sábado, 15 de janeiro de 2011

SOS Rio de Janeiro

Petropólis

A prefeitura tem quatro pontos de arrecadação:
- Igreja Wesleyana, no bairro Vale do Cuiabá
- Igreja de Santa Luzia, na estrada das Arcas, bairro Gentil
- Secretaria de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Rua Aureliano Coutinho, 81, Centro)
- Centro de Cidadania de Itaipava (Estrada União e Indústria, 11.860)

Telefones para informações:
(24) 2249-4337 / 2249-4221 / 2249-4222 / 2222-2071 / 2246-8954

A empresa Frozen Spa, que produz comida congelada, também recebe alimentos não-perecíveis para preparar refeições que serão fornecidas aos desabrigados.

Para as pessoas que vivem em outros Estados, o município orienta os interessados a procurarem a Cruz Vermelha para encaminhar donativos e também disponibiliza a seguinte conta bancária para doações:

SOS Petrópolis
Banco do Brasil
agencia 0080-9
Conta Corrente 76000-5

Teresopólis

A Defesa Civil municipal também pede doações de gelo, recipientes como bandejas e tabuleiros, termômetros e luvas descartáveis, e recruta voluntários com lanternas e motosserras no bairro Caleme, um dos mais atingidos.

A Secretaria municipal de Saúde solicita que médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e fisioterapeutas se apresentem no Ginásio Pedrão para auxiliar no atendimento às vítimas

Alguns desabrigados estão sendo alojados na Igreja Batista em Barra do Imbuí (Rua Dr. Oliveira, 314), que pede a doação de glicosímetro, fitas para medição de glicose, lancetas, algodão, esparadrapo, álcool, luvas e seringas descartáveis, soro fisiológico, gaze, além de colchonetes, lençóis, toalhas de banho e água.

Conta para contribuições:
Banco do Brasil
Ag. 0741-2
C/C 100000-9
SOS Teresópolis - Donativos

Ponto de arrecadação e abrigo central: Ginásio Pedrão (Rua Ten. Luiz Meirelles, 211, bairro Várzea)

Telefones:
(21) 2741-7025 / 2741-1970 / 2742-1994 / 2742-7625.
OBS.: mesmo quem ligar do Rio tem que discar o código DDD.

O município orienta pessoas que vivem em outros Estados a procurarem a Defesa Civil mais próxima para fazer doações de produtos para as famílias atingidas.

Nova Friburgo

Três pontos concentram o recolhimento de donativos: Centro de Assistência Social (no centro da cidade), 6° Grupamento do Corpo de Bombeiros (Praça da Bandeira, 1.027, bairro Vila Nova) e Sociedade Esportiva Friburguense (Avenida Doutor Galdino do Valle Filho, 35, Centro).

Dados da conta no Banco do Brasil: agência: 0335-2, c/c:120.000-3.

Polícia Militar

Todos os batalhões da capital e da Região Serrana estão recebendo doações. Veja aqui a lista de endereços.
Telefones: (21) 2333-2568 / 2333-2369.

A PM fluminense diz que, até o momento, as doações são concentradas apenas nos batalhões do Estado do Rio, mas que pessoas de outros Estados podem procurar a Cruz Vermelha para encaminhar donativos.

Cruz Vermelha

Donativos têm que ser entregues pessoalmente, na sede da entidade na Praça da Cruz Vermelha, 1.012, Centro do Rio. O órgão também aceita colaboração para transportar o material até a Região Serrana.

A Rodoviária Novo Rio também montou um posto no piso de embarque inferior, que funciona das 9h às 17h, e a Polícia Rodoviária Federal pôs à disposição dois locais de arrecadação 24 horas, no pedágio da Rodovia Rio-Magé e na BR-101, altura do município de Casimiro de Abreu. Outros dois postos, na Rio-Petrópolis e na Rodovia Presidente Dutra, funcionam das 8h às 17h.
Tel.: (21) 2224-1941

A entidade diz que tem informado por e-mail quais são as unidades mais próximas dos interessados em fazer doações para as vítimas das chuvas no Rio. Para isso, pede que os voluntários entrem em contato por telefone ou pelo e-mail: cruzvermelhariodejaneiro@gmail.com

Viva Rio

Para ajudar, basta levar os mantimentos à sede da ONG (Rua do Russell, 76, Glória) ou fazer depósito na conta do Viva Rio:

Banco do Brasil
Agência 1769-8
C/C 411396-9
CNPJ 00343941/0001-28

A coleta também será feita em 11 estações das Linhas 1 e 2 do Metrô: Carioca, Central, Largo do Machado, Catete, Glória, Ipanema/General Osório, Pavuna, Saens Peña, Botafogo, Nova América/Del Castilho e Siqueira Campos. Poderão ser doados até o dia 11 de fevereiro água, alimentos não perecíveis e material de higiene pessoal.

Tel: (21) 2555-3750 / 2555-3785

Caixa Econômica Federal

A Caixa Econômica Federal informa que foi aberta uma conta corrente para ajudar as vítimas das chuvas no estado do Rio de Janeiro. As doações aos moradores das regiões em estado de emergência podem ser feitas na conta da Defesa Civil do Rio de Janeiro:

Conta Corrente: 2011-0
Agência 0199
operação 006

Itaú Unibanco

O Itaú Unibanco também lançou um programa de mobilização interna e externa para ajudar as vítimas das chuvas na região serrana do Rio de Janeiro.

A partir de amanhã, o banco vai disponibilizar uma conta corrente para direcionar recursos para o Estado por meio de parceria com a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. Os dados da conta são os seguintes:

Itaú (341)
Agência: 5673
Conta: 00594-7
CNPJ 02932524/0001-46
Favorecido: Fundo Estadual de Assistência Social do Estado do Rio de Janeiro

As doações podem ser feitas pela internet ou pelos caixas eletrônicos.

As agências Itaú do Estado do Rio de Janeiro vão receber roupas, cobertores, agasalhos, calçados, materiais de limpeza e higiene, água e alimentos não perecíveis.

O banco também criou uma campanha interna de mobilização, para incentivar os colaboradores a ajudarem as vítimas das chuvas.

Museu Imperial

O Museu Imperial também recebe doações desde o último dia 13. A instituição mantém um espaço como ponto de coleta, no prédio da Biblioteca do museu (com acesso pelo Bosque do Imperador), e dá a opção aos visitantes de pagarem a entrada com uma doação, diretamente na bilheteria.
O ingresso pode ser trocado, por exemplo, com a doação de, no mínimo, 1,5 litro de água potável. Itens de higiene pessoal, roupas para crianças e adultos, alimentos não-perecíveis, roupas de cama, cobertores, colchonetes e toalhas também são aceitos como pagamento.

Endereço: Rua da Imperatriz, 220, Centro - Petrópolis, RJ
Visitação: de terça a domingo, das 11h às 18h
Preços:
- Adultos: R$ 8,00
- Estudantes, professores e maiores de 60 anos: R$ 4,00
- Menores de 7 anos e maiores de 80: gratuito
- Moradores de Petrópolis às quartas-feiras e último domingo do mês: gratuito

TRT Rio

Os pontos de coleta de doações (materiais de higiene, cobertores, água mineral e alimentos não perecíveis) são:

Fórum Ministro Arnaldo Süssekind (Av. Presidente Antônio Carlos, 251 – Hall);

- Edifício Marquês do Lavradio (Rua do Lavradio, 132 – Hall);

- Fórum Advogado Eugenio Roberto Haddock Lobo (Av. Gomes Freire, 471 – Hall).

Estradas

Todos os postos de pedágio da BR-040 e da RJ-116 estão mobilizados para receber doações.

Pão de Açúcar
A rede de supermercados montou postos de coleta em suas 100 lojas no Estado.

Flamengo

A sede da Gávea (Av. Borges de Medeiros, 997) recebe donativos das 10h às 18h

HemoRio

O instituto (que fica na Rua Frei Caneca, 8, Centro do Rio) faz um apelo urgente para suprir o estoque de bolsas de sangue para as vítimas de desabamentos e deslizamentos. Pode doar quem tiver entre 18 e 65 anos, mais de 50 quilos e estiver bem de saúde. Basta levar um documento oficial de identidade com foto à sede do Hemorio, das 7h às 18h. Informações: 0800-282-0708.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Informe sobre o 3º Seminário do Plano Metropolitano

Informe sobre o 3º Seminário do Plano Metropolitano

Comunicamos que o Seminário do Plano Metropolitano (PDDI) não será realizado no dia 02/12/10, como previsto. Esclarecemos que o Seminário deverá ser realizado em 2011, após a análise do produto final que está sendo consolidado pela UFMG.

Pedimos desculpas por algum transtorno decorrente desse adiamento, e agradecemos a todos que participaram dessa fase de construção do PDDI.

Equipe de Mobilização do PDDI

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Informações - Viagem para Cuba

Viagem para Cuba com avião A310 saindo de Natal/RN (vôo direto, ida e volta) no dia 14/11 às 15 horas e retorno dia 21/11/2010 (chegando em Natal às 5 da manhã do dia 22). Preço especial para amigos de Cuba. O pacote fica por 12 x R$ 178,00 + R$ 55,00 de visto + R$ 320,00 de Taxa de Embarque ou a vista por R$ 1.780,00 + R$ 55,00 de visto + R$ 320,00 de Taxa de Embarque. Incluido: Passagem aérea, traslado Aeroporto de Varadero para Havana, 02 noites no Hotel Habana Libre (café da manhã) e seguro de viagem. O traslado de retorno Havana-Aeroporto de Varadero não está incluido (01 hora e 30 minutos de ônibus). Estão reservados 20 (vinte) lugares até se esgotarem as vagas. Informações na JSC Turismo (84) 32021657.

Essa mesma operadora oferece um pacote, nesse mesmo vôo, mais caro e luxuoso onde a visita a Varadero é o principal interesse. Veja folheto em
anexo.

Outra oportunidade, mais engajada, de conhecer a ilha é participar da Brigada no final de janeiro de 2011.
Mais informações:
http://cubaviva.com.br/v1/?p=853

Casa de Amizade Brasil/Cuba - RN
84 32174148
84 99859767

www.cubaviva.com.br
Portal Nacional da Solidariedade Brasil/Cuba

Consulte notícias de Cuba e do mundo:
http://www.granma.cu
ou
http://www.cubanoticias.ain.cu/
(em português)

Veja uma segunda opinião em notícias:

terça-feira, 1 de junho de 2010

Informativo CAA - Ano 1 - Nº 4 - 31/5/2010

Ano 1 - Nº 4 Segunda-feira 31 de maio de 2010

Controle social ganha fôlego no semiárido baiano

Uma série de atividades de fiscalização das contas públicas está sendo desenvolvida dentro da campanha "Quem não deve não teme". Nesta terça-feira (19) foi a vez do município da Barra receber a visita dos fiscais populares, mobilizados pelo CAA.
http://caabahia.org.br/noticias/controle-social-ganha-folego-no-semiarido-baiano.html

Tecnologias para armazenamento de água beneficiam o semiárido

Em parceria com o Governo do Estado, o CAA está beneficiando diversas famílias sertanejas, através de tecnologias sociais voltadas à convivência com o semiárido. A implantação de barreiros trincheira e capacitação de famílias são parte das inicitivas.

