terça-feira, 1 de abril de 2014

Abertas até 30 de abril as inscrições para o Programa Atleta na Escola

Encontram-se abertas de 24 de fevereiro até 30 de abril as inscrições para a adesão das escolas ao programa Atleta na Escola - parceria entre Ministério do Esporte e o Ministério da Educação (MEC) - que este ano deve chegar a 40 mil escolas brasileiras. As instituições públicas e privadas interessadas em participar do programa devem informar as modalidades esportivas que serão desenvolvidas e o número de estudantes contemplados. A adesão é feita no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE interativo). O coordenador do Atleta na Escola, Renausto Amanajas, da diretoria de formação e conteúdos educacionais da Secretaria de Educação Básica do MEC, explica que cada escola participante receberá uma verba fixa de R$1 mil e mais R$ 3,00 por aluno inscrito. O objetivo é levar o programa aos 5.564 municípios, que tenham registrado, no censo escolar de 2013, alunos de 12 a 17 anos de idade, independentemente da série que cursam. Renausto sugere que os diretores façam a adesão logo nos primeiros dias, para que tenham tempo de organizar os campeonatos escolares e, posteriormente, participar das etapas, municipal e regional. Segundo o coordenador, os diretores das unidades precisam verificar se o estado e o município a que pertencem aderiram, pois essa é uma condição para que a escola participe do programa. A adesão das secretarias estaduais e municipais de educação está aberta desde janeiro e os dados devem ser inseridos por elas no Plano de Ações Articuladas (PAR). “Este ano a ideia é envolver o maior número possível de escolas e consequentemente de atletas escolares, e buscar a sincronicidade entre o calendário das fases escolar, municipal/regional, estadual e nacional dos Jogos Escolares, pois dessa forma, além de envolver grande número de participantes haverá a possibilidade de os melhores atletas participarem das fases posteriores, ampliando a base e dando a oportunidade para os melhores atletas escolares aparecerem na fase nacional”, afirmou André Arantes, diretor de Esporte de Base e Alto Rendimento, do Ministério do Esporte. “Tenho certeza que essa ação de fortalecimento do esporte paraolímpico nas competições escolares vai gerar frutos e ampliar o número de participantes no paradesporto, além de ajudar a promover talentos esportivos nesse segmento”, afirmou Arantes. A grande novidade do programa no momento é a inclusão do esporte paraolímpico, ou seja, a entrada das modalidades de atletismo, bocha, golbol, judô, natação, tênis de mesa em cadeira de rodas, voleibol sentado para os gêneros, masculino e feminino. As modalidades de futebol de 5 (DV), e futebol de 7 (PC), também entraram exclusivamente para o gênero masculino. Todas essas modalidades esportivas fazem parte da Paraolimpíada Escolar. Na categoria olímpica, a modalidade de atletismo foi ampliada com a entrada no programa do arremesso de peso, voleibol e judô, além das que fizeram parte do programa em 2013. Trajetória – Lançado em maio de 2013, o Atleta na Escola teve a adesão, no ano passado, das secretarias de educação dos 26 estados e do Distrito Federal, de 4.554 municípios e de 22,9 mil escolas. O Ministério da Educação estima que 2 milhões de estudantes da educação básica participaram da fase escolar. Dados do censo escolar de 2013 mostram que o país tem 194.577 escolas, entre públicas e privadas, das quais 147.307 unidades registraram estudantes na faixa de 12 a 17 anos de idade, que constitui o público do programa. Clique aqui e saiba mais no site do programa Atleta na Escola Francisco Mecking 55 9686 1017 email: f.mecking@hotmail.com msn: f.mecking@hotmail.com

sábado, 8 de março de 2014

CARTA DOS GARIS PARA A POPULAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

