domingo, 24 de agosto de 2014

Mariene De Castro - Cirandas

Em tempos de   lixos que fere nossos ouvidos, vale a pena  relembrar nossa  infância, estamos   ainda no clima do mês do Folclore ... Parabéns as gerações que nos orgulham ao  produzir uma música que não só encanta, mas  diz muito de nossos costumes, lendas, mitos, ritos, religiosidade, em tempos de  vazios existenciais, de ausência de  conteúdo e de pouco valor no ser humano e de hostilidade e falta de respeito com ou semelhante, viva a cultura que valoriza o que tem de melhor das pessoas e de suas histórias.  Mariene Castro nos dar um presente com essas canções que lembram nossa infância rica de cultura arte e poesia.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Escola Popular de Direitos Humanos

domingo, 20 de julho de 2014

Menos Teatro em BH

A edição 47 do Brasil de Fato MG aborda o fechamento do Teatro Oi Futuro Klaus Vianna para abertura do novo prédio do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Sem respostas do governo, artistas lutam para manter local, que tem capacidade para 300 poltronas e comporta todo o tipo de apresentação. Leia, na página 10, matéria sobre os planos de saúde que terão reajuste maior que inflação. Na última década, os lucros do setor cresceram 197%. Veja também reportagem sobre a condenação do banco BMG por assediar idosos para contratação de crédito. Tribunal de Justiça mineiro ordenou ainda a veiculação de contrapropagandas a aposentados e pensionistas. Confira nas páginas 4 e 5 o preço das atuais campanhas dos candidatos à presidência. Os valores chegam a quase R$ 1 bilhão e maioria do financiamento vem de empresas privadas. Saiba mais sobre as dicas culturais da semana. O Festival de Inverno da UFMG lança a programação da 46ª edição, que começa nessa sexta-feira (18). E, a partir do dia 24, BH recebe o Festival de documentários É Tudo Verdade, que apresenta 10 produções audiovisuais entre curtas e longas nacionais e internacionais. Essas e outras matérias no link - http://issuu.com/brasildefatomg/docs/edi____o_47_do_brasil_de_fato_minas - . Curta a fanpage do Brasil de Fato no Facebook e fique por dentro do que acontece em Minas Gerais: https://www.facebook.com/brasildefatomg. Todas as edições do BF estão aqui: http://www.brasildefato.com.br/regional?tid_1%5B%5D=113

O Céu Hoje está em Festa para Receber Rubem Alves

Valeu, Raquel! "Bem, a mídia faz a parte de transmitir as informações e eu, Raquel, como filha farei meu depoimento pessoal sobre a situação que estamos passando. Não vou comentar sobre a minha dor e nem da minha família. Isso seria chover no molhado... Mas posso afirmar que prefiro converter a dor, de ver meu pai tão mal - em amor e gratidão por esse homem e esse pai maravilhoso. Seria injusto pensar nele com dor. Uma pessoa que só tem beleza nos olhos e amor no coração - o tempo todo - alma, pura alma... Quero sinceramente que acima de tudo as pessoas que o amam desejem o melhor para ele, independente do que isso represente. Acima de tudo o AMOR, a gratidão pelas palavras dele que serão eternas. Não há nada mais positivo e mais bonito que isso! E vamos com fé... Agradecemos muito o carinho e boas energias de todos vocês! Que as cores do crepúsculo mais belo preencham o coração de todos. Raquel Alves"

sábado, 5 de julho de 2014

Em Defesa do Direito Humano a Saúde, Viva o SUS.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Hino Nacional dos Conselheiros Tutelares

domingo, 29 de junho de 2014

O futebol como religião secular mundial

O futebol como religião secular mundial 28/06/2014 A presente Copa Mundial de Futebol que ora se realiza no Brasil, bem como outros grandes eventos futebolísticos, semelhante ao mercado, assumem características, próprias das religiões. Para milhões de pessoas o futebol, o esporte que possivelmente mais mobiliza no mundo, ocupou o lugar que comumente detinha a religião. Estudiosos da religião, somente para citar dois importantes como Emile Durkheim e Lucien Goldmann, sustentam que “a religião não é um sistema de idéias; é antes um sistema de forçasque mobilizam as pessoas até levá-las à mais alta exaltação”(Durckheim). A fé vem sempre acoplada à religião. Esse mesmo clássico afirma em seu famoso “As formas elementares da vida religiosa: ”A fé é antes de tudo calor, vida, entusiasmo, exaltação de toda a atividade mental, transporte do indivíduo para além de si mesmo”(p.607). E conclui Lucien Goldamnn, sociólogo da religião e marxista pascalino:”crer é apostar que a vida e a história tem sentido; o absurdo existe mas ele não prevalece”. Ora, se bem reparmos o futebol para muita gente preenche as características religiosas: fé, entusiasmo, calor, exaltação, um campo de força e uma permanente aposta de que seu time vai triunfar. A espetacularização da abertura dos jogos lembra uma grande celebração religiosa, carregada de reverência, respeito, silêncio, seguido de ruidoso aplauso e gritos de entusiasmo. Ritualizações sofisticadas, com músicas e encenações das várias culturas presentes no país, apresentação de símbolos do futebol (estandartes e bandeiras), especialmente a taça que funciona como um verdadeiro cálice sagrado, um santo Graal buscado por todos. E há, valha o respeito, a bola que funciona como uma espécie de hóstia que é comungada por todos. No futebol como na religião, tomemos a católica como referência, existem os onze apóstolos (Judas não conta) que são os onze jogadores, enviados para representar o país; os santos referenciais como Pelé, Garrincha, Beckenbauer e outros; existe outrossim um Papa que é o presidente da Fifa, dotado de poderes quase infalíveis. Vem cercado de cardeais que constituem a comissão técnica responsável pelo evento. Seguem os arcebispos e bispos que são os coordenadores nacionais da Copa. Em seguida aparece a casta sacerdotal dos treinadores, estes portadores de especial poder sacramental de colocar, confirmar e tirar jogadores. Depois emergem os diáconos que formam o corpo dos juízes, mestres-teólogos da ortodoxia, vale dizer, das regras do jogo e que fazem o trabalho concreto da condução da partida. Por fim vem os coroinhas, os bandeirinhas que ajudam os diáconos. O desenrolar de uma partida suscita fenômenos que ocorrem também na religião: gritam-se jaculatórias (bordões), chora-se de comoção, fazem-se rezas, promessas divinas (o Felipe Scolari, treinador brasileiro, cumpriu a promessa de andar a pé uns vinte km até o santuário de Nossa Senhora do Caravaggio em Farroupilha caso vencesse a Copa como de fato venceu), figas e outros símbolos da diversidade religiosa brasileira. Santos fortes, orixás e energias do axé são aí evocadas e invocadas. Existe até uma Santa Inquisição, o corpo técnico, cuja missão é zelar pela ortodoxia, dirimir conflitos de interpretação e eventualmente processar e punir jodadores, como Luiz Suarez, o uruguaio que mordeu um jogador italiano e até times inteiros. Como nas religiões e igrejas existem ordens e congregações religiosas, assim há as “torcidas organizadas”. Elas tem seus ritos, seus cânticos e sua ética. Há famílias inteiras que escolhem morar perto do Clube do time que funciona como uma verdadeira igreja, onde os fiéis se encontram e comungam seus sonhos. Tatuam o corpo com os símbolos do time; a criança nem acaba de nascer que a porta da encubadora já vem ornada com os símbolos do time, quer dizer, recebe já ai o batismo que jamais deve ser traído. Considero razoável entender a fé como a formulou o grande filósofo e matemático cristão Blaise Pascal, como uma aposta: se aposta que Deus existe tem tudo a ganhar; se de fato não existe, não tem nada a perder. Então é melhor apostar de que exista. O torcedor vive de apostas (cuja expressão maior é a loteria esportiva) de que a sorte beneficiará o time ou de que algo, no último minuto do jogo, tudo pode virar e, por fim, ganhar por mais forte que for o adversário. Como na religião há pessoas referenciais, da mesma forma vale para os craques. Na religião existe a doença do fanatismo, da intolerância e da violência contra outra expressão religiosa; o mesmo ocorre no futebol: grupos de um time agridem outros do time concorrente. Ônibus são apedrejados. E pode ocorrer verdadeiros crimes, de todos conhecidos, que torcidas organizadas e de fanáticos que podem ferir e até matar adversários de outro time concorrente. Para muitos, o futebol virou uma cosmovisão, uma forma de entender o mundo e de dar sentido à vida. Alguns são sofredores quando seu time perde e eufóricos quando ganha . Eu pessoalmente aprecio o futebol por uma simples razão: portador de quatro próteses nos joelhos e nos fêmures, jamais teria condições de fazer aquelas corridas e de levar aqueles trancos e quedas. Fazem o que jamais poderia fazer, sem cair aos pedaços. Há jogadores que são geniais artistas de criatividade e habilidade. Não sem razão, o maior filósofo do século XX, Martin Heidegger, não perdia um jogo importante, pois via, no futebol a concretização de sua filosofia: a contenda entre o Ser e o ente, se enfrentando, se negando, se compondo e constituindo o imprevisível jogo da vida, que todos jogamos. Leonardo Boff escreveu “Ecologia,mundialização e espiritualidade”, Record 2009.

"A grande imprensa age como partido político”

“A grande imprensa age como partido político” Nessa entrevista, Fernando Morais confirma que não vai mais escrever biografias: “Dá muito trabalho e pouco dinheiro. Assim que terminar o livro que estou escrevendo sobre o ex-presidente Lula, penduro as chuteiras”, assegura 25/06/2014 Ricardo Rabelo do Rio de Janeiro (RJ) Fernando Morais é um dos jornalistas mais engajados politicamente no Brasil. Nascido em 1948, na cidade mineira de Mariana, fez carreira em São Paulo atuando nas redações do Jornal da Tarde, da Veja, da Folha de S. Paulo e da TV Cultura. Nessa entrevista, ele confirma que não vai mais escrever biografias. “Dá muito trabalho e pouco dinheiro. Assim que terminar o livro que estou escrevendo sobre o ex-presidente Lula, penduro as chuteiras”, assegura. Fernando fala ainda sobre vários temas: política, governo Dilma, regulação da mídia, marco civil da Internet, espionagem americana e utopias. Você acha que Dilma fez um bom ou mal governo? Fernando Morais - Fez, sim, um ótimo governo. Tenho objeções pontuais com relação à descontinuidade de políticas importantes implantadas por Lula, como a política externa e a democratização da aplicação dos recursos de publicidade das empresas estatais. A mídia conservadora é desonesta? Toda generalização é perigosa. Eu diria que muitos veículos da mídia conservadora se converteram em partidos políticos. Disfarçados, mas partidos políticos. Mas acho que devemos tratar de maneira diferente os veículos de papel daqueles que são fruto de concessão pública. Não devemos perder de vista que a imprensa está sempre a serviço dos interesses e da ideologia de quem paga as contas no final do mês. Seja em Washington, em Havana, no Rio ou em Beijing. No caso dos meios eletrônicos de comunicação, como o rádio e a TV, no entanto, é preciso ressaltar que se trata de uma propriedade social, uma concessão pública que não pode, por exemplo, ser colocada a serviço de interesses antinacionais. O que pensa sobre a regulação da mídia? Sou e sempre fui a favor. Jornais, revistas e TVs vêm envenenando e confundindo a opinião pública ao associar regulação à censura. Regulação, como existe em outros países, é impedir propriedade cruzada: quem é dono de concessão de TV não pode ser concessionário de rádio nem dono de jornal e revista; é proibir parlamentares e seus parentes de enésimo grau de serem concessionários de rádio e TV; é discutir com a sociedade a renovação das concessões de rádio e TV. Nada de censura. Como vê a regulação da mídia na Argentina? O modelo da Argentina foi muito bem sucedido. Lá a Ley de Medios atacou fundo a propriedade cruzada. O império encabeçado pelo jornal Clarín foi obrigado a se desfazer de ativos para continuar sendo concessionário de meios eletrônicos. A grande imprensa age como quarto poder? Não. Age como partido político. Meio envergonhada, porque não tem coragem de assumir isso, mas age como partido político. De direita. O que pode ser feito para incentivar a pequena imprensa? Primeiro que ela seja boa, legível e que traga notícias que são escamoteadas pela grande imprensa. As medidas implantadas pelo ministro Franklin Martins, no governo Lula, pulverizando as verbas de publicidade estatais entre milhares e milhares de veículos – verbas que antes eram destinadas apenas à mídia conservadora - foram uma transformação importante na democratização das comunicações. Como viu a espionagem americana revelada recentemente? A bisbilhotice planetária por parte dos Estados Unidos é mais velha que a Sé de Braga. No final dos anos 90, quando o FBI prendeu cinco cubanos na Flórida, condenando-os a penas enormes (um deles pegou duas perpétuas), Fidel Castro reagiu: “É assombroso que os Estados Unidos, o país que mais espiona no mundo, acusem de espionagem justamente a Cuba, o país mais espionado do mundo. Não há chamada telefônica minha para qualquer dirigente político no exterior que não seja captada e gravada por satélites e sistemas de escuta dos Estados Unidos”. Qual será o papel de Lula nestas eleições? A presença de Lula na campanha será importante não só porque ele se converteu na mais expressiva liderança popular do Brasil. O governo Dilma é a continuação do seu governo. Tenho acompanhado o ex-presidente em suas andanças pelo Brasil e pelo mundo, como parte do trabalho de campo de um livro que escreverei sobre ele e seu governo. Nas eleições municipais de 2012 a presença dele em palanques regionais arrebatava multidões e alterava as pesquisas de opinião locais. Ter o apoio de Lula é um handicap (vantagem) cobiçado por todo candidato de esquerda. Confere que não vai mais escrever biografias? Confere. Como dizem os tucanos, cansei. Dá muito trabalho e pouco dinheiro – ao contrário do que imagina o Roberto Carlos. Assim que terminar o livro que estou escrevendo sobre o ex-presidente Lula, penduro as chuteiras. Quais são seus projetos? Estou desenvolvendo com o cineasta Claudio Kahns um canal internacional de notícias para a internet. Vamos ver se dá certo. Tem alguma utopia? A de sempre: a construção do socialismo.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

