sexta-feira, 21 de outubro de 2011

VI Feira Estadual e IV Feira Regional da Economia Popular Solidária

quinta-feira, 17 de março de 2011

Convocatória - Reunião de Criação do Banco Virtual de Trocas de Serviços da Grande BH

Convocatória - Reunião de Criação do Banco Virtual de Trocas de Serviços da Grande BH

Data: 17/03/2011 – Quinta - feira
Horário: 19:00 às 21:00 hrs.
Local: Centro Público de Economia Solidária - BH - Av. dos Andradas, 367 - 2º andar - Ed. Central -
Praça da Estação - Fone/fax: 3277-9830.

Prezados amigos e amigas da Região Metropolitana de Belo Horizonte e seus arredores,

Há alguns anos, em alguns lugares do mundo, vários indivíduos e coletivos têm se beneficiado mutuamente com uma iniciativa de desconstrução da premissa mais básica da moderna sociedade de consumo, que prega que um indivíduo só tem acesso aos diversos serviços de qualidade se tiver dinheiro para pagar por eles.

Em Fevereiro de 2011 algumas pessoas estão começando a fazer o mesmo na grande São Paulo, provando que nós brasileiros estamos prontos para dar esse importante passo na construção de uma nova sociedade com ações econômicas libertárias.

O “Banco Virtual de Trocas de Serviços” é uma excelente ferramenta para qualquer indivíduo que possua alguma habilidade que possa ser útil para outros, e que esteja disposto a oferecer seu serviço em troca de poder usufruir das habilidades de outros que lhe possam ser úteis.

Além da desconstrução relacionada à dependência direta do uso do dinheiro para a obtenção de serviços de qualidade, está em jogo também a oportunidade de quebra de paradigmas envolvendo os valores arbitrários atribuídos às profissões e à diferenciação de quem presta o serviço e onde – por exemplo: o mesmo serviço pode ser mais bem remunerado quando é feito por homens ou brancos ou nas capitais. Também, o Banco representa uma possibilidade de ter acesso a serviços muitas vezes indisponíveis em algumas localidades, de conhecer pessoas, de fortalecer economias locais e experiências comunitárias.

Assim, gostaríamos de convidar todos vocês a colhermos juntos os incontáveis benefícios desse modelo inovador de economia solidária, cada um com o tempo que tiver disponível.

Esta convocatória possui a intenção de começarmos juntos do zero um “Banco Virtual de Trocas de Serviços” que contemple a Região Metropolitana de Belo Horizonte e seus arredores. Propomos que todo o processo de idealização e construção aconteça de maneira coletiva e participativa, com liderança horizontal e descentralizada, a partir da primeira reunião aberta na qual serão bem vindos representantes de todas as áreas de prestação de serviços, sejam profissionais com ou sem qualificação comprovada, com qualquer nível de escolaridade, trabalhadores formais ou informais, temporários, artistas, artesãos, agricultores, etc.

Quanto mais cabeças pensando juntas, mais bem estruturada e eficiente será nossa ferramenta.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Convite! Formatura e Feira Solidária da Agricultura Urbana


Convite para a formatura do Curso de Formação em Agricultura Urbana, realizado pela Rede de Intercâmbio de Tecnologias Alternativas. Vamos comemorar 5 meses de muito aprendizado: a agricultura urbana e suas múltiplas relações com a agroecologia, a reforma urbana, os movimentos sociais, a medicina popular, a soberania e segurança alimentar, a economia popular solidária, as questões de gênero e muitas outras questões.
O evento acontece no próximo dia 23 de agosto (domingo) a partir das 15h no Centro Mineiro de Referência em Resíduos, que fica à av. Belém, nº40, esquina com av. Andradas, 7000.
Haverá ônibus saindo da Praça da Estação, às 14h para levar os convidados até o local.
Participem e ajudem a divulgar! Por favor, repassem o convite para os seus contatos.
Mais informações: 9222-6125

Marina Utsch
www.rede-mg.org.br
www.colunameioambiente.blogspot.com
http://twitter.com/marinautsch

quinta-feira, 18 de junho de 2009

MP abre mercado a agricultor familiar

MP abre mercado a agricultor familiar

A Medida Provisória (MP) 455, que abre o mercado institucional para agricultores familiares de todo o país, foi sancionada na última terça-feira,) em Brasília, pelo presidente da República em exercício, José Alencar. A Lei 11.947 determina que pelo menos 30% dos recursos financeiros repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ao Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) sejam utilizados para compra de alimentos da agricultura familiar.
Serão priorizados os assentamentos da reforma agrária, as comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas. Esse percentual (30%) representa, anualmente, cerca de R$ 600 milhões, recurso que reforçará a comercialização dos produtos da agricultura familiar em todo o país.
O Ministério do Desenvolvimento Agrário estima que a Lei 11.947 permitirá o envolvimento direto de aproximadamente 100 mil famílias de agricultores, gerando renda e trabalho para mais de 250 mil trabalhadores do campo.
De acordo com o FNDE, os principais produtos a serem adquiridos em maior escala para a alimentação escolar são: feijão, arroz, carne, tomate, frutas, açúcar, cenoura, cebola, alho e leite (de vaca). Em todos esses produtos, a agricultura familiar tem participação predominante ou significativa, já que o setor responde pela produção de 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros. Entre os principais itens produzidos por esse segmento produtivo estão mandioca (84%); cebola (72%); frango (70%); alface (69%), feijão (67%); banana (58%); caju (61%); suíno (60%); leite (56%); melancia (55%); abacaxi (52%); tomate (49%); milho (49%); uva (47%) e batata (44%).
O assunto foi pauta de audiência pública, ontem pela manhã, na Comissão de Educação Ciência e Tecnologia e Informática, em conjunto com a Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas, a partir de requerimento do Deputado Padre João. Ele lembrou que a lei aprovada é um passo importante dado pelo Governo Federal e que beneficiará tanto os agricultores familiares quanto os alunos do segundo grau, que também receberão a alimentação escolar.
“Sabemos que milhares de crianças e jovens chegam nas escolas cansados. Alguns, por que andaram quilômetros até chegar nas salas, e outros, porque tiveram um dia cansativo de trabalho e nem têm tempo de se alimentarem antes das aulas. Através da alimentação escolar, eles poderão ter uma vida mais saudável. Já os agricultores estarão comercializando seus produtos, e todos serão beneficiados”, comentou.

Sul de MG lidera plantio

O Sul de Minas foi a região do Estado com a maior área plantada com milho na safra 2009. Foram 252 mil hectares. Logo em seguida, aparece a região do Alto Paranaíba com 212 mil hectares. Os números estão no último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), feito em parceria com órgãos da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), Conab e Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg).
Os plantios de milho no Sul do Estado correspondem a 19,7% da área plantada com o grão em Minas. Apesar disso, a região fica em segundo lugar na produção estadual, com 1,348 milhão de toneladas, logo atrás do Alto Paranaíba, com 1,380 milhão de toneladas.
As condições de mercado desfavoráveis desestimularam o plantio nas principais regiões produtoras de Minas – Sul, Alto Paranaíba e Triângulo – que optaram em aumentar a área com culturas como a soja e a cana-de-açúcar. Mas a queda da área plantada no Sul de Minas (5,3%) foi menor que nas outras duas regiões. Já as regiões Central, Noroeste, Zona da Mata e Centro-Oeste registraram aumento da área plantada com milho e terão maior produção nesta safra em relação ao ano passado.
O milho é o principal grão cultivado em Minas. A safra deste ano deve ser de 6,4 milhões de toneladas.