Sobre a greve dos garis e agentes de preparo de alimentos, após 6 dias de paralisação, queremos esclarecer o seguinte: 1- A culpa da greve é do prefeito Eduardo Paes, do presidente da COMLURB e do presidente do Sindicato que não vem representando a nossa categoria. 2- Sofremos há muito tempo com péssimas condições de trabalho, banheiros insalubres, não temos equipamentos de segurança adequados, e baixos salários. A situação é tão absurda que no café servido pela COMLURB já encontramos baratas no pão e leite estragado. Há ainda assedio moral contra os trabalhadores. Estamos sendo coagidos a realizar um trabalho. 3- A direção do sindicato abandonou a pauta de reivindicação da categoria quando aceitou as imposições do Prefeito Eduardo Paes sem o consentimento dos trabalhadores trazendo indignação dentro de toda a categoria aonde se iniciou o processo da greve. 4- A direção do sindicato traiu a categoria também quando recuou da greve de advertência de um dia no dia 1º de março, mostrando que não está ao lado da categoria. O maior absurdo é que isso ocorreu em meio ao nosso dissídio e sem que os advogados do sindicato e a estrutura de nossa entidade fosse colocada a serviço de nossa luta. 5- As informações mostradas na imprensa, com base nas informações da prefeitura e do sindicato, não são verdadeiras. Não são apenas 300 garis que estão em greve. A ampla maioria dos trabalhadores não está realizando as suas funções, mesmo que alguns estejam se apresentando em suas gerencias em função da pressão e das ameaças sofridas por parte dos gerentes. O acumulo de lixo na cidade revela a ampla adesão de nossa greve. 6- Os transtornos criados em função do acumulo do lixo na cidade, são de única e exclusiva responsabilidade do prefeito Eduardo Paes e do presidente da COMLURB que se negam a negociar e atender nossas reivindicações. São eles os que devem ser cobrados por toda essa situação. Nos só queremos dignidade em nosso trabalho essa é nossa única motivação. 7- Repudiamos a criminalização de nosso movimento e a tentativa de nos intimidar por meio de demissões de decisões da justiça. 8- Pedimos apoio e solidariedade de toda a população do Rio de Janeiro, dos sindicatos comprometidos com os trabalhadores, parlamentares que atuam nas mobilizações e todos os que desejem nos ajudar a que a greve consiga uma vitória. Rio de Janeiro, 06/03/2014 Comissão de Greve dos eleita na assembléia do dia 01 de março

sexta-feira, 7 de março de 2014

Curso de Formação de Gestores, Técnicos, Defensores de Direitos Humanos e Parceiros.