Criminalização dos movimentos sociais é debatida em Salvador

O Seminário Participação Popular e Controle Social do Judiciário, realizado pela Articulação de Políticas Públicas (APP), em parceria com o CAA, foraleceu as dicussões sobre a necessidade de um Poder Judicário mais transparente e atuante.
http://caabahia.org.br/noticias/criminalizacao-dos-movimentos-sociais-e-debatida-em-salvador.html

Daniel Herz formulou um novo modo de se pensar a comunicação no Brasil

Daniel Herz formulou um novo modo de se pensar a comunicação no Brasil

28/05/2010

Candice Cresqui

FNDC

Dia 30 de maio marca os quatro anos da morte de Daniel Herz. Jornalista, pesquisador, militante incansável pela democratização da comunicação, ele morreu aos 51 anos, vítima de câncer. Seu legado e memória permanecem marcantes. Daniel Herz mudou a maneira de se pensar a comunicação brasileira. Continuam seminais as políticas e reflexões por ele formuladas, buscando uma comunicação estratégica, justa e plural, como ficou evidente na Confecom. Sua obra e vida militante podem ser conferidas em www.danielherz.com.br. Em sua homenagem, esta edição do e-Fórum recapitula algumas das suas realizações e registra depoimentos de militantes que conviveram com ele.

Descrito por companheiros de luta e amigos como um obstinado, Daniel Koslowsky Herz foi um dos fundadores do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) e é ainda hoje referência para os movimentos por uma comunicação mais democrática. É impossível, na opinião do presidente da Federação Nacional do Jornalista (Fenaj) Sérgio Murillo de Andrade, abordar a luta pela democratização da comunicação no Brasil sem se referir ao Daniel. “Passado quatro anos do seu desaparecimento, a obra do Daniel ainda é instrumento de atuação dos movimentos sociais, em especial os que estão articulados nessa longa disputa por democracia na comunicação”, salienta.

Reflexo dessa influência se observou durante a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), realizada em dezembro passado. Para Celso Schröder, Coordenador Geral do FNDC, “a Conferência foi uma espécie de síntese da luta que Daniel preparou ao longo da sua vida, a possibilidade da produção de políticas públicas no país, a possibilidade da realização de um debate público”. Daniel foi homenageado na abertura do encontro (confira aqui) e suas ideias estavam presentes nos debates sobre políticas públicas, muitas delas influenciando decisivamente as reflexões e resultados do encontro.

Schröder lamenta a ausência de Daniel em outros momentos importantes, como o debate final sobre a TV digital, ocorrido em meados de 2007, as discussões sobre a recente desregulamentação da profissão de jornalista e a consolidação da convergência tecnológica, em curso acelerado. “Sentimos a falta da sua reflexão, da sua liderança, a falta inclusive do seu companheirismo, do seu humor, da sua capacidade de rir das situações”, afirma o jornalista.

Jornalista, acima de tudo

Formado em Jornalismo pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e Mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), Daniel foi um dos principais responsáveis pela implantação do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), do qual foi professor e chefe do Departamento.

Sérgio Murillo aproximou-se dele nesse período. Conviveram durante a consolidação do curso. Ele como aluno e Daniel como professor. “O Daniel entrou no segundo ano do curso e eu fui da segunda turma. Fomos cobaias dele como professor”, relembra o jornalista. Para ele, a obstinação, que era a marca de Daniel, a procura incessante pela inovação, pelo gesto democrático, “se observou também nessa curta passagem pela academia. O seu senso crítico, o cuidado com a teoria, ele deixou também como marca no curso”.

Daniel foi diretor da Fenaj por várias gestões. “Nós perdemos um grande dirigente, um grande lutador pela justiça social e pela democracia nesse país. Ele deixou, do ponto de vista da Federação, uma imensa lacuna, que dificilmente será preenchida”, lamenta Murillo.

Foi também em decorrência das lutas profissionais do jornalismo que Schröder e Daniel se aproximaram. “Eu conhecia o Daniel já de alguns eventos. Via nele uma pessoa muito complexa, com uma trajetória política um pouco diferente da minha, embora do mesmo campo. Mas ele me ‘ganhou’ no Congresso de 1992, em Santa Catarina, quando apresentou a tese que se transformou na base do FNDC, chamada Propostas dos Jornalistas da Sociedade Civil”, conta. Naquele momento, lembra o jornalista, ele percebeu na proposta de Daniel a possibilidade da categoria atuar articulada à sociedade brasileira “para fazer a democratização, resolver, reorganizar o sistema de comunicação no Brasil”.

“Ele sempre se disse um jornalista, mais do que qualquer outra coisa”, lembra o também jornalista James Görgen, atual Coordenador Geral de Políticas Audiovisuais do Ministério da Cultura e ex-Secretário Executivo do FNDC. Görgen iniciou a sua trajetória profissional e política pelas mãos de Daniel a quem diz dever grande parte da sua formação. Para ele “toda a discussão dentro da Universidade Federal de Santa Catarina, foi fundamental para a atual discussão do jornalismo”, tanto para o enfrentamento da questão do diploma quanto para as discussões sobre a Lei de Imprensa, por exemplo.

Pensamento estratégico norteava ações

Daniel foi um desbravador das discussões sobre a democratização da comunicação no Brasil. Nos anos 1970, quando das discussões preliminares sobre a entrada da TV a cabo no Brasil, ele ampliou e qualificou esse debate mostrando que a comunicação ia além da técnica ou do domínio de uma ferramenta e era também política. “Havia um mercado que precisava ser regulado e acompanhado pelas políticas públicas do Estado brasileiro”, lembra Görgen.

A Lei do Cabo foi uma das suas principais realizações. Disciplinou os serviços de TV por assinatura a cabo, criando os canais comunitários, universitários, públicos e legislativos e adotou os conceitos de universalização dos serviços, compartilhamento de infraestrutura e controle público (saiba mais aqui).

Daniel via a comunicação como um instrumento para criar novas relações sociais. Para ele a democratização da comunicação no Brasil é possibilidade de se firmar um novo paradigma de sociedade, segundo José Miguel Quedi Martins, historiador e doutor em Ciência Política pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “Uma sociedade baseada na autonomia intelectual, no conhecimento, no convencimento, na interação e no consenso entre diferentes. Em suma, ele queria criar em um outro tipo de contrato social”, afirma Martins que acompanhou Daniel durante a formulação de grande parte das suas concepções sobre comunicação.

Ao elevar a comunicação a essa dimensão estratégica, Daniel atribuiu a ela um tom superior de política. “Obrigou a todos nós a refletir a comunicação de uma maneira complexa, profunda e não panfletária”, observa Schröder. Essa visão da comunicação como um elemento estratégico tornou-se um referencial nas suas ações.

“É visível a diferença da posição que os movimentos sociais no Brasil produzem a partir da sua inflexão. Acho que nós conseguimos produzir um movimento social na democratização da comunicação com capacidade ímpar no mundo, com uma produção de ação, um rol de políticas efetivas e de inserção na política nacional que poucos movimentos sociais desta área da comunicação conseguiram fazer”, avalia o jornalista.

Daniel liderou os principais embates nacionais sobre comunicação. Durante a Constituinte em 1988, por exemplo, esteve à frente na composição das propostas para o setor quando da elaboração do capítulo sobre comunicação. Foi um dos idealizadores do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, do qual fez parte.

De acordo com o psicólogo Marcos Ferreira, que integrou a Coordenação Executiva do FNDC representando o Conselho Federal de Psicologia (CFP), Daniel sempre foi uma pessoa muito sensível aos debates, às contribuições das diferentes áreas. “Em vários momentos nós tínhamos muita clareza da sua capacidade de juntar as preocupações que ele trazia do jornalismo com as preocupações apresentadas a ele por parte dos outros profissionais”, lembra.

Para Ferreira, Daniel conseguiu não só agregar muitos vetores e forças, como deixar após a sua morte um coletivo forte o suficiente para fazer frente aos desafios que estavam surgindo. Exemplo disso foi a capacidade de intervenção do FNDC dentro da Conferência. “Nós contávamos com uma pessoa muito forte, muito organizada, muito capaz de propor orientações e mesmo com a morte do Daniel o FNDC consegui manter a mesma solidez nos encaminhamentos, na capacidade de iniciativa”, avalia.

Exemplo de luta pela vida

Mesmo abalado fisicamente pelo tratamento a que era submetido, Daniel não deixou de refletir sobre os novos caminhos que a comunicação trilhava no Brasil. Murilo comenta que no seu primeiro mandato como presidente da Fenaj, Daniel ainda era diretor da entidade, mas já ausente por causa do tratamento médico. Ainda assim não deixava de cooperar. “Mesmo do leito do hospital ele dava um jeito de contribuir, produzindo com a obstinação que sempre foi uma marca na vida dele”.

Ferreira conta que seu último encontro com Herz o impressionou bastante. “Ele relatava o processo que estava vivendo com o combate ao câncer, e eu também tinha um câncer e ainda não sabia. Quando descobri, uns dois meses depois, contei para ele. Foi uma hora, então, muito interessante, porque até nesta capacidade de lutar contra uma doença tão pesada, ele ficou sendo uma referência de coragem, de clareza, de capacidade de enfrentamento”, relembra.

Obra é relançada na Confecom

Daniel, que começou sua militância como estudante, ficou conhecido nacionalmente ao lançar o livro A história secreta da Rede Globo, publicado pela Editora Tchê!, em 1987. Fruto da sua dissertação de mestrado, sob a orientação do professor Murilo Ramos, o livro foi relançado durante a Confecom, pela editora Dom Quixote. Baseada em uma intensa e extensa pesquisa, a obra sistematiza a evolução da radiodifusão brasileira e as suas regulamentações, registrando a trajetória da Rede Globo de Televisão, as ligações da emissora com o grupo americano Time-Life e com os governos da militares.

Segundo Nilo André Piana de Castro, autor, juntamente com Schröder, do posfácio da atual edição do livro, o objetivo foi resgatar o papel de Daniel Herz como uma pessoa preocupada com a construção do estado brasileiro como um todo, não somente com a questão da comunicação. Castro é mestre em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e doutorando em Ciência Política pela UFRGS.

De acordo com Schröder, o posfácio atualiza a história da comunicação brasileira a partir do ponto onde a versão original terminou - na redemocratização do País. “Servirá de lembrança para quem já o conhece e de alerta para o atual cenário”, assinala. Para ele, o posfácio reafirma ainda o papel instrumental partidário do sistema de comunicação brasileiro.

http://fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=540227

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Discurso do Lula proferido no Fórum Mundial Econômico em Davos, capital da Suíça.

Leia abaixo a íntegra do discurso.

"Minhas senhoras e meus senhores,

Em primeiro lugar, agradeço o prêmio "Estadista Global" que vocês estão me concedendo.

Nos últimos meses, tenho recebido alguns dos prêmios e títulos mais importantes da minha vida.

Com toda sinceridade, sei que não é exatamente a mim que estão premiando - mas ao Brasil e ao esforço do povo brasileiro. Isso me deixa ainda mais feliz e honrado.

Recebo este prêmio, portanto, em nome do Brasil e do povo do meu país. Este prêmio nos alegra, mas, especialmente, nos alerta para a grande responsabilidade que temos.

Ele aumenta minha responsabilidade como governante, e a responsabilidade do meu país como ator cada vez mais ativo e presente no cenário mundial.

Tenho visto, em várias publicações internacionais, que o Brasil está na moda. Permitam-me dizer que se trata de um termo simpático, porém inapropriado.

O modismo é coisa fugaz, passageira. E o Brasil quer e será ator permanente no cenário do novo mundo.