31 Festivale

RELAÇÃO DOS CLASSIFICADOS CLASSIFICADOS PARA ELIMINATÓRIA DE QUINTA-FEIRA – DIA 03.07.14 Concorrente Música Cidade 1 Alessandro Silva Depois da Porteira Araçuaí - MG 2 Beto Mota Fórum dos Vagalumes Curvelo - MG 3 Camila Gomes Saudade Teófilo Otoni - MG 5 Grace Matos Proezas Matutas Araçuaí - MG 6 Herena Barcelos Despedida Itinga - MG 7 Ivan Pestana Nossa Evolução Minas Novas - MG 4 Jorge Dikamba Boi da Estrela Belo Horizonte - MG 8 Luiz Bira Retratos de Minas Itabira - MG 9 Marinho San Nascentes, filhos e rios Belo Horizonte - MG 10 Volber Maciel Canção do Retirante Turmalina - MG CLASSIFICADOS PARA ELIMINATÓRIA DE SEXTA-FEIRA – DIA 04.07.14 Concorrente Música Cidade 1 Anderson R. de Oliveira Aldeia Global Belo Horizonte - MG 2 Danielle Bomfim Jardim em Flor Brasília - DF 3 Dentinho Aroeira Casa Histórias Joinville – SC 6 Diorgen Junior Tributo às Aguas Governador Valadares - MG 4 Efrahin Maia Girassol Colatina – ES 5 Francisco Carlos Silva Quase Feliz Brumado – BA 7 Laécio Bethoven Jardim Viola Salvador – BA 8 Laécio Bethoven Dança dos Rios Salvador – BA 9 Marcos Catarina Alma Estradeira Belo Horizonte - MG 10 Pedro Hoisel Ferraz Um só coração Belo Horizonte - MG 11 Tavinho Limma Pelos Cantos Ilha Solteira – SP 12 Walter Dias Amores Belo Horizonte - MG Att, Comissão Organizadora Contato: 31 9631-7818 | 33 8880-2029 | 33 3731-4432 e-mail: valemaisjequitinhonha@gmail.com Programação do 31º FESTIVALE VALEMAIS - Instituto Sociocultural do Jequitinhonha valemaisjequitinhonha@gmail.com | Facebook Valemais

quinta-feira, 26 de junho de 2014

26 DE JUNHO: DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A TORTURA E DE SOLIDARIEDADE ÀS VÍTIMAS DA TORTURA

No dia 26 de junho, as Nações Unidas lembram e homenageiam as vítimas da tortura. Por isso, Francisco, que sabe o que significa viver em um regime ditato­rial que usa a tortura para liquidar a opo­sição, decidiu abrir o debate sem ter de esperar pelo dia 26. Assim, no dia 22, durante a cerimônia do Ângelus, diante de 100 mil pessoas que encheram a praça da catedral de São Pedro, em Roma, o papa afirmou: “Tor­turar as pessoas é um pecado mortal, é um pecado muito grave. O dia das Na­ções Unidas em favor das vítimas da tor­tura que ocorre no próximo dia 26 não fica limitado à denúncia. A Igreja deve atuar em vez de ficar em cima do muro a olhar. Os cristãos devem se comprome­ter em colaborar para abolir a tortura e apoiar as vítimas e seus familiares”. Uma declaração que atinge o vergo­nhoso comportamento de setores da Igreja Católica que, sobretudo, na Ar­gentina, no Chile, no Uruguai, na Bolívia e no Brasil apoiaram os regimes ditato­riais mesmo sabendo que os agentes da repressão praticavam a tortura, matando e fazendo, depois, desaparecer os corpos de suas vítimas. Tal homilia de Francisco não pretende questionar somente o passado. Ela atin­ge também os civilizados centros prisio­nais e as policiais europeus, dos Estados Unidos, de Israel, da Rússia, do Brasil, do México, da África do Sul e de tantos outros países, onde muitos jovens mor­rem no momento da captura ou durante os interrogatórios, vítimas de uma indis­criminada prática da tortura. Neste contexto não podemos esquecer que também os regimes prisionais obses­sivos para “terroristas como os de Guan­tánamo, de Imrali, na Turquia ou de Ka­rameh, em Israel, são um instrumento de tortura que em muitos casos provocam a despersonalização dos presos e, até, a desarticulação das funções cerebrais, ali­mentando assim a síndrome do suicídio ou a loucura”. Praticamente, Jorge Mario Bergoglio, mais conhecido por papa Francisco, no Ângelus do dia 22, pediu a todos os cris­tãos para que apontem o dedo não só contra os “Videlas” e os “Pinochets” de ontem. Também pediu para não ficarem calados quando nos comícios eleitorais alguém disser que a tortura é um crime contra a humanidade e, depois, ao vol­tarem para os seus ministérios, justifica­rem o uso da tortura para os policiais ob­terem uma confissão fácil. http://www.brasildefato.com.br/node/28961

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Minas tem maior número de resgatados em situação de trabalho escravo

Balanço também revelou que, pela primeira vez, meio urbano supera rural em número de resgates ------------------------------------------------- 25/06/2014/ Por Agência de Comunicação em Direitos Humanos do MNDH ------------------------------------------------- Em balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), sobre o trabalho escravo em 2013, Minas Gerais foi o estado em que mais pessoas foram resgatadas em situação de trabalho análogo ao escravo. O balanço revelou também que, pela primeira vez, o número de resgates feitos no meio urbano superou o rural, representando 51,7% do total de 2.063 trabalhadores resgatados em todo país. A construção civil é a principal causa dessa mudança, principalmente em Minas Gerais, em que todos os resgatados no meio urbano eram trabalhadores deste setor. Foram resgatadas 446 pessoas no estado, sendo que 82% se encontravam no meio urbano. Conceição do Mato Dentro, região Central de Minas, teve o maior número de resgates no país. Foram 173 pessoas em 2013, todas trabalhadoras de obras do projeto Minas-Rio, da Anglo American, que inclui mina, porto e o maior mineroduto do mundo. Os trabalhadores eram de uma empresa terceirizada. Em 2014, mais 185 trabalhadores foram resgatados no mesmo local, por jornadas de trabalho que chegavam a 88 dias sem folga. O chefe da fiscalização da Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), Alexandre Lyra, explica que a fiscalização tem aumentado no meio urbano. “Esse número mostra que o uso de mão de obra análoga a de escravo tem se intensificado no meio urbano, onde temos aumentado as demandas, mas sem se afastar do meio rural, onde já temos um histórico de enfrentamento”, avaliou. Lyra também explica que Minas Gerais teve mais resgates devido ao maior número de fiscalizações no meio urbano. Foram 16 fiscalizações contra 20 de São Paulo e 6 no Rio de Janeiro, outros estados em que houve maior fiscalização com este foco devido aumento do número de ocorrências. Esses números são decorrentes das ações de fiscalização das equipes do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), diretamente vinculadas à Detrae e também da atuação dos auditores fiscais do Trabalho lotados nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE) em todo país. Veja os quadros do ranking completo em http://portal.mte.gov.br/imprensa/mte-divulga-balanco-do-trabalho-escravo-em-2013/palavrachave/trabalho-escravo-balanco.htm. Leia também: Minas Gerais lidera ranking de trabalho análogo à escravidão http://www.otempo.com.br/capa/economia/minas-gerais-lidera-ranking-de-trabalho-an%C3%A1logo-%C3%A0-escravid%C3%A3o-1.845109 (Com informações da Ass. de Imprensa do MTE) Por Cínthya Oliveira, da Agência de Comunicação em Direitos Humanos do MNDH

domingo, 15 de junho de 2014

Vem aí, Virada Cultural de BH, 2014. Participe

VIRADA CULTURAL Vinte e quatro horas, ininterruptas, de programação artística e cultural nas diversas áreas: música, teatro, dança, circo, audiovisual, literatura, artes plásticas, moda, gastronomia. Esta é a proposta da Virada Cultural de Belo Horizonte, um circuito que irá reunir o melhor dos artistas de Belo Horizonte a partir das 19h do dia 30 até às 19h do dia 31 de agosto de 2014. Em sua segunda edição, a Virada traz à tona conceitos discutidos e apropriados pela cidade, como o uso do espaço público, sustentabilidade, mobilidade e novas vivências.

Projeto Nas Alturas da Arte e da Paz circula por onze cidade mineiras com o apoio do Ministério da Cultura

Projeto Nas Alturas da Arte e da Paz circula por onze cidade mineiras com o apoio do Ministério da Cultura A comunidade de Santa Luzia recebe o projeto Nas Alturas da Arte e da Paz no dia 14 de junho. Depois de passar por Sabará, Nova Lima e Conceição do Mato Dentro a trupe formada por poetas, performers, músicos e arte-educadores estará na cidade. As oficinas de sensibilização artística serão de 9h às 13h na Casa Biriba de Produções (Ponto de Cultura Art.22, sede da associação AIAASCA). E ao final será apresentada a performance Anjo nas Alturas. O projeto Nas Alturas da Arte e da Paz é realizado com o apoio do Ministério da Cultura, via lei Federal de Incentivo à Cultura (Rouanet). A produção é do Instituto Imersão Latina (Imel) e CECAP – Centro de Educação, Capacitação e Apoio a Projetos. Levar uma mensagem de paz e arte é o objetivo do projeto que circula este ano por onze cidades mineiras: Betim, Brumadinho, Caetanópolis, Conceição do Mato Dentro, Ipatinga, Itabirito, Nova Lima, Belo Oriente, Passos, Sabará e Santa Luzia. Com Direção Artística de Helen Novais, performance de Márcio César como “o Anjo nas Alturas”, música trilha original da Ora Pro Nobis tocada pelo violinista Igor Ribeiro, integrante da banda. Oficinas de formação artística de musicalização e introdução rítmica pelo Rap (ritmo e poesia), ministrada por Brenda Mars e de performance Poético-cênica, por Helen Novais. As inscrições para as oficinas são gratuitas e podem ser feitas no local do evento: Casa Biriba de Produções (Rua João de Sá 551, Conjunto Cristina C, Santa Luzia (Perto da Escola Municipal Jacinta Eneias). Informações: (31) 3636-6724 Inscrições no local da Oficina e no site www.anjonasalturas.com.br