PUBLICO: Gestores de políticas públicas, Defensores de Direitos Humanos incluídos no PPDDH-MG, estudantes, representantes de entidades, instituições governamentais e não governamentais, redes de movimentos sociais, indígenas, extrativistas, geraizeiros, remanescentes quilombolas, pescadores e ribeirinhos. PROGRAMAÇÃO DIA 12/03 QUARTA-FEIRA Local: Quilombo Palmeirinha- Pedras de Maria da Cruz/MG (Manhã e Tarde) Coordenação: Agmar Pereira - Vice - Presidente da Federação Quilombola de Minas Gerais – N’golo. - 08h00min - Credenciamento - 08h30min - Café da Manhã - 09h00 - Abertura Oficial - 09h30- Apresentação Cultural - Mesa 1: Fomento as demandas Quilombolas 10h00 - Apresentação, pactuação e sintetização do PBQ para as comunidades de Remanescentes Quilombolas do Estado de Minas Gerais. (SEPPIR e SEDESE). 12h30min: Almoço Mesa 2: Apresentação de Plano de Trabalho e Ações Governamentais a serem implantadas no ano de 2014 junto as comunidades de remanescentes quilombolas. 14:00h 1) Moradia 2) Educação 3) Cultura 4) Saúde 5) Geração de Trabalho e Renda 16h00 lanche (Noite) Exposição Sobre Direitos Humanos – Januária – MG Coordenação: Prof Andrea Souto – Curso de Geografia da IES Ceiva. Local: Centro Municipal de Educação Infantil – Mundo Mágico, Rua Lindolfo Caetano, 278 Centro, Januária / MG. 19h00 – Exposição: Introdução aos Direitos Humanos e o Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos de Minas Gerais – PPDDH-MG Dra. Maria Emília da Silva – Coordenadora do PPDDH-MG 20h00 - Painel: A Contribuição da Defensoria Pública da União com a Realização dos Direitos Humanos. Dr. Estevão Ferreira Couto - Defensor Público da Defensoria Pública da União - DPU 21h00- Apresentação Cultural – Coral Caio Martins – FUCAM e Rei dos Temerosos. 22h00 – Encerramento DIA 13/03QUINTA -FEIRA – Local: Quilombo Palmeirinha- Pedras de Maria da Cruz/MG - 08h00min - Credenciamento - 08h30min - Café da Manhã - 09h00 - Abertura Oficial - 09h45- Apresentação Cultural Sala1: Fortalecimento da Rede de Proteção como Estratégia para Superação das Violações de Direitos Humanos Período: 10 ao meio dia. Oficina com os Defensores de Direitos Humanos e Parceiros: Valoração do Risco: Ameaças, Vulnerabilidades e Capacidades. Dra. Maria Emília da Silva- Coordenadora do PPDDH-MG Dr. Estevão Ferreira Couto - Defensor Público da Defensoria Pública da União - DPU Sala 2: A Exigibilidade de Políticas Quilombolas, para Afirmação dos Direitos Humanos. Período: 10 ao meio dia. 1) Direito ao Território 2) Direito à Alimentação adequada, Agricultura Familiar 3) Geração de Emprego e Renda: Artesanatos. 