Fonte: Jornal Hoje em Dia
Data da publicação: 18/06/2009

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Feira Regional em Almenara

Feira Regional em Almenara tem atrações culturais

Neste fim-de-semana, Almenara sediará a Feira Regional de Economia Popular Solidária (EPS) do Vale do Jequitinhonha. A abertura será na sexta-feira, dia 5, com programação até o domingo: além da exposição e comercialização de produtos artesanais, haverá Feira de Alimentação e Atividades Culturais. O evento acontece no Parque de Exposições da cidade, à Rua capitão Zeca, Centro. As Feiras Regionais de EPS são organizadas pelo Fórum de Economia Solidária em conjunto com a Sedese, contando com os recursos de emenda da Comissão de Participação Popular aprovados no PPAG e orçamento de 2009.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Centro de Formação em Economia Solidária do Sudeste

Convite para o lançamento do Centro de Formação em Economia Solidária do Sudeste, no dia 05 de junho, às 8 horas, na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Vejam convite anexo.

Roseny de Almeida

Assessoria Pedagógica – CFES-Sudeste
Tel: (31) 2129.9043 – 9406.0663
e-mail:
ralmeida@marista.edu.br


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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Importante Espaço de Comércio Justo e Solidário

Importante Espaço de Comércio Justo e Solidário

Fonte: Faces do Brasil

A entidade sem fins econômicos Faces do Brasil, lança, no dia 01 de dezembro de 2008, o primeiro Portal Brasileiro de Comércio Justo e Solidário http://www.facesdobrasil.org.br/ (http://www.facesdobrasil.org.br/ ) em parceria com a agência de cooperação Oxfam Novib. O objetivo desse portal é difundir o conceito, os princípios e os critérios do comércio justo e solidário no Brasil e no mundo, visando promover práticas comerciais mais justas, inclusão social e desenvolvimento regional. Para tanto, disponibilizará informações sobre o tema e sobre as atividades do Faces, de forma a ampliar o intercâmbio de conhecimentos e experiências, estimular o diálogo e a participação, além de aproximar produtores, comerciantes, consumidores, entidades sindicais, assessorias e órgãos governamentais. "Esperamos desse modo, aumentar e aprofundar, de forma significativa, a participação cidadã na construção e implantação do Comércio Justo e Solidário (CJS) no Brasil, e fortalecer institucionalmente as organizações que participam dessa Plataforma" - explica Fabíola Zerbini, Secretária Executiva do Faces do Brasil.

Fórum Sul Mineiro de Economia Solidária
Incubadora de Cooperativa de Varginha
Av. Dr. Modena, 141 Bairro de Fátima
CEP 37010-190 Varginha - MG
Tel.: (35)3690-2529 (35)3690-2122

segunda-feira, 21 de julho de 2008

O que é Economia Solidária

O que é Economia Solidária

Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem.

A economia solidária vem se apresentando, nos últimos anos, como inovadora alternativa de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social. Compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário.

Nesse sentido, compreende-se por economia solidária o conjunto de atividades econômicas de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito, organizadas sob a forma de autogestão. Considerando essa concepção, a Economia Solidária possui as seguintes características:

1. Cooperação: existência de interesses e objetivos comuns, a união dos esforços e capacidades, a propriedade coletiva de bens, a partilha dos resultados e a responsabilidade solidária. Envolve diversos tipos de organização coletiva: empresas autogestionárias ou recuperadas (assumida por trabalhadores); associações comunitárias de produção; redes de produção, comercialização e consumo; grupos informais produtivos de segmentos específicos (mulheres, jovens etc.); clubes de trocas etc. Na maioria dos casos, essas organizações coletivas agregam um conjunto grande de atividades individuais e familiares.
2. Autogestão: os/as participantes das organizações exercitam as práticas participativas de autogestão dos processos de trabalho, das definições estratégicas e cotidianas dos empreendimentos, da direção e coordenação das ações nos seus diversos graus e interesses, etc. Os apoios externos, de assistência técnica e gerencial, de capacitação e assessoria, não devem substituir nem impedir o protagonismo dos verdadeiros sujeitos da ação.
3. Dimensão Econômica: é uma das bases de motivação da agregação de esforços e recursos pessoais e de outras organizações para produção, beneficiamento, crédito, comercialização e consumo. Envolve o conjunto de elementos de viabilidade econômica, permeados por critérios de eficácia e efetividade, ao lado dos aspectos culturais, ambientais e sociais.
4. Solidariedade: O caráter de solidariedade nos empreendimentos é expresso em diferentes dimensões: na justa distribuição dos resultados alcançados; nas oportunidades que levam ao desenvolvimento de capacidades e da melhoria das condições de vida dos participantes; no compromisso com um meio ambiente saudável; nas relações que se estabelecem com a comunidade local; na participação ativa nos processos de desenvolvimento sustentável de base territorial, regional e nacional; nas relações com os outros movimentos sociais e populares de caráter emancipatório; na preocupação com o bem estar dos trabalhadores e consumidores; e no respeito aos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras.

Considerando essas características, a economia solidária aponta para uma nova lógica de desenvolvimento sustentável com geração de trabalho e distribuição de renda, mediante um crescimento econômico com proteção dos ecossistemas. Seus resultados econômicos, políticos e culturais são compartilhados pelos participantes, sem distinção de gênero, idade e raça. Implica na reversão da lógica capitalista ao se opor à exploração do trabalho e dos recursos naturais, considerando o ser humano na sua integralidade como sujeito e finalidade da atividade econômica.

Fonte: Ministério do Trabalho e do Emprego

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Abrandh apresenta sua posição sobre a crise mundial de alimentos

Abrandh apresenta sua posição sobre a crise mundial de alimentos

Documento faz críticas ao modelo de desenvolvimento e traz sugestões para a superação da crise.

Na foto, criança contra os altos preços dos alimentos
e combustíveis em Porto Príncipe, Haiti. (AFP)

A Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos (ABRANDH), entidade da sociedade civil que atua na promoção do direito humano à alimentação adequada, em âmbito local, nacional e internacional, divulgou nesta sexta-feira (6/6) um documento no qual expõe sua posição acerca da chamada "crise mundial de alimentos".

A forte alta no preço dos alimentos está no centro das discussões internacionais por demonstrar a conjugação de vários fatores estruturais e conjunturais. No texto, a ABRANDH faz uma crítica ao modelo de desenvolvimento aplicado não apenas no Brasil, mas em escala global. "As políticas de desenvolvimento têm se pautado em interesses do mercado financeiro e não na garantia de direitos e na dignidade humana", diz o documento, disponível no site da entidade www.abrandh.org.br

Como contribuição ao intenso debate que vem ocorrendo, a ABRANDH também apresenta uma série de propostas para que a crise seja superada e as políticas de desenvolvimento a serem implementadas por países e organismos supranacionais levem em conta a necessidade de se garantir a realização dos direitos humanos em todo o mundo. Dentre as propostas, destacam-se: o fortalecimento da institucionalidade pública internacional e dos próprios Estados nacionais; o reconhecimento de que o acesso pleno a uma alimentação adequada é um direito humano; fortalecimento da democracia participativa global, envolvendo os movimentos sociais e as organizações da sociedade civil nos principais centros de decisão; a ampliação dos recursos destinados para políticas públicas de desenvolvimento agrário que fortaleçam a agricultura familiar, entre outras.