Os vaiantes VIPs do Itaquerão - Chico César

Os vaiantes VIPs do Itaquerão Por Chico César 14/06/2014 os vaiantes chegam antes vão antes de van com seus seus ingressos vips os vaiantes não querem saber se há crianças na sala de casa vendo tv eles pegaram os aviões desceram nos aeroportos e alguns tomaram o metrô até o estádio finalmente concluído tudo funcionou até ali e os vaiantes sentem-se frustrados na falta de desastres e felizes em agredir a mulher muitos vaiantes são mulheres a euforia uma certa embriaguez até de estar ali fazendo ola e aparecendo no telão de led a euforia e uma certa embriaguez até de pertencer ainda a um grupo um condomínio fechado dá segurança aos vaiantes eles precisam gritar em público e em coro aquela palavra que evitam dizer em casa na mesa em que se empanturram para depois fazer dieta ou debaixo dos lençóis com as luzes apagadas os vaiantes crêem que tem o direito de ser deselegantes pois pagam impostos e muitos deles pagaram pelo ingresso livrando-se assim de estar na fan fest com aquela gente suada ou no cheiro de fumaça do churrasco com os vizinhos de prédio os vaiantes vaiam porque a copa é aqui e eles não tiveram de pagar em prestações as passagens para a espanha, o méxico, o japão, a frança vaiam pois não precisam se hospedar em cinco pessoas em quartos onde mal cabem dois eles vaiam porque estão em casa mas lá fora aplaudem até microfonia e as línguas arrevesadas que não compreendem mas são estrangeiras e deviam estar dizendo coisas interessantes que fogem a sua ignorância os vaiantes vaiam pois sabem que mesmo não perdendo o que percebem como privilégio de classe de gente bem tem mais gente chegando perto de ter acesso aos mesmos bens e serviços a seus carros aos aviões aos estádios ås universidades metrô não que metrô é coisa de gentinha no entender dos vaiantes tem mais gente chegando perto de sua bossalidade e ignorância os vaiantes em seu estertor espamódico mostram-se esquizofrêncos e epilépticos morais espumando com suas bocas tortas na tv suas barrigas suas chapinhas seus stick lips para manter brilhante o botox labial os vaiantes sentiram-se eufóricos pois não sabem distinguir um jogo de futebol de uma eleição que sabem que o candidato deles perderá pois confundem um jogo de futebol com o carro alegre da história cheia de gente contente que os atropela ou passa ao largo de sua falta de auto-estima a história vai os vaiantes ficam aguardando o challenger para se espatifar no ar junto com ele os vaiantes adoram gran finale Publicado no Facebook do cantor

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Em Defesa da Participação Popular

Manifesto de Juristas, Acadêmicos, intelectuais e movimentos sociais, em favor da Política Nacional de Participação Social “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição” art. 1º. parágrafo único, da Constituição da República Federativa do Brasil Em face da ameaça de derrubada do decreto federal n. 8.243/2014, nós, juristas, professores e pesquisadores, declaramos nosso apoio a esse diploma legal que instituiu a Política Nacional de Participação Social. Entendemos que o decreto traduz o espírito republicano da Constituição Federal Brasileira ao reconhecer mecanismos e espaços de participação direta da sociedade na gestão pública federal. Entendemos que o decreto contribui para a ampliação da cidadania de todos os atores sociais, sem restrição ou privilégios de qualquer ordem, reconhecendo, inclusive, novas formas de participação social em rede. Entendemos que, além do próprio artigo 1º CF, o decreto tem amparo em dispositivos constitucionais essenciais ao exercício da democracia, que prevêem a participação social como diretriz do Sistema Único de Saúde, da Assistência Social, de Seguridade Social e do Sistema Nacional de Cultura; além de conselhos como instâncias de participação social nas políticas de saúde, cultura e na gestão do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (art. 194, parágrafo único, VII; art. 198, III; art. 204, II; art. 216, § 1º, X; art. 79, parágrafo único). Entendemos que o decreto não viola nem usurpa as atribuições do Poder Legislativo, mas tão somente organiza as instâncias de participação social já existentes no Governo Federal e estabelece diretrizes para o seu funcionamento, nos termos e nos limites das atribuições conferidas ao Poder Executivo pelo Art. 84, VI, “a” da Constituição Federal. Entendemos que o decreto representa um avanço para a democracia brasileira por estimular os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta a considerarem espaços e mecanismos de participação social, que possam auxiliar o processo de formulação e gestão de suas políticas. Por fim, entendemos que o decreto não possui inspiração antidemocrática, pois não submete as instâncias de participação, os movimentos sociais ou o cidadão a qualquer forma de controle por parte do Estado Brasileiro; ao contrário, aprofunda as práticas democráticas e amplia as possibilidades de fiscalização do Estado pelo povo. A participação popular é uma conquista de toda a sociedade brasileira, consagrada na Constituição Federal. Quanto mais participação, mais qualificadas e próximas dos anseios da população serão as políticas públicas. Não há democracia sem povo. Brasil, junho 2014 Prof. Fabio Konder Comparato Prof. Celso de Mello Prof. Dalmo Dallari Jose Antonio Moroni, INESC Joao pedro stedile, MST TEXTOS DE SUBSIDIOS 1. Mensagem de Jose antonio Moroni, do INESC, Brasilia: A forte reação de setores da imprensa e do congresso nacional contra um decreto que organiza o que ja existe desde 1988 não pode ficar sem a nossa pronta resposta. O que esta em jogo é o direito da população participar das decisões como sujeito e não como espectador como acontece nas eleições. Estes espaços de participação institucionalizada foram criados por demanda da sociedade e se intensificaram pois constituição de 1988. Para se ter noção a primeira conferencia nacional foi realizada em 1941 ( decada 40 do século passado) e o tema foi educação. Nos últimos anos foram intensificados os espaços de participação social. Mesmo que não tenhamos ainda a democracia de nossos sonhos, obtemos vitórias com a realização de diversas conferências e o fortalecimento de diversos conselhos nacionais de políticas públicas. Temos problemas na arquitetura de participação institucionalizada, um deles é justamente o carater nao deliberativo de muitos desses espaços. Portanto a nossa critica é por mais participação, mais democracia e nao por uma democracia sem povo. Ao final de Maio a Política Nacional de Participação Social (PNPS)foi publicada como forma de fortalecer e consolidar estes espaços a partir de sua integração em um sistema nacional de participação social. Além da Política um compromisso com a participação foi assinado por mais de uma dezena de Governos Estaduais, reforçando a necessidade e o consenso de que nossa democracia representativa deve ser complementada por espaços de participação direta da sociedade. Contudo, a PNPS, como é chamada, está sob forte ameaça de ser derrubada. O Congresso Nacional subsidiado por uma enxurrada de artigos da imprensa corporativa, claramente posicionados contra a participação social, afirma que a política ameaça suas competências. Ontem os debates foram tensos no Congresso Nacional e o contexto requer muito apoio de todos os setores possíveis para sustentarmos a iniciativa. Lembro que todas as mobilizações de 2013 tinham em comum o desejo de maior participação popular nas decisões institucionais, ninguém à época levantou esta preocupação sobre o congresso. Pelo contrário, o congresso, pelas deficiências de sua representação dos anseios da população foi um dos maiores alvos de críticas. Precisamos nestes próximos dias mobilizar o máximo de pessoas possível em apoio à participação social. Escrevo estas linhas para informar à todxs, e contribuir com o debate e possíveis mobilizações que se façam necessárias. Brasilia, 11 junho 14 Leiam o Decreto que instituiu a PNPS em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2014/Decreto/D8243.htm Leiam reportagens sobre o caso em: http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/A-guerra-medieval-do-Estadao-contra-a-democracia-participativa/4/31112 http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2014/06/11/todo-poder-emana-do-povo-mas-nao-conte-para-o-povo-ok/ 2.Por que o novo decreto de Dilma não é bolivariano Por Leonardo Avritzer, professor da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de Ciências Políticas da Universidade Federal de Minas Gerais, revista CartaCapital, 10-06-2014. A presidente Dilma Rousseff assinou, no último dia 21, um decreto que institui a Política Nacional de Participação Social. De acordo com o decreto “fica instituída” a política, “com o objetivo de fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil”. Com este objetivo o governo reforçou institucionalmente uma política que vem desde 2003, quando, ainda em 1º de janeiro, o ex-presidente Lula assinou a medida provisória 103, na qual atribui à Secretaria Geral da Presidência o papel de “articulação com as entidades da sociedade civil e na criação e implementação de instrumentos de consulta e participação popular de interesse do Poder Executivo na elaboração da agenda futura do Presidente da República...” A partir daí, uma série de formas de participação foram introduzidas pelo governo federal, que dobrou o número de conselhos nacionais existentes no país de 31 para mais de 60, e que realizou em torno de 110 conferências nacionais (74 entre 2003 e 2010 e em torno de 40 desde 2011). Assim, o decreto que instituiu a política nacional de participação teve como objetivo institucionalizar uma política que já existe e é considerada exitosa pelos atores da sociedade civil. Imediatamente após a assinatura do decreto iniciou-se uma reação a ele capitaneado por um grande jornal de São Paulo que, em sua seção de opinião, escreveu o seguinte: “A presidente Dilma Rousseff quer modificar o sistema brasileiro de governo. Desistiu da Assembleia Constituinte para a reforma política - ideia nascida de supetão ante as manifestações de junho passado e que felizmente nem chegou a sair do casulo - e agora tenta por decreto mudar a ordem constitucional. O Decreto 8.243, de 23 de maio de 2014, que cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), é um conjunto de barbaridades jurídicas, ainda que possa soar, numa leitura desatenta, como uma resposta aos difusos anseios das ruas.” Assim, segundo o jornal paulista, o Brasil tem um sistema que é representativo e este foi mudado por decreto pela presidente. Nada mais distante da realidade. Em primeiro lugar, o editorialista parece não conhecer a Constituição de 1988, que diz no parágrafo único do artigo primeiro: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Ou seja, o legislador constituinte brasileiro definiu o país como um sistema misto entre a representação e a participação. Se é verdade que as formas de representação foram muito mais fortemente institucionalizadas entre 1988 e hoje, isso não significa que temos no Brasil um sistema representativo puro, tal como ele existe em um país como a França. Pelo contrário, a verdade é que o espírito da Constituição fica muito melhor representado a partir do decreto 8243, que institucionaliza uma nova forma de articulação entre representação e participação de acordo com a qual a sociedade civil pode sim participar na elaboração e gestão das políticas públicas. Mas, ainda mais importante do que restaurar a “verdade constitucional” é se perguntar qual sentido faz instituir um sistema de participação? A resposta a esta pergunta é simples e singela. A temporalidade da representação está em crise em todos os países do mundo. Por temporalidade, deve se entender a ideia de que a eleição legitima a política dos governos durante um período extenso de tempo, em geral de quatro anos. Hoje vemos, no mundo inteiro, pensando em Obama nos Estados Unidos e Hollande na França, uma enorme mudança na maneira como a opinião pública vê os governos. Temos um novo fenômeno que o filósofo francês Pierre Rosavallon classifica da seguinte maneira: a legitimidade das eleições não é capaz por si só de dar legitimidade contínua aos governos. Duas instituições estão fortemente em crise, os partidos e a ideia de governo de maioria. É sabido que a identificação com os partidos cai em todo o mundo, até mesmo nos países escandinavos onde ela era mais alta. É isso o que justifica a entrada da sociedade civil na política, não qualquer impulso bolivariano, tal como alguns comentaristas pouco informados estão afirmando. A sociedade civil trás para a política um sistema de representação de interesses que os partidos não são mais capazes de exercer devido a sua adaptação a um sistema privado de representação de interesses e financiamento com o qual a sociedade não se identifica. O mais curioso é que ninguém mais do que os órgãos da grande imprensa adotam o exercício de mostrar como o poder da maioria pela via da representação não é capaz de legitimar o governo. Lembremos alguns exemplos recentes: a rejeição da nomeação do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para aComissão de Direitos Humanos da Câmara ou o apoio às manifestações populares pelo Movimento Passe Livre em junho de 2013. Em todas estas questões o que esteve em jogo foi a capacidade da sociedade civil de apontar uma agenda para o governo. O que o Sistema Nacional de Participação faz é institucionalizar esta agenda reconhecendo que existe uma representação exercida pela sociedade civil. Vale a pena desenvolver um pouco mais este ponto. A representação é uma autorização dada por uma pessoa para alguém atuar em nome dela. Este é o fundamento do seu exercício que existe em todos os países. Mas existe uma questão adicional que reside no fato da representação das pessoas se dar através de uma autorização ampla que não consegue alcançar temas que não são majoritários ou que têm uma agenda mais volúvel. Assim, o sistema representativo é sempre ruim para representar questões tais como direito das minorias ou temas importantes como o meio ambiente ou até mesmo políticas públicas como a de saúde. Exemplos sobre a incapacidade do Congresso Nacional de agir nestas áreas abundam no Brasil. Lembremos a incapacidade de votar a união homoafetiva, a ação afirmativa, de aprovar o Código Florestal, todas legislações com fortíssimo apoio na sociedade, mas que não conseguiram tramitar no Congresso devido a lobbies muito fortes. No caso da união homoafetiva e da ação afirmativa sua legalidade acabou sendo determinada peloSupremo Tribunal Federal. No caso do Código Florestal este contou com um veto da presidente e mais uma medida provisória bastante polêmica no interior do Congresso. Todos estes episódios mostram que há uma incapacidade do legislativo de se conectar com a sociedade, devido à maneira como o sistema de representação opera no país. Em geral tem cabido ao Supremo preencher esta lacuna, mas o mais democrático e o mais adequado é um envolvimento maior da sociedade civil nestes temas por via de instituições híbridas que conectem o executivo e a sociedade civil ou a representação e a participação. Este modelo, que está longe de ser bolivariano, está presente, na verdade, nas principais democracias do mundo. Os Estados Unidos tem o modelo de participação da sociedade civil no meio ambiente por meio dos chamados “Habitat Conservation Plannings”. A França tem o modelo de participação da sociedade civil nas políticas urbanas através de contratos de gestão nos chamados “Quartier Difficile”. A Espanha tem a participação da sociedade civil no meio ambiente através de “juris cidadãos”. A Inglaterra instituiu mini-públicos com participação da sociedade civil para determinar prioridades políticas na área de saúde. Todas as principais democracias do mundo procuram soluções para o problema da baixa capacidade do parlamento de aprovar políticas demandadas pela cidadania. A solução principal é o envolvimento da sociedade civil na determinação de políticas públicas. A justificativa é simples. Ninguém quer acabar com a representação, apenas corrigir as suas distorções temporais em uma sociedade na qual o nível de informação da cidadania aumentou fortemente com a internet e as redes sociais e na qual os cidadãos se posicionam em relação a políticas específicas. Ao introduzir uma participação menos partidária e com menor defesa de interesses privados na política tenta-se reconstituir mais fortemente este laço. Assim, o que o decreto 8243 faz não é mudar o sistema de governo no Brasil por decreto e nem instituir uma república bolivariana. O que ele faz é aprofundar a democracia da mesma maneira que as principais democracias do mundo o fazem, ao conectar mais fortemente sociedade civil e Estado. 3.Nota oficial da CUT critica ação de partidos contra decreto presidencial que cria Política Nacional de Participação Social O ataque de setores da oposição ao decreto presidencial que institui uma estrutura para a sociedade civil organizada poder participar, debater e apresentar propostas ao governo federal – a chamada Política Nacional de Participação Social – expõe as diferenças de concepção entre um projeto democrático e popular e a velha ideia de que é exclusividade de “especialistas” sem mandato eletivo o papel de assessorar os governos na gestão, planejamento, uso dos recursos financeiros do Estado e na definição de políticas públicas. Desmascara também alguns que dizem falar em nome do povo, mas que no fundo acreditam em tutela. Pensam que a relação entre Executivo e Legislativo é suficiente para traduzir os anseios de uma sociedade multifacetada e com sérias dificuldades de representação parlamentar como a nossa. A oposição, segundo informações veiculadas pela imprensa, alega inconstitucionalidade, por entender que o decreto contraria o parágrafo primeiro da Carta, que diz “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”. Ora, para quem aplaude as decisões despóticas de magistrados do Supremo Tribunal Federal que jamais receberam um único voto popular para estar onde estão, é risível. Embora as estruturas de participação popular criadas pelo decreto não tenham poder decisório, mas propositivo, representam um espaço de poder de representantes do povo. Além disso, a oposição finge desconhecer que muitos dos representantes da sociedade civil são eleitos por seus pares para ocupar cargos de direção em sindicatos e movimentos sociais. A hipocrisia dos partidos contrários ao decreto fica ainda mais exposta se lembrarmos que, ao definir o conceito de “sociedade civil”, o decreto abre a possibilidade de representantes de associações empresariais e ONGs participarem igualmente. A transformação dos espaços de diálogo em políticas permanentes de governo – e não de mandato presidencial –, com calendário definido, é uma proposta que a CUT, demais centrais e movimentos sociais defendem desde os primeiros instantes do governo Lula até aqui, no governo Dilma. Não pudemos fazê-lo anteriormente simplesmente porque não existiam espaços de diálogo. A participação social já vem se dando por intermédio de Iniciativas como as Conferências Nacionais (a de Comunicação, as empresas do setor ignoraram, zelosas da “liberdade de expressão”), as mesas permanentes de negociação que geraram avanços como a valorização do salário mínimo e a extensão dos direitos trabalhistas para as trabalhadoras domésticas, ou os espaços tripartites que garantiram a preservação da Previdência Pública e Universal e a tomada de decisões políticas que levaram o Brasil a atravessar com coragem os piores momentos da crise econômica internacional, que ainda vitima vários trabalhadores ao redor do mundo. A importância da prática do diálogo social pode ser demonstrada também pelo período que se seguiu às manifestações de junho do ano passado. Muitos dos movimentos surgidos mais recentemente e que impulsionaram as jornadas de 2013 têm sido recebidos pelo governo e compartilhado experiências e ações com outros movimentos sociais e sindical. Assim também se constroem as mudanças. Iniciativas para diminuir as lacunas, às vezes abismos, entre a vontade do povo e as decisões oficiais jamais deveriam receber críticas. Só se quem critica quiser mesmo o povo do lado de fora. E é obvio que, se uma vez adotada pelo governo, determinada proposta elaborada e apresentada no âmbito da Política Nacional de Participação Social seja seguida por todos os ministérios e órgãos federais. Por que deveria ser diferente? O poder econômico dispõe do lobby. Não lhe interessa, por certo, a ampliação do diálogo social. Por isso, defendemos o decreto presidencial. E que isso represente apenas mais um passo rumo a maiores mudanças, como a reforma política, para qual defendemos a convocação de uma constituinte exclusiva e soberana. São paulo, 5 de junho de 2014 Vagner Freitas, presidente nacional da CUT Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT

segunda-feira, 26 de maio de 2014

XII FREPOP – Fórum de Educação Popular - IX Internacional

Inicia inscrições para as atividades que vão compor a programação no território do XII FREPOP – Fórum de Educação Popular - IX Internacional, entre os dias 22 e 26 de julho, em Sergipe. Como fazer: Entre no site, acesse o link programação, indique qual eixo temático, a modalidade de atividade, o tema da atividade e registre os dados do proponente da atividade. Siga o passo a passo e colabore para definir a programação do FREPOP. Quem pode inscrever atividades no território do FREPOP? Entidades da sociedade civil organizada, movimentos sociais, instituições públicas, grupos organizados de juventude, educadores e e pessoas que tenham algo a compartilhar vinculado ao tema gerador do XII FREPOP – IX Internacional – Educação Popular e Juventude: O que você tem a dizer? Faça no site a sua inscrição de atividade. contato@campanhacompleta.com.br ---

domingo, 25 de maio de 2014

Inscrições do Enem chegam ao recorde de 9,5 milhões, crescimento de 21,8%

Inscrições do Enem chegam ao recorde de 9,5 milhões, crescimento de 21,8% 24/05/2014 13h00 Brasília Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil Edição: Fernando Fraga O número de inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) chegou ao recorde de 9,519 milhões este ano, com crescimento de 21,8% em relação a 2013 (7,834 milhões). Somente na sexta-feira (23), último dia de inscrições, foi 1,8 milhão de inscritos. Os dados divulgados hoje (24) são preliminares e dependem da confirmação do pagamentos da taxa de inscrição até a próxima quarta-feira (28). No Sudeste, foram 3,407 milhões de inscritos; no Nordeste, 3,062 milhões; no Sul, 1,159 milhão; no Norte, 1,033 milhão, e no Centro-Oeste, 857,195 mil. O ministro da Educação, Henrique Paim, destacou o crescimento das inscrições em estados da Região Nordeste. “No Ceará, temos uma população de 8,8 mil habitantes e quase 600 mil inscritos”, disse. O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), José Francisco Soares, alertou para o prazo de pagamento da taxa de inscrição, de R$ 35, que vai até a próxima quarta-feira (28). “Se a inscrição não estiver paga até 28 de maio, não será confirmada”, disse. Segundo o ministro da Educação, no ano passado houve problemas com estudantes que agendaram o pagamento pela internet e em caixa eletrônicos no último dia do prazo, para efetivação do pagamento depois. “Houve confusão com a data de pagamento e de agendamento. Não basta agendar no dia 28. Tem que fazer o pagamento nesse dia”, alertou o ministro. De acordo com Henrique Paim, no ano passado cerca de 10% dos inscritos não confirmaram a inscrição com o pagamento. Estudantes da rede pública e pessoas com renda familiar de até 1,5 salário mínimo são isentos. No ano passado, 60% dos inscritos se declararam isentos. O Enem será aplicado nos dias 8 e 9 de novembro. Para se preparar, o aluno pode acessar o aplicativo Questões Enem, um banco de questões da EBC que reúne as provas de 2009 a 2013. O acesso é gratuito. Fonte: EBC