4) Políticas de Assitência Social – Cad único. 5) Minha Casa Minha Vida Coordenadora: Maria Catarina do Carmo – Assistente Social do PPDDH-MG. Sala 3: Educação Quilombola e Aplicação das Diretrizes Curriculares Período: 10 ao meio dia. 1) As especificidades das novas diretrizes curriculares nacionais para o fortalecimento das comunidades quilombolas a partir da educação 2) Educação e Profissionalização das Comunidades quilombolas Coordenadoras: Prof. Andrea Souto e Cássia Araújo Sol – Psicóloga do PPDDH-MG. Sala 04: Cultura, Identidade, Religiosidade e Comunicação Período: 10 ao meio dia. 1) Resgate da identidade, 2) cultura, 3) religiosidade, etc. 4) Construção de Estratégias de Comunicação e o fortalecimento darede das comunidades tradicionais do Norte de Minas. Coordenador: Gildázio Santos – Técnico Social do PPDDH-MG 12h30–ALMOÇO 14h00 - Continuidade das Atividades – Construção de Propostas e Encaminhamentos 15h30 – Lanche 16h00 – Apresentação dos Trabalhos dos Grupos 17h00 – Considerações Finais dos Facilitadores do Trabalho de Grupo 18h00 - Intervalo para o banho 19h30 – Jantar 20h30 –Noite Cultural e Forró pé de Serra DIA 14/03SEXTA –FEIRA Coordenação: Agmar Pereira - 08h00min – Café da manhã - 09h00 – Planejamento da Rede de Povos e Comunidades Tradicionais do Norte de Minas - 12h30 - Encerramento e Almoço. Local: Comunidade de Remanescentes Quilombolas de Palmeirinha Pedras de Maria da Cruz/MG. Realização: Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos – PPDDH-MG, Instituto DH Parceria: SEDESE, SDH/PR. Apoio: Defensoria Pública da União – DPU, Associação de Remanescentes Quilombolas de Palmeirinha-ARQUIP/ Federação Quilombola de Minas Gerais, N´golo MNDH/MG Prefeitura Municipal de Pedras de Maria da Cruz

quinta-feira, 6 de março de 2014

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO CRIADAS COMO CONDICIONANTES AMBIENTAIS DO PROJETO JAÍBA EXPROPRIAM TERRITÓRIOS DE POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS NO NORTE DE MINAS.