O documento, intitulado "A crise mundial de alimentos viola o direito humano à alimentação", está disponível para download no seguinte endereço:


Mais informações:
Elisabetta Recine
Coordenadora Técnica da ABRANDH
61-3272.8705

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Economia Solidária - Feira reúne povos da Amazônia

Feira de economia solidária vai reunir povos da Amazônia

Com o tema "Povos da Amazônia - Alternativas para Economia Solidária e Sustentável", será realizada, entre os dias 26 e 30 de setembro, no espaço Horto Florestal (Rio Branco - Acre), a 1ª Feira Panamazônica, que terá como elemento fundamental a sustentabilidade do desenvolvimento socioeconômico, ambiental e cultural das populações tradicionais locais.

A 1ª Feira Panamazônica vai representar a junção de dois grandes eventos que acontecem anualmente no Acre: a Feira de Produtos da Floresta (FLORA), que este ano chega à 12ª edição, e a Feira em Redes de Economia Solidária e Agricultura Familiar, que está na 4ª edição. O evento tem como objetivo promover o fortalecimento da economia solidária na Amazônia por meio da integração dos povos e da divulgação dos produtos e serviços sustentáveis com base comunitária, gerando um desenvolvimento justo e solidário.

A Feira vai também discutir e propor sugestões de políticas públicas direcionadas ao desenvolvimento da Amazônia, além de divulgar os produtos e serviços sustentáveis dos povos tradicionais que habitam toda a Amazônia Legal (Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão, Pará, Amapá, Roraima e Amazonas).

Cerca de 300 estandes com temas amazônicos farão parte da mega-estrutura que está sendo montada para o evento. Segundo Mirna Caniso, da comissão organizadora da Feira, 35 estandes serão destinados para as experiências de países latino-americanos (Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana e Chile). Comunidades extrativistas, indígenas e rurais da agricultura familiar também receberão um espaço para que possam expor seus produtos. Além das exposições, a Feira vai contar com a realização de shows, seminários e debates.

Informações
(68) 3211-2200

As matérias de Economia Solidária são produzidas pela Adital com o apoio do Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Fonte: Adital

Assessoria de Comunicação
www.presidencia.gov.br/consea

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Feira Sul Mineira de Economia Solidária

FEIRA SUL MINEIRA DE ECONOMIA SOLIDÁRIA

Prezados (as)

Dirigentes de Empreendimentos Solidários, Ongs, Oscips, Entidades Sociais, Sindicatos, Pastorais Sociais, Prefeituras Municipais, Câmaras Municipais, Entidades de Extensão Rural, Universidades, Escolas Técnicas Federais, Incubadoras de Cooperativas Populares, etc.

É com alegria que convidamos para participar do 2o. Encontro Sul Mineiro de Economia Solidária e da 1a. Feira Sul Mineira de Economia Solidária, que estará acontecendo de 12 a 14 de outubro de 2007, no município de Alfenas/MG.

O encontro e a feira se revestem de fundamental importância, pois estamos num grande esforço de reunir representantes de todo o Sul de Minas que se dedicam a promover a inclusão social de uma forma diferente, fazendo com que os mais pobres não sejam apenas assistidos, mas protagonistas e
empreendedores da sua própria inclusão social e gerando a sua própria renda.

A economia solidária se propõe a criar uma nova relação harmoniosa entre o homem, o trabalho e a natureza, uma estratégia para se promover o desenvolvimento sustentável.

Conclamamos os Municípios Sul Mineiros a não medirem esforços para participarem do encontro e da feira, viabilizando o transporte dos participantes, pois a organização do evento estará assegurando gratuitamente o almoço e a hospedagem.

Se você ainda não conhece o que é Economia Solidária, terá uma grande oportunidade de conhecer uma estratégia de combate à exclusão social e promoção do desenvolvimento dos nossos municípios.

Saudações Solidárias

Coordenação Executiva do Fórum Sul Mineiro de Economia Solidária.

Obs. Abaixo seguem orientações para a participação do encontro, e a ficha de inscrição para participar da FEIRA.

1. CRITÉRIO DE PARTICIPAÇÃO

O MUNICÍPIO deve inscrever até 8 pessoas sendo:

2 (dois) representantes dos GESTORES PÚBLICOS (prefeitura, câmara de vereador, órgão federal ou estadual que atuam ou pretendem atuar no fomento da economia solidária no município);

2 (dois) representantes de ENTIDADE DE APOIO (ongs ou entidade social ou entidade de extensão rural ou universidade pública ou privada, etc.que atuam ou pretendem atuar com economia solidária);

4 (quatro) representantes de EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS (pequenas cooperativas de trabalho ou produção urbanos ou rurais ou associação de produção ou serviço urbano ou rural, grupos informais de produção ou prestação de serviço urbanos ou rurais).

Obs.: Orienta-se que um desses atores ou os três juntos convoquem uma reunião para tirar os representantes do município. Se o município não tiver EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS organizados ou mesmo informais, pede-se tirar quatro representantes que serão credenciados como observadores e que ao regressarem ao município possam atuar como agentes do desenvolvimento da economia solidária.

2. PRAZO DE INSCRIÇÃO

A INSCRIÇÃO É GRATUITA e deverá ser feita até o dia 1o de outubro de 2007,

Para se inscrever, você deverá imprimir a ficha de inscrição e preencher com os seus dados e passa-la por fax para o Telefax: (35)3698-5052 ou scanear a ficha e enviá-la por e-mail:
ou pelo correio:
Praça Dr. Fausto Monteiro, 347 Centro CEP 37130-000 ALFENAS - MG A/C Instituto Delta Lagos - Prefeitura de Alfenas

3. TRANSPORTE, HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO.

O investimento em hospedagem e alimentação dos REPRESENTANTES DOS EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS, (cooperativas, associações, grupos informais de produção) correrão por conta da Comissão de Organização.

A hospedagem será em acomodações modestas em escolas públicas ou em alojamentos de instituições religiosas. É preciso levar roupa de cama. O transporte das mercadorias e dos representantes do município correrá por conta de cada prefeitura ou do empreendimento.

Atenção: A hospedagem, a alimentação e o transporte dos REPRESENTANTES DE ENTIDADE DE APOIO E GESTORES PÚBLICOS correrão por conta de cada um. A comissão de organização só irá assegurar a hospedagem e alimentação de 4 (quatro) representantes de empreendimentos por município.

A comissão de organização estará disponibilizando lista de hotéis, pousadas, repúblicas e locais para refeição.

4. PROGRAMAÇÃO DO ENCONTRO

O encontro será dividido em atividades de palestras, debates, trabalho em grupo, oficinas de capacitação, oficinas de troca de experiência e articulação, trocas solidárias, feira e apresentações culturais.

