domingo, 16 de janeiro de 2011

Livros do IPEA sobre comunicação

Um Panorama da Comunicação e Telecomunicações do Brasil foi lançado pelo IPEA. O setor de comunicações hipermonopolizado precisa de um marco legal.

Victor Zacharias

Ontem no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, aconteceu mais uma importante reunião para discutir a comunicação social no Brasil.
O foco do evento foi o lançamento do trabalho científico sobre comunicação feito pelo IPEA. O tema foi esmiuçado em 3 livros e ao final alguns exemplares foram distribuídos aos presentes que lotavam o auditório do sindicato.
O evento foi promovido e realizado pelo Instituto Barão de Itararé que estava representado pela moderadora da mesa, Renata Mielle. Os palestrantes Marcio Pochmann, Paulo Henrique Amorim e Fabio K. Comparato aprofundaram o tema para uma platéia de pessoas que defendem a regulamentação da mídia de mercado.
O primeiro a falar foi Marcio Pochmann que em 10 minutos falou da economia mundial, da história da democracia no Brasil e da extrema concentração de poder na mãos de poucos em toda economia e também na comunicação. O setor privado ficou tão robusto que quando veio a crise de 2008 e os governos que seguiam a cartilha de restrições e controle fiscal tiveram que abrir os cofres para que as grandes empresas não quebrassem, o que provocaria uma calamidade, pois milhões de empregados seriam demitidos. O setor público ficou sócio do setor privado e perdeu sua indepêndencia, o que com certeza coloca em cheque a democracia. Ele também mencionou a transição que há no mercado do trabalho material para o trabalho imaterial. Hoje 70% da economia está apoiada nos serviços e há um processo alienante em função das novas tecnologias. Os empregados ficaram prisioneiros do trabalho e disso ninguém tem se dado conta ou produzido críticas a respeito. Numa pesquisa feita na Inglaterra as sagradas 48 horas de descanso se reduziram para 27 em função dos computadores e telefones celulares que possibilitam que o empregado esteja disponível 24 horas por dia. Não há crítica, sindicatos não chegaram a analisar este aspecto e ainda trabalham como antigamente, mas as cosias mudaram. Para mudar a realidade é preciso estudá-la e conhecê-la, mas somente o conhecimento não poderá mudar, quem muda o mundo é o homem.
Espero em breve disponibilizar as palavras do Paulo Henrinque Amorim e do Fábio K. Comparato.
Por enquanto, segue o primeiro vídeo de referência que gravei. Têm algumas tremidas pelas mudadas repentinas de direção a fim de evitar que alguém impedisse a visão da câmera, e para postar no youtube diminui um pouco a resolução, veja mais como registro e não como uma produção cinematográfica.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sociedade civil não aceita adiar os encaminhamentos da Confecom

Sociedade civil não aceita transferir para próximo governo os encaminhamentos dos resultados da Confecom

02/07/2010
Ana Rita Marini
FNDC

Para o país avançar na democratização da comunicação, as resoluções da Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro de 2009, precisam ser encaminhadas independentemente de este ser um ano de eleições para o Congresso e os poderes Executivos estaduais e federal.

A recente declaração do ministro-chefe Franklin Martins, da Secretaria da Comunicação Social do Planalto - durante audiência pública na Câmara dos Deputados, no último dia 10 de junho - de que as deliberações da Confecom terão de ser conduzidas pelo próximo governo desagrada o movimento social que participou intensamente da Confecom e vem lutando há mais de três décadas para que se crie no país políticas públicas no setor. Para o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), a manifestação do ministro foi equivocada.

A coordenação-executiva do FNDC, presente na última quinta-feira (a exceção do seu coordenador-geral, Celso Schröder) no seminário que reuniu em Brasília as entidades que protagonizaram a construção e realização da 1ª Confecom, manifesta-se a favor do imediato encaminhamento das suas proposições. A criação do Conselho Nacional de Comunicação do Executivo é uma dessas prioridades. Leia as manifestações de todos seus integrantes.

Celso Schröder – Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj)
A agenda da democratização da comunicação não pode ser anulada pela agenda eleitoral brasileira. Há espaços e necessidades de que algumas decisões da Confecom já sejam encaminhadas. Não podemos permitir que se esfrie o enorme apoio popular que a Confecom ganhou no País. Nem podemos perder este momento histórico, porque há mudanças a serem feitas que são amplamente amparadas, validadas pela Confecom. Ressalto aqui a urgência na instalação do Conselho Nacional de Comunicação, que poderia e deveria ser feito este ano.

