ocorrerá o seu o contrário? Aprenderemos algo, alguma coisa, exatamente para não vermos o resto ou para não compreendermos o todo? Será que o mais importante é exatamente o que não está sendo mostrado? Vemos também nas entrelinhas? Por baixo, por cima, pelos lados, por dentro? Estão nos mostrando, estamos vendo a amplitude e a profundidade do real?

O estudo só é realmente proveitoso se possibilitar, de algum modo, a realização da pessoa. As pessoas são os únicos animais de mundo (amplitude) e de realidade (profundidade). De mundo porque "mundificam", isto é, fazem mundo, vêem e ou estabelecem relações, como por exemplo: uma folha de árvore na árvore ou no chão, aqui, influencia na China. E vice-versa. Temos que nos perceber localizados em uma região de um estado, de um país, de um continente, de um planeta, de um sistema solar, de uma galáxia, de um universo de galáxias... Mundo percebido espacial e também temporalmente: arrancar a folha da árvore agora ou amanhã provoca conseqüências diferentes no agora, no amanhã e no depois de amanhã. Ao contrário disso, os simples animais não sabem que são, por exemplo, cavalos "árabes" ou vacas "holandesas" (espaço) ou, ainda, que seus ascendentes chegaram ao Brasil no século XVI (tempo). Nunca se ouviu, como outro exemplo, que efetivamente os cavalos de uma determinada região (espaço) tenham convocado os seus pares para uma assembléia a discutir e deliberar sobre a dominação imposta a eles pelo animal humano (tempo).

Somos também animais de realidade: apenas as pessoas perguntam "o que é isto?" E procuramos, descobrimos ou inventamos a resposta (a realidade, o real): Isto, por exemplo, é H2O, é água, é rio, é chuva, é solução para a sede, para o calor, para o nascimento das plantas, para a produção de energia elétrica etc. Eis o real! Ou pelo menos "algum real"... Ao contrário disso, os simples animais, como outro exemplo, apenas têm sede e bebem a água que lhes sacia a sede, mas não perguntam o que é a sede ou o que é isto que sacia a sua sede.

No entanto, mundo e realidade só interessam se forem o lugar e a efetividade da liberdade e da felicidade. Por isso é necessária a distinção entre o conhecimento e a ideologia.

O tema seguinte pode ser apresentado pela pergunta: Como se tem diagnosticado até agora a realidade e, conseqüentemente, que conhecimento já se conseguiu e, mais ainda, qual é, então, o jeito sábio de viver? Afinal não somos os primeiros a buscar a sabedoria. É a hora de vermos a história, mais ou menos lentamente, conforme o número de horas-aula disponíveis. Como as várias filosofias, os vários filósofos interpretaram a realidade? Que sabedoria propuseram ou propõem? Não precisamos reinventar a roda, por exemplo. Muita coisa já foi e está bem diagnosticada. Trata-se de "encarar" e de "acertar a conta" com a tradição. Para essa questão recomendamos alguma das muitas histórias da filosofia e os textos dos próprios filósofos 8.

A seguir podemos perguntar pelos fundamentos lingüísticos, lógicos, epistemológicos e metafísicos (metafísica, no mínimo como marco teórico-metodológico). Desse modo, é possível contribuir muito para a tomada de consciência dos fundamentos de cada ramo de ciência ou conhecimento, e da fração de realidade à qual cada especialização se refere. Quanto a esses fundamentos, temos que recorrer aos textos correspondentes de filosofia da linguagem, lógica, epistemologia e metafísica 9.

O mesmo se pode fazer em relação aos princípios morais das ações vistas ou decididas como necessárias. Qual ação é a mais justa, atinge melhor o bem ou ao menos o bem maior? O que é, qual é o bem? Sobre esse assunto recomendamos os textos de introdução à filosofia moral ou ética 10.

1.2. Parte específica a cada curso

A partir deste ponto podemos afunilar para a especificidade de cada curso. Trata-se de um curso próprio a qual subconjunto de conhecimento? ciências humanas? ciências sociais aplicadas? educação, comunicação e artes? educação física e desportos? ciências exatas? ciências agrárias? tecnologia e urbanismo? ciências biológicas? ciências da saúde?

E também, coerentemente, afunilamos para a especificidade da porção de realidade correspondente a cada curso. Qual é ou quais são os problemas específicos a serem resolvidos por este especialista? Trata-se de um problema humano? social? de educação? de comunicação? de estética? de motricidade humana? de medida? de lazer? agrário? de tecnologia? de organização da cidade? vital? biológico? de saúde?

Depois da discussão do programa (conteúdo programático, metodologia, modos de avaliação, cronograma, bibliografia etc.) e do estudo dos temas da parte geral 11 , e a partir desse afunilamento localizador do curso em questão no conjunto do conhecimento e da realidade, podemos escolher temas de interesse específico da área.

Se estivermos no curso de Medicina, por exemplo, poderemos debruçar-nos sobre as questões referentes à vida (o que é, como é, de quem é, quando começa, quando termina ou terminou etc.), à saúde, à doença etc., a partir do (ou de um explicitado) enfoque filosófico. Escrevemos recentemente três artigos que podem ilustrar essa possibilidade de elegermos temas julgados relevantes: Sobre a humanização dos profissionais da saúde, Sobre a relação entre teoria e prática na saúde e Sobre a relação entre teoria e prática na saúde 2, nos quais citamos, principal e respectivamente, Hipócrates (filósofo e médico grego, considerado o Pai da Medicina: +- 460-370 a.C.), Immanuel Kant (filósofo alemão: 1734-1804) e Augusto Comte (filósofo francês, fundador da sociologia científica, fundador da filosofia e da religião positivas, propositor de uma moral científica: 1798-1857). 12

Como o curso de Medicina da UEL não funciona mais conforme o esquema tradicional de disciplinas, e sim a partir de módulos que congregam várias disciplinas, de vários departamentos, precisamos adaptar o trabalho a essa nova situação. Utilizamos as palestras e os módulos para os quais somos convidados para discutirmos os temas tanto da parte geral quanto os específicos.

Focando um outro curso, o de Agronomia, como um novo exemplo, elegemos, para depois dos três temas iniciais da parte geral, os seguintes temas: aprofundamentos em relação à ciência, à ideologia e à filosofia e uma introdução à filosofia moral ou ética, em vista do Código de ética profissional do Engenheiro Agrônomo. Para essa última introdução utilizamos com suficiente sucesso o texto Conversando sobre ética e sociedade, de Jung Mo Sung e Josué Cândido da Silva, cujo Sumário revela bem o seu conteúdo: Capítulo 1: O porquê da ética; 2: Ética e construção da realidade; 3: Critério ético e posturas morais; 4: Ética e economia; 5: Ética e política; 6: Ética e ecologia; 7: Ética e relações de gênero; e 8: Por uma ética de responsabilidade solidária. 13

Em outro curso ainda, o de Educação Física, discutimos com os alunos, além dos três temas iniciais da parte geral, os seguintes temas: aprofundamentos em relação ao conhecimento, à ideologia, ao mito, à filosofia e à ciência e uma introdução à antropologia. Para essa última introdução utilizamos também com suficiente sucesso os capítulos I: A dimensão corpórea do homem (homo somaticus) e IX: O jogo e o divertimento (homo ludens), da Primeira parte: Fenomenologia do homem, do livro O homem: quem é ele? Elementos de antropologia filosófica, de Battista Mondin.

Focalizando, enfim, um outro curso, como último exemplo, o de Administração, no qual tivemos o dobro de horas-aula em comparação com os cursos de Agronomia e Educação Física, trabalhamos nele, além dos três temas iniciais da parte geral, os seguintes temas: aprofundamentos sobre a relação entre natureza e cultura, pensamento e linguagem, trabalho e alienação, aprofundamentos sobre o conhecimento, a ideologia, a consciência mítica, a filosofia e a ciência e introduções à filosofia política e à filosofia moral ou ética 14, e, enfim, uma complementação dessa última introdução trabalhando com o texto Conversando sobre ética e sociedade, de Jung Mo Sung e Josué Cândido da Silva, como ao curso de Agronomia, mas agora em vista de preparar a leitura do Código de ética profissional do Administrador.

Trata-se, como podemos perceber, de proporcionar uma introdução à filosofia (apresentando a filosofia de forma contextualizada em relação à realidade e em relação às outras formas de conhecimento) e de propiciar um exercício de filosofia da especialização em foco, ou seja, uma filosofia, por exemplo, da medicina e da correspondente parte da realidade ou de algo constante nelas. O que se pretende conseguir é que o especialista não perca de vista o conjunto do conhecimento e da realidade.

2. Metodologia e modo de avaliação

2.1. Metodologia

Nos últimos anos temos realizado a parte geral mediante aulas expositivas ministradas por nós, e as partes de aprofundamentos e específica por meio de seminários apresentados pelos alunos divididos em equipes.

Tivemos ocasiões nas quais alguns alunos preferiram substituir a participação nos seminários por estudo individual do texto e apresentação oral apenas ao professor (o que, em termos de avaliação, funcionou como prova oral).

No curso de Medicina da UEL, que funciona sob o esquema de módulos ao invés de disciplinas, aproveitamos as palestras e os módulos para os quais somos convidados para discutirmos os temas tanto da parte geral quanto da parte específica.