O Brasil, porém, não quer ser um destaque novo em um mundo velho. A voz brasileira quer proclamar, em alto e bom som, que é possível construir um mundo novo.

O Brasil quer ajudar a construir este novo mundo, que todos nós sabemos, não apenas é possível, mas dramaticamente necessário, como ficou claro, na recente crise financeira internacional – mesmo para os que não gostam de mudanças.

Meus senhores e minhas senhoras,

O olhar do mundo hoje, para o Brasil, é muito diferente daquele, de sete anos atrás, quando estive pela primeira vez em Davos.

Naquela época, sentíamos que o mundo nos olhava mais com dúvida do que esperança. O mundo temia pelo futuro do Brasil, porque não sabia o rumo exato que nosso país tomaria sob a liderança de um operário, sem diploma universitário, nascido politicamente no seio da esquerda sindical.

Meu olhar para o mundo, na época, era o contrário do que o mundo tinha para o Brasil. Eu acreditava, que assim como o Brasil estava mudando, o mundo também pudesse mudar.

No meu discurso de 2003, eu disse, aqui em Davos, que o Brasil iria trabalhar para reduzir as disparidades econômicas e sociais, aprofundar a democracia política, garantir as liberdades públicas e promover, ativamente, os direitos humanos.

Iria, ao mesmo tempo, lutar para acabar sua dependência das instituições internacionais de crédito e buscar uma inserção mais ativa e soberana na comunidade das nações.

Frisei, entre outras coisas, a necessidade de construção de uma nova ordem econômica internacional, mais justa e democrática.

E comentei que a construção desta nova ordem não seria apenas um ato de generosidade, mas, principalmente, uma atitude de inteligência política.

Ponderei ainda que a paz não era só um objetivo moral, mas um imperativo de racionalidade. E que não bastava apenas proclamar os valores do humanismo. Era necessário fazer com que eles prevalecessem, verdadeiramente, nas relações entre os países e os povos.

Sete anos depois, eu posso olhar nos olhos de cada um de vocês – e, mais que isso, nos olhos do meu povo – e dizer que o Brasil, mesmo com todas as dificuldades, fez a sua parte. Fez o que prometeu.

Neste período, 31 milhões de brasileiros entraram na classe média e 20 milhões saíram do estágio de pobreza absoluta. Pagamos toda nossa dívida externa e hoje, em lugar de sermos devedores, somos credores do FMI.

Nossas reservas internacionais pularam de 38 bilhões para cerca de 240 bilhões de dólares. Temos fronteiras com 10 países e não nos envolvemos em um só conflito com nossos vizinhos. Diminuímos, consideravelmente, as agressões ao meio ambiente. Temos e estamos consolidando uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, e estamos caminhando para nos tornar a quinta economia mundial.

Posso dizer, com humildade e realismo, que ainda precisamos avançar muito. Mas ninguém pode negar que o Brasil melhorou.

O fato é que Brasil não apenas venceu o desafio de crescer economicamente e incluir socialmente, como provou, aos céticos, que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza.

Historicamente, quase todos governantes brasileiros governaram apenas para um terço da população. Para eles, o resto era peso, estorvo, carga.

Falavam em arrumar a casa. Mas como é possível arrumar um país deixando dois terços de sua população fora dos benefícios do progresso e da civilização?

Alguma casa fica de pé, se o pai e a mãe relegam ao abandono os filhos mais fracos, e concentram toda atenção nos filhos mais fortes e mais bem aquinhoados pela sorte?

É claro que não. Uma casa assim será uma casa frágil, dividida pelo ressentimento e pela insegurança, onde os irmãos se vêem como inimigos e não como membros da mesma família.

Nós concluímos o contrário: que só havia sentido em governar, se fosse governar para todos. E mostramos que aquilo que, tradicionalmente, era considerado estorvo, era, na verdade, força, reserva, energia para crescer.

Incorporar os mais fracos e os mais necessitados à economia e às políticas públicas não era apenas algo moralmente correto. Era, também, politicamente indispensável e economicamente acertado. Porque só arrumam a casa, o pai e a mãe que olham para todos, não deixam que os mais fortes esbulhem os mais fracos, nem aceitam que os mais fracos conformem-se com a submissão e com a injustiça. Uma casa só é forte quando é de todos – e nela todos encontram abrigo, oportunidades e esperanças.

Por isso, apostamos na ampliação do mercado interno e no aproveitamento de todas as nossas potencialidades. Hoje, há mais Brasil para mais brasileiros. Com isso, fortalecemos a economia, ampliamos a qualidade de vida do nosso povo, reforçamos a democracia, aumentamos nossa auto-estima e amplificamos nossa voz no mundo.

Minhas senhoras e meus senhores,

O que aconteceu com o mundo nos últimos sete anos? Podemos dizer que o mundo, igual ao Brasil, também melhorou?

Não faço esta pergunta com soberba. Nem para provocar comparações vantajosas em favor do Brasil.

Faço esta pergunta com humildade, como cidadão do mundo, que tem sua parcela de responsabilidade no que sucedeu – e no que possa vir a suceder com a humanidade e com o nosso planeta.

Pergunto: podemos dizer que, nos últimos sete anos, o mundo caminhou no rumo da diminuição das desigualdades, das guerras, dos conflitos, das tragédias e da pobreza?

Podemos dizer que caminhou, mais vigorosamente, em direção a um modelo de respeito ao ser humano e ao meio ambiente?

Podemos dizer que interrompeu a marcha da insensatez, que tantas vezes parece nos encaminhar para o abismo social, para o abismo ambiental, para o abismo político e para o abismo moral?

Posso imaginar a resposta sincera que sai do coração de cada um de vocês, porque sinto a mesma perplexidade e a mesma frustração com o mundo em que vivemos.

E nós todos, sem exceção, temos uma parcela de responsabilidade nisso tudo.

Nos últimos anos, continuamos sacudidos por guerras absurdas. Continuamos destruindo o meio-ambiente. Continuamos assistindo, com compaixão hipócrita, a miséria e a morte assumirem proporções dantescas na África. Continuamos vendo, passivamente, aumentar os campos de refugiados pelo mundo afora.

E vimos, com susto e medo, mas sem que a lição tenha sido corretamente aprendida, para onde a especulação financeira pode nos levar.

Sim, porque continuam muitos dos terríveis efeitos da crise financeira internacional, e não vemos nenhum sinal, mais concreto, de que esta crise tenha servido para que repensássemos a ordem econômica mundial, seus métodos, sua pobre ética e seus processos anacrônicos.

Pergunto: quantas crises serão necessárias para mudarmos de atitude? Quantas hecatombes financeiras teremos condições de suportar até que decidamos fazer o óbvio e o mais correto?

Quantos graus de aquecimento global, quanto degelo, quanto desmatamento e desequilíbrios ecológicos serão necessários para que tomemos a firme decisão de salvar o planeta?

Meus senhores e minhas senhoras,

Vendo os efeitos pavorosos da tragédia do Haiti, também pergunto: quantos Haitis serão necessários para que deixemos de buscar remédios tardios e soluções improvisadas, ao calor do remorso?

Todos nós sabemos que a tragédia do Haiti foi causada por dois tipos de terremotos: o que sacudiu Porto Príncipe, no início deste mês, com a força de 30 bombas atômicas, e o outro, lento e silencioso, que vem corroendo suas entranhas há alguns séculos.

Para este outro terremoto, o mundo fechou os olhos e os ouvidos. Como continua de olhos e ouvidos fechados para o terremoto silencioso que destrói comunidades inteiras na África, na Ásia, na Europa Oriental e nos países mais pobres das Américas.

Será necessário que o terremoto social traga seu epicentro para as grandes metrópoles européias e norte-americanas para que possamos tomar soluções mais definitivas?

Um antigo presidente brasileiro dizia, do alto de sua aristocrática arrogância, que a questão social era uma questão de polícia.

Será que não é isso que, de forma sutil e sofisticada, muitos países ricos dizem até hoje, quando perseguem, reprimem e discriminam os imigrantes, quando insistem num jogo em que tantos perdem e só poucos ganham?

Por que não fazermos um jogo em que todos possam ganhar, mesmo que em quantidades diversas, mas que ninguém perca no essencial?

O que existe de impossível nisso? Por que não caminharmos nessa direção, de forma consciente e deliberada e não empurrados por crises, por guerras e por tragédias? Será que a humanidade só pode aprender pelo caminho do sofrimento e do rugir de forças descontroladas?

Outro mundo e outro caminho são possíveis. Basta que queiramos. E precisamos fazer isso enquanto é tempo.

Meus senhores e minhas senhoras,

Gostaria de repetir que a melhor política de desenvolvimento é o combate à pobreza. Esta também é uma das melhores receitas para a paz. E aprendemos, no ano passado, que é também um poderoso escudo contra crise.

Esta lição que o Brasil aprendeu, vale para qualquer parte do mundo, rica ou pobre.

Isso significa ampliar oportunidades, aumentar a produtividade, ampliar mercado e fortalecer a economia. Isso significa mudar as mentalidades e as relações. Isso significa criar fábricas de emprego e de cidadania.

Só fomos bem sucedidos nessas tarefas porque recuperamos o papel do Estado como indutor do desenvolvimento e não nos deixamos aprisionar em armadilhas teóricas – ou políticas – equivocadas sobre o verdadeiro papel do estado.

Nos últimos sete anos, o Brasil criou quase 12 milhões de empregos formais. Em 2009, quando a maioria dos países viu diminuir os postos de trabalhos, tivemos um saldo positivo de cerca de um milhão de novos empregos.

O Brasil foi um dos últimos países a entrar na crise e um dos primeiros a sair. Por que? Porque tínhamos reorganizado a economia com fundamentos sólidos, com base no crescimento, na estabilidade, na produtividade, num sistema financeiro saudável, no acesso ao crédito e na inclusão social.

E quando os efeitos da crise começaram a nos alcançar, reforçamos, sem titubear, os fundamentos do nosso modelo e demos ênfase à ampliação do crédito, à redução de impostos e ao estímulo do consumo.

Na crise ficou provado, mais uma vez, que são os pequenos que estão construindo a economia de gigante do Brasil.

Este talvez seja o principal motivo do sucesso do Brasil: acreditar e apoiar o povo, os mais fracos e os pequenos. Na verdade, não estamos inventando a roda. Foi com esta força motriz que Roosevelt recuperou a economia americana depois da grande crise de 1929. E foi com ela que o Brasil venceu preventivamente a última crise internacional.

Mas, nos últimos sete anos, nunca agimos de forma improvisada. A gente sabia para onde queria caminhar. Organizamos a economia sem bravatas e sem sustos, mas com um foco muito claro: crescer com estabilidade e com inclusão.

Implantamos o maior programa de transferência de renda do mundo, o Bolsa Família, que hoje beneficia mais de 12 milhões de famílias. E lançamos, ao mesmo tempo, o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, maior conjunto de obras simultâneas nas áreas de infra-estrutura e logística da história do país, no qual já foram investidos 213 bilhões de dólares e que alcançará, no final do ano de 2010, um montante de 343 bilhões.

Volto ao ponto central: estivemos sempre atentos às politicas macro-econômicas, mas jamais nos limitamos às grandes linhas. Tivemos a obsessão de destravar a máquina da economia, sempre olhando para os mais necessitados, aumentando o poder de compra e o acesso ao crédito da maioria dos brasileiros.