Nascimento Silva – Federação Interestadual dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão (Fitert)
A gente vai mostrar para o Franklin que ele está equivocado. Este é o sentimento da Fitert, é o sentimento também do FNDC e de todos os movimentos que participaram da Confecom. Porque a gente não esteve lá só para dizer que esteve. Quando o ministro fala assim, parece que já está tudo definido. Parece que é o governo que manda e ponto final.

O momento, no país, para o movimento pela democratização da comunicação, é de pressionar o Executivo e o Legislativo, iniciar uma interlocução com os candidatos para essas eleições que estão aí. E pressionar os poderes Executivos, no âmbito federal, estadual e municipal. Afinal, quem é que está compromissado com a comunicação? Esse é um momento rico para cobrarmos do governo, dos políticos, - muitos deles, a maioria, estiveram fora deste processo.
Hoje podemos falar com mais propriedade sobre a conferência, que existiu e tem seus desdobramentos.

Rosane Bertotti – Central Única dos Trabalhadores (CUT)
O rico e intenso processo vivenciado antes, durante e depois da Confecom, realizada ao longo de 2009, demonstrou que a democratização da comunicação é tão imprescindível quanto espinhosa em determinada esfera política.

Estamos em pleno 2010 e nos causa estranhamento que o ministro responsável pela Secretaria da Comunicação Social do Planalto declare que este governo não poderá por em pratica nenhuma das propostas aprovadas na Confecom. Que razões levam o ministro Franklin Martins a desconsiderar o esforço de uma conferência de tamanha transcendência para a própria democracia? Vale ressaltar que, driblando as sabotagens dos setores reacionários, o evento mobilizou milhares de pessoas em todo o País e, por meio do diálogo e do debate, conseguiu construir consensos entre a representação de trabalhadores, empresários e governos, isolando a direita mais empedernida.

Ao longo destes sete anos de governo Lula, são incontáveis os avanços obtidos, medidas que transformaram, inquestionavelmente, a vida do povo nas mais diferentes áreas. Infelizmente, tais medidas não se refletem no que diz respeito à comunicação, onde os latifúndios midiáticos mantêm bem altas as suas cercas, dentro de uma lógica que transforma a informação em mercadoria e o cidadão em mero consumidor.

Reforçamos que a convocação de um Conselho Nacional de Comunicação se faz premente, pois a responsabilidade e os compromissos assumidos com a sociedade brasileira não nos permitem manter guardada na gaveta decisões de tamanha importância para o presente e o futuro do país.

José Luiz Sóter – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço)
Acho que o ministro Franklin falou de improviso, foi apressado. Depois de toda a expectativa em torno da Confecom e o consenso em torno de temas polêmicos debatidos, foi criada uma base política para sua implementação. Então, acreditamos que existe, sim, condições de implementar várias medidas.Algumas coisas definidas pela 1ª Confecom e que dizem respeito diretamente ao Executivo Federal já começaram a ser implementadas, mas só as que já estavam de acordo com a política mais ou menos apontada pelo governo.

A implementação do Plano Nacional de Banda Larga - PNBL, por exemplo, com o restabelecimento da Telebrás. A banda larga, inclusive, é uma das bandeiras levantadas pela Abraço desde o início dos debates. A recriação das delegacias do Ministério das Comunicações, que já ocorreu em sete estados e está em andamento, é outra bandeira da Abraço. Por outro lado, oficialmente, o caderno com as resoluções da Confecom foi entregue apenas nesta semana ao presidente Lula.

Em reunião nesta segunda-feira com o Ministério das Comunicações, a Abraço cobrou algumas das propostas aprovadas na Confecom e que foram acordadas pelo Executivo para implementá-las. A criação do Conselho Nacional de Comunicação do Executivo, depende só do próprio fazê-la.

O governo pode, até final do ano, trabalhar na proposta de uma nova lei geral de comunicação para encaminhar ao Congresso Nacional e a próxima candidatura, os calouros, já terão de início com que trabalhar.