Queimar a Marca Brasil virou estratégia eleitoral

Queimar a Marca Brasil virou estratégia eleitoral sab, 24/05/2014 - 20:26 antonio barbosa filho DELFT (Países-Baixos) - Estudiosos de marketing em todo o mundo dedicam-se a um campo relativamente novo nesta área, que é a criação e as características da chamada “nation brand” ou “marca-país”. Já em 1965, pesquisas aplicadas mostraram que o consumidor dá avaliações diferentes a um mesmo produto que lhe é oferecido, dependendo do rótulo “fabricado em…”, ou seja, ele leva em consideração a localidade de origem na hora de decidir uma compra. A partir deste dado, muitos estudos se seguiram, e o conceito de “marca-país” passou a ser discutido seriamente como fator importante no comércio e na propaganda mundiais. Está consolidada, por exemplo, a distinção entre “identidade nacional” (conjunto dos elementos que dão personalidade a um país, incluindo sua história, geografia, artes, cidadãos famosos, etc.) e “imagem nacional” (a maneira como o país é visto nos demais países e no mundo como um todo). A identidade forma-se historicamente; a imagem pode ser melhorada, assim como pode piorar, e há vários métodos para medi-la tecnicamente. A imagem é levada em conta, segundo pesquisas, também pelos executivos de grandes empresas com poder de decidir a destinação de investimentos num determinado país. Estudo do Communication Group e do Think Tank You Gov, da Grã-Bretanha, em 2006, concluiu que 92% desses executivos afirmam que a imagem de um país é “fator vital” para suas escolhas. 65% acham difícil decidir por um novo empreendimento apenas baseado em “hard factors” - fatores estritamente numéricos - e 60% afirmam que os “soft factors” ( estilo de vida, arquitetura, artes, etc.) são crescentemente importantes. Ora, um evento como a Copa do Mundo de Futebol é um momento privilegiado para o país-sede incrementar a sua imagem positiva no exterior, partindo de sua “identidade” e agregando novos valores ao conjunto de sua representação mercadológica. Segundo o professor Marco Antonio Ocke, da USP, “para o país-sede, a Copa mostra-se eficaz ferramenta de promoção da localidade como força econômica com o objetivo de captar investimentos, atrair visitantes, moradores e profissionais, fomentar o comércio, a indústria e as exportações”. Ao organizar o campeonato de 2006, a Alemanha usou-o para reaquecer sua economia, que atravessava fase de baixa depois dos custos da reintegração. Com o slogan “Um mundo entre amigos”, o país gerou cerca de 4 mil empregos por ano desde o anúncio dos jogos, alavancando cerca de 10 bilhões de euros para sua economia. Houve um crescimento geral do PIB e grandes obras e avanços nas áreas esportiva, de turismo e de tecnologia da informação. A Copa é tal oportunidade de promoção mundial que a Austrália, por exemplo, de onde sairá o terceiro maior contingente de visitantes, cerca de 20 mil, realizará uma série de eventos culturais nas cidades onde sua seleção nacional se hospedará ou jogará, Vitória, Cuiabá, Curitiba e Porto Alegre. O país tem 40 bilhões de reais investidos no Brasil, recebe 20 mil estudantes brasileiros por ano, e quer aproveitar a Copa para ampliar sua presença em todos os setores. Também a Holanda promoverá exposições e eventos paralelos à Copa, como outros países. Cabe ao Brasil esperar que todos os países visitantes levam daqui muito mais do que vão trazer. O FATOR POLÍTICO-ELEITORAL Os planos do Governo brasileiro para a Copa de 2014 incluem “agregar novos elementos à imagem do país (economia forte, capacidade de inovação, sustentabilidade) sem deixar de reforçar as características positivas pelas quais o país já é conhecido (hospitalidade, belezas naturais, diversidade cultural)”. No tema “negócios”, o planejamento dos órgãos envolvidos com o mega-evento prevê, internamente, “estimular a descentralização economica, potencializando e atraindo investimentos para as diversas regiões; e estimular a cultura do empreendedorismo a partir da Copa”. Na frente externa, pretende-se “imprimir à imagem dos produtos e marcas brasileiras atributos de tecnologia, qualidade, inovação e sustentabilidade, contribuindo para o aumento das exportações; apresentar o país como fonte de oportunidades para parcerias e soluções sustentáveis de alto crescimento; e atrelar à imagem do país sua importância para a economia e a política internacionais”. Vê-se que muito além dos campos de futebol, que reunirão centenas de milhares de torcedores em doze capitais de Estados, há muito mais em jogo. O Brasil pode galgar um degrau importante no seu conceito geopolítico e comercial, ampliando sua presença no cenário internacional do século que começa. Ou pode mostrar-se um país carente de organização, governabilidade e eficiência, fatores que valem, no mínimo, tanto quanto a simpatia de seu povo, a beleza de suas paisagens, a riqueza de sua Cultura. As manifestações de rua contra a realização da Copa não chegam a preocupar, já que são normais em todos os países democráticos. A menos que resvalem para depredações de grande porte, ou causem vítimas brasileiras e estrangeiras - para o que o governo federal, os estaduais e municipais afirmam estar devidamente preparados, inclusive com respaldo de órgãos de segurança dos países participantes - os protestos podem até servir de atestado de nossa estabilidade política, da ampla liberdade de manifestação, da maturidade democrática do país - pontos positivos para a “imagem”. Esta imagem vinha melhorando ao longo dos últimos dez ou quinze anos. Em termos de eventos, a Copa das Confederações da FIFA, em meados do ano passado, foi um teste muito positivo. A audiência internacional de TV na final entre Brasil e Espanha foi 50% maior do que a final da última Copa do Mundo, entre Holanda e Espanha. Dos estrangeiros que aqui estiveram para a competição, 75,8% disseram em pesquisas que pretendiam voltar ao Brasil para a Copa de 2014. 70% afirmaram que tiveram suas expectativas com o país atendidas ou superadas; 95% aprovaram os estádios; 72% aprovaram os transportes públicos (!), e 88% gostaram dos serviços de táxi. Também foi um sucesso a “disponibilidade dos funcionários nos estádios e outras instalações em dar informações”, elogiada por 89,5% dos turistas-torcedores. Já a qualidade e preço da alimentação nos estádios foi reprovada por 78,2%. De poucos meses para cá, cresceu o número de reportagens negativas na mídia internacional sobre o Brasil, mas isso resulta do próprio fato de as atenções do mundo estarem se concentrando mais no país. Os problemas mostrados, e os preconceitos revelados, por exemplo, pela revista liberal The Economist, que chamou os brasileiros de “preguiçosos”, ou pelo jornal sensacionalista Daily Mirror, que colocou Manaus entre as cidades mais perigosas do mundo, cujos riscos incluem “cobras venenosas e tarântulas” são reversíveis. Tudo depende da normalidade dos jogos, da recepção aos turistas e torcedores, e do funcionamento razoável da infraestrutura. O fator mais preocupante é outro: a oposição política ao governo Dilma Rousseff, nesse ano eleitoral, tem demonstrado que o fracasso da Copa do Mundo lhe convém. Ela teme que a vitória da seleção brasileira leve o país a uma tal euforia que isso contagie o governo e influa numa fácil vitória da candidata do PT. Assim, há evidente torcida entre forças políticas de extrema-esquerda, do centro-direita e de pequenos grupos de extrema-direita (aqueles que convocaram marchas em favor de um golpe militar, fracassadas em 22 de março último), para que o Brasil saia derrotado dentro e fora dos gramados. Um caos nas cidades-sede seria de grande proveito para as oposições na campanha eleitoral que se aproxima, e para a qual elas não parecem contar com propostas e candidatos capazes de reverter o favoritismo de Dilma em todas as pesquisas, até agora. Apostar num fracasso da Copa, porém, envolve muito mais do que o episódio eleitoral. Como vimos, a “marca-país” é algo muito mais sério, importa a várias gerações, e seria lamentável que brasileiros, propositadamente, ajudassem a detonar uma construção tão difícil. Já nos bastam os problemas que realmente temos; não precisamos de outros gerados pela ambição de poder de alguns políticos. Além disso, não há provas de que o resultado da Copa influa decisivamente nas eleições. Já o prejuízo em termos de imagem internacional do país, caso o Brasil falhe, este é previsível cientificamente, e os danos custarão décadas a serem reparados, afetando, inclusive, o próximo megaevento, os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Antonio Barbosa Filho -Jornalista e escritor, autor de A Bolívia de Evo Morales e A Imprensa x Lula – golpe ou sangramento? (All Print Editora). Vive entre a Holanda e o Brasil, e visitou 32 países nos últimos oito anos, alguns várias vezes. nte: Fo http://jornalggn.com.br/blog/antonio-barbosa-filho/queimar-a-marca-brasil-virou-estrategia-eleitoral#.U4HBBkO8ZZI.twitter

Sobre Linchamentos - Por Marcos Rolim (24/05/2014)

Quase todas as análises que li sobre os linchamentos no Brasil destacam o fenômeno da baixa confiança nas instituições, mormente na Justiça. Os linchadores estariam, em síntese, agindo por conta da omissão do Poder Público. Será? Pesquisa de José de Souza Martins chama a atenção para o fato de que os linchamentos sempre ocorreram em nossa história, onde torturar, arcabuzar, cortar a língua e picotar corpos, especialmente de negros e índios, foram práticas comuns. No século XIX, os jornais passaram a usar a expressão “linchamento”, mas raramente apresentaram o tema como tradução da barbárie ou cobraram com vigor as devidas providências. Para todos efeitos, o horror era parte da paisagem. Martins levantou 515 casos de linchamentos no Brasil entre 1970 e 1994. Na melhor das hipóteses, diz ele, só 1/3 dos casos foi objeto de matéria jornalística. Nossos linchamentos são diferentes dos praticados nos EUA, onde havia o “vigilantismo” racista. Aqui, impera o "mob lynching", linchamentos punitivos, motivados por explosões de ódio, quase sempre em ações de vizinhos em comunidades pobres. O ódio, entretanto, é sentimento ensinado, assim como a empatia e a compaixão. A ideia de que “bandido bom é bandido morto” é expressão de uma estupidez socialmente construída, assim como os princípios civilizatórios que se opõe a ela como a presunção da inocência e o devido processo legal. O fato é que temos sido bombardeados por um discurso que dissemina o medo e que se oferece ao público um cardápio de horrores, tratado como espetáculo para que o fascínio da plateia de mantenha. Os cavaleiros do apocalipse lucram com o medo e ainda elegem demagogos especialistas em transformar o pavor em votos. Hipnotizadas, parcelas expressivas, incluindo camadas médias semi-intelectualizadas, passam a hostilizar advogados e tomam o direito à defesa como uma inconveniência. Linchar, entre nós, tornou-se, assim, um verbo que se conjuga em todas as pessoas. O resultado é que, ao invés da divergência e do debate, temos a calúnia e as ameaças. Seria surpreendente que um contexto do tipo não estimulasse o que há de pior em cada um de nós. Reduzir os linchamentos a uma “crise de confiança” nas instituições é, por isso mesmo, desconhecer a persistência do problema, com o risco adicional de, involuntariamente, se amparar uma “cultura Sherazade”. Linchar é ato de covardes e não se faz justiça com as mãos. A justiça exige, sobretudo, cérebro e coração. http://rolim.com.br/2006/index.php?option=com_content&task=view&id=920&Itemid=3

quinta-feira, 15 de maio de 2014

ELLA Chegou

ELLA LIVRE DAS GRADES Programação, mas sem limitação. O feminino não tem ordem. A programação do ELLA tem por objetivo facilitar a conexão, integração e colaboração entre as mais de 300 pessoas esperadas no evento. Optamos pela metodologia de um encontro vivo e em fluxos constantes, absorvendo cada ideia e sugestão em tempo real. Um formato que tem como meta garantir a fluidez dos debates e a construção colaborativa e participativa dos conteúdos. Substituimos o velho formato de longas mesas de debates onde poucos falam e muitos ouvem por diversos espaços dinâmicos de conversas, reuniões livres, círculos de ideias, dinâmicas coletivas e provocações constantes de convidad@s vind@s de todas as partes da América Latina. Sexualidade, Trabalho, Estética, Mídia, Saúde, Política, Relações Afetivas, Raças e Etnias. Diversos debates que estimulam e aflingem mulheres e homens de todo o mundo estão presentes como temas transversais. Há muito o que debater. Com esses temas, montamos uma proposta de estrutura aberta e dinâmica para que todos @s participantes insiram suas sugestões de pauta, ideias, visões, reclames, objeções e experiências de mundo. O encontro é seu. A programação também! Se ainda tem dúvidas e inquietações, pode ficar tranquil@, a programação é aberta a novas sugestões a qualquer momento. Programação paralela é permitida e estimulada. Aproveite o espaço, @s participantes, e construa a sua! NÃO-GRADE DE PROGRAMAÇÃO Tema 1: Política | Tema 2: Estética | Tema 3: Comunicação & Educação | Tema 4: Sexualidade | Tema 5: Raça e Etnia | Tema 6: Saúde | Tema 7: Economia e Trabalho | Tema 8: Relações Livres 15 DE MAIO (QUINTA-FEIRA) 10h: PreparaELLA: Papo de Abertura 10h: Oficina Roda de canto 10h às 12h: Apresentação de Experiências 14h às 20h: Tema 1: Política #MulheresProtagonistas #Liderança #AméricaLatina #Participação #MulheresNoParlamento #Autonomia