Criamos, por exemplo, grandes programas de infra-estrutura social voltados exclusivamente para as camadas mais pobres. É o caso do programa Luz para Todos, que levou energia elétrica, no campo, para 12 milhões de pessoas e se mostrou um grande propulsor de bem estar e um forte ativador da economia.

Por exemplo: para levar energia elétrica a 2 milhões e 200 mil residências rurais, utilizamos 906 mil quilômetros de cabo, o suficiente para dar 21 voltas em torno do planeta Terra. Em contrapartida, estas famílias que passaram a ter energia elétrica em suas casas, compraram 1,5 milhão de televisores, 1,4 milhão de geladeiras e quantidades enormes de outros equipamentos.

As diversas linhas de microcrédito que criamos, seja para a produção, seja para o consumo, tiveram igualmente grande efeito multiplicador. E ensinaram aos capitalistas brasileiros que não existe capitalismo sem crédito.

Para que vocês tenham uma idéia, apenas com a modalidade de "crédito consignado", que tem como garantia o contracheque dos trabalhadores e aposentados, chegamos a fazer girar na economia mais 100 bilhões de reais por mês. As pessoas tomam empréstimos de 50 dólares, 80 dólares para comprar roupas, material escolar, etc, e isto ajuda ativar profundamente a economia.

Minhas senhoras e meus senhores,

Os desafios enfrentados, agora, pelo mundo são muito maiores do que os enfrentados pelo Brasil.

Com mudanças de prioridades e rearranjos de modelos, o governo brasileiro está conseguindo impor um novo ritmo de desenvolvimento ao nosso país.

O mundo, porém, necessita de mudanças mais profundas e mais complexas. E elas ficarão ainda mais difíceis quanto mais tempo deixarmos passar e quanto mais oportunidades jogarmos fora.

O encontro do clima, em Copenhague, é um exemplo disso. Ali a humanidade perdeu uma grande oportunidade de avançar, com rapidez, em defesa do meio-ambiente.

Por isso cobramos que cheguemos com o espírito desarmado, no próximo encontro, no México, e que encontremos saídas concretas para o grave problema do aquecimento global.

A crise financeira também mostrou que é preciso uma mudança profunda na ordem econômica, que privilegie a produção e não a especulação.

Um modelo, como todos sabem, onde o sistema financeiro esteja a serviço do setor produtivo e onde haja regulações claras para evitar riscos absurdos e excessivos.

Mas tudo isso são sintomas de uma crise mais profunda, e da necessidade de o mundo encontrar um novo caminho, livre dos velhos modelos e das velhas ideologias.

É hora de re-inventarmos o mundo e suas instituições. Por que ficarmos atrelados a modelos gestados em tempos e realidades tão diversas das que vivemos? O mundo tem que recuperar sua capacidade de criar e de sonhar.

Não podemos retardar soluções que apontam para uma melhor governança mundial, onde governos e nações trabalhem em favor de toda a humanidade.

Precisamos de um novo papel para os governos. E digo que, paradoxalmente, este novo papel é o mais antigo deles: é a recuperação do papel de governar.

Nós fomos eleitos para governar e temos que governar. Mas temos que governar com criatividade e justiça. E fazer isso já, antes que seja tarde.

Não sou apocalíptico, nem estou anunciando o fim do mundo. Estou lançando um brado de otimismo. E dizendo que, mais que nunca, temos nossos destinos em nossas mãos.

E toda vez que mãos humanas misturam sonho, criatividade, amor, coragem e justiça elas conseguem realizar a tarefa divina de construir um novo mundo e uma nova humanidade.

Muito obrigado."

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Fisioterapia em Mastologia

Fisioterapia é aliada no apoio físico e mental de pacientes com câncer de mama

A Fisioterapia em Mastologia é uma das especializações da área que consiste em dar suporte físico e mental a pacientes submetidos à cirurgia de câncer de mama. Após a cirurgia, a mulher passa a ter uma nova realidade de percepção corporal, com alterações significativas nos âmbitos anatômico, fisiológico e funcional.

Atualmente, as cirurgias menos radicais têm alcançado bons resultados, enquanto as terapias complementares conseguem estabelecer o equilíbrio entre o controle da doença e os efeitos colaterais do tratamento. Porém, a remoção do tumor e dos nódulos linfáticos axilares, torácicos e/ou cervicais, continua sendo o tratamento com maiores seqüelas para o câncer de mama.


Segundo a fisioterapeuta, Tatiana Campos Rocha , proprietária do Espaço Equilíbrio, em Belo Horizonte (MG), a drenagem linfática é a técnica mais utilizada na Fisioterapia em Mastologia, pois atua na redução de linfoedema instalado no período pós-operatório. Outros recursos fisioterápicos também são utilizados, pois algumas alterações importantes acontecem na postura, nos movimentos dos membros superiores e da caixa torácica, na cicatriz e nas aderências que aparecem posteriormente ao processo cirúrgico.

“Nos últimos anos, houve uma significativa mudança de enfoque no tratamento de pacientes com câncer. Com isso, os objetivos de controle e cura da doença vêm se estendendo na busca de uma boa qualidade de vida durante e após o tratamento. Neste novo contexto, a fisioterapia surge como peça fundamental da equipe multidisciplinar de tratamento no processo de reabilitação dos pacientes”, explica Tatiana.

O tratamento com fisioterapia também é importante durante as fases de quimioterapia e radioterapia, onde a atenção deve estar focada no processo de sensibilidade do sistema imunológico. “A fisioterapia não se preocupa apenas com o local afetado pelo câncer, mas com a repercussão do problema em todo o organismo da pessoa, visualizando o paciente como um todo, além da sua estima, seu sentimento e sua qualidade de vida”, destaca Tatiana.

Sobre a fisioterapeuta

Tatiana Campos Rocha é fisioterapeuta, pós-graduada em Fisioterapia Cardiorrespiratória e possui 14 anos de experiência em drenagem linfática. Atua em domicílio e em clínica própria, o Espaço Equilíbrio, com atendimento que inclui: Drenagem Linfática Manual, Reabilitação Vascular e Vascular Periférica, Pré e Pós-operatório (geral e plástica), Alongamento Terapêutico (técnicas de solo), Reabilitação Cardiorrespiratória e Reabilitação Geriátrica e Fisioterapia Dermato-Funcional.

Espaço Equilíbrio
Endereço: Rua Tomáz Gonzaga, 802, sala 1106 - Lourdes
Informações: (31) 3275-1230 // espaco.equilibrio@hotmail.com

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Rachel Wardi Lopez
Ampla Soluções em Comunicação
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quarta-feira, 4 de março de 2009

Especialistas discutem diretrizes para a Agroecologia

Especialistas discutem diretrizes para a Agroecologia

Lis Weingärtner

Com informações da Embrapa

A Embrapa Tabuleiros Costeiros, em Aracaju/SE, reúne até amanhã (5), técnicos e especialistas para a elaboração das diretrizes do Termo de Referência em sistematização de experiências e conhecimentos. O projeto vai conciliar o sistema e o conhecimento agroecológico, que está disperso nos centros de pesquisas, nas universidades e entre os produtores rurais.
"Diversas instituições e produtores rurais têm trabalhado com a Agroecologia, mas sem sistematização. Esse Termo funcionará como um guia para as pesquisas nesta área", explica o pesquisador da Embrapa e vice-presidente da Associação Brasileira de Agroecologia (Aba)/Região Nordeste, Amaury da Silva dos Santos.
Agroecologia - A ciência já recebeu diversas denominações. Ela engloba um conjunto de princípios ecológicos básicos, que promovem a transição da agricultura convencional para estilos de agricultura com base ecológica. E que, ao mesmo tempo, sejam produtivos, economicamente viáveis, corretamente políticos, éticos e preservem o meio ambiente de forma socialmente justa.
Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Assessoria de Comunicação
(61) 3411.3349 / 2747
www.presidencia.gov.br/consea
ascom@consea.planalto.gov.br

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Relato de Viagem - Alhambra - Espanha

Relato de Viagem - Alhambra - Espanha
08/02/09

Alhambra foi uma autêntica cidade amuralhada, construída pelos Reis Nazaristas, no último período de dominação muçulmana na Espanha. Os muçulmanos dominaram a Espanha entre 711 e 1492.

Em Alhambra há prédios religiosos, palácios, prédios civis e fortificações militares e fica na área urbana de Granada, Espanha.

La Alcazaba (Reinado de Muhammad I - 1238-1273)

La Alcazaba (Reinado de Muhammad I - 1238-1273) vista interna
Ao fundo o Palácio de Carlos V

Chafariz na parede lateral do Portal da Justiça
Artistas: Diana Soto (México), Deia Leal (Brasil) e Antonio Gualda (Espanha)

Palácio Carlos V

Praça do Palácio Carlos V

Deia Leal no Jardim do Palácio de Comares - Reinado de Yusuf (1333 - 1354)

Vista de Alhambra desde o Palácio Generalife

Com a companhia e orientação de Antonio Gualda Jiménez, estivemos neste domingo visitando Alhambra e Generalife.
A visita representou um avanço em nosso conceito de preservação, administração e cuidado com o Patrimônio Cultural da Humanidade. Não se trata apenas de se ver um conjunto arquitetônico de grandes proporções, mas de se perceber a existência de uma política de respeito ao patrimônio histórico ao mesmo tempo em que se faz uma política controlada de visitação e explicações responsáveis da história específica de cada parte do monumento.
Inicia-se essa política com um sistema de transporte cuidado e bem organizado entre a cidade de Granada até o conjunto histórico de Alhambra e Generallife. No conjunto histórico há um sistema claro de placas indicativas e de identificação de cada prédio, ruína, palácio ou jardim.
Essa visitação servirá de parâmetro para contribuições a futuras definições de políticas de preservação e de exploração turística de Mariana, MG.
Durante a visita, pudemos trocar experiências de produções literárias e de artes plásticas entre Antonio Gualda (Espanha), Diana Franco Soto (México), Andreia Donadon Leal e José Benedito Donadon-Leal (Brasil), que se pode resumir numa aula de artes e de intercâmbio de experiências artísticas dos três países, a partir da diversidade cultural vislumbrada em Alhambra, com arquitetura árabe e romana, pintura muçulmana e católica.

Abertura Oficial:

http://www.jornalaldrava.com.br/pag_noticias.htm

Andréia Aparecida Silva Donadon Leal - Déia Leal
Diretora do Jornal Aldrava Cultural
Governadora do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais-MG
Membro da Academia de Letras do Rio de Janeiro - CM e da AVSPE
Membro da Academia Cachoeirense de Letras
Membro da Academia Maceioense de Letras
Membro da Academia de Letras do Brasil - ALB
Presidente da Academia de Letras do Brasil em Mariana
Embaixadora Universal da Paz do Círculo Universal dos Embaixadores da Paz - Genebra, Suíça
(31) 8893-3779
(31) 8431-4648
http://www.jornalaldrava.com.br/pag_deia_leal_plan.htm
http://www.jornalaldrava.com.br/pag_contos_andreia_donadon.htm
http://www.jornalaldrava.com.br/pag_poesia_andreia.htm
http://www.jornalaldrava.com.br/projeto_haikai.htm




quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Arca das Letras entrega 25 bibliotecas

Arca das Letras entrega 25 bibliotecas

Programa beneficia comunidades rurais do Médio Rio Doce com acervo

O Programa Arca das Letras entregou ontem, 25 bibliotecas para comunidades rurais no Médio Rio Doce, em Minas Gerais. A atividade vai beneficiar os municípios Alpercata, Frei Inocêncio, Governador Valadares, Sobrália, Tumiritinga e Virgolândia. A cerimônia de entrega das arcas foi realizada no auditório da Prefeitura Municipal de Governador Valadares. Técnicos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) realizaram a capacitação de 50 agentes de leitura, moradores das comunidades rurais que ficarão responsáveis pelas atividades da biblioteca rural.