Roseli Goffman – Conselho Federal de Psicologia (CFP)
Se observarmos na linha de tempo, percebemos que só para criar o regimento da Conferência demorou quase seis meses, algo totalmente diferente de todas as outras conferências já feitas no Brasil. A divulgação do resultado da Confecom também levou seis meses. Este aspecto já nos dá uma noção da dificuldade que é implantar um marco regulatório na área da comunicação, mesmo depois de um processo de debate que reuniu em torno do tema quase 30 mil pessoas, em todo o país.

Diferente do que declarou o Franklin Martins, de que não há possibilidade de implementação das propostas ainda em 2010, acreditamos que, agora que estamos vivendo um processo eleitoral, precisamos comprometer as pautas partidárias sobre comunicação.

Essa reunião do CNPC em Brasília reconvocou o movimento para garantir os resultados da Conferência junto ao Parlamento e ao Executivo. Nossa principal preocupação agora é criar o Conselho Nacional de Comunicação do Executivo e produzir um marco regulatório. Se o governo federal se comprometeu com a Conferência, tem que estar comprometido com os resultados.

Berenice Mendes – Associação Nacional das Entidades de Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões (Aneate)
Quando saímos da Confecom, com mais de 600 proposições aprovadas, a gente tinha consciência de que não seria simples o tratamento e o seu encaminhamento. Até porque, para além dos objetivos concretos de cada uma, elas têm um significado simbólico, que é o da enorme demanda da sociedade brasileira de que sejam democratizados os meios de comunicação. Esse volume tão grande demonstra, sobretudo, o imenso vazio regulatório que existe nesse segmento no nosso país.

Todavia, as proposições podem ser tratadas de forma bem objetiva. É só aplicar o método. Tem propostas que são exequíveis a curtíssimo prazo, porque demandam apenas a vontade do Executivo (municipal, estadual ou federal) de colocá-las em prática. Outras dependem de gestões da sociedade junto ao Estado. Há as que demandam projetos de lei - são mais demoradas, assim como as que demandam dinheiro. Outras requerem ainda o próprio amadurecimento da sociedade e vão acontecer à medida em que o povo e o país vá se desenvolvendo.

O que me parece demais é tratar tudo como se fosse uma obra tipo uma ponte, um viaduto a se construir, com cronograma de começo, meio e fim, subordinado a contratação de empreiteiros para sua execução. Se o governo disser que tem coisas que não podemos fazer agora, ainda que por razões de conjuntura política nacional ou internacional, eu acho que é possível compreender. Mas dizer que nada pode ser feito agora, não podemos aceitar. E, sobretudo, a gente não está mais disposto a aceitar que alguém, uma única voz, uma única instância diga o que deve ou não deve ser feito.

Existe uma comissão que coordenou essa conferência e que tem que concluir seu trabalho.

Em Brasília, na última quinta-feira, representantes de movimentos sociais e da comunicação, integrantes do Comitê Nacional Pró-Confecom (CNPC) participaram em Brasília do seminário proposto pelas deputadas Iriny Lopes (PT-ES), pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias, e Luiza Erundina (PSB-SP), pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, e entidades da sociedade civil.

O encontro estabeleceu critérios de importância entre as propostas da Confecom. Foram priorizadas 70 proposições para serem implementadas com mais celeridade.
“O seminário ajudou na articulação e na definição de ações para o segundo semestre deste ano. Foi o pontapé inicial pós-conferência. Aglutinamos entidades para fazer pressão no Executivo e no Legislativo”, relatou Nascimento Silva, representante do FNDC e da Fitert.

http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=553848

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domingo, 30 de maio de 2010

Betim a um clique de você 26/05

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sexta-feira, 23 de abril de 2010

Betim a um clique


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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Política e Redes Sociais é tema do Estação Pátio Savassi em março

Política e Redes Sociais é tema do Estação Pátio Savassi em março

Contemporaneidade é a palavra-chave das discussões no quinto ano do projeto cultural, Estação Pátio Savassi. Para dar continuidade à programação do ano, no mês de março, os debates terão como tema a política na época das redes sociais (digitais).

O tema é atual e apropriado, pois une dois assuntos que estão muito presentes no dia-a-dia de todos. Estamos em ano de eleição, o que nos faz refletir mais sobre a política. E as redes sociais, digitais que utilizam a web, estão se tornando grandes e populares veículos de comunicação e divulgação de idéias.