4.1 OFICINAS DE CAPACITAÇÃO

Durante o evento serão realizadas simultaneamente dez oficinas de capacitação, trocas de experiências e articulação do movimento de economia solidária. E os participantes serão convidados a escolher uma para participar que deverá ser informada em sua ficha de inscrição.

As OFICINAS DE CAPACITAÇÃO estarão acontecendo no período da manhã do dia 13/10 (sábado), das 09h às 12h, em salas a ser definidas.
4.1.1 COMO ELABORAR UM PLANO DE NEGÓCIO
Objetivo: Passar conceitos básicos sobre vocação empreendedora e empreendedorismo coletivo.O que é um plano de negócio e o seu passo a passo de como fazer. Responsável pela oficina: Sebrae/Varginha

4.1.2 COMO GERENCIAR AS FINANÇAS DE UM NEGÓCIO
Objetivo: Passar conceitos básicos sobre a gestão financeira de um negócio, fluxo de caixa, controle das contas, cálculo do preço do produto. Responsável pela oficina: Sebrae/Varginha

4.1.3 DESIGN E QUALIDADE EM ARTESANATO
Objetivo: Passar conceitos básicos sobre design e os cuidados que o artesão deve ter para produzir artesanatos de qualidade. Responsável pela oficina: Sebrae/Varginha

4.1.4 COMO VENDER O SEU PRODUTO
Objetivo: Passar informações sobre estratégias de vendas e as oportunidades para se comercializar os produtos da economia solidária. Responsável: em aberto

4.1.5 COMO TRABALHAR EM EQUIPE
Objetivo: Passar informações sobre estratégias de como superar conflitos e estimular o trabalho em cooperação. Responsável: em aberto

4.1.6 INCUBADORA DE EMPREENDIMENTOS SOLIDÁRIOS
Objetivo: Passar conceitos básicos do que vem a ser uma incubadora de cooperativas e o passo a passo para o município montar uma incubadora de empreendimentos solidários. Responsáveis: Incubadora de Cooperativas da Universidade de Lavras/Itajubá

4.1.7 COMO CRIAR UMA LEI MUNICIPAL DE APOIO
À ECONOMIA SOLIDÁRIA

Objetivo: Passar informações sobre o processo de elaboração de uma lei municipal de fomento da economia solidária e socializando experiências de leis municipais já em vigor. Responsáveis: Vereador Rogério Bueno - Varginha

4.1.8 FORMAÇÃO EM ECONOMIA SOLIDÁRIA
Objetivo: Passar informações sobre metodologias de capacitação em economia solidária, educação popular, visando iniciar processo de formação de facilitadores em metodologias participativas. Responsável: Rede de Educação Cidadã

4.1.9 ELABORAÇÃO DE PROJETOS E CAPTAÇÃO DE RECURSOS
Objetivo: Passar informações sobre o processo de elaboração de um projeto social e apresentar potenciais fontes de financiamento para apoio de projetos de geração de trabalho e renda. Responsável: Paulo César Araújo

4.10 COMO MONTAR UMA COOPERATIVA OU ASSOCIAÇÃO
Objetivo: Passar informações sobre o passo a passo para montar uma cooperativa ou associação de produção, qual a diferença entre uma associação e uma cooperativa e quais as vantagens e desvantagens. Responsável: em aberto

4.2 OFICINAS AUTOGESTIONÁRIAS/ARTICULAÇÕES DE SETORES
Durante o evento serão realizadas simultaneamente oficinas autogestionárias de trocas de experiências, repasse de informação e/ou articulação de setores como: catadores de material reciclável, artesãs, etc.

As OFICINAS AUTOGESTIONÁRIAS E/OU DE ARTICULAÇÃO DE SETORES estarão acontecendo no período da tarde do dia 13/10 (sábado) das 14h as 18:00h , em salas a ser definidas.

As OFICINAS AUTOGESTIONÁRIAS estão sendo construídas com a parceria das instituições que são parceiras na organização do evento como: Sebrae, Ong Sapucaí, Incubadora de Cooperativa de Varginha, Rede de Incubadoras das Universidades de Lavras e Itajubá, Casa da Cidadania, Instituto Delta Lago, Delegacia Regional do Trabalho, Caixa Econômica Federal e outros parceiros que estamos buscando o apoio.

5. PARTICIPAÇÃO NA FEIRA

a) A Comissão de Organização estará montando a infra-estrutura para a realização da feira com barracas, depósito para mercadorias, banheiros, iluminação, palco e som. Cada município terá uma barraca para expor os produtos da economia solidária em barracas tipo feira. Os municípios maiores como Pouso Alegre, Poços de Caldas, Itajubá, Passos, Alfenas e Varginha terão mais de uma barraca. A ser definido pela comissão.

b) As cidades interessadas em participar da feira deverão enviar a FICHA DE INSCRIÇÃO DA FEIRA em anexo, não será uma barraca para cada empreendimento, mas uma para cada cidade. Apenas as cidades acima citadas é que terão mais de uma barraca. O município deverá trazer um pouco de produto de cada empreendimento que deverá ser discriminado na ficha de inscrição, a barraca representará o município;

c) Os produtos ou serviços a serem comercializados na feira devem ser oriundos da Economia Solidária. Ou seja, produzidos por produtores reunidos numa cooperativa, numa associação de produtores, num grupo informal ou numa feira local. Produtos oriundos da agricultura familiar também serão permitidos. Pede-se não trazer produtos perecíveis que exigem geladeiras e/ou câmaras de refrigeração para a sua conservação.

d) Os produtos devem vir todos etiquetados com informações sobre a sua origem e o preço. Para os produtos alimentícios pede-se que sejam certificados pela Vigilância Sanitária Municipal.

6. PROGRAMAÇÃO

De 12 a 14 de outubro de 2007 – Alfenas/MG Local: Praça Getúlio Vargas

Dia 11/10 – Quinta-Feira
14:00h – Montagem da Feira e Distribuição das Barracas

Dia 12/10 – sexta-feira
08:00h - Credenciamento dos Participantes e Montagem da Feira
09:00h - Abertura Solene da Feira
10:00h - Apresentações Culturais
12:00h - Almoço
14.00h - Painel - Apresentação da pauta da IV Plenária Nacional
Expositor: Prof. Benedito Anselmo (Bené)
15:00h - Discussão de Grupo (eixos)
Finanças Solidárias
Produção, Comercialização e Consumo
Formação
Marco Legal
17:30h - Plenária de Sistematização dos Trabalho de Grupo
19:00h - Apresentação Cultural

Dia 13/10 – sábado
09:00h às 12:00h - Oficinas de Capacitação em
Empreendedorismo Solidário e Agricultura Familiar será oferecida oficinas simultaneamente de capacitação em empreendedorismo
Plano de Negócio de Empreendimentos Solidários;
Gestão Financeira de Empreendimentos Solidários;
Comercialização de Produtos da Economia Solidária;
Como transformar um Grupo numa Equipe;
Incubadora de Empreendimentos;
Lei Municipal de Apoio a Empreendimentos de Economia Solidária;
Metodologias de Formação em Economia Solidária;
Design em Artesanato;
Elaboração de Projetos e Captação de Recursos;
Como montar uma cooperativa ou associação de produção;
12:00h – Almoço
14:00h às 17:00h - Oficinas Auto Gestionárias e Plenárias de Articulação
das Cadeias Produtivas. Os parceiros na realização do evento e/ou
instituições convidadas estarão realizando oficinas de relato de suas ações
no fomento da economia solidária ou na geração de trabalho e renda. Esse
espaço também poderá ser utilizado para organizar plenária de articulação
das cadeias produtivas. Plenária dos Catadores de Material Reciclável, dos
Artesãos etc.
17:00h – Plenária de Organização do Fórum
Aprovação do Regimento Interno e Eleição da CoordenaçãoRegional
19:30h - Apresentações Culturais