Com esta ação, Minas Gerais passa a ter 403 bibliotecas em comunidades rurais de 172 municípios. São mais de 37 mil famílias atendidas por meio do acesso à leitura. Além das arcas, Escolas Familiares Agrícolas de 18 municípios mineiros também receberam acervos especiais para auxiliar o crescimento de suas bibliotecas, em apoio às atividades de pedagogia de alternância.

Em Minas Gerais, o Programa de Bibliotecas Rurais Arca das Letras é executado em parceria com Instituto de Terras de Minas Gerais (Iter/MG), Secretaria Extraordinária para Assuntos de Reforma Agrária (Seara), Coordenação Estadual do Programa Luz para Todos, Furnas Centrais Elétricas, Programa Nacional de Crédito Fundiário e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais (Fetaemg).

Leitura e cidadania

Criado pelo MDA em 2003, o Arca das Letras implantou 5.846 bibliotecas rurais em mais de 1.700 municípios brasileiros. Até agora, cerca de 1,2 milhão de livros foram distribuídos, beneficiando mais de 700 mil famílias do campo. A administração das bibliotecas é feita por 12 mil agentes de leitura.

Instalada na casa de um morador ou na sede de uma associação rural, cada biblioteca possui, inicialmente, cerca de 200 títulos. Os acervos são formados por livros didáticos, literatura para crianças, jovens e adultos e livros técnicos e especializados nas áreas de saúde, meio ambiente, educação, técnicas agrícolas e de pesca. Também contam com publicações que orientam o exercício da cidadania.

Os agentes realizam o empréstimo dos livros, o incentivo à leitura e a ampliação dos acervos, contribuindo para melhorar os índices educacionais de suas comunidades e valorizar a cultura no meio rural. O trabalho é voluntário e a escolha é feita em reuniões de consulta popular e de planejamento das bibliotecas.

Móveis

Pela primeira vez, os 25 móveis-bibliotecas destinados à ação foram fabricados na Penitenciária Dênio Moreira Carvalho, no município de Ipaba, por meio de parceria firmada entre a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e o Iter/MG. Esta mesma parceria prevê ainda a construção de mais 175 arcas. Ao todo, serão 200 unidades destinadas às famílias rurais de Minas.

Fonte: www.iof.mg.gov.br

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Movimentos do Fórum agendam mobilizações

Movimentos do Fórum agendam mobilizações

por
Michelle Amaral da Silva última modificação 02/02/2009 15:16

Apesar da falta de um documento final, “Assembléia das Assembléias” apresenta resoluções de 22 temas
02/02/2009

Renato Godoy de Toledo,
enviado a Belém (PA)

Cinco dias de debates, 133 mil participantes de 142 países, e cerca de 2600 atividades autogestionárias. Para que todos esses números não permanecessem apenas no campo do debate, os movimentos sociais apresentaram, no último dia do Fórum Social Mundial, (01), em Belém (PA), as resoluções dos encontros setoriais.

Ao todo, 22 assembléias temáticas foram realizadas no FSM. As resoluções finais, de certa forma, responderam às críticas de muitos participantes das nove edições do Fórum, entre elas, a falta de concretização do que é discutido no encontro.

Entre os debates setoriais, destacam-se o dos movimentos sociais, indígenas, pan-amazônia, trabalho e crise. No que tange ao momento econômico mundial, o Fórum deu um recado claro: os trabalhadores não podem ser onerados pela provável recessão. “Que os ricos paguem pela crise”, foi uma consigna presente em faixas e camisetas de diversas organizações.

Já a assembléia dos movimentos sociais, apresentou um programa mínimo que deve ir às ruas de todo o mundo deste ano. Nacionalização dos bancos sem indenização, fim da dependência financeira por meio das dívidas, redução da jornada de trabalho sem redução salarial e soberania alimentar. Essas devem ser as principais bandeiras de uma jornada internacional de luta dos movimentos sociais, que, no âmbito do FSM, foi programada para ocorrer entre 28 de março e 4 de abril.

Indígenas

Com sua maior participação em todas as edições do Fórum, os indígenas foram a marca registrada do encontro no Pará. Além das inúmeras apresentações de suas culturas, o encontro setorial dos povos indígenas foi marcado por reivindicações radicais. Entre elas, a imediata abolição de programas que destroem as nações indígenas, como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), empreendido pelo governo brasileiro e a Iniciativa de Integração da Infra-Estrutura Regional Sul-Americana (irsa), planejado por governos do cone Sul.

Para além das demarcações das terras em que vivem hoje, o documento dos povos originários defende o restabelecimento das terras de seus ancestrais. Na apresentação da tese, durante o encerramento do Fórum, um representante quíchua proferiu para uma platéia de 500 pessoas: “A solução para o mundo é adotar a sabedoria de nossos ancestrais”.

Os indígenas também foram citados como exemplo de resistência nas resoluções finais de outros setores, como a assembléia das mulheres, que ressaltou a importância das mulheres indígenas e da floresta para a luta feminista.



Polêmica

A assembléia da Pan-Amazônia marcou posição contra os danos ambientais causados pelas mineradoras e, sobretudo, pela Vale. O documento também exigiu a demarcação das terras indígenas e o fim dos experimentos transgênicos. Outro ponto importante foi o combate às usinas hidrelétricas, “por desalojar os povos indígenas de sua região”. Esse ponto, aliás, foi motivo de uma polêmica e até de uma animosidade, ainda que efêmera. A Federação Nacional dos Urbanitários, filiada à CUT, defende a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Na Universidade Federal do Pará, a federação montou uma maquete de um projeto do Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte, que deve ser apresentado ao governo federal.

No dia 31 de janeiro, cerca de 50 pessoas de movimentos ambientalistas e do campo, cercaram o stand da FNU e gritavam palavras de ordem como: “Água e energia não são mercadoria”. Membros da FNU, preocupados com a integridade do projeto, cercaram a maquete.

Bônus sociorracial na UFMG

Bônus sociorracial na UFMG
vitória da inclusão e da democracia
Antônia Vitória Soares Aranha

Em maio de 2008, o Conselho Universitário tomou uma importante decisão, visando à ampliação da democratização do acesso à Universidade. Assim, para o vestibular de 2009, os inscritos que comprovassem uma trajetória de sete anos na escola pública (últimas séries dos ensinos fundamental e médio) teriam direito a um bônus de 10% sobre os pontos alcançados. E aqueles que, além de provenientes da escola pública, se declarassem negros teriam um bônus adicional de 5% sobre os pontos alcançados, perfazendo 15%.
Essa não foi uma decisão precipitada ou pouco discutida. Na verdade, há mais tempo a UFMG vem debatendo a utilização ou não de ações afirmativas direcionadas aos negros e às camadas mais empobrecidas da população. Há alguns marcos importantes nessa trajetória, como o Debate Sobre Inclusão Social em 2004, outro debate sobre a mesma temática dois anos depois e a existência, na FAE, do Programa Ações Afirmativas, que, desde 2002, vem desenvolvendo várias atividades no sentido de garantir a permanência dos alunos negros na UFMG.
O cenário nacional mostrava que a grande maioria das Instituções Federais de Ensino Superior (Ifes) já adotava alguma medida de ação afirmativa, quase sempre exemplificada por cotas para alunos negros e egressos da escola pública. Tal fato indicava que o debate sobre a democratização do acesso era mais que oportuno e evidenciava a responsabilidade das Ifes no sentido de contribuir para minimizar as grandes distorções sociais e raciais existentes no país. Entretanto, se a democratização do acesso para os mais pobres já era uma reivindicação mais cristalizada nas universidades, o ingrediente racial é algo mais recente.
Portanto, é nesse cenário complexo e polêmico que a UFMG, responsavelmente, optou por adotar o bônus sociorracial para ingresso nos cursos de graduação. E é com satisfação que se pode constatar que a medida surtiu um grande efeito
“O Brasil é o país das Américas que foi numericamente mais beneficiado pelo tráfico transatlântico. Segundo algumas estimativas, pelo menos 30% dos africanos deportados para a América tiveram o Brasil como destino. Costuma--se dizer retoricamente que o Brasil é o segundo maior país de negros no mundo, perdendo apenas parea a Nigéria. Oficialmente, pelo menos 45% da população brasileira atual é composta de negros e de seus descendentes mestiços, representando em termos absolutos cerca de 70 milhões de brasileiros”, escreveu o antropólogo Kabengele Munanga, professor da USP, em trabalho produzido em 2006. Apesar disso, o preconceito, a discriminação e o racismo persistem no país, dificultando a melhoria das condições de vida dessa parcela da população.
Portanto, é nesse cenário complexo e polêmico que a UFMG, responsavelmente, optou por adotar o bônus sociorracial para ingresso nos cursos de graduação. E é com satisfação que se pode constatar que a medida surtiu um grande efeito. Vejamos os dados:
* Um total de 34% dos alunos aprovados no Vestibular 2009 em todos os cursos foi beneficiado pelo sistema de bônus. Estudaram em escola pública e parte deles também se autodeclararam negros ou pardos. É verdade que, historicamente, a UFMG já absorvia um percentual significativo de estudantes desse segmento, mas provinham, frequentemente, do Coltec, Cefet e Colégio Militar. Excetuando-se o Colégio Militar, que também oferece o ensino fundamental, os outros dois possuem apenas o ensino médio. Tal fato nos permite afirmar que o percentual acima refere-se a alunos que desde a quinta série do ensino fundamental estudaram em escola pública, principalmente nas redes estadual e municipais.
* Se verificarmos os dados de alguns cursos, o quadro é ainda mais expressivo: em Medicina, um dos cursos mais elitizados da UFMG, seriam aprovados, sem o bônus, apenas 19 alunos (5,8%) com as características dos atuais “bonistas”. Com o bônus foram aprovados 92 candidatos, ou seja 28,75%. Se fizermos o mesmo cálculo para os cursos de Medicina Veterinária e Direito, os resultados também são animadores: no caso do primeiro, foram aprovados 47 “bonistas” (39,2%). Sem o bônus, apenas 21 alunos (17%) das escolas públicas teriam sido aprovados. Direito Noturno aprovou 82 “bonistas” (41%). Sem o programa, teriam sido apenas 28 (14%).
Diante desses dados, é inegável o impacto inclusivo propiciado pela política do bônus, aprovada em tão boa hora na UFMG. Atingido o propósito da democratização do acesso, alguns novos desafios se colocam, como a implementação de uma política de permanência para os alunos contemplados com o bônus e a intensificação do debate sobre a discriminação e o racismo, de forma que possamos remover preconceitos e estereótipos ainda existentes em nosso meio.
Essa é uma luta em tudo coerente com a história da UFMG, uma instituição que, no ensino, na pesquisa e na extensão, nunca acreditou que a excelência possa ser obtida em detrimento da relevância ou que a sensibilidade para com a relevância impeça a excelência.
*Professora associada e diretora da Faculdade de Educação da UFMG

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Fundação Caio Martins tem nova sede

Fundação Caio Martins tem nova sede


(foto: Clovis Benevides - presidente da Fucam,
Antônio Augusto Anastasia - Governador em exercício
e dona Márcia Almeida esposa do Cel . Manoel José de Almeida - Fundador)

Anastasia participa da inauguração e libera recursos para entidade

O governador em exercício, Antonio Anastásia, participou sexta-feira (30) das comemorações de 60 anos da Fundação Caio Martins (Fucam), marcadas pela inauguração da nova sede administrativa da instituição em Belo Horizonte. Anastasia também liberou recursos extraordinários para a fundação, garantindo mais R$ 2,5 milhões em 2009, além dos R$ 3,8 milhões já previstos no orçamento. Os recursos serão aplicados na reorganização da Fucam.