Atualmente, no Brasil, a febre é o Twitter, microblog para troca de mensagens rápidas que vem ganhando espaço entre celebridades e anônimos. Segundo dados divulgados pela empresa responsável pelo Twitter, o microblog tem diariamente 50 milhões de mensagens (Tweets). Cerca de 20% delas fazem referência a produtos ou marcas. O que comprova a potencialidade da ferramenta para o marketing e divulgação.

Entre as redes sociais, o Twitter é um dos meios eletrônicos de maior aceitação entre os políticos brasileiros. Segundo levantamento da Secretaria de Comunicação da Câmara Federal, dos 513 deputados federais 263 estão presentes no Twitter.

De acordo com a Lei Eleitoral, até o início da campanha, no dia 5 de junho, os políticos estão impedidos de pedir votos e se apresentarem publicamente como candidatos. Contudo, os pré-candidatos têm encontrado em redes sociais como Orkut, Facebook e Twitter um terreno fértil para discussões políticas visando às eleições de outubro.

O Projeto

O assunto está tão presente na vida das pessoas que o projeto Estação Pátio Savassi abordará, no mês de março, a temática sobre a política e redes sociais (digitais). Esse será o enfoque das discussões a partir do tema ‘Como pensar a política na época de redes sociais (digitais)?’. As palestras são gratuitas, aos sábados, a partir das 11h, no anfiteatro (L2) do Pátio Savassi (Av. do Contorno, 6061 Savassi).

O projeto convidou especialistas nas áreas da sociologia, filosofia e cultura para analisar e debater a política na era das redes sociais, além de instigar e esclarecer as pessoas sobre o verdadeiro pensar e fazer político.

No dia 06 de março, ‘É possível a reinvenção da política no horizonte da ética?” é tema da palestra de João Carlos Lino, Mestre em Filosofia.

No dia 20, o Doutor em Psicanálise e Mestre em Filosofia Contemporânea, Antônio Teixeira fala sobre ‘Pode-se pensar a política?”.

Encerrando a programação do mês, no dia 27, o projeto apresenta a palestra “Como pensar a mobilização política nas redes sociais?”, com o sociólogo, Daniel Perini e o especialista em Gestão de Projetos Culturais, Arthur De Lemos.

Segundo a curadora do projeto, Júlia Ramalho Pinto, coordenadora da Estação do Saber, a temática é apropriada, uma vez que o interesse pela política é mais forte em época eleitoral. “Mais do que pensar em como utilizar essas ferramentas da web 2.0 para a política, queremos dar um passo atrás e repensar a política no mundo das redes sociais (digitais). Será que a política mudou na contemporaneidade?
O homem é um ser essencialmente político, vivemos com a família, relacionamos com as pessoas no bairro, no trabalho, somos parte integrantes da cidade, pertencemos a um Estado e País, influímos em tudo o que acontece em nossa volta. Agora, cada vez mais conectados e em redes (digitais) será que isto influi na nossa política?” explica Júlia.

Estação Pátio Savassi

O Projeto Estação Pátio Savassi é uma realização da Estação do Saber e do Shopping Pátio Savassi, com curadoria de Júlia Ramalho Pinto. O projeto entra no quinto ano de realização contando com patrocínio da CEMIG, Governo do Estado de Minas Gerais, Governo Federal, Ministério da Cultura e Lei Rouanet. As palestras são sempre aos sábados e gratuitas, nelas se discutem temas contemporâneos com a participação de intelectuais, escritores e profissionais renomados, numa agradável conversa nas manhãs de sábado.

As palestras poderão ser acompanhadas através do Twitter (Julia Ramalho Pinto www.twitter.com/arpjulia) com postagem de frases e comentários ao vivo das apresentações. Ainda em fase de teste, o evento está sendo transmitido via Ustream na página da Estação do Saber
www.estacaodosaber.art.br.