Quando o Jequitinhonha Canta e Dança

​ Questionamentos sobre as identidades e as múltiplas faces da cultura popular são alguns dos temas levantados na exposição “Quando o Jequitinhonha Canta e Dança”, realizada entre 15 de maio e 01 de junho, no Espaço do Conhecimento UFMG. A mostra integra uma série de atividades que tem como objetivo dar visibilidade às manifestações artísticas da região, através de fotografias, pinturas e registros audiovisuais que retratam aspectos diversos do Vale do Jequitinhonha, como arquitetura, cotidiano, personagens e paisagens locais. A abertura da exposição será realizada no dia 15 de maio, às 19h, e contará com a apresentação artística “Poética Musical”, com Gonzaga Medeiros, Carlos Farias e Carlinhos Ferreira. A exposição de artes integradas traz imagens do documentário "Os Meninos e o Boi" (ONG VOKUIM e do Ponto de Cultura Folias da Cultura), músicas do CD "Beira Mar Novo" (Coral Trovadores do Vale), fotografias de Vilmar Oliveira, pinturas da artista plástica Marina Jardim, trechos dos livros “Dicionário da Religiosidade Popular” de Frei Chico e "Fanadês, Jequitinhonhês, Mineirês" de Carlos Mota. Estão previstas ainda outras atividades como lançamentos, oficina, debates, dança, etc. > Informações: http://migre.me/jbGfw > Programação completa: http://goo.gl/USP4Hz Não é necessário confirmar presença. Atenciosamente, -- VALEMAIS - Instituto Sociocultural do Jequitinhonha valemaisjequitinhonha@gmail.com | Facebook Valemais

terça-feira, 1 de abril de 2014

Abertas até 30 de abril as inscrições para o Programa Atleta na Escola

Encontram-se abertas de 24 de fevereiro até 30 de abril as inscrições para a adesão das escolas ao programa Atleta na Escola - parceria entre Ministério do Esporte e o Ministério da Educação (MEC) - que este ano deve chegar a 40 mil escolas brasileiras. As instituições públicas e privadas interessadas em participar do programa devem informar as modalidades esportivas que serão desenvolvidas e o número de estudantes contemplados. A adesão é feita no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE interativo). O coordenador do Atleta na Escola, Renausto Amanajas, da diretoria de formação e conteúdos educacionais da Secretaria de Educação Básica do MEC, explica que cada escola participante receberá uma verba fixa de R$1 mil e mais R$ 3,00 por aluno inscrito. O objetivo é levar o programa aos 5.564 municípios, que tenham registrado, no censo escolar de 2013, alunos de 12 a 17 anos de idade, independentemente da série que cursam. Renausto sugere que os diretores façam a adesão logo nos primeiros dias, para que tenham tempo de organizar os campeonatos escolares e, posteriormente, participar das etapas, municipal e regional. Segundo o coordenador, os diretores das unidades precisam verificar se o estado e o município a que pertencem aderiram, pois essa é uma condição para que a escola participe do programa. A adesão das secretarias estaduais e municipais de educação está aberta desde janeiro e os dados devem ser inseridos por elas no Plano de Ações Articuladas (PAR). “Este ano a ideia é envolver o maior número possível de escolas e consequentemente de atletas escolares, e buscar a sincronicidade entre o calendário das fases escolar, municipal/regional, estadual e nacional dos Jogos Escolares, pois dessa forma, além de envolver grande número de participantes haverá a possibilidade de os melhores atletas participarem das fases posteriores, ampliando a base e dando a oportunidade para os melhores atletas escolares aparecerem na fase nacional”, afirmou André Arantes, diretor de Esporte de Base e Alto Rendimento, do Ministério do Esporte. “Tenho certeza que essa ação de fortalecimento do esporte paraolímpico nas competições escolares vai gerar frutos e ampliar o número de participantes no paradesporto, além de ajudar a promover talentos esportivos nesse segmento”, afirmou Arantes. A grande novidade do programa no momento é a inclusão do esporte paraolímpico, ou seja, a entrada das modalidades de atletismo, bocha, golbol, judô, natação, tênis de mesa em cadeira de rodas, voleibol sentado para os gêneros, masculino e feminino. As modalidades de futebol de 5 (DV), e futebol de 7 (PC), também entraram exclusivamente para o gênero masculino. Todas essas modalidades esportivas fazem parte da Paraolimpíada Escolar. Na categoria olímpica, a modalidade de atletismo foi ampliada com a entrada no programa do arremesso de peso, voleibol e judô, além das que fizeram parte do programa em 2013. Trajetória – Lançado em maio de 2013, o Atleta na Escola teve a adesão, no ano passado, das secretarias de educação dos 26 estados e do Distrito Federal, de 4.554 municípios e de 22,9 mil escolas. O Ministério da Educação estima que 2 milhões de estudantes da educação básica participaram da fase escolar. Dados do censo escolar de 2013 mostram que o país tem 194.577 escolas, entre públicas e privadas, das quais 147.307 unidades registraram estudantes na faixa de 12 a 17 anos de idade, que constitui o público do programa. Clique aqui e saiba mais no site do programa Atleta na Escola Francisco Mecking 55 9686 1017 email: f.mecking@hotmail.com msn: f.mecking@hotmail.com

sábado, 8 de março de 2014

CARTA DOS GARIS PARA A POPULAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

Sobre a greve dos garis e agentes de preparo de alimentos, após 6 dias de paralisação, queremos esclarecer o seguinte: 1- A culpa da greve é do prefeito Eduardo Paes, do presidente da COMLURB e do presidente do Sindicato que não vem representando a nossa categoria. 2- Sofremos há muito tempo com péssimas condições de trabalho, banheiros insalubres, não temos equipamentos de segurança adequados, e baixos salários. A situação é tão absurda que no café servido pela COMLURB já encontramos baratas no pão e leite estragado. Há ainda assedio moral contra os trabalhadores. Estamos sendo coagidos a realizar um trabalho. 3- A direção do sindicato abandonou a pauta de reivindicação da categoria quando aceitou as imposições do Prefeito Eduardo Paes sem o consentimento dos trabalhadores trazendo indignação dentro de toda a categoria aonde se iniciou o processo da greve. 4- A direção do sindicato traiu a categoria também quando recuou da greve de advertência de um dia no dia 1º de março, mostrando que não está ao lado da categoria. O maior absurdo é que isso ocorreu em meio ao nosso dissídio e sem que os advogados do sindicato e a estrutura de nossa entidade fosse colocada a serviço de nossa luta. 5- As informações mostradas na imprensa, com base nas informações da prefeitura e do sindicato, não são verdadeiras. Não são apenas 300 garis que estão em greve. A ampla maioria dos trabalhadores não está realizando as suas funções, mesmo que alguns estejam se apresentando em suas gerencias em função da pressão e das ameaças sofridas por parte dos gerentes. O acumulo de lixo na cidade revela a ampla adesão de nossa greve. 6- Os transtornos criados em função do acumulo do lixo na cidade, são de única e exclusiva responsabilidade do prefeito Eduardo Paes e do presidente da COMLURB que se negam a negociar e atender nossas reivindicações. São eles os que devem ser cobrados por toda essa situação. Nos só queremos dignidade em nosso trabalho essa é nossa única motivação. 7- Repudiamos a criminalização de nosso movimento e a tentativa de nos intimidar por meio de demissões de decisões da justiça. 8- Pedimos apoio e solidariedade de toda a população do Rio de Janeiro, dos sindicatos comprometidos com os trabalhadores, parlamentares que atuam nas mobilizações e todos os que desejem nos ajudar a que a greve consiga uma vitória. Rio de Janeiro, 06/03/2014 Comissão de Greve dos eleita na assembléia do dia 01 de março

sexta-feira, 7 de março de 2014

Curso de Formação de Gestores, Técnicos, Defensores de Direitos Humanos e Parceiros.

PUBLICO: Gestores de políticas públicas, Defensores de Direitos Humanos incluídos no PPDDH-MG, estudantes, representantes de entidades, instituições governamentais e não governamentais, redes de movimentos sociais, indígenas, extrativistas, geraizeiros, remanescentes quilombolas, pescadores e ribeirinhos. PROGRAMAÇÃO DIA 12/03 QUARTA-FEIRA Local: Quilombo Palmeirinha- Pedras de Maria da Cruz/MG (Manhã e Tarde) Coordenação: Agmar Pereira - Vice - Presidente da Federação Quilombola de Minas Gerais – N’golo. - 08h00min - Credenciamento - 08h30min - Café da Manhã - 09h00 - Abertura Oficial - 09h30- Apresentação Cultural - Mesa 1: Fomento as demandas Quilombolas 10h00 - Apresentação, pactuação e sintetização do PBQ para as comunidades de Remanescentes Quilombolas do Estado de Minas Gerais. (SEPPIR e SEDESE). 12h30min: Almoço Mesa 2: Apresentação de Plano de Trabalho e Ações Governamentais a serem implantadas no ano de 2014 junto as comunidades de remanescentes quilombolas. 14:00h 1) Moradia 2) Educação 3) Cultura 4) Saúde 5) Geração de Trabalho e Renda 16h00 lanche (Noite) Exposição Sobre Direitos Humanos – Januária – MG Coordenação: Prof Andrea Souto – Curso de Geografia da IES Ceiva. Local: Centro Municipal de Educação Infantil – Mundo Mágico, Rua Lindolfo Caetano, 278 Centro, Januária / MG. 19h00 – Exposição: Introdução aos Direitos Humanos e o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos de Minas Gerais – PPDDH-MG Dra. Maria Emília da Silva – Coordenadora do PPDDH-MG 20h00 - Painel: A Contribuição da Defensoria Pública da União com a Realização dos Direitos Humanos. Dr. Estevão Ferreira Couto - Defensor Público da Defensoria Pública da União - DPU 21h00- Apresentação Cultural – Coral Caio Martins – FUCAM e Rei dos Temerosos. 22h00 – Encerramento DIA 13/03QUINTA -FEIRA – Local: Quilombo Palmeirinha- Pedras de Maria da Cruz/MG - 08h00min - Credenciamento - 08h30min - Café da Manhã - 09h00 - Abertura Oficial - 09h45- Apresentação Cultural Sala1: Fortalecimento da Rede de Proteção como Estratégia para Superação das Violações de Direitos Humanos Período: 10 ao meio dia. Oficina com os Defensores de Direitos Humanos e Parceiros: Valoração do Risco: Ameaças, Vulnerabilidades e Capacidades. Dra. Maria Emília da Silva- Coordenadora do PPDDH-MG Dr. Estevão Ferreira Couto - Defensor Público da Defensoria Pública da União - DPU Sala 2: A Exigibilidade de Políticas Quilombolas, para Afirmação dos Direitos Humanos. Período: 10 ao meio dia. 1) Direito ao Território 2) Direito à Alimentação adequada, Agricultura Familiar 3) Geração de Emprego e Renda: Artesanatos. 4) Políticas de Assitência Social – Cad único. 5) Minha Casa Minha Vida Coordenadora: Maria Catarina do Carmo – Assistente Social do PPDDH-MG. Sala 3: Educação Quilombola e Aplicação das Diretrizes Curriculares Período: 10 ao meio dia. 1) As especificidades das novas diretrizes curriculares nacionais para o fortalecimento das comunidades quilombolas a partir da educação 2) Educação e Profissionalização das Comunidades quilombolas Coordenadoras: Prof. Andrea Souto e Cássia Araújo Sol – Psicóloga do PPDDH-MG. Sala 04: Cultura, Identidade, Religiosidade e Comunicação Período: 10 ao meio dia. 1) Resgate da identidade, 2) cultura, 3) religiosidade, etc. 4) Construção de Estratégias de Comunicação e o fortalecimento darede das comunidades tradicionais do Norte de Minas. Coordenador: Gildázio Santos – Técnico Social do PPDDH-MG 12h30–ALMOÇO 14h00 - Continuidade das Atividades – Construção de Propostas e Encaminhamentos 15h30 – Lanche 16h00 – Apresentação dos Trabalhos dos Grupos 17h00 – Considerações Finais dos Facilitadores do Trabalho de Grupo 18h00 - Intervalo para o banho 19h30 – Jantar 20h30 –Noite Cultural e Forró pé de Serra DIA 14/03SEXTA –FEIRA Coordenação: Agmar Pereira - 08h00min – Café da manhã - 09h00 – Planejamento da Rede de Povos e Comunidades Tradicionais do Norte de Minas - 12h30 - Encerramento e Almoço. Local: Comunidade de Remanescentes Quilombolas de Palmeirinha Pedras de Maria da Cruz/MG. Realização: Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos – PPDDH-MG, Instituto DH Parceria: SEDESE, SDH/PR. Apoio: Defensoria Pública da União – DPU, Associação de Remanescentes Quilombolas de Palmeirinha-ARQUIP/ Federação Quilombola de Minas Gerais, N´golo MNDH/MG Prefeitura Municipal de Pedras de Maria da Cruz

quinta-feira, 6 de março de 2014

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO CRIADAS COMO CONDICIONANTES AMBIENTAIS DO PROJETO JAÍBA EXPROPRIAM TERRITÓRIOS DE POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS NO NORTE DE MINAS.