A Fundação atende crianças e adolescentes com ensino regular e oficinas e cursos de qualificação profissional, desenvolvimento de habilidades básicas, relações humanas e éticas, cidadania, meio ambiente, educação sexual, empreendedorismo e inclusão digital. Mantém unidades em Juvenília, Riachinho, Januária, São Francisco, Buritizeiro, no Norte de Minas, e em Esmeraldas, na Região Metropolitana.

"A nova sede é importante, porque dá melhores condições de trabalho aos servidores. Mas o mais importante não é essa sede administrativa. É o início da recuperação das unidades da Fundação Caio Martins pelo Estado, que há muitos anos estavam necessitadas de recuperação. Agora, com a nova diretoria e o aumento do orçamento por ordem do governador Aécio Neves, vamos recuperar todas essas unidades, e dar melhores condições de ensino e aprendizagem a esses 1.500 jovens por todo o estado de Minas Gerais", afirmou Anastasia.

Como parte do processo de reestruturação das unidades da Fucam, o governador em exercício assinou o termo de entrega de kits de eletrodomésticos para as todos os centros educacionais da Fundação, com geladeira, fogão, liquidificador, entre outros. O coordenador da unidade de Buritizeiros, Paulo Roberto dos Santos, assinou o termo, representando todos os coordenadores.

Homenagem

Durante a cerimônia, Anastasia foi agraciado com uma Medalha comemorativa, assim como a auditora geral do Estado, Maria Celeste Morais Guimarães, a viúva do fundador da Fucam, coronel Manoel de Almeida, Márcia Almeida, entre outros.

O governador em exercício foi presenteado ainda pelo presidente da Fundação, Clóvis Benevides, com uma imagem de São Francisco. O novo conselho administrativo da Fundação também foi empossado durante a solenidade.

Fonte: http://www.iof.mg.gov.br/

domingo, 1 de fevereiro de 2009

FSM amazônico tem saldo positivo

Observatório Aula Virtual e Democracia - notícias do Fórum Social Mundial

FSM amazônico tem saldo positivo

Por Gustavo Barreto, de Belém

Os movimentos sociais presentes no Fórum Social Mundial 2009 estão se dirigindo neste momento para a Assembléia das Assembléias, que começa por volta das 15h no palco central da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). A mobilização é muito grande e a idéia é reunir todos os encaminhamentos das assembléias que ocorreram neste domingo (1) pela manhã. Estas, por sua vez, procuraram resumir os encaminhamentos que foram feitos durante os quatro dias de debates, de 28 a 31 de janeiro.

Apesar dos inúmeros problemas de infra-estrutura, que nos impediram por exemplo de cobrir em tempo real o FSM 2009 (os textos serão divulgados pouco a pouco na próxima semana), o resultado foi muito positivo, pois o clima de integração entre os continentes foi muito intenso.

Grande parte dos debates giraram em torno da questão da destruição ambiental promovida pelo modelo capitalista, que passa por uma crise estrutural. A saída dos capitalistas - com destaque para as grandes corporações - está clara: "reformar" o capitalismo. A saída de todos os participantes também está dada: estamos em meio a uma crise civilizatória e não há como "reformar" um sistema falido, que gera tanta riqueza em pequenas "ilhas" de progresso, ao mesmo tempo em que deixa milhões de seres humanos à margem de direitos básicos como educação e saúde.

Esta perspectiva, algo que poderíamos denominar quase que um "Consenso de Belém", é importante para que as entidades e cidadãos aqui comprometidos com um novo paradigma de sociedade - que coloca as pessoas acima dos lucros - possam se fortalecer e cada vez mais derrubar os poderes hegemônicos atuais e a própria noção de "hegemonia".

Lidou-se muito com a idéia de "anti-hegemonia", com o poder descentralizado das redes, apesar da resistência de muitos dos próprios presentes no evento, alguns poucos que parecem querer substituir um grupo de dominantes por outro, supostamente iluminado, mantendo sim a lógica de opressão de muitos por alguns. A multiplicidade de atores sociais não permite que esta lógica vigore num outro mundo possível e necessário.

Como está quase na hora da assembléia, voltamos depois para escrever mais sobre este evento que, apesar dos problemas inerentes de uma sociedade civil recém-nascida, foi o maior sucesso.

(Em breve todas as fotos que registramos por aqui)

temas:


Quebradeiras de coco babaçu buscam direitos e lutam pela biodiversidade

Por Gustavo Barreto, de Belém

O Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu estiveram nesta edição amazônica do Fórum Social Mundial. A proposta é reunir uma rede de trabalhadoras rurais extrativistas do Tocantins, Pará, Piauí e Maranhão, estados localizados no norte e nordeste do Brasil. A entidade possui mais de 15 anos e é composta por mulheres que vêm transformando seu dia-a-dia em um movimento por direitos.

As principais bandeiras são a luta pelos babaçuais, pela terra, pela valorização do extrativismo e pela dignidade de ser mulher. "As quebradeiras de coco babaçu ganham força política ao se descobrirem como sujeito coletivo a partir da própria atividade produtiva que desenvolvem, sempre realizada em rodas de conversa, em grupos de amizade e em parcerias por laços de família, padrio e vizinhança", afirmam as lideranças em documento de divulgação.

No Brasil, mais de 18 milhões de hectares são cobertos por florestas secundárias de palmeiras de babaçu. Apesar disso, nas regiões onde o extrativismo se desenvolve como atividade econômico, é cada vez mais a intensa a ação devastadora dos grandes empreendimentos privados.

Além de ameaçarem a sobrevivência de 300 mil extrativistas de babaçu, estes empreendimentos vêm causando a destruição de matas, da biodiversidade e dos povos tradicionais da floresta amazônica. "Para o nosso movimento, preservar os babaçuais significa preservar a vida", afirmam as quebradeiras

temas:


Preservação da floresta e a propriedade de terra dão início às atividades do Fórum

Por Mariana Borgerth, de Belém

Um dia inteiro dedicado a discutir a Pan-Amazônia marcou o primeiro dia de atividades do Fórum (quarta 28). Líderes de movimentos sociais estão em Belém para falar sobre a necessidade de um novo modelo de desenvolvimento que não destrua os recursos naturais da floresta.

"É importante que o Fórum seja em Belém não apenas pela cidade, mas devido à importância da região. É preciso chamar atenção para a necessidade de observar e construir novos sistemas de desenvolvimento que privilegiem o coletivo, que se utiliza dos recursos sem devastar. Essa é uma causa urgente", afirma Matheus Otterllo, representante do Fórum da Amazônia Oriental.

Para ele a questão das hidroelétricas é fundamental e defende que o Brasil precisa valorizar alternativas ao sistema hidroelétrico, que prejudica não só a fauna e a flora local, mas afasta a população ribeirinha e anula a sua história e a sua cultura.
O termo Pan-Amazônia faz referência à área total de floresta e se encontra não só no Brasil mas em outros oito países da América Latina: Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, Equador, Guiana, Guiana Francesa e Suriname.

Para representar a população indígena latina desses locais está presente também o representante da Coordenação Indígena dos Andes, Miguel Palacín, que defendeu que para haver preservação é preciso que os países da América Latina continuem se aproximando, mas que isso aconteça não só economicamente, e sim socialmente. Para ele é necessário que se estabeleçam novas políticas de caráter horizontal, que combatam a militarização dos estados e as ações de petroleiras em território de Floresta.

Quilombolas presentes
Além dos indígenas, também estão presentes em Belém movimentos quilombolas de diversas partes do Brasil. Eles defendem o seu direito ao território e afirmam que são capazes de defender o território de floresta, porque assim como os indígenas utilizam os recursos naturais da terra apenas para subsistência e defendem as áreas florestadas.

Daniel Souza é representante do movimento quilombola no estado do Pará, que possui cerca de 320 comunidades, porém apenas 94 foram reconhecidas pelo governo até o ano de 2006. Souza se queixa, inclusive, que desde então o processo está estagnado.

Os debates sobre a Pan-Amazônia começam hoje (28) e vão acontecer durante todo o evento. Quinta-feira (29) e sexta-feira (30) o debate será na Universidade Federal Rural da Amazônia.

Mais de 1000 indígenas reunidos em Belém
"Viemos dizer para o mundo sobre a necessidade de preservar a floresta". Segundo Paulo Mendes, da região do Alto Solimões, essa é a principal razão que levou a comitiva dos mais de mil índios brasileiros a se reunirem no Fórum Social de Belém (PA).

O que desejam os índios é que eles passem a ser vistos e respeitados como aliados na preservação da florestas. Os indígenas começaram a chegar antes mesmo do início do Fórum e estão alojados na escola pública Mario Barbosa.

Neste local, as diferentes tribos estão passando por um verdadeiro intercâmbio cultural. Mas o mais interessante é que isso vem acontecendo entre as tribos. Ticunas, Witota, Cambeba, Yanomamis, Wai Wai e muitas outras etnias estão compartilhando o mesmo espaço, trocando conhecimento e reafirmando que quando se fala em cultura indígena não se está falando sobre uma grande massa homogênea.

Um dos grandes marcos dessa comemoração são as festas que acontecem à noite dentro da escola, organizadas pelos próprios indígenas. Cada grupo trata de apresentar as manifestações culturais de sua tribo e compartilhar com os seus "parentes" – outro indígena ainda que de etnia diferente.

As festas estão acontecendo dentro da escola, destinadas aos grupos indígenas. Nesta quarta feira (28), acontece um evento especial para o público: a "Festa das Alianças". A comemoração está marcada para as 20 horas, na tenda Pan Amazônia, na Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA).

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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Discurso da posse de Barack Obama

Democrata assumiu nesta terça (20) como o 44º presidente dos EUA.

Do G1, em São Paulo

Leia abaixo, em inglês, a íntegra do discurso de posse de Barack Obama e leia tradução em português feita para o G1.

"My fellow citizens: I stand here today humbled by the task before us, grateful for the trust you have bestowed, mindful of the sacrifices borne by our ancestors. I thank President Bush for his service to our nation, as well as the generosity and co-operation he has shown throughout this transition.

Forty-four Americans have now taken the presidential oath. The words have been spoken during rising tides of prosperity and the still waters of peace. Yet, every so often the oath is taken amidst gathering clouds and raging storms. At these moments, America has carried on not simply because of the skill or vision of those in high office, but because We the People have remained faithful to the ideals of our forbearers, and true to our founding documents.

So it has been. So it must be with this generation of Americans.

That we are in the midst of crisis is now well understood. Our nation is at war, against a far-reaching network of violence and hatred. Our economy is badly weakened, a consequence of greed and irresponsibility on the part of some, but also our collective failure to make hard choices and prepare the nation for a new age. Homes have been lost; jobs shed; businesses shuttered. Our health care is too costly; our schools fail too many; and each day brings further evidence that the ways we use energy strengthen our adversaries and threaten our planet.