2.2. Modo de avaliação

Temos acentuado principalmente duas avaliações, atribuindo uma nota de zero a dez ou um conceito sobre as apresentações de seminário, e outra atribuindo uma nota de zero a dez ou um conceito sobre uma prova individual escrita, subjetiva ou objetiva, ou, substituindo essa última pela confecção de uma monografia sobre um tema pertinente escolhido pelo próprio aluno. Ou, ainda, substituindo a prova e ou confecção de monografia pela confecção de redações ou resumos a serem entregues de cada tema após a sua respectiva discussão (o seu conjunto substituindo a prova ou a monografia).

Tivemos ocasiões, conforme dito acima, nas quais alunos preferiram substituir a avaliação da participação e da apresentação de seminário por prova oral sobre o texto trabalhado nos seminários.

Tivemos ocasiões, também, nas quais solicitamos ou permitimos que os próprios alunos se auto-avaliassem, em relação às apresentações de seminários, à prova subjetiva, trabalho individual de estudo de textos ou em relação à participação geral nas aulas.

No curso de Medicina da UEL avaliamos oralmente ao final de cada participação (inquirindo diretamente se houve ou não o aproveitamento necessário) e fornecemos, por escrito, questões objetivas para a coordenação do módulo aplicar, juntamente com as questões formuladas pelos demais professores participantes, na avaliação feita no final do módulo.

Conclusão

Descrevemos sumariamente uma ou algumas experiências de ensino de filosofia em alguns cursos de graduação que podem e devem ser criticadas, e que podem, também, servir de inspiração. O mais importante é que sejam oportunizados o descobrimento e o exercício de mais esta possibilidade cognoscitiva, o filosofar, e a sua contribuição, para os que não se formarão especificamente filósofos ou professores de filosofia. A visão de conjunto possibilita a perspectiva interdisciplinar e multiprofissional de enfrentamento da realidade, válida igualmente para todos.

1 Professor do Deptº de Filosofia da UEL. Graduado em filosofia pela PUC de Curitiba e em teologia pela PUG de Roma; especialista em filosofia pela UEL; mestre em filosofia pela PUC de SP; doutor em filosofia pela UNICAMP. E-mail: sertis@uel.br.

2 "Pitágoras (séc. VI a.C.), um dos filósofos pré-socráticos e também matemático, teria usado pela primeira vez a palavra filosofia (philos-sophia ), que significa "amor à sabedoria". Assim, com o auxílio da etimologia, podemos ver que a filosofia não é puro logos, pura razão: ela é a procura amorosa da verdade." (Maria Lúcia de ARRUDA ARANHA e Maria Helena PIRES MARTINS. Filosofando: introdução à filosofia, p. 88). Em todo este trabalho, transcrevemos os grifos dos próprios autores sempre em itálico.

3 A respeito dessa característica, seguimos, como as autoras acima, Dermeval Saviani: "O professor Dermeval Saviani conceitua a filosofia como uma reflexão radical, rigorosa e de conjunto sobre os problemas que a realidade apresenta. (SAVIANI, Dermeval. Educação brasileira: estrutura e sistema. SP: Saraiva, 1973, p. 68-69)" (Ibidem, p. 89).

4 Normalmente os gestores acadêmicos dos cursos são os colegiados ou departamentos de cursos, constituídos em sua maioria pelos professores do curso (que têm uma ou até mais que uma filosofia, consciente ou inconscientemente). Todas as disciplinas do curso, com suas respectivas ementas, são decididas por esses responsáveis e constam desde o início no currículo a ser desenvolvido com uma turma de alunos. Aos professores dessas disciplinas cabe montar programas que realizem de algum modo as ementas. Esses programas são analisados e aprovados antes do início das disciplinas.

5 Como bibliografia propomos que os alunos, além de passar a prestar mais atenção em relação à realidade e aos noticiários, leiam esses verbetes em algum dicionário da língua portuguesa e de filosofia. Entre as muitas possibilidades de dicionários de filosofia em português costumamos indicar o de Hilton JAPIASSÚ e Danilo MARCONDES DE SOUZA FILHO ( Dicionário básico de filosofia) e o de Nicola ABBAGNANO (Dicionário de filosofia).

6 Como bibliografia propomos que os alunos leiam sobre cada uma dessas formas de conhecimento em algum dicionário de filosofia e também em algum texto de introdução à filosofia. Quanto às inúmeras introduções à filosofia, além da já citada, de Maria Lúcia de ARRUDA ARANHA e de Maria Helena PIRES MARTINS, já utilizamos, também, as de Arcângelo Raimundo BUZZI ( Introdução ao pensar: o ser, o conhecimento, a linguagem), Marilena CHAUÍ (Convite à filosofia), Gilberto de Mello KUJAWSKI (Filosofia: a razão a serviço da vida) e Antônio Joaquim SEVERINO (Filosofia ), entre outras.

7 Para a questão da ideologia, além dos dicionários e das introduções à filosofia, sugerimos também algum texto específico dos muitos existentes, que pode ou não ser trabalhado em sala, conforme o número disponível de horas-aula. Por exemplo: Ciro MARCONDES FILHO ( O que todo cidadão precisa saber sobre ideologia) e Paul RICOEUR (Interpretação e ideologias).

8 Sugerimos, por exemplo, o trabalho de José Maria VALVERDE (História do pensamento), publicado em 60 fascículos, acompanhando a publicação dos 60 volumes da Coleção OS PENSADORES, e esses 60 volumes.

9 A respeito dessas subáreas propomos, além das introduções à filosofia, das histórias da filosofia e dos textos dos próprios filósofos, os trabalhos, por exemplo, de Cleverson Leite BASTOS e Vicente KELLER ( Aprendendo lógica), de Paul-Eugène CHARBONNEAU (Curso de filosofia: lógica e metodologia), Rubem ALVES (Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras), Maria Cecília Maringoni de CARVALHO ( Paradigmas filosóficos da atualidade), Jesús CONILL (El crepúsculo de la metafísica), German Marquinez ARGOTE (Metafísica desde latinoamérica) e Augusto BELTRÃO PERNETTA (Filosofia primeira), entre outros.

10 Além das introduções, das histórias da filosofia, dos textos dos próprios filósofos e além do texto de Jung Mo SUNG e Josué Cândido da SILVA (Conversando sobre ética e sociedade), que citaremos adiante, sugerimos também os trabalhos, entre tantos possíveis, de Adolfo Sánches VÁSQUEZ ( Ética), Jovino PIZZI (Ética do discurso: a racionalidade ético-comunicativa), Enrique D. DUSSEL (Ética da libertação na idade da globalização e da exclusão), Antonio SIDEKUM (Ética do discurso e filosofia da libertação, modelos complementares ) e a nossa tese de doutorado (A questão da moral em Augusto Comte).

11 No mínimo os três primeiros: a relação entre realidade, conhecimento e agir, as seis formas de conhecimento em geral e a relação entre conhecimento e ideologia. Mas nada impedindo de avançar para a busca da história, dos fundamentos e princípios, desde que haja horas-aula disponíveis...

12 Podemos enviar cópia digital para quem se interessar, até que versões impressas sejam disponibilizadas.

13 Cumpre esclarecer que os textos que utilizamos são, também para nós, "pretextos" para iniciar as discussões e não manuais para (as tentativas sempre frustradas de) aprendizado (imposição?) de pretendida verdade ou verdades.

14 Para essas introduções utilizamos, também com suficiente sucesso, do texto de Maria Lúcia de ARRUDA ARANHA e Maria Helena PIRES MARTINS, já citado, a Unidade IV - POLÍTICA: Capítulo 16. Introdução à política; 17. A política na Antiguidade e na Idade Média; 18. A política como categoria autônoma; 19. O liberalismo político; 20. A crítica ao Estado burguês: as teorias socialistas; 21. Liberalismo e socialismo hoje; 22. Os desvios do poder (p. 213-298) e a Unidade V - ÉTICA: Capítulo 23. Introdução à filosofia moral; 24. A construção da identidade moral; 25. A liberdade; 26. A identidade do sujeito moral; 27. Concepções éticas (p. 299-362).


Referências bibliográficas

ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de filosofia. 3ª edição revista e ampliada. SP: Martins fontes, 1998. Tradução (do italiano) da 1ª edição brasileira coordenada e revista por Alfredo Bosi; tradução dos novos textos incluídos nesta edição por Ivone Castilho Benedetti. 1014 p.

ALVES, Rubem A. Filosofia da ciência: introdução ao jogo e suas regras. 4ª edição. SP: Brasiliense, 1983. 209 p.

ARGOTE, German Marquinez. Metafísica desde latinoamérica. 2ª edição. Bogotá: Usta, 1980. 361 p.

ARRUDA ARANHA, Maria Lúcia de e PIRES MARTINS, Maria Helena. Filosofando: introdução à filosofia. 3ª edição revista. SP: Moderna, 2003. 439 p.

BASTOS, Cleverson Leite e KELLER, Vicente. Aprendendo lógica. 2ª edição revista. Petrópolis: Vozes, 1993. 143 p.

BELTRÃO PERNETTA, Augusto. Filosofia primeira. RJ: Laemmert, 1957. Série estudos de ciência positiva. 1329 p.

BUZZI, Arcângelo Raimundo. Introdução ao pensar: o ser, o conhecimento, a linguagem. 17ª edição. Petrópolis: Vozes, 1988. 260 p.

CARVALHO, Maria Cecília Maringoni de (Org.). Paradigmas filosóficos da atualidade. Campinas: Papirus, 1989. 305 p.

CHARBONNEAU, Paul-Eugène. Curso de filosofia: lógica e metodologia. Tradução (do francês) por Antonio da Silveira Mendonça. SP: Epu, 1986. 159 p.

CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. SP: Ática, 1994. 440 p.