NÃO SE PODE “AMDAR” PARA TRÁS! Os cientistas e pesquisadores abaixo-assinados vêm externar a total discordância em relação à manifestação da Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente (AMDA), publicada em nota do dia 05 de fevereiro de 2014 (e na edição on-line da Revista Ecológico), intitulada “Conflitos sociais ameaçam sistema de proteção ambiental do Jaíba - Parques e estações ecológicas foram criados como condicionantes do projeto Jaíba”. Trata-se de conteúdo equivocado, referenciado em dicotomia anacrônica sobre a relação sociedade e natureza, há décadas já superada pela pesquisa acadêmico-científica mundial. Há uma mudança de paradigma em curso na Biologia da Conservação em escala global, com o reconhecimento da indissocialibidade entre natureza e sociedade. Por isso, o isolamento de áreas supostamente intocadas não deve ser uma estratégia prioritária em políticas de proteção ambiental. A comunicação da AMDA sustenta-se em práticas ultrapassadas de conservacionismo ambiental que permitem a supressão de importantes áreas de florestas tropicais, como as matas secas norte-mineiras, tendo como compensação a criação de unidades de proteção integral. Nesta perspectiva, foram criados os parques estaduais Lagoa do Cajueiro, Verde Grande e Mata Seca, além da Reserva Biológica de Serra Azul, como condicionantes ambientais à devastação da biodiversidade promovida pelo Projeto Jaíba. Essas unidades foram estabelecidas antes da criação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e, portanto, não respeitaram um dos objetivos atuais das mesmas: “proteger os recursos naturais necessários à subsistência de populações tradicionais, respeitando e valorizando seu conhecimento e sua cultura e promovendo-as social e economicamente” (artigo 4o. do SNUC). A lógica da referida nota está invertida: não são os conflitos sociais que ameaçam o “sistema de proteção ambiental”, mas a criação de unidades de proteção integral, especialmente os parques estaduais, é que gerou tais conflitos. A criação de parques tem sido uma estratégia de conservação da biodiversidade, mas sua delimitação e definição de categoria devem ser feitas de forma extremamente cuidadosa. Caso contrário, a exclusão e expropriação geradas colocam em risco os modos de vida das comunidades tradicionais, famílias ribeirinhas, agricultores familiares, quilombolas, agentes que vêm historicamente preservando seus lugares de vida, as terras que ocupam tradicionalmente de forma sustentável. São os projetos de agricultura irrigada, associados ao desmatamento de grandes áreas de pastagem para a criação extensiva de gado, as principais atividades supressoras da biodiversidade das matas secas na região. Não reconhecer a existência, o vínculo territorial, a identidade contestada e o modo de vida destas comunidades revela um tipo de visão acrítica e desvinculada dos processos socioecológicos do lugar e contribui para a supressão de direitos fundamentais da pessoa humana, estabelecidos em tratados internacionais dos quais o Brasil é país signatário, bem como inscritos na Constituição Federal de 1988. É inadmissível no século XXI, depois de longas décadas de debate sobre o equívoco e o anacronismo da separação entre o ambiente e os povos que nele habitam, que a discussão sobre a proteção das matas secas da região da Jaíba ande para trás. É preciso que os erros cometidos nas políticas de desenvolvimento e conservação para essa região sejam reconhecidos e corrigidos, evitando a criminalização destes povos e entidades civis envolvidos em sua defesa. Nesse sentido, é fundamental que sejam ouvidos e considerados os povos e comunidades tradicionais das matas secas da região norte de Minas Gerais sobre as políticas e programas públicos incidentes sobre os seus espaços de vida, assim como os estudos que vêm sendo realizados há décadas por vários pesquisadores e instituições científicas. Prá frente é que se anda! Montes Claros/MG, 13 de fevereiro de 2014. As afirmações contidas nessa nota são embasadas por estudos de longa duração realizados pela Rede Colaborativa de Pesquisas Tropi-Dry, Rede Matas Secas, NIISA e OPARÁ. Dra. Andréa M. Narciso Rocha de Paula Universidade Estadual de Montes Claros Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental-NIISA Grupo de Pesquisas OPARÁ Dra. Felisa Cançado Anaya Universidade Estadual de Montes Claros TROPI-DRY, Rede Matas Secas, Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental-NIISA Dra. Iara Soares de França Universidade Estadual de Montes Claros Laboratório de Estudos Rurais e Urbanos - LAEUR Dra. Isabel Cristina Barbosa de Brito Universidade Estadual de Montes Claros Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental-NIISA Grupo de Pesquisas OPARÁ Dra. Maria Helena de Souza Ide Universidade Estadual de Montes Claros Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental-NIISA Dr. Mário Marcos do Espírito Santo Universidade Estadual de Montes Claros TROPI-DRY e Rede Matas Secas Dr. Rômulo Sores Barbosa Universidade Estadual de Montes Claros TROPI-DRY, Rede Matas Secas, Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental-NIISA

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Lei da Mídia Democrática é debatida em audiência pública em SP

21/02/2014 21h37São Paulo Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli A proposta de projeto de lei (PL) que regulamenta o funcionamento de meios de comunicação, conhecida como Lei da Mídia Democrática, foi debatida hoje (21) em audiência pública no Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo. A nova lei, proposta por iniciativa popular, terá de reunir cerca de 1,3 milhão de assinaturas para ser validada e começar a tramitar no Congresso Nacional. “Esse é um tema caro para a nossa democracia, mas o Poder Legislativo se omite, há décadas, em regulamentar a Constituição brasileira nesses artigos. Há uma conivência com poder midiático. Diversos parlamentares são concessionários de rádio e TV e lhes interessa que esses artigos não sejam regulamentados. Sem regras, a comunicação pode seguir da forma que ela é hoje”, disse Pedro Ekman, do Coletivo Intervozes e integrante da Executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que coordena a campanha pela aprovação da nova Lei. “O Poder Executivo também se omite em produzir a lei e em fiscalizar. Há uma conivência em relação a uma série de situações irregulares na comunicação social, na comunicação brasileira hoje”, acrescentou. De acordo com a proposta, fica proibida a concessão de meios de comunicação a pessoas com cargo eletivo – como deputados e senadores – e a grupos ligados a igrejas. Também é vedada a manutenção de mais de cinco canais de comunicação a uma mesma empresa. “Esse é um projeto da sociedade brasileira, não é o projeto do governo federal ou de um partido. É um projeto elaborado pela sociedade brasileira. É de elevado interesse dos empresários, mas eles se recusam a fazê-lo porque os interesses privados que eles defendem hoje estão garantidos sem regulamentação legal”, diz Ekman. O texto também regulamenta o que são os três sistemas de comunicação estabelecidos pela Constituição: o privado, o público e o estatal. O privado é o sistema de propriedade privada de natureza institucional e formato de gestão restritos; o público, que tem caráter público ou associativo, gerido de forma participativa, com a possibilidade de acesso dos cidadãos e estruturas submetidas a regras democráticas; e o estatal – responsável por transmitir os atos dos Três Poderes e de instituições vinculadas ao Estado. “Os empresários sempre reagem a esse debate como se fosse uma tentativa de cerceamento de liberdade de expressão, de censura, quando, na verdade, nós estamos aqui para exercitar a liberdade de expressão, o debate democrático e colocar as nossas diferenças de opinião em cima da mesa para poder chegar a uma solução”, disse o integrante do Intervozes. Em relação ao conteúdo, a proposta propõe o controle dos conteúdos veiculados, por meio da participação popular em audiências públicas, do fomento à cultura e à diversidade e da criação do Conselho Nacional de Políticas de Comunicação (CNPC). O conselho seria formado por representantes do Executivo, do Legislativo, do Ministério Público, de prestadores de serviço de comunicação eletrônica, de entidades de trabalhadores, da comunidade acadêmica, de instituições científicas, de organizações da sociedade civil e de movimentos sociais. “Alguns artigos [em vigor sobre comunicação social] que tratam dessa questão [comunicação] foram produzidos durante a ditadura. Isso já diz muita coisa. Agora está mais do que na hora de a gente começar a pensar nesses problemas, de que a legislação está defasada”, disse Karina Ferreira, da organização não governamental (ONG) Artigo 19. Para a proposta virar projeto devem ser reunidas assinaturas de 1% do eleitorado nacional, com o mínimo de 0,3% dos eleitores de cinco unidades da Federação. Dessa forma, por meio da iniciativa popular, o cidadão dá o seu aval ao projeto em questão, expressando diretamente a sua vontade, por meio da validação da assinatura com os respectivos números de título de eleitor, zonas e seções eleitorais. O texto está disponível, na íntegra, na página da campanha de coleta de assinaturas na internet. “Gostaria de registrar a adesão do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação [EBC], da qual sou presidente, à campanha pela lei de mídia democrática. Acredito que essa mobilização tem de ser levada aos candidatos à Presidência da República. O compromisso desses candidatos é fundamental para possibilidade de aprovação de uma lei nesse sentido”, disse Ana Luiza Fleck. Para a audiência pública no MPF, além das diversas organizações da sociedade civil proponentes do Projeto de Lei de Iniciativa Popular, foram convidados – e não compareceram – representantes das empresas concessionárias de radiodifusão, do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Fonte: EBC.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

TODO PODER EMANA DO POVO - PLEBISCITO POPULAR POR UM NOVO SISTEMA POLITICO


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Seminário renova vocação do Vale para a cooperação cultural e articulações em rede

Encontro em fevereiro pretende reunir agentes culturais de 40 cidades da região para discutir fortalecimento do trabalho colaborativo e a construção compartilhada de políticas públicas

ARAÇUAÍ – O Vale do Jequitinhonha se posiciona novamente como um importante pólo de cooperação cultural no estado de Minas Gerais, na segunda quinzena de fevereiro. Um dos mais ricos, diversos e pulsantes centros de produção e reflexão da cultura mineira, a região acolhe entre os dias 21 e 23 de fevereiro o encontro Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural - Seminário de Políticas Culturais do Vale do Jequitinhonha, que espera reunir artistas, agentes culturais, profissionais do setor e gestores públicos e privados de pelo menos 40 cidades. O objetivo é rearticular o expressivo movimento de valorização cultural da região iniciado em torno do Jornal Geraes, em 1978. Desde então, inúmeras outras ações e entidades se constituíram com finalidade parecida, mas sem uma atuação coordenada, em bloco, que permitisse fortalecer o conjunto dos envolvidos, ajudar a sedimentar o trabalho em rede e fomentar a construção compartilhada de políticas públicas para a área, em conjunto com o poder público municipal, estadual e federal. A iniciativa é do Valemais (Instituto Sociocultural do Jequitinhonha), em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Araçuaí. O patrocínio é da Petrobras. A intenção é estruturar uma rede colaborativa a partir de ações de impacto regional, que gere trabalho, renda e permita estruturar um núcleo de articulação, capacitação e promoção permanente do Jequitinhonha. O seminário integra as comemorações dos 30 anos do show Onhas do Jequi, ação coletiva que daria corpo e visibilidade à produção musical da região, posicionando nacionalmente músicos e autores hoje conhecidos e reconhecidos, como Paulinho Pedra Azul, Saulo Laranjeiras, Rubinho do Vale, Tadeu Martins, Gonzaga Medeiros, Lira e Frei Chico. O evento culmina em março com um show que recompõe esse encontro histórico, em Belo Horizonte. Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural - Seminário de Políticas Culturais do Vale do Jequitinhonha terá debates, palestras, shows e exposições, distribuídos ao longo dos três dias. A abertura, às 19h do dia 21, no Centro Cultural Luz da Lua, receberá autoridades locais, representantes das universidades federais e de associações de municípios do Baixo, Médio, Alto e da Margem Esquerda do Jequitinhonha. Em seguida, às 20h, Guilardo Veloso e Vilmar Oliveira, do Valemais, recompõem o histórico de ações colaborativas e participativas da região e apresentam uma proposta preliminar de construção da Rede Jequitinhonha Cultural, em torno de programas como o Viva o Vale. O evento prevê a participação de representantes do Ministério da Cultura, Funarte, Petrobras, Secretaria de Estado de Cultura, deputados estaduais, prefeitos, vereadores e de secretários e diretores de cultura de cidades da região. Entre os debatedores, há convidados de instituições culturais respeitadas no estado como a ONG Cresertão, Associação Campo das Vertentes, Associação Quilombola de São Julião, Observatório da Diversidade Cultural, Rede Fora do Eixo e Sociedade Independente da Música. Estarão presentes também algumas das entidades de atuação mais destacada na região, como Fecaje, Casa de Cultura de Capelinha, Centro Cultural Nagô de Araçuaí e Ponto de Cultura do Rubim. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet, até 10 de fevereiro. As mesas de discussão estão concentradas no sábado, dia 22. E giram em torno dos seguintes temas: "Políticas de Rede e Cultura de Participação" (8h30), “Relato de Experiências” (11h), "Política Nacional de Cultura e Desenvolvimento Cultural Local" (14h), "Manutenção e Financiamento de Redes" (17h30). Na manhã de domingo, a mesa "Amassando o Barro e Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural" se desdobra em três tópicos: Projetos de Curto, Médio e Longo Prazos, Comunicação da e na Rede e, por fim, Formas de Composição e Coordenação da Rede. A programação inclui também duas noites de apresentações musicais. As atrações incluem atrações locais e um recital com a cantora Titane e o violeiro Pereira da Viola. Ao final, os organizadores apresentam publicamente a Carta de Araçuaí, escrita colaborativamente ao longo do evento pelos participantes, com as diretrizes do pacto que está sendo proposto entre os diferentes agentes culturais que atuam na região. Contexto cultural Com cerca de 1,2 milhões de habitantes distribuídos por 86 municípios e a estimativa de que haja outras 1 milhão de pessoas de lá sediadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Vale do Jequitinhonha ocupa um espaço de enorme relevância no contexto geopolítico do estado, que ainda não se traduz em benefícios proporcionais para a região. Fonte: Diário de Teófilo Otoni ( dia 03 de janeiro de 2014) e Imagem: Facebook Rede Jequitinhonha Cultural.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Dez anos de PAA...