Informações para a imprensa:
Estação do Saber:
Ampla Soluções em Comunicação
Liège Camargos e Marianna Moreira
(31) 3225-1116/3221-9241/8822-0858
ampla@amplacomunicacao.com.br
www.amplacomunicacao.com.br

Pátio Savassi:
Hipertexto Comunicação Empresarial
Cilene Impelizieri
(31) 3227-4566/3223-5137
hipertexto@hipertextoweb.com.br
www.hipertextoweb.com.br

Marianna Moreira
Ampla Soluções em Comunicação Ltda
Rua dos Otoni, 22/ sala 603 - Santa Efigênia
Belo Horizonte - MG - 30150-270
(31) 3225-1116 / 3221-9241 / 8899-0353
imprensa@amplacomunicacao.com.br

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Quinta Digital abre programação de 2010 com André Carneiro falando sobre Métricas

Quinta Digital abre programação de 2010 com André Carneiro falando sobre Métricas (4/3)

O mundo digital propõe, a cada dia, uma nova forma de pensar em comunicação. A dinâmica da vida moderna não permite tempo perdido, tudo acontece ao mesmo tempo e as informações têm que ser absorvidas no instante em que acontecem. Interatividade é a palavra do momento.

O projeto “Quinta Digital” tem colocado em prática essa discussão. Criado em 2009, o evento continua com força total este ano, propondo, a cada edição, temas diversificados, que provocam nos participantes percepções variadas sobre como fazer comunicação. Para o autor da iniciativa, o designer Alexandre Estanislau, Diretor de Arte e Criação da Bolt Brasil Comunicação Digital, o projeto é mais que um espaço para troca de experiências, é uma confraternização de boas idéias ou uma ‘confraria intelectual’.

Para a primeira edição de 2010, o convidado para compartilhar seus conhecimentos é o publicitário André Carneiro. O bate-papo com ele será sobre o tema “Mind the Metrics – uma reflexão sobre planejamento, métricas e mensuração de resultados”. O encontro será no dia 04 de março (quinta-feira), às 19h30, no Espaço Catado de Idéias (Rua Alves Pinto, 295 – Grajaú), em Belo Horizonte (MG).

Segundo André Carneiro, as métricas podem ajudar os gestores nas tomadas de decisão e no aperfeiçoamento de processos, mas a escolha das métricas mais adequadas e a correta interpretação de resultados são essenciais.

Para o publicitário, a mensuração de resultados não é um processo simples, pois envolve um raciocínio específico para cada atividade ou projeto. “É importante utilizar métricas como ferramenta para avaliação de resultados, mas isso tudo faz parte de um planejamento, afinal cada projeto tem objetivos próprios”. Ele abordará também temas como atendimento, pesquisa, planejamento, métricas para Web e para Marketing, gerência de projetos, além de alguns estudos de caso.

Sobre o palestrante

André Carneiro é publicitário, especialista em Marketing e atua a dez anos no mercado de soluções digitais. Atualmente, é gestor da Digitown, núcleo de Marketing Digital do grupo Torchetti. É também Consultor de Search Engine Marketing desde 2009.

Sobre o projeto

O projeto Quinta Digital foi lançado em 2009. A idéia era criar um espaço descontraído para discussão de propostas, projetos e novidades que integrassem a tecnologia com outras áreas do conhecimento, para troca de experiências entre os profissionais.

A idéia deu certo! O projeto já se tornou referência em Belo Horizonte , com um ciclo de palestras mensal e conteúdo para provocar questionamentos. O ‘Quinta Digital’ entra no segundo ano de realização com força total e programação de palestras inovadoras para 2010. O projeto, que está em busca de patrocinadores e apoiadores para a iniciativa, será realizado este ano também na cidade de Uberlândia (MG).

O ‘Quinta Digital’ tem o patrocínio da Bolt Brasil, Brisa Motors, Why Digital, AMADI, Táxi e Pizza Burnett’s. O valor da inscrição é R$ 40, incluindo entrada e buffet com alimentação e bebida. O valor deverá ser pago pela internet, no site do projeto (www.quintadigital.com.br), com pagamento online.

As palestras do ‘Quinta Digital’ são transmitidas ao vivo através do Ustream. O evento também será retransmitido para a comunidade WEBMINAS. Haverá uma comunicação especial e periódica com os participantes através do Twitter do evento (www.twitter.com.br/quintadigital).

O evento conta com o apoio da Associação dos Designers Gráficos do Brasil (ADG), Animassauro, Twitter BH, Latitude 14, site Mercado Web Minas, Multiweb Digital, Sense Eight, Lápis Raro, On, Agência Addx, Quinto Elemento, 5 Clicks, Plan B, ADDX, Quinto Elemento, Superlatido, DesignGrafico, Aliás, Café Laranja e Sofia Comunicação.