NÃO SE PODE “AMDAR” PARA TRÁS! Os cientistas e pesquisadores abaixo-assinados vêm externar a total discordância em relação à manifestação da Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente (AMDA), publicada em nota do dia 05 de fevereiro de 2014 (e na edição on-line da Revista Ecológico), intitulada “Conflitos sociais ameaçam sistema de proteção ambiental do Jaíba - Parques e estações ecológicas foram criados como condicionantes do projeto Jaíba”. Trata-se de conteúdo equivocado, referenciado em dicotomia anacrônica sobre a relação sociedade e natureza, há décadas já superada pela pesquisa acadêmico-científica mundial. Há uma mudança de paradigma em curso na Biologia da Conservação em escala global, com o reconhecimento da indissocialibidade entre natureza e sociedade. Por isso, o isolamento de áreas supostamente intocadas não deve ser uma estratégia prioritária em políticas de proteção ambiental. A comunicação da AMDA sustenta-se em práticas ultrapassadas de conservacionismo ambiental que permitem a supressão de importantes áreas de florestas tropicais, como as matas secas norte-mineiras, tendo como compensação a criação de unidades de proteção integral. Nesta perspectiva, foram criados os parques estaduais Lagoa do Cajueiro, Verde Grande e Mata Seca, além da Reserva Biológica de Serra Azul, como condicionantes ambientais à devastação da biodiversidade promovida pelo Projeto Jaíba. Essas unidades foram estabelecidas antes da criação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e, portanto, não respeitaram um dos objetivos atuais das mesmas: “proteger os recursos naturais necessários à subsistência de populações tradicionais, respeitando e valorizando seu conhecimento e sua cultura e promovendo-as social e economicamente” (artigo 4o. do SNUC). A lógica da referida nota está invertida: não são os conflitos sociais que ameaçam o “sistema de proteção ambiental”, mas a criação de unidades de proteção integral, especialmente os parques estaduais, é que gerou tais conflitos. A criação de parques tem sido uma estratégia de conservação da biodiversidade, mas sua delimitação e definição de categoria devem ser feitas de forma extremamente cuidadosa. Caso contrário, a exclusão e expropriação geradas colocam em risco os modos de vida das comunidades tradicionais, famílias ribeirinhas, agricultores familiares, quilombolas, agentes que vêm historicamente preservando seus lugares de vida, as terras que ocupam tradicionalmente de forma sustentável. São os projetos de agricultura irrigada, associados ao desmatamento de grandes áreas de pastagem para a criação extensiva de gado, as principais atividades supressoras da biodiversidade das matas secas na região. Não reconhecer a existência, o vínculo territorial, a identidade contestada e o modo de vida destas comunidades revela um tipo de visão acrítica e desvinculada dos processos socioecológicos do lugar e contribui para a supressão de direitos fundamentais da pessoa humana, estabelecidos em tratados internacionais dos quais o Brasil é país signatário, bem como inscritos na Constituição Federal de 1988. É inadmissível no século XXI, depois de longas décadas de debate sobre o equívoco e o anacronismo da separação entre o ambiente e os povos que nele habitam, que a discussão sobre a proteção das matas secas da região da Jaíba ande para trás. É preciso que os erros cometidos nas políticas de desenvolvimento e conservação para essa região sejam reconhecidos e corrigidos, evitando a criminalização destes povos e entidades civis envolvidos em sua defesa. Nesse sentido, é fundamental que sejam ouvidos e considerados os povos e comunidades tradicionais das matas secas da região norte de Minas Gerais sobre as políticas e programas públicos incidentes sobre os seus espaços de vida, assim como os estudos que vêm sendo realizados há décadas por vários pesquisadores e instituições científicas. Prá frente é que se anda! Montes Claros/MG, 13 de fevereiro de 2014. As afirmações contidas nessa nota são embasadas por estudos de longa duração realizados pela Rede Colaborativa de Pesquisas Tropi-Dry, Rede Matas Secas, NIISA e OPARÁ. Dra. Andréa M. Narciso Rocha de Paula Universidade Estadual de Montes Claros Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental-NIISA Grupo de Pesquisas OPARÁ Dra. Felisa Cançado Anaya Universidade Estadual de Montes Claros TROPI-DRY, Rede Matas Secas, Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental-NIISA Dra. Iara Soares de França Universidade Estadual de Montes Claros Laboratório de Estudos Rurais e Urbanos - LAEUR Dra. Isabel Cristina Barbosa de Brito Universidade Estadual de Montes Claros Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental-NIISA Grupo de Pesquisas OPARÁ Dra. Maria Helena de Souza Ide Universidade Estadual de Montes Claros Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental-NIISA Dr. Mário Marcos do Espírito Santo Universidade Estadual de Montes Claros TROPI-DRY e Rede Matas Secas Dr. Rômulo Sores Barbosa Universidade Estadual de Montes Claros TROPI-DRY, Rede Matas Secas, Núcleo Interdisciplinar de Investigação Socioambiental-NIISA