Governo celebra 10 anos do Programa de Aquisição de Alimentos 28/01/2014 11:35 Seminário internacional reunirá em Brasília, no dia 4 de fevereiro, agricultores familiares, chef de cozinha, representantes de organizações internacionais e governos de cinco países da África e oito da América Latina Brasília, 28 – No Ano Internacional da Agricultura Familiar, realizado em 2014, o governo federal também comemora os 10 anos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA). Para celebrar, um seminário internacional irá reunir comitivas de oito países da América Latina e cinco da África, além de parceiros, representantes de organizações internacionais, agricultores e autoridades em segurança alimentar e nutricional. O evento será na terça-feira (4), em Brasília. Os ministros Tereza Campello e Pepe Vargas estarão presentes ao evento, que também exibirá vídeos com as falas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva. Ao final do evento, os convidados serão brindados com um coquetel elaborado pela chef de cozinha carioca Tereza Corção, famosa por cozinhar alimentos orgânicos cultivados por agricultores familiares. Os quitutes oferecidos serão à base de inhame produzido no município de Viçosa (AL), pela agricultora Luciene da Silva Santos e sua família. O coquetel também apresentará produtos da Cooperativa Central do Cerrado. O Seminário Internacional PAA + Aquisição de Alimentos no Ano Internacional da Agricultura Familiar será dividido em quatro painéis, que debaterão a importância do programa para a agricultura familiar e para o desenvolvimento local, seu impacto na promoção de uma alimentação adequada e seu papel de referência internacional de política pública – o programa brasileiro inspirou o PAA África, que atua em cinco países daquele continente e alimentou 125 mil estudantes com a produção de mais de 5 mil agricultores familiares. Ao fim do evento, será lançado o livro PAA - 10 anos de aquisição de alimentos, que documenta algumas das experiências a serem apresentadas durante o seminário. Uma mostra fotográfica sobre o tema também será realizada no local. No dia 4 de fevereiro, o seminário será transmitido ao vivo pelo site http://www.paa10anos.com.br/. Também haverá cobertura em tempo real pelas redes sociais do MDS com as seguintes hashtags: #AgriculturaFamiliar2014 e #PAA10Anos Twitter: @MDSComunicacao - @BrasilSeMiseria Facebook: https://www.facebook.com/MDSComunicacao - https://www.facebook.com/PlanoBrasilSemMiseria Na quinta-feira (5), os participantes estrangeiros visitarão uma família de agricultores residente no Distrito Federal que vende os alimentos para o Programa de Aquisição de Alimentos. O seminário internacional é organizado pelo MDS em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e das Relações Exteriores (MRE) e com apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa Mundial de Alimentos (PMA). Serviço PAA + Aquisição de Alimentos no Ano Internacional da Agricultura Familiar Onde: Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC) - SGAS 902 bloco C - Brasília Quando: terça-feira (4), das 9h30 às 19h Programação: clique aqui Informações para imprensa: Ascom/MDS (61) 2030-1021 imprensa@mds.gov.br

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Faleceu, Padre João Batista Libânio

Morre, aos 81 anos, o padre João Batista Libânio Vítima de um infarto, o padre jesuíta, João Batista Libânio, faleceu na manhã de hoje, 30, em Curitiba (PR). Padre Libânio estudou Filosofia na Faculdade de Filosofia de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, e cursou Letras Neolatinas na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Foi professor de Teologia no Colégio Cristo Rei, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em São Leopoldo (RS) e no Instituto Teológico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas). Posteriormente, foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Seus estudos de Teologia Sistemática foram concluídos na Hochschule Sankt Georgen, em Frankfurt, Alemanha, onde também estudou com os maiores nomes da Teologia europeia. Era mestre e doutor (1968) em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. O jesuíta era professor na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia e vigário da paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vespasiano. Sobre a vida Em entrevista ao Jornal de Opinião, em junho de 2002, por ocasião de seus 70 anos, padre Libanio falou sobre sua visão da vida: “A clareza e a serenidade não se medem pelo número de anos, mas pelo trabalho interior. A existência foi generosa comigo e permitiu-me que pudesse estar sempre à volta com análises, reflexões sobre a realidade social e eclesial”. João Batista Libânio nasceu em Belo Horizonte, em 1932. É padre jesuíta, escritor e teólogo brasileiro. Ensina na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (ISI – FAJE) em Belo Horizonte, e é vigário da paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte. Fez seus estudos de Filosofia na Faculdade de Filosofia de Nova Friburgo-RJ e cursou em Letras Neolatinas, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Seus estudos de teologia sistemática foram efetuados na Hochschule Sankt Georgen, em Frankfurt, Alemanha, onde estudou com os maiores nomes da teologia europeia. Seu mestrado e doutorado (1968) em teologia foram obtidos na Pontifícia Universidade Gregoriana (PUG) de Roma. Foi Diretor de Estudos do Pontifício Colégio Pio Brasileiro em Roma durante os anos do Concílio Vaticano II, o que facilitou seu contato com os bispos e assessores de todo o Brasil. Retornou ao Brasil em 1968, onde por mais de trinta anos dedica-se ao magistério e pesquisa teológica, na linha da teologia da libertação. Foi professor de teologia na Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, e do Instituto Teológico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Posteriormente foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Em 1982, Libânio retornou a Belo Horizonte. É autor de cerca de 125 livros, dos quais 36 de autoria própria e os demais em colaboração com outros autores, alguns editados em outras línguas. Além disso, possui mais de 40 artigos publicados em periódicos especializados, e inúmeros artigos em jornais e revistas. Foi assessor da Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB e do Instituto Nacional de Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, além de assessorar encontros das Comunidades Eclesiais de Base – CEBs. Sua página pessoal na internet é www.jblibanio.com.br. A revista IHU On-Line, no. 394, sob o título "J. B. Libânio. A trajetória de um teólogo brasileiro. Testemunhos", celebrou os seus 80 anos de vida. Para acessar a revista, clique aqui. Bibliografia Confira alguns dos livros publicados por João Batista Libânio: •Teologia da Revelação a partir da Modernidade. 6. ed. São Paulo: Loyola, 2012. •Para onde vai a juventude? 2. ed. São Paulo: Paulus, 2012. •A religião no início do milênio. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2011. •Crer num mundo de muitas crenças e pouca libertação. 2. ed. São Paulo – Valencia: Paulinas – Siquem, 2010. •Ecologia – vida ou morte? 1. ed. São Paulo: Paulus, 2010. •A escola da liberdade. Subsídios para meditar. 1. ed. São Paulo: Loyola, 2010. •Cenários da Igreja – Num mundo plural e fragmentado. 2. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2009. •Caminhos de existência. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2009. •Juventude – seu tempo é agora. 1. ed. São Paulo: Ave Maria, 2008. •Como saborear a celebração eucarística. 4. ed. São Paulo: Paulus, 2008. •Creio em Deus Pai. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2008. •Creio no Espírito Santo. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2008. •Creio em Jesus Cristo. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2008. •Em busca de lucidez. O fiel da balança. 1. ed. São Paulo: Loyola, 2008. •Qual o futuro do Cristianismo. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2008. •Os carismas na Igreja do Terceiro Milênio. 1. ed. São Paulo: Loyola, 2007. •Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano do Rio de Janeiro a Aparecida. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2007. •Introdução à vida intelectual. 3. ed. São Paulo: Loyola, 2006. •Eu creio – Nós cremos. Tratado da fé. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2005. •Qual o caminho entre o crer e o amar? 2. ed. São Paulo: Paulus, 2005. •Concílio Vaticano II. 1. ed. São Paulo: Loyola, 2005. •Concílio Vaticano II: Em busca de uma primeira compreensão. São Paulo: Loyola, 2005. •Fé. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004. •A arte de formar-se. 4. ed. São Paulo: Loyola, 2004. •Ideologia e cidadania. 14. ed. São Paulo: Moderna, 2004. •As Lógicas da Cidade: o impacto sobre a fé e sob o impacto da fé. São Paulo: Loyola, 2001. •Ser Cristão em Tempos de Nova Era. São Paulo: Paulus, 1996. •A Vida Religiosa na Crise da Modernidade Brasileira. Rio de Janeiro/São Paulo: CRB/Loyola, 1995. •Obediência na Liberdade. São Paulo: Paulinas, 1995. •Nas pegadas de Medellín: as opções de Puebla. Cadernos Teologia Pública,número 37, disponível emhttp://bit.ly/LxjeCW

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Estupidez Inglória !

Nei Alberto Pies “A vida não é qualquer coisa mas é sempre, simplesmente, a ocasião para qualquer coisa” (Viktor Frankl) Faz bom tempo que a criminalização daqueles e daquelas que lutam por melhores condições de dignidade humana vem sendo denunciada. Mas parece que esta violência, como outras tantas, repete-se. Alguns até passam a aceitá-la como compatível aos padrões de convivência social. O Estado, instituído como guardião dos direitos, é o primeiro que os viola quando reprime violentamente aqueles e aquelas que se organizam pacificamente para buscar educação, terra, trabalho, saúde, segurança, lazer... Estaríamos desaprendendo democracia? Sem liberdade de expressão e de organização, que democracia estará sendo construída? A ordem, associada ao progresso, parece mover novamente o imaginário daqueles que veem a democracia no ideal, no abstrato, difícil de ser construída. Nem todos estão convencidos de que a democracia pode ser desordem, uma vez que “não existe democracia sem caos, confusão, entropia. A democracia é o sistema do dissenso. Na verdade, a democracia é um equilíbrio instável de ordem e desordem. Em alguns momentos, a desordem é mais importante do que a ordem. Tudo, claro, depende do grau de ordem e desordem” (Juremir Machado daSilva). A criminalização é a face perversa do Estado e da sociedade que não permitem que a cidadania exerça a condição de sujeito de direitos. Quem luta por seus direitos, e pelos direitos dos outros, é facilmente taxado de criminoso, acusado e condenado sumariamente. Os estigmas e preconceitos sociais atribuídos àqueles que lutam provocam impactos negativos para o exercício da condição de seres humanos, cidadãos e seres de vida social. Assis da Costa Oliveira define a criminalização dos movimentos sociais como sendo: “uma ideologia que possibilita um conjunto de práticas de cunho repressivo, repulsivo e/ou permissivo, com conseqüências físicas, mentais e sociais para o movimento e para as pessoas nele contidas”. Existirá agressão maior do que esta? Não importa se maior ou menor, sempre agressão! Os consensos é que constituem a ordem democrática, muito antes das leis e das imposições arbitrárias. Mas, como perderam-se as causas, sobraram os interesses. Poucas causas sociais e humanitárias são capazes de mover e agregar, daí a dificuldade de construir consensos e acordos. Os interesses, pessoais, econômicos e corporativos, sucumbem as possibilidades de pôr as estruturas de organização econômica, social e política a favor da dignidade humana. A democracia nasceu das palavras, da retórica e da persuasão. Com as palavras em descrédito, sobraram atitudes típicas da pré-história. Valeria assistir ao filme “A guerra do Fogo” para dar-se conta da estupidez inglória. Como escreve Marcos Rolim, “a democracia que temos já não tem política. Nela, o futuro se ausentou porque as palavras não autorizam expectativas. Será preciso reinventá-la, entretanto, antes de desesperar. Porque o desespero é só silêncio e o melhor do humano é a palavra”. Nei Alberto Pies, professor e ativista em direitos humanos Fonte: http://boletimodiad.blogspot.com.br/