Informações para a imprensa:
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(31) 3221-9241 / 3225-1116 / 8899-0353
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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Cidade Administrativa ganha portal na internet

O Governo de Minas oferece à população um canal permanente de informações sobre a nova sede da administração estadual: o Portal Cidade Administrativa. No endereço www.cidadeadministrativa.mg.gov.br, servidores e cidadãos em geral poderão acompanhar as principais informações sobre o empreendimento, que estará totalmente pronto no 1º semestre de 2010.

No Portal é possível conhecer todos os benefícios que a nova sede irá proporcionar: a funcionalidade de reunir 18 secretarias e 25 órgãos públicos em um mesmo local, tornando a máquina administrativa mais eficiente; a moderna infraestrutura à disposição dos funcionários, que terão mais conforto com a integração de ambientes, mobiliário ergonômico e tecnologia de última geração e transporte exclusivo até o local. Informações, também, sobre a economia gerada pela redução de custos operacionais, como aluguéis, telecomunicações, transporte, água e energia, entre outros.

O Portal traz ainda notícias sobre o relacionamento com a comunidade do entorno, que será beneficiada com melhorias na infraestrutura, e o estímulo ao desenvolvimento econômico da Região Norte, com a atração de novos investimentos. É possível ainda acessar links para portais do governo, além das últimas notícias, galeria de fotos, vídeos sobre a evolução da obra, números e outras curiosidades. Na seção “Fale Conosco”, o cidadão poderá interagir com o Governo, enviando sugestões e dúvidas ou solicitando esclarecimentos.

Há ainda informações sobre os programas socioambioentais desenvolvidos na região e sobre o Parque Estadual Serra Verde, localizado no entorno da Cidade Administrativa – uma área rica em nascentes, animais e espécies vegetais. O parque, o segundo maior da Região Metropolitana, será entregue à população no final de 2009.

Com o Portal, o cidadão terá acesso às informações atualizadas sobre a Cidade Administrativa, um projeto que cria um novo eixo de desenvolvimento na Região Metropolitana.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O País debate a Democratização da Comunicação

O País debate a Democratização da Comunicação

Candice Cresqui
FNDC

Durante a semana que marca a luta por uma comunicação mais democrática – de 11 a 18 de outubro – diversas ações públicas são realizadas pelo País. Na pauta, destacam-se as discussões sobre o processo de renovação das concessões de rádio e TV no Brasil e o reforço ao chamado pela realização da primeira Conferência Nacional de Comunicação.

Embora públicas, as concessões de radiodifusão no Brasil têm obedecido a uma lógica privada, como aponta, por exemplo, o projeto Donos da Mídia (leia aqui. Rever essas conexões é uma forte reivindicação dos movimentos que lutam pela democratização das comunicações – assunto que também fará parte da Conferência Nacional que está sendo reivindicada pelas organizações sociais do setor. Na Semana pela Democom, as revisões das outorgas serão pauta de audiências públicas que ocorrem no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Rio de Janeiro
No Rio, o encontro será realizado nesta sexta-feira, na Assembléia Legislativa do Estado, e vai debater a necessidade de um novo marco regulatório para as comunicações – e a importância da Conferência Nacional de Comunicação neste contexto. "Este será o espaço apropriado para os movimentos sociais inseridos na luta pela democratização da comunicação levarem suas dúvidas, suas reivindicações, para consolidarem as suas inserções no movimento", acredita Roseli Goffmann, representante do Conselho Federal de Psicologia (CFP) na Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação e integrante da coordenação executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

"É preciso frisar para a população que as concessões são públicas, e, por terem esse caráter, necessitam de controle público na regularização e na renovação", destaca Roseli, frisando que a sociedade deve participar das discussões, acompanhar esses processos e não permitir as renovações automáticas que ninguém sabe muito bem como funciona.

Para o encontro carioca, a partir das 10h, na Assembléia Legislativa do RJ (convite aqui, foram convidados o vice-presidente da Casa, Gilberto Palmares, o deputado federal Jorge Bittar, o coordenado-geral do FNDC, Celso Schröder, o presidente da Associação de Rádios Públicas do Brasil (Arpub), Orlando Guilhon, o presidente da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Maurício Azedo, e representantes do Coletivo Intervozes, Ministério das Comunicações, Casa Civil e Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert).