These are the indicators of crisis, subject to data and statistics. Less measurable but no less profound is a sapping of confidence across our land - a nagging fear that America's decline is inevitable, and that the next generation must lower its sights.


Foto: Reprodução/Site Wordle.net

Montagem mostra palavras do discurso de posse de Obama; quanto maior a palavra, mais ela foi pronunciada (Foto: Reprodução/Site Wordle.net)

Today I say to you that the challenges we face are real. They are serious and they are many. They will not be met easily or in a short span of time. But know this, America - they will be met.

On this day, we gather because we have chosen hope over fear, unity of purpose over conflict and discord.

On this day, we come to proclaim an end to the petty grievances and false promises, the recriminations and worn out dogmas, that for far too long have strangled our politics.

We remain a young nation, but in the words of Scripture, the time has come to set aside childish things. The time has come to reaffirm our enduring spirit; to choose our better history; to carry forward that precious gift, that noble idea, passed on from generation to generation: the God-given promise that all are equal, all are free, and all deserve a chance to pursue their full measure of happiness.

In reaffirming the greatness of our nation, we understand that greatness is never a given. It must be earned. Our journey has never been one of short-cuts or settling for less. It has not been the path for the faint-hearted - for those who prefer leisure over work, or seek only the pleasures of riches and fame. Rather, it has been the risk-takers, the doers, the makers of things - some celebrated but more often men and women obscure in their labour, who have carried us up the long, rugged path towards prosperity and freedom.

For us, they packed up their few worldly possessions and travelled across oceans in search of a new life.

For us, they toiled in sweatshops and settled the West; endured the lash of the whip and ploughed the hard earth.

For us, they fought and died, in places like Concord and Gettysburg; Normandy and Khe Sahn.

Time and again these men and women struggled and sacrificed and worked till their hands were raw so that we might live a better life. They saw America as bigger than the sum of our individual ambitions; greater than all the differences of birth or wealth or faction.

This is the journey we continue today. We remain the most prosperous, powerful nation on Earth. Our workers are no less productive than when this crisis began. Our minds are no less inventive, our goods and services no less needed than they were last week or last month or last year. Our capacity remains undiminished. But our time of standing pat, of protecting narrow interests and putting off unpleasant decisions - that time has surely passed. Starting today, we must pick ourselves up, dust ourselves off, and begin again the work of remaking America.

For everywhere we look, there is work to be done.. The state of the economy calls for action, bold and swift, and we will act - not only to create new jobs, but to lay a new foundation for growth. We will build the roads and bridges, the electric grids and digital lines that feed our commerce and bind us together. We will restore science to its rightful place, and wield technology's wonders to raise health care's quality and lower its cost. We will harness the sun and the winds and the soil to fuel our cars and run our factories. And we will transform our schools and colleges and universities to meet the demands of a new age. All this we can do. And all this we will do.

Now, there are some who question the scale of our ambitions - who suggest that our system cannot tolerate too many big plans. Their memories are short. For they have forgotten what this country has already done; what free men and women can achieve when imagination is joined to common purpose, and necessity to courage.

What the cynics fail to understand is that the ground has shifted beneath them - that the stale political arguments that have consumed us for so long no longer apply. The question we ask today is not whether our government is too big or too small, but whether it works - whether it helps families find jobs at a decent wage, care they can afford, a retirement that is dignified. Where the answer is yes, we intend to move forward. Where the answer is no, programs will end. And those of us who manage the public's dollars will be held to account - to spend wisely, reform bad habits, and do our business in the light of day - because only then can we restore the vital trust between a people and their government.

Nor is the question before us whether the market is a force for good or ill. Its power to generate wealth and expand freedom is unmatched, but this crisis has reminded us that without a watchful eye, the market can spin out of control - and that a nation cannot prosper long when it favours only the prosperous. The success of our economy has always depended not just on the size of our Gross Domestic Product, but on the reach of our prosperity; on our ability to extend opportunity to every willing heart - not out of charity, but because it is the surest route to our common good.

As for our common defence, we reject as false the choice between our safety and our ideals. Our Founding Fathers, faced with perils we can scarcely imagine, drafted a charter to assure the rule of law and the rights of man, a charter expanded by the blood of generations. Those ideals still light the world, and we will not give them up for expedience's sake. And so to all other peoples and governments who are watching today, from the grandest capitals to the small village where my father was born: know that America is a friend of each nation and every man, woman, and child who seeks a future of peace and dignity, and that we are ready to lead once more.

Recall that earlier generations faced down fascism and communism not just with missiles and tanks, but with sturdy alliances and enduring convictions. They understood that our power alone cannot protect us, nor does it entitle us to do as we please. Instead, they knew that our power grows through its prudent use; our security emanates from the justness of our cause, the force of our example, the tempering qualities of humility and restraint.

We are the keepers of this legacy. Guided by these principles once more, we can meet those new threats that demand even greater effort - even greater cooperation and understanding between nations. We will begin to responsibly leave Iraq to its people, and forge a hard-earned peace in Afghanistan. With old friends and former foes, we will work tirelessly to lessen the nuclear threat, and roll back the spectre of a warming planet. We will not apologise for our way of life, nor will we waver in its defense, and for those who seek to advance their aims by inducing terror and slaughtering innocents, we say to you now that our spirit is stronger and cannot be broken; you cannot outlast us, and we will defeat you.

For we know that our patchwork heritage is a strength, not a weakness. We are a nation of Christians and Muslims, Jews and Hindus - and non-believers. We are shaped by every language and culture, drawn from every end of this Earth; and because we have tasted the bitter swill of civil war and segregation, and emerged from that dark chapter stronger and more united, we cannot help but believe that the old hatreds shall someday pass; that the lines of tribe shall soon dissolve; that as the world grows smaller, our common humanity shall reveal itself; and that America must play its role in ushering in a new era of peace.

To the Muslim world, we seek a new way forward, based on mutual interest and mutual respect. To those leaders around the globe who seek to sow conflict, or blame their society's ills on the West - know that your people will judge you on what you can build, not what you destroy. To those who cling to power through corruption and deceit and the silencing of dissent, know that you are on the wrong side of history; but that we will extend a hand if you are willing to unclench your fist.

To the people of poor nations, we pledge to work alongside you to make your farms flourish and let clean waters flow; to nourish starved bodies and feed hungry minds. And to those nations like ours that enjoy relative plenty, we say we can no longer afford indifference to suffering outside our borders; nor can we consume the world's resources without regard to effect. For the world has changed, and we must change with it.

As we consider the road that unfolds before us, we remember with humble gratitude those brave Americans who, at this very hour, patrol far-off deserts and distant mountains. They have something to tell us today, just as the fallen heroes who lie in Arlington whisper through the ages. We honor them not only because they are guardians of our liberty, but because they embody the spirit of service; a willingness to find meaning in something greater than themselves. And yet, at this moment - a moment that will define a generation - it is precisely this spirit that must inhabit us all.

For as much as government can do and must do, it is ultimately the faith and determination of the American people upon which this nation relies. It is the kindness to take in a stranger when the levees break, the selflessness of workers who would rather cut their hours than see a friend lose their job which sees us through our darkest hours. It is the fire-fighter's courage to storm a stairway filled with smoke, but also a parent's willingness to nurture a child, that finally decides our fate.

Our challenges may be new. The instruments with which we meet them may be new. But those values upon which our success depends - hard work and honesty, courage and fair play, tolerance and curiosity, loyalty and patriotism - these things are old. These things are true. They have been the quiet force of progress throughout our history. What is demanded then is a return to these truths. What is required of us now is a new era of responsibility - a recognition, on the part of every American, that we have duties to ourselves, our nation, and the world, duties that we do not grudgingly accept but rather seize gladly, firm in the knowledge that there is nothing so satisfying to the spirit, so defining of our character, than giving our all to a difficult task.

This is the price and the promise of citizenship.

This is the source of our confidence - the knowledge that God calls on us to shape an uncertain destiny.

This is the meaning of our liberty and our creed - why men and women and children of every race and every faith can join in celebration across this magnificent mall, and why a man whose father less than sixty years ago might not have been served at a local restaurant can now stand before you to take a most sacred oath.

So let us mark this day with remembrance, of who we are and how far we have travelled. In the year of America's birth, in the coldest of months, a small band of patriots huddled by dying campfires on the shores of an icy river. The capital was abandoned. The enemy was advancing. The snow was stained with blood. At a moment when the outcome of our revolution was most in doubt, the father of our nation ordered these words be read to the people: "Let it be told to the future world...that in the depth of winter, when nothing but hope and virtue could survive...that the city and the country, alarmed at one common danger, came forth to meet [it]."

America. In the face of our common dangers, in this winter of our hardship, let us remember these timeless words. With hope and virtue, let us brave once more the icy currents, and endure what storms may come. Let it be said by our children's children that when we were tested we refused to let this journey end, that we did not turn back nor did we falter; and with eyes fixed on the horizon and God's grace upon us, we carried forth that great gift of freedom and delivered it safely to future generations."

(Por Luiz Marcondes)

"Meus co-cidadãos: estou aqui na frente de vocês me sentindo humilde pela tarefa que está diante de nós, grato pela confiança que depositaram em mim e ciente dos sacrifícios suportados por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush por seu serviço à nação, assim como também pela generosidade e cooperação que ele demonstrou durante esta transição.

Quarenta e quatro americanos já fizeram o juramento presidencial. As palavras já foram pronunciadas durante marés crescentes de prosperidade e nas águas tranqüilas da paz. Ainda assim, com muita freqüência o juramento é pronunciado em meio a nuvens que se aproximam e tempestades ferozes. Nesses momentos, a América seguiu em frente não apenas devido à habilidade e visão daqueles em posição de poder, mas porque Nós, o Povo, continuamos fiéis aos ideais de nossos fundadores e aos documentos de nossa fundação.

Tem sido assim. E assim deve ser com esta geração de americanos.

Que estamos no meio de uma crise agora já se sabe muito bem. Nossa nação está em guerra contra uma extensa rede de ódio e violência. Nossa economia está muito enfraquecida, uma conseqüência da ganância e irresponsabilidade por parte de alguns, mas também de nossa falha coletiva em fazer escolhas difíceis e em preparar a nação para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos cortados; empresas fechadas. Nosso sistema de saúde é caro demais; nossas escolas falham demais; e cada dia traz mais provas de que a maneira como utilizamos energia fortalece nossos adversários e ameaça nosso planeta.

Esses são os indicadores da crise, sujeitos a dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profunda é a erosão da confiança em todo nosso país – um medo persistente de que o declínio da América seja inevitável e de que a próxima geração tenha que baixar suas expectativas.

Hoje, eu digo a você que os desafios que enfrentamos são reais. Eles são sérios e são muitos. Eles não serão encarados com facilidade ou num curto período de tempo. Mas saiba disso, América – eles serão encarados.

Neste dia, nos reunimos porque escolhemos a esperança no lugar do medo, a unidade de propósito em vez do conflito e da discórdia.

Neste dia, nós viemos proclamar um fim aos conflitos mesquinhos e falsas promessas, às recriminações e dogmas desgastados que por muito tempo estrangularam nossa política.

Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras da Escritura, chegou a época de deixar de lado essas coisas infantis. Chegou a hora de reafirmar nosso espírito de resistência para escolher nossa melhor história; para levar adiante o dom preciso, a nobre idéia passada de geração em geração: a promessa divina de que todos são iguais, todos livres e todos merecem buscar o máximo de felicidade.