Dia 14/10 – domingo
9:00h – Troca Solidárias e Feira
9:00h – Apresentações Culturais
12:00h - Almoço
16:00h – Encerramento

7. INFORMAÇÕES, DÚVIDAS E ESCLARECIMENTOS
INSTITUTO DELTA LAGO - PREFEITURA DE ALFENAS
Telefone de Contato (35) 3698-5052

Coordenação Executiva do Fórum Sul Mineiros de Economia Solidária
Maria Eunice Figueiredo (Alfenas) - Tel.: (35) 3698-5052 / 9104-4677
Miguel José de Lima (Varginha) - Tel.: (35) 3690-2529 / 9907-3833
Suzana Coutinho (Pouso Alegre) - Tel.: (35)3421-7046 / 9956-9948
Paulo César Araújo (Ouro Fino) - Tel.: (35)3441-2795 / 9978-0094
João Marcelo dos Reis (Varginha) - Tel.:(35)3222-7490

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Biocombustíveis para os pobres

Biocombustíveis para os pobres

José Graziano da Silva

Um dos temas centrais será como disciplinar o mercado internacional de bioenergia. Hoje cada país faz as próprias regras.

O TÍTULO deste artigo remete a outro escrito pelo diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, publicado em 15 de agosto de 2007 no jornal "Financial Times" ("Biocombustíveis deveriam beneficiar os pobres, não os ricos"). A frase resume a visão da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação sobre os biocombustíveis e aponta em que direção vai o seu esforço. Um esforço que não pode ser só da FAO.

Por isso, em seu artigo, Diouf convocou a realização de uma conferência mundial para debater a bioenergia. O presidente Lula será um dos muitos chefes de Estado -o esforço deve incluir também autoridades públicas, acadêmicos e toda a sociedade- que irão participar do evento marcado para junho do próximo ano, em Roma (Itália).

Um dos temas centrais do encontro será como disciplinar o mercado internacional de bioenergia. Hoje, cada país faz as próprias regras. Nos Estados Unidos, por exemplo, a produção de álcool de milho recebe mais de US$ 7 bilhões anuais em diversas formas de apoio, como subsídios aos produtores do Meio-Oeste e incentivos fiscais.

A FAO alerta que, continuando assim, no futuro, serão os países desenvolvidos que se beneficiarão da produção de bioenergia e, com barreiras tarifárias e não tarifárias, impedirão o acesso ao mercado de outros países, como o Brasil, capazes de produzir álcool a partir da cana-de-açúcar a custos muito menores, como já fazem hoje com produtos como suco de laranja, carne e algodão.

É o uso subsidiado de grãos para a produção de biocombustível que, literalmente, alimenta as justificadas críticas de que, mantido o sistema protecionista atual, ela não ajudará a reduzir a pobreza. Isso só acontecerá se os pequenos agricultores dos países pobres -especialmente da África e América Latina, que representam mais da metade dos miseráveis do mundo- puderem participar do mercado emergente da agroenergia, produzindo para consumo próprio e exportando aos países desenvolvidos.

A produção do etanol a partir de milho também ameaça a segurança alimentar, já que o grão é parte essencial na dieta de milhões de pessoas. A tortilha à base de milho com feijão, por exemplo, representa 40% das proteínas consumidas pelos mexicanos. As importações de milho do México e da América Central passam de US$ 1 bilhão por ano -em grande parte, atendidas pela venda subsidiada dos EUA, prática que inibe a produção local e renova a dependência alimentar. Dependência que pode se tornar insegurança alimentar com o aumento de preço e a ameaça de que parte significativa da produção de milho não se destinará mais ao consumo humano, e sim à produção de etanol.

Para que a produção de agroenergia possa beneficiar os pobres, e não só os ricos, Diouf propõe três políticas.

A primeira é reduzir as barreiras contra o etanol. O produto brasileiro feito a partir da cana-de-açúcar, por exemplo, é taxado em US$ 23 o barril pelos Estados Unidos.

A segunda política sugerida busca assegurar que os agricultores familiares possam se organizar em associações e cooperativas para produzir e processar a matéria-prima e comercializar a bioenergia.

Por último, Diouf defende a certificação ambiental da bioenergia. No escritório regional da FAO para a América Latina e Caribe, vinculado à sede da organização em Roma, acreditamos que podemos ir ainda mais longe do que as políticas sugeridas em nível mundial pelo diretor-geral, pedindo, por exemplo, a certificação social do biocombustível. Esse é, na minha opinião, o "calcanhar de Aquiles" do álcool brasileiro.

Segundo dados do Instituto de Economia Agrícola do Estado de São Paulo, um bóia-fria ganha hoje praticamente o mesmo que ganhava no final dos anos 60, antes de existir o Proálcool. A diferença é que, em vez de cortar de duas a três toneladas de cana, hoje ele tem que cortar de oito a dez toneladas -às vezes, até mais. Com isso, o esforço físico do trabalhador, que sempre foi extenuante, aumentou de tal maneira que já levou à morte por exaustão dezenas de bóias-frias no Brasil.

Com as políticas propostas por Diouf, o mundo poderia aumentar o percentual na sua matriz energética de fontes limpas e renováveis de energia, produzidas com respeito ao meio ambiente e com trabalho digno e incluindo os agricultores pobres. E a América Latina pode ter um papel relevante nessa nova matriz. Para cada hectare agricultável na região há outro não utilizado. Área suficiente para conciliar a segurança alimentar e a expansão da agroenergia.

José Graziano da Silva, 57, professor licenciado de economia agrícola da Unicamp, é representante regional da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) para América Latina e Caribe. Foi ministro de Segurança Alimentar e Combate à Fome (2003-04).

Assessoria de Comunicação
(61) 3411.3349 / 2747
www.presidencia.gov.br/
consea

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Economia Solidária - Nota de Repúdio

Aos Militantes do Movimento da Economia Solidária,

Segue abaixo uma nota de repúdio dirigida ao SEBRAE, manifestando a nossa indignação por ter em seu quadros colaboradores que se ocupam em desqualificar os esforços dos que lutam por uma sociedade sustentável.

Pedimos a solidariedade dos militantes do movimento de economia solidária, fazendo chegar ao conhecimento do SEBRAE/Nacional, as pessoas abaixo qualificadas.