CONILL, Jesús. El crepúsculo de la metafísica. Barcelona: Editorial Antrhopos, 1988. Colección Autores, Textos y Temas de Filosofía, nº 15. 348 p.

DUSSEL, Enrique D. Ética da libertação na idade da globalização e da exclusão. Tradução (do espanhol) de Ephraim Ferreira Alves, Jaime A. Clasen e Lúcia M. E. Orth. 2ª edição. Petrópolis: Vozes, 2002. 671 p.

JAPIASSÚ, Hilton e MARCONDES DE SOUZA FILHO, Danilo. Dicionário básico de filosofia. 3ª edição revista e ampliada. RJ: Jorge Zahar Editor, 1996. 296 p.

KUJAWSKI, Gilberto de Mello. Filosofia: a razão a serviço da vida. SP: Companhia Editora Nacional, 1985. Col. portasabertas, vol. 3. 92 p.

MARCONDES FILHO, Ciro. O que todo cidadão precisa saber sobre ideologia. 3ª edição. SP: Global, 1987. Cadernos de educação política: Série sociedade e Estado, nº 2. 95 p.

MONDIN, Battista. O homem: quem é ele? Elementos de antropologia filosófica. Tradução (do italiano) de R. L. Ferreira e M. A. S. Ferrari. 12ª edição. SP: Paulus, 2005. 331 p.

OS PENSADORES, Coleção. 60 volumes. SP: Nova Cultural, 1987-1989.

PIZZI, Jovino. Ética do discurso: a racionalidade ético-comunicativa. Porto Alegre: Edipucrs, 1994. Col. Filosofia, nº 15. 158 p.

RICOEUR, Paul. Interpretação e ideologias; organização, tradução e apresentação de Hilton Japiassú. RJ: Francisco Alves, 1983. 172 p.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Filosofia. SP: Cortez, 1993. Col. magistério 2º grau: Série formação geral. 211 p.

SIDEKUM, Antonio (Org.). Ética do discurso e filosofia da libertação, modelos complementares. São Leopoldo: Unisinos, 94. Série Estudos Ibero-Americanos, 2. 264 p.

SUNG, Jung Mo e SILVA, Josué Cândido da. Conversando sobre ética e sociedade. 12ª edição. Petrópolis: Vozes, 2003. 117 p.

TISKI, Sergio. Sobre a humanização dos profissionais da saúde. Londrina: Digitado, 3/2007. 2 p.

_____. Sobre a relação entre teoria e prática na saúde. Londrina: Digitado, 4/2007. 3 p.

_____. Sobre a relação entre teoria e prática na saúde 2. Londrina: Digitado, 5/2007. 2 p.

_____. A questão da moral em Augusto Comte. Tese de doutorado. Unicamp. 2005. 236 p.

VALVERDE, José Maria. História do pensamento. 60 fascículos. Tradução (do espanhol) de Luiz João Gaio. SP: Nova Cultural, 1987. 724 p.

VÁSQUEZ, Adolfo Sánches. Ética. Tradução (do espanhol) de J. Dell'Anna. 7ª ed. RJ: Civilização brasileira, 1984. Col. Perspectivas do homem, nº 46. Série Filosofia. 267 p.

Fonte: Centro de Filosofia e Educação Para o Pensar

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Educação é o Empreendedor Social - Entrevista Com Tião Rocha

Educador é o Empreendedor Social 2007

"A ESCOLA formal não está só na forma. Está dentro da fôrma. O pior é quando está no formol. É um cadáver." É assim que o educador mineiro Tião Rocha, 59, (vencedor do Prêmio Empreendedor Social 2007, concedido pelo jornal Folha de S. Paulo e pela Fundação Schwab) vê o ensino convencional, de cujos métodos e conteúdos se afastou há mais de 20 anos para experimentar processos alternativos de educação. À frente do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento desde 1984, Rocha sempre persegue "maneiras diferentes e inovadoras" de educar, alfabetizar, gerar renda. Ele distingue educação de escolarização e busca um sonho: escolas que sejam tão boas que professores e alunos queiram freqüentá-las aos sábados, domingos e feriados. "Se ninguém fez, é possível", diz.

ENTREVISTA DA 2ª/TIÃO ROCHA

Vencedor do Prêmio Empreendedor Social 2007 desenvolve desde 1984 formas diferentes para a criança aprender brincando

"Essa escola formal não serve para educar ninguém"

UIRÁ MACHADO
COORDENADOR DE ARTIGOS E EVENTOS

FOLHA - Toda a sua história como educador é feita do lado de fora das escolas formais. Por quê?
TIÃO ROCHA - Se eu tivesse um analista, isso seria um prato cheio para ele. Comecei a ter problemas com a escola desde que entrei, aos sete anos.
Logo no primeiro dia de aula, a professora leu um livro: "Era uma vez um lugar muito distante, onde havia um rei e uma rainha (...)". Eu levantei a mão e falei: "Professora, tenho uma tia que é rainha". Ela me mandou calar a boca. Depois que a interrompi duas ou três vezes, fui para a sala da diretora. A partir daí, eu sempre inventava coisa para matar a aula. Nunca tive uma escola boa.
Nunca tive prazer na escola, mas sempre quis aprender. Quando fui para a faculdade, estudei história e antropologia, fui resgatar a história da minha tia, que era rainha do congado. Para pagar os estudos, eu precisava trabalhar. Fui dar aula e me dei conta de que, se eu achava aquilo chato, meus alunos também, porque eu era um reprodutor da mesma chatice.

FOLHA - E conseguiu mudar?
ROCHA - Criava jeitos diferentes de trabalhar com os alunos, inovava, mas, no fim, era uma experiência muito reformista. Ela começou a ser transformadora quando aconteceu o fato com o Álvaro, minha primeira grande perda [o garoto, excelente aluno, se suicidou].
Aí eu falei: "Opa! Não adianta querer que os meninos aprendam história se eu não consigo aprender a história da vida deles". Comecei a deixar de lado não só a forma mas também o conteúdo. Fui me libertando dos conteúdos cheirando a mofo e vi que estava partindo para outra coisa. Esse processo foi evoluindo na reflexão sobre o que é deixar de ser professor e virar educador. O professor ensina, o educador aprende.

FOLHA - O sr. começou seus projetos fora da escola, debaixo do pé de manga. O sr. acha que a escola formal serve para alguma coisa?
ROCHA - Ela serve para escolarizar. Dá um determinado tipo de informação e de conhecimento que atende a um determinado tipo de demanda, um determinado tipo de modelo mental de uma sociedade que aceita, convive e não questiona.

FOLHA - Essa escola educa? ROCHA - Não. Ela escolariza. Uma coisa é falar em educação, outra é falar em escolarização. A maioria das pessoas que estão cometendo grandes crimes é escolarizada. Então, que escola é essa? Para que ela serve? Não é para educar. E essa escola continua sendo branca, cristã, elitista, excludente, seletiva, conformada. Ela seleciona conteúdos, seleciona pessoas, mas não educa.

FOLHA - O que significa ser branca?
ROCHA - Por exemplo: eu nunca tive aula sobre os reis do Congo, mas tinha aula sobre todos os Bourbons, reis europeus.

FOLHA - E conformada?
ROCHA - A escola não permite inovação. Ela é reprodutora da mesmice. A escola formal não está só na forma. Ela está dentro da fôrma. O pior é quando ela está dentro do formol. É um cadáver. O conteúdo da escola está pronto. Os meninos que vão entrar na escola no ano que vem, independentemente de quem sejam, de suas histórias, aprenderão as mesmas coisas.
Recentemente, uma menina de nove anos, lá em Curvelo, virou para mim e disse: "Tião, vou ter prova e esqueci o que é hectômetro". Eu disse a ela que ninguém precisa saber o que é isso, que não se preocupasse, isso não cairia na prova. Mas caiu. Agora, criança de nove anos tem que saber isso? Do ponto de vista da escolarização, vai tudo bem. Se está educando ou não, ninguém discute.

FOLHA - Como deveria ser a educação?
ROCHA - Um projeto de vida, não de formação para o mercado. A lógica da vida não é ter um emprego. Ter analfabetos não pode ser um problema econômico, é um problema ético.
A experiência que a gente vem desenvolvendo no CPCD é saber se é possível fazer educação de qualidade. Claro que é. Só que você tem que botar uma pergunta que a gente sempre faz. É o MDI: "De quantas maneiras diferentes e inovadoras eu posso"... O resto você completa com uma ação: educar, alfabetizar, diminuir a violência.

FOLHA - Até onde vale criar soluções?
ROCHA - Na educação, qual é a melhor pedagogia? É aquela que leva as pessoas a aprender. Na escolarização, a melhor pedagogia é aquela que dá mais sentido para quem a aplica. O CPCD foi secretário da Educação de Araçuaí (MG). Os meninos demoravam duas horas no ônibus. Então colocamos educadores no ônibus. Toda secretaria de Educação pode fazer. É só sair da caixa.
Uma outra questão é o acesso aos livros. Eu me perguntei se os livros perderam o encantamento ou se foi a escola que não soube mantê-los encantados.
Juntei um monte de livros em baixo da árvore e mandava a meninada ler. Em volta, deixava montinhos de sucata e escrevia uma placa: música, teatro, artes plásticas, literatura. Tudo que o menino lesse, tinha que ir numa direção e fazer música, teatrinho etc. É um jogo. Ler e transformar, do seu jeito.
Eles ficavam lá a tarde inteira. Vinha gente de longe. Por que esses meninos nunca tinham entrado numa biblioteca da escola? Porque eles não tinham prazer. Quando iam ler um livro, tinham que dissecar a obra, responder a perguntas.