Ao reafirmar a grandeza de nossa nação, compreendemos que a grandeza nunca é dada. Ela deve ser conquistada. Nossa jornada nunca foi feita por meio de atalhos ou nos contentando com menos. Não foi um caminho para os de coração fraco – para aqueles que preferem o lazer ao trabalho, ou que buscam apenas os prazeres da riqueza e da fama. Em vez disso, foram aqueles que se arriscam, que fazem, que criam coisas – alguns celebrados mas com muito mais freqüência homens e mulheres obscuros em seu trabalho, que nos levaram ao longo do tortuoso caminho em direção à prosperidade e à liberdade.

Foi por nós que eles empacotaram suas poucas posses materiais e viajaram pelos oceanos em busca de uma nova vida.

Foi por nós que eles trabalharam nas fábricas precárias e colonizaram o Oeste; suportaram chicotadas e araram terra dura.

Foi por nós que eles lutaram e morreram em lugares como Concord e Gettysburg; Normandia e Khe Sahn.

Muitas e muitas vezes esses homens e mulheres se esforçaram e se sacrificaram e trabalharam até que suas mãos ficassem arrebentadas para que nós pudéssemos viver uma vida melhor. Eles viram a América como sendo algo maior do que a soma de nossas ambições individuais; maior do que todas as diferenças de nascimento ou riqueza ou facção.

Esta é uma jornada que continuamos hoje. Nós ainda somos a mais próspera e poderosa nação da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos do que quando esta crise começou. Nossas mentes não são menos inventivas, nossos produtos e serviços não são menos necessários do que eram na semana passada ou no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade permanece inalterada. Mas nossa época de proteger patentes, de proteger interesses limitados e de adiar decisões desagradáveis – essa época com certeza já passou. A partir de hoje, temos de nos levantar, sacudir a poeira e começar de novo o trabalho para refazer a América.

Porque, em todo lugar que olhamos, há trabalho a ser feito. O estado da economia pede ação ousada e rápida, e nós iremos agir – não apenas para criar novos empregos, mas para estabelecer uma nova fundação para o crescimento. Iremos construir as estradas e as pontes, as linhas elétricas e digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Iremos restaurar a ciência a seu lugar de direito e utilizaremos as maravilhas tecnológicas para melhorar a qualidade da saúde e diminuir seus custos. Nós iremos utilizar a energia do sol e dos ventos e do solo para impulsionar nossos carros e fábricas. E iremos transformar nossas escolas e faculdades para que eles estejam à altura dos requisitos da nova era. Nós podemos fazer tudo isso. E nós faremos tudo isso.

Agora, existem algumas pessoas que questionam a escala de nossas ambições – que sugerem que nosso sistema não pode tolerar muitos planos grandiosos. A memória dessas pessoas é curta. Porque eles esquecem do que este país já fez; do que homens e mulheres livres pode conquistar quando a imaginação se une por um propósito comum e a necessidade se junta à coragem.

O que os cínicos não compreendem é que o contexto mudou totalmente – que os argumentos políticos arcaicos que nos consumiram por tanto tempo já não se aplicam. A questão que lançamos hoje não é se nosso governo é grande ou pequeno demais, mas se ele funciona – se ele ajuda famílias a encontrar trabalho por um salário justo, seguro-saúde que possam pagar, uma aposentadoria digna. Se a resposta for sim, iremos adiante. Se for não, programas acabarão. E aqueles dentre nós que gerenciam o dólar público serão cobrados – para que gastem de forma inteligente, consertem maus hábitos e façam seus negócios à luz do dia – porque só então conseguirmos restabelecer a confiança vital entre as pessoas e seu governo.

Nem a questão diante de nós é se o mercado é uma força positiva ou negativa. Seu poder para gerar riqueza e expandir a liberdade não tem paralelo, mas esta crise nos lembrou de que, sem um olho vigilante, o mercado pode perder o controle – e a nação não pode mais prosperar quando favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho de nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; em nossa habilidade de estender a oportunidade a todos os corações que estiverem dispostos – não por caridade, mas porque esta é a rota mais certa para o bem comum.

Quanto à nossa defesa comum, nós rejeitamos como falsa a escolha entre nossa segurança e nossos ideais. Os Fundadores de Nossa Nação, que encararam perigos que mal podemos imaginar, esboçaram um documento para assegurar o governo pela lei e os direitos dos homens, expandidos pelo sangue das gerações. Esses ideais ainda iluminam o mundo, e nós não desistiremos deles por conveniência. Assim, para todos os outros povos e governos que estão assistindo hoje, da maior das capitais à pequena vila onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de cada nação e de todo homem, mulher e criança que procura um futuro de paz e dignidade, e que estamos prontos para liderar mais uma vez.

Lembrem-se de que gerações que nos antecederam enfrentaram o fascismo e o comunismo, não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças robustas e convicções duradouras. Eles compreendiam que o poder sozinho não pode nos proteger e nem nos dá o direito de fazer o que quisermos. Em vez disso, eles sabiam que nosso poder cresce pro meio de sua utilização prudente; nossa segurança emana da justiça de nossa causa, da força do nosso exemplo, das qualidades temperantes da humildade e do auto-controle.

Somos os guardiões desse legado. Mais uma vez, guiados por esses princípios, podemos encarar essas novas ameaças, que exigem esforços ainda maiores – ainda mais cooperação e compreensão entre nações. Nós começaremos a deixar o Iraque para seu povo de forma responsável e forjaremos uma paz conquistada arduamente no Afeganistão. Com velhos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para diminuir a ameaça nuclear e afastar a ameaça de um planeta cada vez mais quente. Nós não iremos nos desculpar por nosso estilo devido, nem iremos vacilar em sua defesa, e para aqueles que buscam aperfeiçoar sua pontaria induzindo terror e matando inocentes, dizemos a vocês agora que nosso espírito não pode ser quebrado; vocês não podem durar mais do que nós, e nós iremos derrotá-los.

Porque nós sabemos que nossa herança multirracial é uma força, não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus – e de pessoas que não possuem crenças. Nós somos moldados por todas as línguas e culturas, trazidas de todos os confins da terra; e porque já experimentamos o gosto amargo da Guerra Civil e da segregação e emergimos desse capítulo sombrio mais fortes e mais unidos, não podemos evitar de acreditar que os velhos ódios um dia irão passar; que as linhas que dividem tribos em breve irão se dissolver; que, conforme o mundo fica menor, nossa humanidade em comum irá se revelar; e que a América deve desempenhar seu papel nos conduzir a essa nova era de paz.

Para o mundo muçulmano, nós buscamos uma nova forma de evoluir, baseada em interesses e respeito mútuos. Àqueles líderes ao redor do mundo que buscam semear o conflito ou culpar o Ocidente pelos males da sociedade – saibam que seus povos irão julgá-los pelo que podem construir, não pelo que podem destruir. Àqueles que se agarram ao poder pela corrupção, pela falsidade, silenciando os que discordam deles, saibam que vocês estão no lado errado da história; mas nós estenderemos uma mão se estiverem dispostos a abrir seus punhos.

Às pessoas das nações pobres, nós juramos trabalhar a seu lado para fazer com que suas fazendas floresçam e para deixar que fluam águas limpas; para nutrir corpos esfomeados e alimentar mentes famintas. E, para aqueles cujas nações, como a nossa, desfrutam de relativa abundância, dizemos que não podemos mais tolerar a indiferença ao sofrimento fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem nos importar com o efeito disso. Porque o mundo mudou, e nós temos de mudar com ele.

Enquanto pensamos a respeito da estrada que agora se estende diante de nós, nos lembramos com humilde gratidão dos bravos americanos que, neste exato momento, patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos contar hoje, do mesmo modo que os heróis que tombaram em Arlington sussurram através dos tempos. Nós os honramos não apenas porque são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles personificam o espírito de servir a outros; uma disposição para encontrar um significado em algo maior do que eles mesmos. E ainda assim, neste momento – um momento que irá definir nossa geração – é exatamente esse espírito que deve estar presente em todos nós.

Por mais que um governo possa e deva fazer, é em última análise na fé e na determinação do povo americano que esta nação confia. É a bondade de acolher um estranho quando as represas arrebentam, o desprendimento de trabalhadores que preferem diminuir suas horas de trabalho a ver um amigo perder o emprego que nos assistem em nossas horas mais sombrias. É a coragem de um bombeiro para invadir uma escadaria cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai para criar uma criança que finalmente decidem nosso destino.

Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com os quais as enfrentamos podem ser novos. Mas os valores dos quais nosso sucesso depende – trabalho árduo e honestidade, coragem e fair play, tolerância e curiosidade, lealdade e patriotismo –, essas cosias são antigas. Essas coisas são verdadeiras. Elas foram a força silenciosa do progresso ao longo de nossa história. O que é exigido então é um retorno a essas verdades. O que é pedido a nós agora é uma nova era de responsabilidade – um reconhecimento por parte de todo americano, de que temos deveres para com nós mesmos, nossa nação e o mundo, deveres que não aceitamos rancorosamente, mas que, pelo contrário, abraçamos com alegria, firmes na certeza de que não há nada tão satisfatório para o espírito e que defina tanto nosso caráter do que dar tudo de nós mesmos numa tarefa difícil.

Esse é o preço e a promessa da cidadania.

Essa é a fonte de nossa confiança – o conhecimento de que Deus nos convoca para dar forma a um destino incerto.

Esse é o significado de nossa liberdade e nosso credo – o motivo pelo qual homens e mulheres e crianças de todas as raças e todas as fés podem se unir em celebração por todo este magnífico local, e também o porquê de um homem cujo pai a menos de 60 anos talvez não fosse servido num restaurante local agora poder estar diante de vocês para fazer o mais sagrado juramento.

Por isso, marquemos este dia relembrando quem somos e o quanto já viajamos. No ano do nascimento da América, no mês mais frio, um pequeno grupo de patriotas se reuniu em torno de fogueiras quase apagadas nas margens de um rio gélido. A capital foi abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado de nossa revolução estava mais incerto, o pai de nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas ao povo: “Que seja contado ao mundo futuro... Que no auge de um inverno, quando nada além de esperança e virtude poderiam sobreviver... Que a cidade e o país, alarmados com um perigo em comum, se mobilizaram para enfrentá-lo.

América. Diante de nossos perigos em comum, neste inverno de nossa dificuldades, deixe-me lembrá-los dessas palavras imortais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar mais uma vez as correntes gélidas e suportar as tempestades que vierem. Que os filhos de nosso filhos digam que, quando fomos colocados à prova, nós nos recusamos a deixar esta jornada terminar, que nós não demos as costas e nem hesitamos; e com os olhos fixos no horizonte e com a graça de Deus sobre nós, levamos a diante o grande dom da liberdade e o entregamos com segurança às gerações futuras.”

Palavras mais usadas

As duas palavras mais utilizadas foram ‘nação’ e ‘novo ou nova’. ‘Nação’ foi mencionada 13 vezes, mas o número aumenta para 15 se for considerado as duas vezes em que falou ‘nações’. No total, o discurso teve 2.401 palavras.

Já ‘novo ou nova’ (no inglês, não há a divisão de masculino ou feminino), foi dito 11 vezes. 'America' foi citada nove vezes.

Fonte:
www.g1.com.br