Ainda na sexta-feira, à tarde, será realizada manifestação pública em defesa da realização da Conferência na Praça XV, Centro do Rio. No dia 23, às 18h, haverá o lançamento do projeto Trocando em Miúdos: Psicologia e Mídia, do Conselho Regional de Psicologia do RJ (Rua Delgado de Carvalho, 53 – Tijuca). Os eventos são organizados pela Comissão Estadual Pró-Conferência do Rio (ouça aqui). A comissão prepara para 08 de novembro o Seminário Pró-Conferência Nacional de Comunicação, das 9h às 18 h, no Clube de Engenharia. Mais informações no sítio do movimento (clique aqui).

Brasília
Em Brasília, sexta-feira, também haverá debates sobre as revisões das outorgas. Às 9h, na Câmara Legislativa do DF, haverá audiência pública sobre a renovação da concessão da TV Globo local, vencida há mais de um ano. No período da tarde, será feito um ato público pela convocação imediata da Conferência Nacional de Comunicação. A manifestação ocorre na Praça Central do CONIC, no Setor de Diversões Sul, às 17h. Confira aqui a programação completa das atividades em Brasília.

São Paulo
Em São Paulo, na última terça-feira, o seminário "Concessões de TV: balanço em diálogo com a sociedade", discutiu a atuação das emissoras Globo, Band e Record nos últimos anos. O encontro contou com a participação da deputada federal Luiza Erundina, presidente da subcomissão que trata a questão das outorgas dentro da CCTCI, o vice-presidente de relações institucionais da Rede Globo, Evandro Guimarães, o integrante do Coletivo Intervozes João Brant, representantes do Sindicato dos Jornalistas, do Sindicato dos Radialistas, do Conselho Regional de Psicologia, da Central Única dos Trabalhadores e da Articulação Mulher e Mídia. O Ministério das Comunicações e as emissoras de TV Band e Record foram convidadas, mas não compareceram.

O seminário "foi uma oportunidade importante para avaliar e denunciar ações inadequadas das emissoras em relação aos contratos de concessões", avalia João Brant. A necessidade da realização da Conferência Nacional de Comunicação também foi reafirmada pelos presentes. As principais conclusões do seminário serão encaminhadas à CCTCI e aos participantes do encontro. Ainda em SP, um ato público no Centro da cidade pautou a realização da Conferência.

No próximo domingo, dia 19, a campanha Quem Financia a Baixaria é contra a Cidadania promove a 5ª Edição do Dia Nacional Contra a Baixaria na TV. Neste ano, o tema é Publicidade Infantil (confira aqui). O evento integra a sétima edição da Semana pela Democratização da Comunicação de São Paulo, organizada pela Assembléia Popular, Campanha pela Ética na TV, Coordenação dos Movimentos Sociais e Rede Paulista pela Democratização da Comunicação e da Cultura.

João Pessoa
m João Pessoa (PB), este é o terceiro ano consecutivo de atividades. Desde segunda-feira (13), oficinas, mesas redondas, rodas de diálogos e atividades culturas debatem o direito à comunicação. Para Jany Mary Alencar, da ONG Amazonas, a realização da III Semana pela Democratização da Comunicação é a oportunidade de pautar a luta pela democratização da comunicação dentro do espaço acadêmico, dentro na universidade, no curso de comunicação e na sociedade como um todo. "Estimamos que a semana seja o início de várias provocações, de outros eventos, de outras discussões", projeta.

Na sexta-feira (17), haverá um ato público no Parque Sólon de Lucena (Lagoa) em defesa da Conferência. "Das 11h até às 16h, estaremos lá, provocando um diálogo com a sociedade sobre a comunicação comunitária, sobre como elas percebem o monopólio dos meios de comunicação. Teremos tendas armadas, faixas, estaremos filmando", conta Jany, destacando a aproximação dos estudantes com os comunicadores comunitários, "outro momento especial dentro das atividades" (veja aqui). Os participantes irão conhecer duas rádios comunitárias de destaque na região metropolitana de João Pessoa.

Entre os temas a serem abordados na III Semana em João Pessoa, está a democratização do audiovisual para os deficientes visuais e iniciativas locais como a municipalização das rádios comunitárias em João Pessoa, além da reativação do Fórum Metropolitano de Comunicação. O evento é organizado pelo ConJunto – Coletivo de Estudantes de Comunicação Social da UFPB, Abraço – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária na Paraíba e a ONG Amazona.