Sr. Paulo Okamotto
Diretor Presidente do Sebrae
imaculada@sebrae.com.br
END.: SEPN - Quadra 515 - Lote 03 - Bloco C - Asa Norte
Brasília - DF - CEP: 70770-530
TELEFONE: (61) 3348-7100/ 3348-7128 - FAX: (61) 3347-3581

Sra. Louise Alves Machado
Unidade de Acesso a Mercados e Relações Internacionais
louise.machado@sebrae.com.br
END.:SEPN - Quadra 515 Bl. C Loja 32
Brasilia - DF - CEP 70770-000
TELEFONE:(61) 3348-7455 / FAX (61) 3275-1384

Saudações Solidárias,
Coordenação Executiva do Fórum Sul Mineiro de Economia Solidária

NOTA DE REPÚDIO

O Fórum Sul Mineiro de Economia Solidária, uma articulação de representantes de prefeituras, ong's e empreendimentos solidários, com sede no município de Varginha, vem manifestar a sua indignação quanto à fala do Sr. Álvaro Santos Neto, palestrante do SEBRAE, por ocasião do Seminário Comércio Justo e Solidário realizado no município de Varginha, no último dia 24 de agosto, no Colégio Marista. O seminário era um dos três realizados pelo SEBRAE/Nacional em Minas Gerais para divulgar as oportunidades do comércio justo e solidário.

Em sua fala, o expositor desqualificou a Economia Solidária, como uma alternativa de organização dos pequenos empreendimentos, valendo-se de expressões boçais e pejorativas. Em tom de deboche, arrancava gargalhadas dos presentes, comparando os que fazem a Economia Solidária com "mulas". O deboche não ficou por aí, numa manifestação de preconceito explícito afirmou que "a economia solidária é coisa de sociólogo".

O palestrante mostrou total desconhecimento sobre o movimento de Economia Solidária, que vem sendo construído com dedicação de profissionais de várias áreas de conhecimento: psicólogos, engenheiros, arquitetos, agrônomos, administradores, economistas, publicitários, etc. Profissionais e/ou futuros profissionais que estão reunidos nas Incubadoras de Tecnologia de Cooperativas Populares – ITCP's, presentes em renomadas instituições de ensino superior de todo o país, como UNICAMP, UFRJ, UFLA, UNIFEI, UFSJ, FGV, UNESP, etc, que por ironia, no dia seguinte a sua grosseria, os profissionais da região sudeste, estavam reunidos a poucos quilômetros dali, no município de Lavras, na UFLA Universidade Federal de Lavras, para justamente refletir sobre a Economia Solidária e a bem sucedida iniciativa de colocar o saber acadêmico a serviço dos pequenos empreendedores populares.

Não se trata aqui de censura à livre manifestação de idéias e pensamento, uma conquista do povo brasileiro que lutou para que a democracia fosse um direito inviolável, assegurando a pluralidade de opiniões. Repudiarmos é a grosseria, o preconceito, o tom jocoso com que desqualificou a Economia
Solidária. Ao fazer seu deboche, o palestrante se reportava ao seu estado natal, o Ceará, demonstrando mais uma vez o seu desconhecimento sobre o tema. É justamente daquele Estado, que vem uma das experiências mais exitosas de modelo de uma nova economia baseada na solidariedade, hoje referência nacional e internacional, que são os empreendimentos solidários construídos no Bairro Palmas, um dos bairros mais pobres do município de Fortaleza.

A Economia Solidária como um movimento em construção não escapará da crítica, pois terá grandes desafios a serem superados para se consolidar como um novo padrão de relações econômicas, em que o lucro será substituído pela distribuição justa e a solidariedade entre homens e uma relação harmoniosa com a natureza. A critica sempre será bem vinda, mas o deboche, não será tolerado.

O Fórum Sul Mineiro de Economia Solidária tomado pelo sentimento de indignação, pois esperava que a iniciativa do SEBRAE ao realizar o Seminário Comércio Justo e Solidário em nossa região, se constituísse num momento de sensibilização dos atores locais para a nossa causa, e acabou se revertendo numa tentativa de desconstrução da Economia Solidária pelo Sr. Álvaro Santos Neto. Neste sentido, apelamos à Diretoria do Sebrae, na pessoa do Sr. Diretor Presidente, Paulo Okamotto, para que tome providência para que o SEBRAE se abstenha de ter, em seus quadros, colaboradores, que são remunerados para disseminar preconceitos e ridicularizar os esforços dos que lutam por uma sociedade sustentável.

Ao mesmo tempo, apelamos para que o SEBRAE faça valer seus esforços de ser parceiro dos brasileiros, sendo parceiro também dos Fóruns de Economia Solidária, hoje presentes em todo o território nacional, protagonistas que não devem ser desconsiderados em iniciativas de sensibilização para as oportunidades do comércio justo e solidário.

Varginha (MG), 29 de agosto de 2007.

Coordenação Executiva do Fórum Sul Mineiro de Economia Solidária

Fórum Sul Mineiro de Economia Solidária
Incubadora de Cooperativa de Varginha
Av. Dr. Modena, 141 Bairro de Fátima
CEP 37010-190 Varginha - MG
Tel.: (35)3690-2529 (35)3690-2122

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Calendário - Feiras de Economia Solidária

Senaes divulga calendário de feiras de Economia Solidária

Brasília, 10/08/2007 - A Secretaria Nacional de Economia Solidária (Senaes), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), vai realizar este ano 26 feiras de economia solidária nos estados, além da já tradicional Feira do Mercosul e da Mostra Nacional de Economia Solidária que ocorrem em novembro em Belo Horizonte (MG).

As feiras de economia solidária são realizadas no segundo semestre. O único estado onde não haverá feira é o Mato Grosso Sul. “Estamos desenvolvendo o conceito das feiras em rede, onde todos participam, numa verdadeira maratona solidária, com a participação de parceiros do MDA e outras entidades envolvidas”, exalta Antônio Haroldo Mendonça, coordenador do Comércio Justo da Senaes.

Este ano, serão destinados R$ 2,8 milhões para a realização das feiras nos estados e no Distrito Federal. A novidade é que a Secretaria de Desenvolvimento Territorial, do Ministério do Desenvolvimento agrário (MDA), contribuirá com recursos para a produção das feiras, integrando os empreendimentos econômicos solidários às iniciativas da agricultura familiar, que também vão expor seus produtos.

As feiras integram a Ação de Promoção do Consumo Responsável e Comércio Justo
que compõe o Programa Economia Solidária em Desenvolvimento (PPA 2004/2007), da Senaes. O programa procura dar visibilidade aos empreendimentos econômicos solidários e as iniciativas da agricultura familiar, promovendo o comércio de produtos.

Da mesma forma, as feiras divulgam e articulam os empreendimentos econômicos solidários com os da agricultura familiar, agroindústria familiar, incentivando a troca de conhecimentos e produtos produzidos de forma solidária.

Comercialização - As feiras de economia solidária se firmaram como importante ação da Senaes. Pelo Programa Nacional de Fomento às Feiras de Economia Solidária foram investidos, em 2006, R$ 1,5 milhão para incentivar a comercialização de produtos feitos por empreendimentos solidários. Em 2005, R$ 900 mil proporcionaram a realização de 18 feiras nas cinco regiões brasileiras, promovidas por 3,2 mil empreendimentos econômicos solidários e os 16 fóruns estaduais de economia solidária, com um público estimado de 240 mil pessoas.