FOLHA - Como mexer no conteúdo do ensino? Tem um conteúdo básico?
ROCHA - Claro. Tem que ter alguma coisa para começar. Precisa aprender os códigos de leitura, raciocinar e fazer cálculo, as quatro operações básicas. Mas não precisa saber o que é hectômetro.
Há uns 20 anos, tinha um projeto do governo para combater a doença de chagas no sertão. Iriam construir casas de cimento no lugar das de adobe.
O adobe resolve bem a questão térmica, o cimento, não. Mas os engenheiros disseram que não sabiam fazer casa de adobe de qualidade. Fiquei imaginando: eles não foram formados para fazer casas dignas para a população. Querem fazer em São Paulo e no sertão uma casa do mesmo tipo. Que lógica é essa? É a lógica do modelão.

FOLHA - O sr. é a favor de uma pedagogia específica para cada pessoa?
ROCHA - Não. O que não pode é aprender uma única coisa, todo mundo igual, dar pesos desiguais, negar ou excluir coisas em função de critérios que são ideológicos. Mas não é "cada um faz o que quer".
É possível criar uma sociedade polivalente, diversificada? É, porque não foi feito ainda. Se ninguém fez, é possível. Isso é o que eu chamo de utopia. Utopia para mim não é um sonho impossível. É um não-feito-ainda, algo que nunca ninguém fez.
É possível aprender brincando? Vamos ver. A gente aprende fazendo. Aí eu coloco um indicador: a escola ideal deve ser tão boa que professores e alunos desejem aulas aos sábados, domingos e feriados. Hoje, temos exatamente o contrário.

FOLHA - Como nasce uma nova forma de ensinar?
ROCHA - Da dificuldade ou da pergunta. Somos movidos por uma pergunta, que vira um desafio, que vira uma encrenca. É possível educar debaixo do pé de manga? Vamos ficar pensando ou vamos aprender fazendo? O nosso verbo é o "paulofreirar", que só se conjuga no presente do indicativo: eu "paulofreiro", tu "paulofreiras" e por aí vai. Não existe "paulofreiraria", "paulofreirarei". Ação e reflexão, agora.
As respostas vão sendo testadas e viram novas metodologias, pedagogias. Assim surgiu a pedagogia da roda, um jeito de combater a evasão dos meninos.

FOLHA - Seus métodos são tão abertos a ponto de aceitar que uma criança queira aprender na escola formal? Ou você quer acabar com a escola?
ROCHA - Eu não quero acabar com a escola. Ela é muito mais importante do que parece. Mas ela precisa ter a ousadia de experimentar. É uma lástima dar às crianças só o que a escola formal oferece. É muito pouco.
As pessoas querem tirar os meninos da rua e levar para a escola. Por que, em vez de tirar da rua, não mudamos a rua? Lugar de criança é na escola, na rua, em todos os espaços. Todos os espaços podem ser de aprendizado. Há experiências de cidades educativas muito legais.

FOLHA - Como é sua relação com os governos?
ROCHA - Eu não vejo muita diferença. Todos eles estão dentro da mesma caixa, só muda a cor. A escola que tem agora não é muito diferente da de oito anos ou 20 anos atrás. A gente não consegue estabelecer alianças com os governos porque incomoda pensar fora da caixa. Então a gente vem aprendendo a fazer política pública não-governamental.

NA INTERNET: Leia mais trechos da entrevista com Tião Rocha em www.folha.com.br/073271

Saiba mais sobre a origem e funcionamento dessas pedagogias em www.folha.com.br/073272

Fonte: jornal Folha de S. Paulo, 27/11/2007

2º Encontro de Direitos Humanos de Contagem

2º Encontro de Direitos Humanos de Contagem

Acontece no dia 1º de dezembro, na Casa do Movimento Popular, às 8h, o Segundo Encontro de Direitos Humanos promovido pela Pastoral de Direitos Humanos e Vilas e Favelas de Contagem. Aberto a lideranças comunitárias, o principal objetivo é dar continuidade ao módulo I do evento que, no ano passado, falou dos principais direitos do cidadão.

Serão ministradas palestras por técnicos do Ministério Público que, a partir deste ano, se tornou parceiro inédito junto à Pastoral que já tem o apoio da MZF (Missionszentrale Der Franziskanesr).

Enquanto instituição e com a função de atender as necessidades sociais, o Ministério Público vê nesse encontro a oportunidade de se aprofundar ainda mais e fazer valer os direitos da Constituição Federal.

Este evento nos permite cumprir com a nossa missão, que é a de sempre estar ao lado da sociedade. Nosso interesse é colaborar e resgatar o trabalho da cidadania", diz o Assessor da Procuradoria Geral e Justiça Adjunto Institucional, Fernando Tadeu Davi. Para ele "essa aproximação possibilita ao Ministério Público se tornar mais público e menos estatal, pois visa lutar pelos direitos da sociedade".

Já para Vanessa Mendes Moreira, técnica social do Núcleo de Prevenção à Criminalidade de Contagem (NPC) – programa que apóia o Encontro e atua de forma efetiva junto à Pastoral –, a promoção da cidadania é uma das chaves fundamentais para a prevenção de qualquer forma de criminalidade e a construção de uma sociedade menos violenta. "Precisamos da colaboração de todos. Por isso, participar e colaborar em eventos como este é fundamental para que o Núcleo tenha êxito em seus propósitos dentro do município".

Resultados

Questionado sobre os resultados da Pastoral em 2007, o coordenador Raimundo Pradino responde com entusiasmo. "Conseguimos despertar nas lideranças o interesse de querer mais conhecimento e quando você conhece seus direitos, passa a se respeitar mais e a respeitar mais os outros", conclui.

Palestras:

CONHECENDO OS ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

Afonso Henrique de Miranda Teixeira (Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado de Minas Gerais e Coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Conflitos Agrários).

DIREITOS FUNDAMENTAIS, DIREITOS SOCIAIS E GARANTIAS CONSTITUCIONAIS

Antônio Joaquim Fernandes Neto (Procurador de Justiça do Ministério Público do Estado de Minas Gerais e Coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde).

CONHECENDO O MINISTÉRIO PÚBLICO: MECANISMOS DE PROTEÇÃO

Rodrigo Filgueira de Oliveira (Promotor de Justiça e Coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Direitos Humanos, Apoio Comunitário de Fiscalização da Atividade Policial).

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DOS DIREITOS HUMANOS

Fernando Antônio Fagundes Reis/Fernando Tadeu David (Procuradoria Geral de Justiça Adjunto Institucional).

A Casa do Movimento Popular fica na Av. General David Sarnof, nº 117, Cidade Industrial, Contagem

Educação recruta profissionais com experiência em alfabetização

Educação recruta profissionais com experiência em alfabetização

As
inscrições para os educadores interessados em trabalhar com o Programa de Intervenção Pedagógica – Alfabetização no Tempo Certo nas Superintendências Regionais de Ensino (SRE) estão abertas e podem ser feitas pelo site da SEE até o dia 9 de dezembro. Os candidatos devem ser profissionais com formação em pedagogia ou outra licenciatura com experiência em projetos educacionais, além de possuírem experiência em alfabetização, orientação pedagógica para os anos iniciais, direção de escola ou inspeção escolar. O principal objetivo do programa é de que até o fim de 2010 toda criança esteja lendo e escrevendo até os oito anos de idade. O processo seletivo será realizado nas próprias SRE com avaliação curricular e entrevistas contendo estudos de caso.
A contratação desses educadores é temporária para fortalecer a equipe de profissionais do Estado e exclusiva para a implementação do programa de reforço nas escolas onde os alunos não apresentam bons resultados.
O PROGRAMA E SEUS PRINCIPAIS OBJETIVOS
O programa foi iniciado pela Secretaria de Educação de Minas Gerais em 2007 e abrange o Estado inteiro. São aproximadamente 370 mil crianças de 6 a 8 anos nas mais de 2.600 escolas estaduais de ensino fundamental em Minas. A equipe do programa terá cerca de 7 mil professores, 900 especialistas pedagógicos e mais de 1,2 mil analistas educacionais.
O foco principal do programa envolve cerca de mil escolas de ensino fundamental, chamadas de escolas estratégicas. Essas instituições concentram os alunos com desempenhos baixo e intermediário no Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa), que será o principal indicador utilizado para avaliar a evolução dos alunos. As metas de desempenho serão baseadas no Proalfa e definidas para todas as escolas do Estado.
O Proalfa é realizado anualmente pela Secretaria de Educação de Minas Gerais, com a participação do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale) da UFMG e do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed), da Universidade Federal de Juiz de Fora.
A meta do Programa de Intervenção Pedagógica é aumentar significativamente o número de alunos no intervalo de desempenho superior do exame, o Recomendável. Crianças com desempenho classificado neste intervalo lêem frases e pequenos textos e começam a desenvolver habilidades de identificação do gênero, do assunto e da finalidade de textos. Também é objetivo principal do Programa a eliminação do baixo desempenho.
Em 2008, as principais iniciativas pedagógicas serão: implementação de material detalhado para servir de guia para professores, especialistas, diretores e equipes central e regional em todo o estado, e disseminação das melhores práticas e transferência das experiências de sucesso entre as escolas do Estado.
Fonte: ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

Oportunidade na Educação em Minas Gerais

O Governo do Estado de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Educação, está buscando profissionais com experiência em alfabetização para fazerem parte da equipe do Programa de Intervenção Pedagógica – Alfabetização no Tempo Certo.