Porto Alegre
Em Porto Alegre, no dia 16, quinta-feira, haverá um seminário sobre Mídia e Subjetividade. Será na sede do Conselho Regional de Psicologia do RS (Av. Protásio Alves, 2854/301). A atividade integra a preparação para o Seminário Estadual Pró-Conferência Nacional de Comunicação a ser realizado no dia 22 de novembro, na Assembléia Legislativa do RS. Os eventos são organizados pela Comissão Estadual Pró-Conferência do RS. Na sexta-feira (17), haverá um ato público em prol da Semana pela Democratização da Comunicação, no Largo Glênio Peres, Centro, a partir das 11h.

Belo Horizonte
A Semana da Democratização da Comunicação em Belo Horizonte ocorre entre os dias 16 e 23 de outubro, organizada pelo movimento Pró-Conferência Nacional de Comunicação, com o apoio do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais. No dia 16, às 19h, no Auditório Ruy Flores Lopes (Rua Timbiras, 1532, 6º andar, Lourdes), haverá a exibição dos filmes "História da TV Comunitária" e "Uma onda no ar", de Helvécio Raton. Após a sessão, haverá comentários. Dia 17, às 12h30min, haverá uma mobilização popular na Praça Sete, em Belo Horizonte, de onde seguirá uma passeata (informações).

Encerrando o evento, no dia 23, às 19h30min, no Auditório Ruy Flores Lopes, será promovida mais uma edição do "Diálogos no Conselho". A mesa abordará o tema "A Psicologia em prol da Conferência Nacional da Comunicação".

Salvador
Em Salvador, no dia 17, acontece ação pública na Praça Municipal, Centro, a partir das 17h. No local, haverá exibição de vídeos sobre comunicação elaborados pelo Conselho Federal de Psicologia (disponíveis também no site do CFP), panfletagem e coleta de assinaturas para o abaixo-assinado. Na oportunidade, também será distribuída carta aberta pela convocação da Conferência Nacional de Comunicação, assinada por entidades do setor.

Recife
Entre os dias 16 e18 de outubro, a Universidade Federal de Pernambuco recebe a IV Conferência Brasileira de Mídia Cidadã, com o tema "Pesquisas acadêmicas e experiências da sociedade civil, mercado e Estado na efetivação do direito humano à comunicação". No dia 17, a partir das 17h30min, haverá um ato público em prol da Conferência Nacional de Comunicação no Jardim externo do Centro de Artes e Comunicação. A programação completa você confere aqui.

Aracaju
Na capital de Sergipe, haverá um ato público no próximo dia 24, na Praça Fausto Cardoso, em frente ao Palácio do Governo Estadual, às 16h. Serão exibidos vídeos sobre a Conferência Nacional, spots e simulação de câmeras de TV, apresentação de teatro popular e panfletagem.

A Semana pela Democom de Aracajú ocorrerá efetivamente entre os dias 07 e 09 de novembro (confira aqui a programação completa). Organizado em parceria pelo Centro Acadêmico de Comunicação Social da Universidade Tiradentes, Diretório Acadêmico de Comunicação Social da Universidade Federal de Sergipe e pela Enecos/SE, o evento será aberto com o painel Democratização da Comunicação, no dia 07 às 14h30min.

Niterói
No município de Niterói (RJ), no dia 21 de outubro, será realizado ato público, no Centro, onde serão colhidas assinaturas para a petição pela Conferência. Dia 24, às 16h, a Câmara de Vereadores da cidade recebe o debate sobre digitalização e a comunicação pública, com Takashi Tome e Adriana Facina. Neste dia está prevista ainda a realização de audiência pública sobre os canais públicos municipais. O evento aguarda confirmação.

Conferência é foco das ações no dia 17

Nesta sexta-feira (17), as manifestações pelo País estarão focadas no chamado para a realização da Conferência Nacional de Comunicação. Serão recolhidas novas adesões ao abaixo-assinado que pede a criação do Grupo de Trabalho no Executivo Federal para organizar e chamar a Conferência. As organizações envolvidas consideram que mesmo com o compromisso dos empresários e dos movimentos sociais para a realização de uma conferência plural e democrática, o movimento ainda encontra resistência em setores do governo. Para unificar as ações nos estados e traçar estratégias para articulação do evento, a Comissão Pró-Conferência está preparando um seminário nacional previsto para o mês de dezembro.

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