De acordo com a programação definida pela Senaes, a primeira será em Porto Alegre (RS), nos dias 17 a 22 de setembro, e, a última em São Miguel do Oeste (SC), de 20 a 22 de dezembro (veja calendário abaixo).

Mais informação no IMS no endereço eletrônico selecaofeirasecosol@marista.com.br ou pelos telefones (61) 3321-4955 / 3224-1100.

Calendário das Feiras Estaduais de 2007

UF
Cidade
Data da Feira

RS
Porto Alegre
17 a 22/09

AC
Rio Branco
26 a 30/09

DF
Feira Agricultura Familiar - BSB
04 a 07/10

MA
São Luís
04 a 06/10

PI
Teresina
04 a 06/10

PE
Recife
03 a 07/10

MT
Cuiabá
04 a 07/10

TO
Palmas
04 a 07/10

RR
Boa Vista
05 a 07/10

SE
Aracaju
05 a 07/10

PA
Belém
12 a 16/10

AM
Manaus
23 a 25/11

MG
Belo Horizonte
07 a 11/11

AP
Macapá
28/11 a 02/12

BA
Salvador
29/11 a 02/12

SP
Santo André
30/11 a 01/12

RO
Porto Velho
30/11 a 02/12

CE
Fortaleza
06 a 08/12

GO
Goiânia
05 a 09/12

RJ
Angra dos Reis
30/11 a 02/12

RN
Natal
12 a 15/12

AL
Maceió
10 a 15/12

PR
Curitiba
13 a 15/12

ES
Vitória
13 a 16/12

PB
Campina Grande
13 a 16/12

DF
Brasília
14 a 16/12

SC
São Miguel do Oeste
20 a 22/12

sexta-feira, 27 de julho de 2007

Comissão Pró-Fórum Regional de Economia Solidária


Comissão Pró-Fórum Regional de Economia Solidária
Campo das Vertentes


Ofício: 002/07

Assunto: Convite

Segue:

Anexo I – Apresentação: Economia Solidária
Anexo II – Programação
São João del-Rei, 16 de julho de 2007.

COMUNICADO

Convidamos para reunião de instalação do Fórum Regional de Economia Solidária Campo das Vertentes, que ocorrerá sábado dia 04 de agosto de 2007 a partir das 8:00 horas na sala 2.48 do Campus Dom Bosco da Universidade Federal de São João del-Rei – UFSJ, localizado na Praça Dom Helvécio, nº. 74 – Bairro Dom Bosco (São João del-Rei/MG).

O Fórum pretende estabelecer uma instância constante de discussão acerca dos assuntos afins com a Economia Solidária, tais como geração de trabalho e renda através de Empreendimentos Solidários (cooperativas populares e associações), inclusão social e sustentabilidade. O Fórum ainda apresenta como objetivo se tornar um instrumento participativo de integração regional em busca do desenvolvimento, possibilitando o diálogo entre Gestores Públicos, representantes dos Poderes Legislativos Municipais, representantes de Entidades de Apoio e Fomento, e representantes dos Empreendimentos Solidários.

Certo da compreensão e atenção, contamos com a sua presença.

­­­­­­­­­­­­­­­­Rafael da Silva Kohatsu


Comissão Pró-Fórum Regional de Economia Solidária Campo das Vertentes

Contato:

Secretaria Municipal de Articulação Comunitária e Esporte: articulacaocomunitaria@yahoo.com.br ou (32) 3373-4455

Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares – ITCP/UFSJ: itcp@ufsj.edu.br ou (32) 3379-2487

COMISSÃO PRÓ-FÓRUM REGIONAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA

CAMPO DAS VERTENTES

ANEXO I


Economia Solidária

APRESENTAÇÃO

A Economia Solidária propõe um modo diferente de organizar os meios de produção, distribuição e consumo. Tem as pessoas como sujeito e finalidade. Valoriza o bem-estar social e o meio ambiente. Tem como princípio a cooperação e o trabalho em equipe, respeitando a diversidade dos homens e promovendo o desenvolvimento sustentável através da geração de trabalho e renda e da inclusão social.

ONDE ENCONTRAR A ECONOMIA SOLIDÁRIA?

A Economia Solidária se manifesta de vários modos, tomando forma através de Empreendimentos Solidários, que podem ser entendidos como Associações, Cooperativas Populares, ou ainda por meio de grupos informais (ainda não constituídos legalmente). Como exemplo de grupos que se organizam através de Associações, é possível pensar em Artesãos, Catadores de Materiais Recicláveis e Produtores Rurais, entre outros. Para exemplificar grupos que se organizam através de Cooperativas, é possível pensar em Costureiros, Guias Turísticos e Seguranças, entre muitos outros.

A ECONOMIA SOLIDÁRIA NO BRASIL

Segundo mapeamento realizado em 2005, no país há 14.959 Empreendimentos Associativos e Solidários, espalhados em 2.274 municípios, atingindo 1.251.882 trabalhadores.

COMISSÃO PRÓ-FÓRUM REGIONAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA

CAMPO DAS VERTENTES

ANEXO II

PROGRAMAÇÃO

Sábado 04 de agosto de 2007.

08:00 horas – Credenciamento e Café

08:30 horas – Abertura

09:00 horas – Palestra: Economia Solidária – Benedito Anselmo, Membro do Fórum Brasileiro de Economia Solidária, membro do Conselho Nacional de Economia Solidária, Coordenador Nacional da Rede Universitária de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas Populares – ITCPs.

10:00 horas – Grupos de Discussão: Regimento Interno

12:00 horas – Almoço

13:30 horas – Plenária:

A) Encaminhamento das Propostas

B) Aprovação de Regimento Interno

15:00 horas – Eleições (conforme Regimento Interno)

15:30 horas – Café Cultural

16:00 horas – Grupos de Trabalho Temáticos:

1. Formação e Política

2. Inclusão Social

3. Marco Legal

4. Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável

5. Segurança Alimentar e Nutricional

6. Ciência e Tecnologia

7. Mapeamento/Cadastro

16:30 horas – Plenária Final:

A) Aprovação da Secretaria Executiva, da Coordenação Regional e dos Grupos de Trabalho Permanentes.

B) Instalação do Fórum - Posse dos Eleitos.

sábado, 14 de julho de 2007

Economia Popular Solidária - Conceito em Cordel

Conceito em Cordel

Economia popular solidária
esse é um novo conceito
produzir o sustento da vida
valorizando o sujeito
assumindo um papel político
e um cidadão mais crítico
superando o preconceito.

Gildázio Santos

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Possibilidades e Limites

Economia Popular Solidária: Possibilidades e Limites

Participação como debatedor (1)

[Versão Preliminar]

Paulo César Carbonari (2)

O conceito de economia popular solidária introduz uma novidade na compreensão da economia e outra na compreensão da política. Explico. Falar de economia popular solidária é ressignificar a própria economia no sentido de recuperar sua dimensão ética – flagrantemente negada pelas posições neo-clássicas de matriz liberal e de alguma forma também pelas posições marxistas ortodoxas. Mas não só, é entender o lugar da economia no processo de transformação social como exercício político, um novo lugar.

Os adjetivos popular e solidária cumprem um papel substantivo, reorientando o sentido do substantivo que qualificam.