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Lei da Mídia Democrática é debatida em audiência pública em SP

21/02/2014 21h37São Paulo Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil Edição: Fábio Massalli A proposta de projeto de lei (PL) que regulamenta o funcionamento de meios de comunicação, conhecida como Lei da Mídia Democrática, foi debatida hoje (21) em audiência pública no Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo. A nova lei, proposta por iniciativa popular, terá de reunir cerca de 1,3 milhão de assinaturas para ser validada e começar a tramitar no Congresso Nacional. “Esse é um tema caro para a nossa democracia, mas o Poder Legislativo se omite, há décadas, em regulamentar a Constituição brasileira nesses artigos. Há uma conivência com poder midiático. Diversos parlamentares são concessionários de rádio e TV e lhes interessa que esses artigos não sejam regulamentados. Sem regras, a comunicação pode seguir da forma que ela é hoje”, disse Pedro Ekman, do Coletivo Intervozes e integrante da Executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que coordena a campanha pela aprovação da nova Lei. “O Poder Executivo também se omite em produzir a lei e em fiscalizar. Há uma conivência em relação a uma série de situações irregulares na comunicação social, na comunicação brasileira hoje”, acrescentou. De acordo com a proposta, fica proibida a concessão de meios de comunicação a pessoas com cargo eletivo – como deputados e senadores – e a grupos ligados a igrejas. Também é vedada a manutenção de mais de cinco canais de comunicação a uma mesma empresa. “Esse é um projeto da sociedade brasileira, não é o projeto do governo federal ou de um partido. É um projeto elaborado pela sociedade brasileira. É de elevado interesse dos empresários, mas eles se recusam a fazê-lo porque os interesses privados que eles defendem hoje estão garantidos sem regulamentação legal”, diz Ekman. O texto também regulamenta o que são os três sistemas de comunicação estabelecidos pela Constituição: o privado, o público e o estatal. O privado é o sistema de propriedade privada de natureza institucional e formato de gestão restritos; o público, que tem caráter público ou associativo, gerido de forma participativa, com a possibilidade de acesso dos cidadãos e estruturas submetidas a regras democráticas; e o estatal – responsável por transmitir os atos dos Três Poderes e de instituições vinculadas ao Estado. “Os empresários sempre reagem a esse debate como se fosse uma tentativa de cerceamento de liberdade de expressão, de censura, quando, na verdade, nós estamos aqui para exercitar a liberdade de expressão, o debate democrático e colocar as nossas diferenças de opinião em cima da mesa para poder chegar a uma solução”, disse o integrante do Intervozes. Em relação ao conteúdo, a proposta propõe o controle dos conteúdos veiculados, por meio da participação popular em audiências públicas, do fomento à cultura e à diversidade e da criação do Conselho Nacional de Políticas de Comunicação (CNPC). O conselho seria formado por representantes do Executivo, do Legislativo, do Ministério Público, de prestadores de serviço de comunicação eletrônica, de entidades de trabalhadores, da comunidade acadêmica, de instituições científicas, de organizações da sociedade civil e de movimentos sociais. “Alguns artigos [em vigor sobre comunicação social] que tratam dessa questão [comunicação] foram produzidos durante a ditadura. Isso já diz muita coisa. Agora está mais do que na hora de a gente começar a pensar nesses problemas, de que a legislação está defasada”, disse Karina Ferreira, da organização não governamental (ONG) Artigo 19. Para a proposta virar projeto devem ser reunidas assinaturas de 1% do eleitorado nacional, com o mínimo de 0,3% dos eleitores de cinco unidades da Federação. Dessa forma, por meio da iniciativa popular, o cidadão dá o seu aval ao projeto em questão, expressando diretamente a sua vontade, por meio da validação da assinatura com os respectivos números de título de eleitor, zonas e seções eleitorais. O texto está disponível, na íntegra, na página da campanha de coleta de assinaturas na internet. “Gostaria de registrar a adesão do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação [EBC], da qual sou presidente, à campanha pela lei de mídia democrática. Acredito que essa mobilização tem de ser levada aos candidatos à Presidência da República. O compromisso desses candidatos é fundamental para possibilidade de aprovação de uma lei nesse sentido”, disse Ana Luiza Fleck. Para a audiência pública no MPF, além das diversas organizações da sociedade civil proponentes do Projeto de Lei de Iniciativa Popular, foram convidados – e não compareceram – representantes das empresas concessionárias de radiodifusão, do Ministério das Comunicações e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Fonte: EBC.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