Os candidatos devem:

Possuir formação em pedagogia ou outra licenciatura com experiência em projetos educacionais
Ter experiência em alfabetização, orientação pedagógica para anos iniciais, direção de escola e/ou inspeção escolar.
Dispor de capacidade de comunicação oral e escrita.
Possuir habilidades interpessoais para orientar/capacitar pessoas.
Ter capacidade de iniciativa e habilidades para trabalhar em equipe.
Trabalhar 40h semanais sediado em alguma das 46 Superintendências Regionais de Ensino.
Ter disponibilidade para viajar para diferentes municípios dentro do Estado de Minas Gerais.
Trabalhar com foco em resultados e ter abertura a novos métodos de trabalho.
Se você se encaixa nesse perfil e tem interesse em participar desse desafio que mudará a vida de milhares de crianças do nosso estado, junte-se a nós e inscreva seu currículo . As inscrições vão até o dia 09/12. Obrigado e boa sorte!

Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais - SEE / MG
Avenida Amazonas, 5855, Gameleira - Fone (31) 3379-8200 - CEP: 30510-000 - Belo Horizonte - MG

Dia Municipal do Meio Ambiente

Dia Municipal do Meio Ambiente

Miradouro, 29 de novembro de 2007

Clique na imagem para ver no tamanho original

Companheiros (as),

No dia 13 de dezembro de 2007, estaremos realizando na cidade de Miradouro o Dia Municipal do Meio Ambiente, a programação está em anexo.
Convidamos a todos os companheiros(as) que estão engajados nesta luta para participarem conosco!

Promoção:
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Miradouro
Prefeitura Municipal de Miradouro
Secretaria Municipal de Educação
FAMINAS
CEIVAP

Maiores informações com Gilsilene- 032-99846817
ou Tereza - 032-3753 1410

Guia Alimentar de Bolso

Como ter uma alimentação saudável

Guia Alimentar de Bolso

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aqui para baixar

Plano Nacional do Livro e Leitura

Cadastre seu projeto no Plano Nacional do Livro e Leitura

Qualquer instituição pública ou privada ou mesmo pessoa física que tiver algum tipo de projeto, programa ou qualquer outra ação na área do livro, literatura, leitura e bibliotecas no país pode cadastrá-lo no Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL). Para isso, basta acessar o Portal do PNLL e preencher o formulário de projetos. Há informações sobre a forma de preenchimento e, ainda, sobre cada uma das 18 Linhas de Ação que constituem os 4 Eixos Estratégicos do PNLL, além do Calendário de Eventos. Podem fazer parte do Plano tanto ações desenvolvidas pelo Estado (órgãos do governo federal, governos estaduais e prefeituras), como por empresas privadas e organizações do terceiro setor, além de pessoas físicas. Com participação no Plano, as ações passam a ter maior visibilidade e abrem um canal para a troca de experiências com os responsáveis por ações semelhantes.

Fonte: www.nosrevista.com.br

Casa da Leitura

Casa da Leitura/BN escolhe cursos para 2008

A Casa da Leitura/BN, sede nacional do PROLER - Programa Nacional de Incentivo à Leitura, da Fundação Biblioteca Nacional, recebe até o dia 5 de dezembro propostas de cursos e seminários a serem ministrados no ano de 2008. Os cursos são focados em temas ligados à leitura e literatura, e têm como público-alvo professores, bibliotecários, mediadores de leitura e o público em geral. Os interessados devem enviar seus projetos para o e-mail: casadaleitura@bn.br, acompanhados de curriculum vitae.

Fonte:
www.nosrevista.com.br

TV Livro, o YouTube do livro

TV Livro, o YouTube do Livro

O Grupo Scortecci e seus parceiros estão inaugurando a TV LIVRO.
A proposta é postar e produzir vídeos na Internet sobre autores, livros, leitura e literatura.
Uma equipe de estagiários da USP, Mackenzie (Jornalismo) e Cásper Líbero (Rádio e TV) está à frente do projeto sob a coordenação do portal
AMIGOS DO LIVRO.
"O grupo foi selecionado entre 152 candidatos", explica João Scortecci, idealizador do projeto, editor do portal e Diretor-Presidente do grupo. "Estamos também montando um pequeno estúdio para produção dos vídeos. A idéia é "convocar o autor, a leitura e o mercado editorial para o debate sobre livro e cultura." Conclui.
O espaço é livre e democrático desde que o assunto seja "o livro".
Aberta para autores, editoras, livrarias, academias de letras, grupos literários e entidades culturais, a
TV LIVRO espera a sua visita.
Acesse o
portal ou escreva para: tvlivro@tvlivro.com.br.

arte, cultura, livros, YouTube

Iguais na Diferença

Salvador sedia evento nacional para celebrar 59 anos da Declaração dos Direitos Humanos

“Direitos Humanos: Iguais na Diferença”, que anualmente concentra as atividades em uma das capitais brasileira _ em 2006 aconteceu no Rio de Janeiro _ será realizado este ano em Salvador, Bahia, entre 6 e 9 de dezembro, com uma série de atividades para relembrar e motivar a reflexão sobre os 59 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. O encerramento será marcado por um grande show no Farol da Barra, com a participação já confirmada de artistas como Zeca Baleiro, Elza Soares, Arnaldo Antunes, Margareth Menezes, Ilê Ayê, MV Bill e Olodum, entre outros. O escritor Alcione Araújo é o curador do evento, realizado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com patrocínio da Petrobras.

Um grande show no Farol da Barra com a presença de artistas famosos como Zeca Baleiro, Arnaldo Antunes, Margareth Menezes; ações descentralizadas em presídios, quartéis militares, escolas, asilos e unidades de menores, além de uma feira organizada por Ongs de todo o País ligadas à defesa dos Direitos Humanos já estão definidos para integrar a programação da semana Direitos Humanos “Iguais na Diferença”, marcada para o período de 5 a 9 de dezembro, em Salvador. A realização é da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, com a curadoria do escritor Alcione Araújo, patrocínio da Petrobras e apoio de organizações sociais de todo Brasil. A direção artística é de Luiz Marfuz.

O objetivo é celebrar os 59 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e incentivar a reflexão sobre o tema, como explica o escritor e curador do evento Alcione Araújo. “Vivemos um tempo em que a violência e as necessidades básicas crescem a cada dia em nosso País. A Cultura continua sendo o melhor caminho para quebrar preconceitos e chamar atenção para o quadro de desigualdade social que gera um histórico desrespeito aos Direitos Humanos”, completa.

O ministro ministro Paulo Vannucni, da Secretaria Especial de Direitos Humanos da presidência da República, defende a necessidade de insistir, sempre, na prioridade do respeito aos direitos humanos em todas as áreas. “Há conquistas no combate ao trabalho escravo, às diversas formas de discriminação, no combate à violência doméstica, na defesa da criança, adolescente e idoso, no direito dos homossexuais etc. Ainda há muito por fazer e falta-nos tradição de respeito à diferença. Não basta apenas a lei, é preciso educar para o respeito às diferenças”, conclui.

As comemorações deste ano destacarão o valor universal dos Direitos Humanos. Os organizadores ressaltam que, quando se fala em Direitos Humanos, é preciso considerar todos os direitos naturais, universais e fundamentais dos seres humanos, independente de nacionalidade, etnia, cor da pele, sexo, idade, orientação sexual, profissão, classe social, condição de saúde física e mental, opinião política, julgamento moral, religião e instrução.

Para reforçar esses conceitos, estão programadas celebrações em presídios, quartéis militares, escolas, asilos e unidades de internação de adolescentes em conflito com a lei, no período de 5 a 8 de dezembro. O objetivo é resgatar a força criadora e apontar possibilidades de inserções produtivas e criativas na vida social, por meio dos Direitos Humanos.

Outro eixo importante da comemoração será a montagem de uma feira com entidades envolvidas com a causa dos Direitos Humanos. A feira funcionará no dia 9 de dezembro, em frente ao Farol da Barra, das 9 às 17 horas. Além da exposição de trabalhos de Ongs de todo o Brasil, haverá oficinas artísticas abertas ao público e apresentações de diversas manifestações culturais ligadas ao tema dos direitos humanos.

Para o show de encerramento, dia 9 de dezembro, estão confirmadas as presenças de Margareth Menezes, MV Bill, Elza Soares, Arnaldo Antunes, Oludum, Ilê Ayê, Zeca Baleiro, Chico César, Edson Gomes, Vitor Ramil, Marcos Suzano e Geraldo Azevedo.