Ao dizer economia popular podemos apenas estar nos referindo à chamada economia de sobrevivência, marginal à economia de mercado. Prefiro entender popular no sentido substantivo de uma economia centrada na busca de condições de satisfação das necessidades – sempre novas – dos seres humanos, na perspectiva do bem viver de todos e para todos. A serviço, portanto, do homem – invertendo a lógica fetichista da economia capitalista.

O solidária dá o caráter prático e recupera a igualdade como condição do exercício da liberdade, no sentido de que a realização da solidariedade implica a criação de condições históricas de igualdade no exercício da liberdade. A plenitude da liberdade, neste sentido, não se dá pela livre iniciativa individual, mas na liberdade de iniciativa solidária, como exercício público de objetivos, que deve levar em conta interesses individuais, não privatistas, passíves de ser tornados coletivos. É o exercício de redução da esfera privada e privatista pela construção de espaços públicos capazes de subsumi-la na perspectiva coletiva. Portanto, a economia popular solidária subverte o conceito funcionalista de economia e recoloca a economia no seio do mundo da vida, do mundo das relações humanas, desfazendo-a como sistema colonizador e sufocador de potencialidades. O mercado deixa de ser o agente obscuro que determina as relações sociais.
Recupera-se a idéia de troca como a essência das relações econômicas – em contraposição à idéia de mercado. A economia solidária, portanto, nega o mercado como mão invisível, e afirma relações de troca.

Em termos políticos, na perspectiva de que a política é o exercício de condições para a transformação social em vista de uma vida centrada no bem viver, a economia popular solidária insere a novidade de que o exercício de novas relações produtivas não será consequência da reorganização do Estado, particularmente da burocracia governamental. Antes, implica centralmente uma profunda aposta na organização da sociedade civil. O significado disso na matriz revolucionária é fundamental. Isto porque, o processo de transformação da economia capitalista passa antes pela organização dos produtores e consumidores, do que pelo assalto ao aparelho burocrático do Estado que teria o papel de reorientar o mercado a favor deles – tese típica da ortodoxia marxista. A transformação das relações de produção passa pela organização dos produtores e consumidores, desde já, numa nova forma de relações de produção a ser exercida em novas relações de produção. Isto não significa enfraquecer a necessária resistência e crítica contundente ao modelo e à prática hegemônica. Não se trata de gerar uma dicotomia entre os trabalhadores que abdicam da greve para administrar um empreendimento econômico e os trabalhadores que fazem greve para derrubar os capitalistas.
Trata-se de entender que ambas as ações são complementares e estrategicamente substantivas no sentido da construção de novas relações produtivas.

O central, portanto, em termos políticos, está em apostar na organização dos produtores e consumidores, no aperfeiçoamento da organização da sociedade civil – não para sobreviver dentro do sistema ou para arranjar o que fazer aos que já não tem lugar numa economia automatizada – para, a partir deles (os excluídos do sistema), gerar novas relações produtivas, revolucionárias.
O revolucionário da organização da economia popular solidária está em mexer na estrutura produtiva, contrapondo-se ao sistema capitalista pela construção no seu seio de condições para sua superação pela organização social dos produtores e consumidores – de alguma forma recupera-se aqui todo o sentido dos socialistas utópicos, sem entendê-los ou depreciá-los em nome do socialismo científico, antes, complementando-os mutuamente. A imagem que me vem à mente é a do esforço de organização das comunas e dos ofícios no seio do feudalismo, como potencialização política da séculos depois revolução francesa. A revolução é econômica e política ao mesmo tempo – contra todos os que acreditam que antes precisa ser política para depois ser econômica.

Neste contexto, merece especial atenção o lugar do Estado. Ele passa a ter um papel fundamental. Não no sentido de planejar a atividade econômica, mas no sentido de aportar condições para que a auto-organização livre dos produtores e consumidores possa ser efetivada. Supera-se a idéia de Estado como burocracia administrativa em nome da idéia de Estado como espaço público de enfrentamento de interesses privados e privatistas, palco de busca de soluções públicas, coletivas, que venham para reduzir a voracidade individualista em nome da satisfação de todos e de cada um. Aliás, sem que a sociedade esteja organizada de maneira autônoma, qualquer ação do Estado na perspectiva da economia popular solidária deporá contra ela, destruirá suas bases pelo paternalismo – sobre isso não sobram exemplos para analisar e que em virtude da exiguidade do tempo não podemos considerar. Neste sentido, o Estado, antes de ser burocracia é sociedade organizada. À brocracia, neste contexto, cabe oferecer suporte à auto-organização, nunca patrociná-la ou substituí-la.

Um projeto de desenvolvimento popular e solidário, que antes de mais nada precisa ser autosustentável, é tarefa, portanto, de toda a sociedade, particularmente da sociedade organizada nesta perspectiva. A burocracia estatal, neste sentido tem um papel complementar e emulador. Não cabe a este ou àquele governo fazer a transformação social, cabe aos produtores e consumidores, aos agentes sociais, à cidadania organizada, promovê-la, pela construção, desde já, de novas relações, de relações populares e solidárias.
A aposta está na criatividade que emerge da participação popular. Na idéia de que a garantia dos direitos é exercício coletivo da cidadania, na criação de condições históricas transformadoras do status quo, em vista do bem viver. Daí que, a economia popular solidária é o exercício de construção de uma nova cultura que suplante o padrão individualista e consumista que grassa neste fin de siécle. Como dizia Che Guevara: "Ser solidário é ser humano". É compartilhar qualquer injustiça, a qualquer ser humano, em qualquer lugar. É compartilhar o exercício paciente e permanente de construção de novas relações que sejam capazes de colocar o ser humano como fim, nunca como meio. É compartilhar a utopia de um mundo mais humano como horizonte ético, mobilizador da ação presente, e como construção presente de um horizonte estética e politicamente mais humano.

Este é o desafio que está colocado para quem não vê na economia popular solidária mais uma moda empolgante, mas uma possibilidade real, histórica de transformação das relações sociais.
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Notas:

1. Participação no Seminário Regional Passo Fundo de Trabalho e Economia Popular e Solidária, realizado em Passo Fundo, 01 e 02 de dezembro de 1999. Painel e Debate: A economia solidária: o que é, quais as suas possibilidades e os seus limites em economias periféricas – o caso do Brasil. Estratégias para a consolidação da economia popular solidária no projeto de desenvolvimento do Estado do RS. Trata-se de versão preliminar.

2. Mestrando em Filosofia (UFG-GO); professor de filosofia no IFIBE, Passo Fundo; educador popular junto a ONGs e Movimentos Sociais Populares; militante do MNDH; assessor do dep. fed. Padre Roque (PT-PR)
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Bibliografia Consultada

1. HINKELAMMERT, F. Crítica da Razão Utópica. São Paulo: Paulinas, 1984.

2. ____________. As armas ideológicas da morte. São Paulo: Paulinas, 1983.

3. MANCE, Euclides A. A revolução das redes. Petrópolis: Vozes (no prelo).

4. OLIVEIRA, M. A. de. Ética e Economia. São Paulo: Ática, 1996.

5. SEN, Amartya. Sobre ética e economia. Trad. Laura Teixeira Motta. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.

6. SINGER, Paul. Globalização e Desemprego. São Paulo: Contexto, 1998.