TODO PODER EMANA DO POVO - PLEBISCITO POPULAR POR UM NOVO SISTEMA POLITICO


quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Seminário renova vocação do Vale para a cooperação cultural e articulações em rede

Encontro em fevereiro pretende reunir agentes culturais de 40 cidades da região para discutir fortalecimento do trabalho colaborativo e a construção compartilhada de políticas públicas

ARAÇUAÍ – O Vale do Jequitinhonha se posiciona novamente como um importante pólo de cooperação cultural no estado de Minas Gerais, na segunda quinzena de fevereiro. Um dos mais ricos, diversos e pulsantes centros de produção e reflexão da cultura mineira, a região acolhe entre os dias 21 e 23 de fevereiro o encontro Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural - Seminário de Políticas Culturais do Vale do Jequitinhonha, que espera reunir artistas, agentes culturais, profissionais do setor e gestores públicos e privados de pelo menos 40 cidades. O objetivo é rearticular o expressivo movimento de valorização cultural da região iniciado em torno do Jornal Geraes, em 1978. Desde então, inúmeras outras ações e entidades se constituíram com finalidade parecida, mas sem uma atuação coordenada, em bloco, que permitisse fortalecer o conjunto dos envolvidos, ajudar a sedimentar o trabalho em rede e fomentar a construção compartilhada de políticas públicas para a área, em conjunto com o poder público municipal, estadual e federal. A iniciativa é do Valemais (Instituto Sociocultural do Jequitinhonha), em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social de Araçuaí. O patrocínio é da Petrobras. A intenção é estruturar uma rede colaborativa a partir de ações de impacto regional, que gere trabalho, renda e permita estruturar um núcleo de articulação, capacitação e promoção permanente do Jequitinhonha. O seminário integra as comemorações dos 30 anos do show Onhas do Jequi, ação coletiva que daria corpo e visibilidade à produção musical da região, posicionando nacionalmente músicos e autores hoje conhecidos e reconhecidos, como Paulinho Pedra Azul, Saulo Laranjeiras, Rubinho do Vale, Tadeu Martins, Gonzaga Medeiros, Lira e Frei Chico. O evento culmina em março com um show que recompõe esse encontro histórico, em Belo Horizonte. Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural - Seminário de Políticas Culturais do Vale do Jequitinhonha terá debates, palestras, shows e exposições, distribuídos ao longo dos três dias. A abertura, às 19h do dia 21, no Centro Cultural Luz da Lua, receberá autoridades locais, representantes das universidades federais e de associações de municípios do Baixo, Médio, Alto e da Margem Esquerda do Jequitinhonha. Em seguida, às 20h, Guilardo Veloso e Vilmar Oliveira, do Valemais, recompõem o histórico de ações colaborativas e participativas da região e apresentam uma proposta preliminar de construção da Rede Jequitinhonha Cultural, em torno de programas como o Viva o Vale. O evento prevê a participação de representantes do Ministério da Cultura, Funarte, Petrobras, Secretaria de Estado de Cultura, deputados estaduais, prefeitos, vereadores e de secretários e diretores de cultura de cidades da região. Entre os debatedores, há convidados de instituições culturais respeitadas no estado como a ONG Cresertão, Associação Campo das Vertentes, Associação Quilombola de São Julião, Observatório da Diversidade Cultural, Rede Fora do Eixo e Sociedade Independente da Música. Estarão presentes também algumas das entidades de atuação mais destacada na região, como Fecaje, Casa de Cultura de Capelinha, Centro Cultural Nagô de Araçuaí e Ponto de Cultura do Rubim. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet, até 10 de fevereiro. As mesas de discussão estão concentradas no sábado, dia 22. E giram em torno dos seguintes temas: "Políticas de Rede e Cultura de Participação" (8h30), “Relato de Experiências” (11h), "Política Nacional de Cultura e Desenvolvimento Cultural Local" (14h), "Manutenção e Financiamento de Redes" (17h30). Na manhã de domingo, a mesa "Amassando o Barro e Tecendo a Rede Jequitinhonha Cultural" se desdobra em três tópicos: Projetos de Curto, Médio e Longo Prazos, Comunicação da e na Rede e, por fim, Formas de Composição e Coordenação da Rede. A programação inclui também duas noites de apresentações musicais. As atrações incluem atrações locais e um recital com a cantora Titane e o violeiro Pereira da Viola. Ao final, os organizadores apresentam publicamente a Carta de Araçuaí, escrita colaborativamente ao longo do evento pelos participantes, com as diretrizes do pacto que está sendo proposto entre os diferentes agentes culturais que atuam na região. Contexto cultural Com cerca de 1,2 milhões de habitantes distribuídos por 86 municípios e a estimativa de que haja outras 1 milhão de pessoas de lá sediadas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o Vale do Jequitinhonha ocupa um espaço de enorme relevância no contexto geopolítico do estado, que ainda não se traduz em benefícios proporcionais para a região. Fonte: Diário de Teófilo Otoni ( dia 03 de janeiro de 2014) e Imagem: Facebook Rede Jequitinhonha Cultural.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Dez anos de PAA...