Sobre o curador

Alcione Araújo é mineiro radicado no Rio de Janeiro, foi professor universitário, pós-graduado em Filosofia, até tornar-se escritor profissional. Para a televisão, escreveu, entre outros trabalhos, série Malu mulher e a novela A idade da loba. Escreve crônica semanal para o jornal Estado de Minas. Uma coletânea delas, intitulada Urgente é a vida, (Ed. Record) ganhou o prêmio Jabuti/2005. Publicou também, em 2006, o livro de crônicas Escritos na água. O romance Nem mesmo todo o oceano (Ed. Record) foi finalista do Prêmio Jabuti 1999. É conferencista e palestrante em eventos culturais no Brasil e no exterior. É consultor da Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Financiamento de Projetos Culturais

Centro Cultural do BID convoca propostas para projetos em pequena escala

Representações do BID nos países receberão os pedidos de financiamento
O Centro Cultural do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou que está convocando propostas para seu programa 2008 de patrocínio de projetos de desenvolvimento cultural.
As propostas devem ser apresentadas antes de 31 de janeiro de 2008 nas Representações do BID nos 26 países membros mutuários do Banco na América Latina e no Caribe.
As doações variam entre US$3.000 e US$7.000 e são concedidas uma só vez por instituição. Os subsídios deverão satisfazer uma necessidade local, contribuir para os valores culturais, estimular a atividade econômica e social de forma inovadora e bem-sucedida, apoiar a excelência artística e contribuir para o desenvolvimento da comunidade e dos jovens.
O Programa de Desenvolvimento Cultural foi concebido para estimular o desenvolvimento de projetos inovadores que preservem e recuperem as tradições e conservem o patrimônio cultural, entre outros objetivos. Os projetos são avaliados com base em sua viabilidade, âmbito educativo, uso eficaz de recursos, capacidade de mobilizar recursos financeiros adicionais e no impacto de longo prazo sobre a comunidade.
O BID pode financiar até dois terços de um projeto. As organizações locais são responsáveis por proporcionar o resto dos recursos e apoiar o projeto de modo sustentável. Desde 1996, o Programa de Desenvolvimento Cultural demonstrou que os microinvestimentos em empresas culturais comunitárias são eficazes para a criação de empregos e a construção de capacidade.

O Programa de Desenvolvimento Cultural estabeleceu uma aliança com a Fundação Interamericana de Cultura e Desenvolvimento com o objetivo de apoiar a nova iniciativa do BID "Oportunidades para a Maioria". Essa iniciativa promove a inovação e a criatividade para ajudar pessoas de baixa renda na América Latina e no Caribe a melhorar suas condições de vida.

Mais informação

Contatar
Elba Agusti, Programa de Desenvolvimento Cultural, Centro Cultural do BID,
fone: (202) 623-3774.

Centro Cultural do BID
http://www.iadb.org/cultural

Fundação Interamericana de Cultura e Desenvolvimento (ICDF)
http://www.iacdf.org/

Iniciativa do BID Oportunidades para a Maioria
http://www.iadb.org/bop/

Instruções para inscrição no Programa de Desenvolvimento Cultural-2008
http://www.iadb.org/cultural/information_bulletins/BASES07_por.pdf

Contato de imprensa

Christina MacCulloch
email:
christinam@iadb.org
fone: (202) 623-1718

Sexto Seminário Temático do Núcleo de Estudos Sóciopolíticos

Convite

O Núcleo de Estudos Sóciopolíticos (NESP), da PUC Minas e da Arquidiocese de Belo Horizonte, convida você e seus amigos/as para o sexto e último seminário temático deste ano de 2007.

Teremos a grande alegria de contar com a presença da Doutora Fiona Macaulay, professora no Departamento de Estudos pela Paz, na Universidade de Bradford, Inglaterra. Anteriormente, Macaulay foi professora no Instituto para o Estudo das Américas (Universidade de Londres) e pesquisadora no Centro para Estudos Brasileiros (Universidade de Oxford). Como integrante da Anistia Internacional, pesquisou a violação dos direitos humanos em vários países. Em relação ao Brasil tem pesquisado o sistema prisional, sendo uma das maiores conhecedoras e estudiosas dessa área.

A professora Fiona está no Brasil para participar da Cátedra Ford/IEAT/UFMG e abordará no seminário temático do NESP o tema " Educação para a Paz".

A conferência, em português, analisará os desafios da educação ao tentar promover a paz num mundo marcado pelos conflitos e violências. A professora Macaulay defende uma abordagem interdisciplinar que sempre serviu de base para o Departamento de Estudos sobre a Paz na Universidade de Bradford, onde trabalha. Na ocasião, analisará, ainda, exemplos concretos de educação para a paz, desenvolvidos em vários países.

Serviço

Evento: Sexto Seminário Temático do Núcleo de Estudos Sóciopolíticos – NESP

Data: próximo sábado, dia 1º de dezembro

Horário: das 14 às 17 horas

Local: prédio 43, da PUC Minas (Bairro Coração Eucarístico).

Outras informações no NESP
telefone: 3319-4978
e-mail:
nesp@pucminas.br

Música no Belas - Última Semana

Música no Belas encerra nesta semana sua programação de 2007.

Em 2008 retornaremos com muitas novidades. Aguarde!

Quinta feira, dia 29, Carlos Ed (MPB). Carlos Ernest Dias nasceu no Rio de Janeiro, membro de família de músicos. Radicou-se em Belo Horizonte onde vive há mais de vinte anos. Seu primeiro instrumento foi o piano, mas o batismo musical ocorreu no Clube do Choro de Brasília, tocando flauta doce. Depois de graduado em oboé pela UFMG, passou a tocar também saxofone e flauta. Atuou como instrumentista de sopros em inúmeros shows, gravações e música de concerto, trabalhando ao lado de músicos como Zeca Baleiro, Flávio Henrique, Juarez Moreira, , Weber Lopes, Gilvan de Oliveira, Zizi Possi, Marcus Viana, Vander Lee, Carlos Farias, Mauro Rodrigues e Marco Antônio Araújo.Entre as suas atividades é professor da Escola de Música da UFMG, onde ministra aulas de oboé, arranjo, música popular de câmara e história da MPB. Participou como instrumentista e arranjador no CD "Ode Descontínua e Remota para Flauta e oboé", (Zeca Baleiro e Hilda Hilst) e como instrumentista nos CDs "O Tom de Adélia Prado" e "O Sempre Amor", (Mauro Rodrigues e Adélia Prado), e e em trilhas de longas-metragem, como "A dança dos Bonecos" (composições de Tavinho Moura), "Lavoura Arcaica" (Marco Antônio Guimarães) e "Vinho de Rosas" (Caxi Rajão). P articipação especial do percussionista Eros Frezik. Imperdível!

Na sexta-feira, dia 30 é a vez de Tatá Sympa (MPB). Músico de formação erudita e popular, intérprete, compositor e instrumentista de rara sensibilidade percorre os caminhos da MPB com desenvoltura ímpar.Tendo já emprestado seu talento a artistas e grupos importantes de nossa música, dentre esses, Chico Lobo, Pena Branca, Patrícia Ahmaral, Zeca Baleiro, Vander Lee, Moska, Rubinho do Vale, Gil Damata, Alda Rezende, Fernando Ângelo, Babaya, Grupo de Projeção Folclórica Sarandeiros, agora lança carreira solo sólida e madura. Tatá é música de raiz, é regional e contemporâneo...Vai da valsa ao samba, passando por baiões, toadas, lundus e chorinhos com muita propriedade, sensibilizando suas platéias com sua bela voz com um canto forte e expressivo de raro registro, com uma extensão vocal privilegiada. Também sua carreira internacional se delineia com solidez, destacando-se apresentações pelo Canadá, Bélgica, Itália, Espanha, Holanda e Alemanha.

Couvert: R$ 8,00 (mediante pagamento de couvert, cessão de meia-entrada para qualquer filme em cartaz no Usiminas Belas Artes Cinema)

Endereço: Rua Gonçalves Dias, 1581 - Lourdes.
Horário: a partir das 21:30 h

Informações: www.embracine.com.br
Reservas: 3222-8960 com Rogério ou Daniel

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Poeta e Ex-professor da UFOP tomará posse na Academia Marianense de Letras

Poeta e Professor Luiz Tyller Pirola tomará posse dia 30 de novembro de 2007, às 19h na cadeira de número 20, cujo patrono é João Alphonsus de Guimaraens.
Local: Casa de Cultura

Se não conseguir visualizar as imagens, clique:
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Mais um aldravista na Academia Marianense de Letras
Luiz Tyller Pirola
Cerimônia de posse
Dia 30 de novembro, às 19 horas
Casa de Cultura de Mariana
Rua Frei Durão, 84 - Centro

Poeta e Professor Luiz Tyller Pirola tomará posse dia 30 de novembro de 2007, na cadeira de número 20, cujo patrono é João Alphonsus de Guimaraens.
Membro fundador do Movimento Aldravista
Membro fundador do Jornal Aldrava Cultural
Membro fundador da Associação Aldrava Letras e Artes

Clique na imagem para ver no tamanho original

Natural de Araraquara, interior de São Paulo, Luiz Tyller é Licenciado em Letras Português/Inglês, pela UNESP, Campus de Araraquara. É Mestre em Comunicação e Semiótica/ PUC- São Paulo, Doutor em Letras / Literatura Brasileira, USP e Pós-Doutor em Estudos Literários, UNESP/Campus de Araraquara.
Professor aposentado do Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal de Ouro Preto, onde lecionou Literatura Brasileira desde fevereiro de 1984. Tem domínio do inglês, francês, espanhol, italiano e latim. É pesquisador de literatura, com extremo domínio da Teoria Literária e de suas bases da filosofia clássica greco-latina. Profundo conhecedor do romantismo Europeu e Brasileiro. Desenvolveu pesquisas sobre a formação da identidade nacional, nas quais desnuda a obra de José de Alencar. Implantou o Curso de Direito e o de Direção teatral da UFOP. É poeta de estilo particular, com versos curtíssimos e metonímias estonteantes, o que o coloca no patamar de uns dos principais poetas do movimento aldravista de Mariana, movimento de que é membro fundador, em 2000, com o Jornal Aldrava Cultural, do qual é colaborador e membro da Comissão Editorial. É autor de cinco livros (de poesia e de ensaios científicos sobre aspectos da literatura) e participação em várias antologias poéticas. Autor de dezenas de artigos científicos publicados em revistas científicas e anais de congressos nacionais e internacionais.
Publica poesia regularmente no Jornal Aldrava Cultural.

Atenciosamente,
Andreia Donadon Leal - Déia Leal
Governadora do Instituto Brasileiro Culturas Internacionais- Minas Gerais
Promotora de Eventos e Coordenadora de Projetos do Jornal Aldrava Cultural

http://www.jornalaldrava.com.br/pag_deia_leal_plan.htm

http://www.jornalaldrava.com.br/pag_poesia_andreia.htm


InBrasCI
Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais

Ciência e Filosofia

A utilidade é mãe da filosofia, o ócio é o pai da ciência

A ciência progride pela utilidade, a filosofia por meio do ócio. Este é o senso comum que dirige a mentalidade de nossos gestores do conhecimento. Reitores de universidades, dirigentes de órgãos de fomento à pesquisa, ministros e secretários de instâncias governamentais ligadas à educação e à ciência – a maioria pensa assim. Mas não conseguem me convencer disso. Penso exatamente o oposto. A filosofia só tem sentido pela utilidade, a ciência, pelo ócio.

A chamada ciência aplicada e dirigida a propósitos determinados não é um empreendimento desprezível, mas não é propriamente ela a responsável pelos melhores descobrimentos e invenções. Estatisticamente é possível ver que aquilo que mais se vende em farmácias e drogarias, e que consideramos avanço em nossas vidas, não veio senão como subproduto de determinadas pesquisas. Erro, fuga de direção e, principalmente, lazer foram os elementos que determinaram nosso avanço científico. É verdade para o mundo, é verdade para o Brasil. Cada vez mais os cientistas precisam ser colocados em laboratórios em que a direção das pesquisas permite o desvio de conduta, ou seja, o ócio e até mesmo a “desobediência civil” laboratorial. Ninguém cria o que se propõe a criar – esta é a história da ciência.

Ao contrário da ciência, a filosofia não gera absolutamente nada de interessante ou belo ou agradável ou bom em regime de férias. Não é errado dizer que a filosofia tem a ver, ainda, com a literatura e quando afastada da boemia vira um arremedo de ciência. Mas a boemia necessária à filosofia precisa de disciplina, pulso firme, determinação da vontade. E, mais que tudo isso, a filosofia é uma atividade que só chega a algum lugar se este lugar é determinado previamente. A história da filosofia mostra isso: as grandes obras filosóficas, que são o equivalente, neste campo, às grandes invenções científicas, não se fizeram por meio de alguém que se propôs a escrever algo que não sabia o que era. Nada disso. As grandes obras filosóficas foram produtos de pessoas que tinham planos, objetivos e direções bem estabelecidas. Nunca existiu ócio na filosofia. Nem mesmo os filósofos que jamais escreveram algo, e que advogaram a idéia da filosofia como o que se exerce no cotidiano (como os cínicos, por exemplo, ou mesmo, de certo modo, Sócrates), imaginaram em chegar a algum lugar no filosofar sem um plano detalhado.

A filosofia é filha da utilidade. A ciência tem como pai o ócio. O cientista contemplativo precisa de laboratório. Mas não é nele que faz o que deve fazer. São nas horas de lazer que encontra suas melhores idéias e traça seus modelos mais abrangentes. O cientista precisa se afastar do laboratório e, então, ficar com saudades dele. É na saudade do laboratório, no cultivo do ócio, que o cientista dá ao cérebro tudo que ele precisa para fazer o que não deve fazer e, então, fazer o certo. A filosofia, ao contrário, ou se exerce no diálogo cotidiano, sem parar, sem descanso, ou não se faz. Não existe em filosofia o pensador solitário, que descansa e, então, tem idéias. Nada disso. A filosofia acontece no diálogo, na escrita, no debate; ou seja, ela faz o seu melhor no momento em que se faz. Não há idéias prévias em filosofia. Quando há a idéia, é a filosofia acontecendo. Por isso, colocada sob a regra do ócio, não ocorre.

Todos os grandes cientistas trabalharam em situações mais cômodas que os filósofos. Quando lhes tiraram tais situações, perderam a criatividade. Todos os grandes filósofos só produziram sob pressão e sob problemas particulares e políticos inauditos. Cientistas em prisões se desesperam e perdem a criatividade. Filósofos em prisões nos deram maravilhas. A ciência precisa de calma de espírito e segurança, a filosofia precisa de agitação interior e pavor. Thomas Edison, se preso, seria medíocre. Jamais seria um Boécio que, preso, nos deixou a maravilhosa Consolação da filosofia. Os cientistas alemães, quando viram os exércitos inimigos se aproximarem, perderam as idéias e a concentração. Santo Agostinho, quando os bárbaros já estavam no horizonte de sua terra, escreveu A cidade de Deus.

Quando a II Guerra Mundial estava para terminar, soviéticos e americanos aceleraram o passo para entrar em Berlim. Quem chegasse primeiro não iria só recolher os souvenirs mais valiosos, mas iria, sim, levar para casa os melhores cientistas. Os cientistas alemães estavam preocupados somente com uma coisa (mesmo os que haviam tido simpatias com o comunismo, no passado): ir para os Estados Unidos, fugir para encontrar a “frente americana”. Não era amor pela América, era necessidade, pois só na América teriam condições para fazer o que gostavam de fazer. Nos Estados Unidos, eles sabiam, haveria maior liberdade para atuarem em projetos de gosto pessoal. E mesmo em projetos governamentais, poderiam ter o ócio pedido para a ciência. Nos vários diálogos que existem sobre o assunto, há registros dessa busca do ócio em favor da própria atividade científica. Mas isso ocorreu com os filósofos?

Não! Os filósofos se dividiram segundo a ideologia e segundo a utilidade que teriam – ou que imaginavam que teriam. Os que haviam sido perseguidos por serem de esquerda estavam ou mortos ou já tinham fugido, é certo. Mas não pensem quem fugiram na primeira hora. Em alguns casos, queriam ficar. Muitos, inclusive, se achavam úteis para qualquer regime, seja o soviético ou o nazista. A história da fuga dos intelectuais que ficaram na França e foram recolhidos por meio de agentes da esposa do presidente americano da época, mostra bem isso (há filmes sobre o assunto, bastante fiéis à história). Filósofos, escritores e outros intelectuais do tipo não queriam fugir para a América. Ele achavam a América um lugar inóspito. Queriam ficar na França, e alguns saíram da Alemanha convencidos que os nazistas não lhes fariam mal, pois se viam como úteis, e existiram os que imaginavam poder até serem mais úteis ainda se fossem pegos pela frente russa. Errados ou certos, eles tinham consciência da utilidade.

Quanto ao nazismo, eles erraram. Os que não fugiram de imediato, morreram. Mas quanto aos russos, eles não erraram. Uma vez na URSS, vários dos que optaram por encontrar a frente russa tiveram cargos importantes. Cargos de trabalho – escrever para o Partido.

A má filosofia tanto quanto a boa, se faz no trabalho. A boa ciência se faz no ócio. Há filósofos que foram escravos. Há cientistas que foram escravos? Caso os dirigentes entendam isso, poderão conversar melhor com os filósofos e traçar planos. As idéias filosóficas nascem de planos. As boas e as ruins. Agora, com a ciência, só há um plano possível, o da liberdade e o da condescendência para com o ócio do cientista.

A subversão filosófica, que é a filosofia autêntica, se faz com projetos. A continuidade da produção científica autêntica só se faz no jogo do azar e sorte. Quem tem formação dupla, nas ciências e na filosofia, sabe bem do que estou falando. Quando começarmos a entender isso, então estaremos, de fato, aptos para dar os primeiros passos para uma política educacional efetiva no Brasil. E então estaremos iniciando o engatinhar na política científica.

Paulo Ghiraldelli Jr. , filósofo.
pgjr23@yahoo.com.br

Ciência e Filosofia

Indicações de Sites, Blogs e Informações Culturais

Indicações de Sites, Blogs e Informações Culturais
ARETÉ EDUCAR
http://areteeducar.blogspot.com/

Jornal Aldrava Cultural - poesias, contos, crônicas, artigos e artes plásticas
http://www.jornalaldrava.com.br/

Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais - InBrasCI
http://inbrasci.blogspot.com/

Blog do Artur da Távola
http://www.arturdatavola.blogger.com.br/

RÁDIO ROQUETTE-PINTO
http://www.fm94.rj.gov.br/

Blog do Artur da Távola
http://www.clesi.com.br/

BLOG DE CLEVANE PESSOA
http://www.clevanepessoa.net/blog.php

JORNAL TELESCÓPIO
http://telescopio.blog.terra.com.br/

PORTAL MHÁRIO LINCOLN DO BRASIL
http://www.mhariolincoln.jor.br/

REMAS - Rede Escritores en Español
http://www.redescritoresespa.com/

http://www.redescritoresespa.com/A/andreialeal.htm

ARTE & SOCIEDADE DE CLÁUDIA FERNANDES - Cientista Social
http://www.arteesociedade.com/
http://www.arteesociedade.com/DEIAARTESPLASTICAS.htm

Asociación Cultural Valentin Ruiz Aznar - Granada - Espanha

Finalmente, podemos comunicá-los que o Web da EXPOSIÇÃO MARACENA (Espanha), Novembro de 2007, é terminado.

Podia-vos vê-lo no Links seguinte:

http://usuarios.lycos.es/leodavincultural/id35.htm
http://usuarios.lycos.es/leodavincultural/id34.htm
http://usuarios.lycos.es/leodavincultural/id38.htm
http://usuarios.lycos.es/leodavincultural/id39.htm
http://usuarios.lycos.es/leodavincultural/id40.htm

Expõe-se 89 Obras do nosso Concurso de 2006.
Estará até o 30 de Novembro de 2007.
Há muitas fotografias.
Naqueles Links poderá ver 2 vídeos desta grande Exposição.

(Permanecem ainda expôr publicamente algumas 51 obras do Concurso 2006. Apesar dos nossos esforços, estas 51 Obras não poderemos expôr até 2008. Trabalhamos as gestões para expôr as obras que faltam. Obrigado para a vossa compreensão).

Abraços para todos.

Lucía Martínez.
ACVRA. Granada (Espanha).
http://usuarios.lycos.es/avra

SALUDOS DE LA JUNTA JUVENTUDES MUSICALES DE LA ESPAÑA AO COMPOSITOR SINFÔNICO ANTONIO GUALDA pelo reconhecimento do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais - InBrasCI
http://gualda.galeon.com/id196.htm

Hoy me ha llegado (por correo normal, tradicional) la FELICITACIÓN que me envía JUVENTUDES MUSICALES DE ESPAÑA, Felicitación que fue tomada en acuerdo por UNANIMIDAD en Junta de JUVENTUDES MUSICALES DE ESPAÑA (según consta en el documento que me han enviado, y que te reenvío escaneado).
La felicitación viene en un documento "SALUDA", firmado por Don DÁMASO GARCÍA ALONSO, Presidente de JUVENTUDES MUSICALES en GRANADA, y ACADÉMICO DE BELLAS ARTES por la ACADEMIA DE BELLAS ARTES "SANTA ISABEL DE HUNGRÍA", de Sevilla.

Ésta es la Felicitación más importante, de todas las que he recibido hasta ahora por este motivo.

TEIA CULTURAL - MG

Os assuntos deste número:
Consciência Negra - Pontos de Cultura - Mostras, Lançamentos, Seminários
Editais e Prêmios - Agenda

- Dia da Consciência Negra
- Velha Guarda de BH bate papo e cai no samba
- A Teia termina numa batuca bem brasileira
- Projeto mineiro aproxima Pontos de Cultura e TV pública
- Palestra discute socialização em BH através do esporte e do lazer
- Cine-Teatro Vitória reabre suas portas em Santa Bárbara
- Mostra debate sobre condições das pessoas com deficiência
- Festival comemora bicentenário do fundador de Teófilo Otoni
- Forumdoc.bh traz mostra inédita do cineasta português Pedro Costa

Confira em anexo.

Para fazer o download do Adobe Reader clique aqui.

Clique aqui para baixar o pdf sobre o
Dia da Conciência Negra

Apresentação

O Boletim Teia Cultural Minas é um boletim virtual, produzido semanalmente pela Representação Minas Gerais do Ministério da Cultura, com o objetivo de divulgar os programas, projetos e ações do Ministério, bem como a agenda cultural dos Pontos de Cultura e dos munícipios de Minas.
Cinema, teatro, dança, circo, culturas populares, literatura, artes visuais, museus, políticas públicas, fomento, cultura digital são alguns dos assuntos abordados no boletim. A sua colaboração é importante para a produção do Teia Cultural Minas, participe enviando-nos notícias culturais da sua cidade, da sua comunidade, do seu Ponto de Cultura, através dos nossos contatos.

Aproveite para visitar o nosso site:
http://www.cultura.gov.br/

ACADEMIA VIRTUAL SALA DOS POETAS E ESCRITORES:
http://www.avspe.eti.br/

ESPAÇO CULTURAL CASA DO FERNANDO
http://fernandobarbosaesilva.arteblog.com.br/
http://fernandobarbosaesilva.arteblog.com.br/r357/PeLoS-CaMiNhOs-DoS-InTeRcAmBiOs-CuLtUrAiS/

REVISTA CULTURAL NOTA INDEPENDENTE
http://www.notaindependente.com.br/index.html

BLOCOS ON LINE
http://www.blocosonline.com.br/
http://www.blocosonline.com.br/literatura/servic/sernotic.php

Atenciosamente,
Andreia Donadon Leal - Déia Leal
Governadora do Instituto Brasileiro Culturas Internacionais- Minas Gerais
Promotora de Eventos e Coordenadora de Projetos do Jornal Aldrava Cultural

http://www.jornalaldrava.com.br/pag_deia_leal_plan.htm
http://www.jornalaldrava.com.br/pag_poesia_andreia.htm

InBrasCI
Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais

1ª Conferência de SANS em Suzano

Dom Mauro Morelli abre 1ª Conferência de SANS em Suzano


Dom Mauro Morelli, fundador-presidente do Instituto Harpia Harpyia (INHAH), fará palestra de abertura da 1ª Conferência Municipal de Segurança Alimentar Nutricional Sustentável promovida pela prefeitura de Suzano nos dias 27 e 28 de novembro. O evento acontece a partir das 19 horas do próximo dia 27 na sede do Sindicato da Construção Civil.

A conferência tem o objetivo de iniciar a discussão com a sociedade civil sobre segurança alimentar e nutricional, tema ainda pouco discutido, mas de grande importância para todos. A participação é aberta a todos os interessados e militantes na área.

Baseada no tripé "quantidade, qualidade e regularidade", a segurança alimentar e nutricional tem como meta assegurar a todos o direito a uma boa alimentação. Que significa não somente o combate à fome e a distribuição de alimentos, mas também envolve saneamento básico, habitação, educação, saúde, abastecimento, agricultura, trabalho e renda e muitos outros assuntos. A Prefeitura trabalha, desde 2005, para implementar uma política de segurança alimentar e nutricional sustentável no município.

Perfil Dom Mauro Morelli - Bispo fundador da diocese de Duque de Caxias e São João de Meriti, na baixada fluminense, Rio de Janeiro, por 24 anos, Dom Mauro desenvolveu naquela região diversos projetos junto à sociedade civil para combater a pobreza e os males da fome. O Mutirão Contra a Desnutrição Materno Infantil é um dos projetos que durante vários anos combateu a mortalidade infantil na região metropolitana e se tornou referencia nacional, inclusive oferecendo base importante para o Mutirão contra a miséria e a fome da CNBB em 2002.

Para se dedicar integralmente à causa do direito humano ao alimento e à nutrição apresentou a renúncia e foi dispensado do governo pastoral da Diocese de Duque de Caxias pelo Papa João Paulo II em março de 2005. Integrou no período de (2003-2006), o Comitê Permanente de Nutrição da Organização das Nações Unidas, pelo qual foi designado promotor de nutrição.

Para consolidar sua caminhada na luta pelo direito humano ao alimento e à nutrição, em 16 de outubro de 2004, Dia Mundial da Alimentação, Dom Mauro fundou o Instituto Harpia Harpyia - Agência de Defesa e Promoção do Direito Humano ao Alimento e à Nutrição, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), que hoje atua com projetos e articulações da Política de Segurança Alimentar nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Pernambuco.

Serviço
1ª Conferência Municipal de Segurança Alimentar Nutricional Sustentável em Suzano
Data: 27 e 28 de outubro
Hora: abertura às 19 horas (dia 27)
Local: Sede do Sindicato da Construção Civil de Suzano

Informações
Assessoria de Comunicação Social do Instituto Harpia Harpyia
Marcelo Lucas
(19) 3801-4775/ (19) 7804-8279/ 9747-2920
mmazetalucas@gmail.com

Fonte: Instituto Harpia Harpyia

Assessoria de Comunicação
(61) 3411.3349 / 2747

www.presidencia.gov.br/consea

ascom@consea.planalto.gov.br

Conferência Nacional das Cidades

Conferência Nacional das Cidades começa neste domingo

No período de 25 a 29 de novembro de 2007 será realizada a 3ª Conferência Nacional das Cidades com o Lema "Desenvolvimento urbano com participação popular e justiça social". A preocupação central da 3ª Conferência é continuar com a construção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU) para o País, sem deixar de abordar temas centrais relacionados ao cotidiano da gestão do poder público nas três esferas de governo.

Nessa 3ª Conferência, o debate em torno do tema busca promover a reflexão acerca de como as políticas e investimentos nos três níveis de governo na área da política urbana estão contribuindo para reverter a lógica da desigualdade e da exclusão territorial, bem como para reverter a lógica de fragmentação e desarticulação das intervenções setoriais e inter-governamentais. Tal discussão chama a atenção, sobretudo, para a importância da integração das políticas setoriais e das ações governamentais na área de desenvolvimento urbano, para o enfrentamento dos problemas que acometem as cidades brasileiras.

Ao trazer a discussão para a ótica das realidades em âmbito local, a proposta também vislumbra a reflexão acerca da capacidade de gestão dos governos, ou seja, um debate sobre a capacidade de planejar o desenvolvimento das cidades e suas intervenções de forma integrada e com participação social. Este enfoque da participação social será aprofundado por meio do debate da construção do Sistema Nacional de Desenvolvimento Urbano, entendido como o principal mecanismo para viabilizar a gestão democrática da PNDU.

A 3ª Conferência também propõe um balanço das ações e políticas já desenvolvidas, a partir das duas conferências já realizadas. A 1ª e a 2ª Conferência Nacional das Cidades, realizadas em 2003 e 2005, deram início às primeiras discussões sobre a construção da PNDU.

Confira a programação.

Informações
Secretaria Executiva do Conselho das Cidades
(61) 2108-1641
conselho@cidades.gov.br
Página do evento

Fonte: Com informações do Ministério das Cidades

Assessoria de Comunicação
(61) 3411.3349 / 2747