Governo celebra 10 anos do Programa de Aquisição de Alimentos 28/01/2014 11:35 Seminário internacional reunirá em Brasília, no dia 4 de fevereiro, agricultores familiares, chef de cozinha, representantes de organizações internacionais e governos de cinco países da África e oito da América Latina Brasília, 28 – No Ano Internacional da Agricultura Familiar, realizado em 2014, o governo federal também comemora os 10 anos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), coordenado pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA). Para celebrar, um seminário internacional irá reunir comitivas de oito países da América Latina e cinco da África, além de parceiros, representantes de organizações internacionais, agricultores e autoridades em segurança alimentar e nutricional. O evento será na terça-feira (4), em Brasília. Os ministros Tereza Campello e Pepe Vargas estarão presentes ao evento, que também exibirá vídeos com as falas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva. Ao final do evento, os convidados serão brindados com um coquetel elaborado pela chef de cozinha carioca Tereza Corção, famosa por cozinhar alimentos orgânicos cultivados por agricultores familiares. Os quitutes oferecidos serão à base de inhame produzido no município de Viçosa (AL), pela agricultora Luciene da Silva Santos e sua família. O coquetel também apresentará produtos da Cooperativa Central do Cerrado. O Seminário Internacional PAA + Aquisição de Alimentos no Ano Internacional da Agricultura Familiar será dividido em quatro painéis, que debaterão a importância do programa para a agricultura familiar e para o desenvolvimento local, seu impacto na promoção de uma alimentação adequada e seu papel de referência internacional de política pública – o programa brasileiro inspirou o PAA África, que atua em cinco países daquele continente e alimentou 125 mil estudantes com a produção de mais de 5 mil agricultores familiares. Ao fim do evento, será lançado o livro PAA - 10 anos de aquisição de alimentos, que documenta algumas das experiências a serem apresentadas durante o seminário. Uma mostra fotográfica sobre o tema também será realizada no local. No dia 4 de fevereiro, o seminário será transmitido ao vivo pelo site http://www.paa10anos.com.br/. Também haverá cobertura em tempo real pelas redes sociais do MDS com as seguintes hashtags: #AgriculturaFamiliar2014 e #PAA10Anos Twitter: @MDSComunicacao - @BrasilSeMiseria Facebook: https://www.facebook.com/MDSComunicacao - https://www.facebook.com/PlanoBrasilSemMiseria Na quinta-feira (5), os participantes estrangeiros visitarão uma família de agricultores residente no Distrito Federal que vende os alimentos para o Programa de Aquisição de Alimentos. O seminário internacional é organizado pelo MDS em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e das Relações Exteriores (MRE) e com apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e do Programa Mundial de Alimentos (PMA). Serviço PAA + Aquisição de Alimentos no Ano Internacional da Agricultura Familiar Onde: Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC) - SGAS 902 bloco C - Brasília Quando: terça-feira (4), das 9h30 às 19h Programação: clique aqui Informações para imprensa: Ascom/MDS (61) 2030-1021 imprensa@mds.gov.br

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Faleceu, Padre João Batista Libânio

Morre, aos 81 anos, o padre João Batista Libânio Vítima de um infarto, o padre jesuíta, João Batista Libânio, faleceu na manhã de hoje, 30, em Curitiba (PR). Padre Libânio estudou Filosofia na Faculdade de Filosofia de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, e cursou Letras Neolatinas na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Foi professor de Teologia no Colégio Cristo Rei, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em São Leopoldo (RS) e no Instituto Teológico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-Minas). Posteriormente, foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Seus estudos de Teologia Sistemática foram concluídos na Hochschule Sankt Georgen, em Frankfurt, Alemanha, onde também estudou com os maiores nomes da Teologia europeia. Era mestre e doutor (1968) em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. O jesuíta era professor na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia e vigário da paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vespasiano. Sobre a vida Em entrevista ao Jornal de Opinião, em junho de 2002, por ocasião de seus 70 anos, padre Libanio falou sobre sua visão da vida: “A clareza e a serenidade não se medem pelo número de anos, mas pelo trabalho interior. A existência foi generosa comigo e permitiu-me que pudesse estar sempre à volta com análises, reflexões sobre a realidade social e eclesial”. João Batista Libânio nasceu em Belo Horizonte, em 1932. É padre jesuíta, escritor e teólogo brasileiro. Ensina na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (ISI – FAJE) em Belo Horizonte, e é vigário da paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Vespasiano, na Grande Belo Horizonte. Fez seus estudos de Filosofia na Faculdade de Filosofia de Nova Friburgo-RJ e cursou em Letras Neolatinas, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Seus estudos de teologia sistemática foram efetuados na Hochschule Sankt Georgen, em Frankfurt, Alemanha, onde estudou com os maiores nomes da teologia europeia. Seu mestrado e doutorado (1968) em teologia foram obtidos na Pontifícia Universidade Gregoriana (PUG) de Roma. Foi Diretor de Estudos do Pontifício Colégio Pio Brasileiro em Roma durante os anos do Concílio Vaticano II, o que facilitou seu contato com os bispos e assessores de todo o Brasil. Retornou ao Brasil em 1968, onde por mais de trinta anos dedica-se ao magistério e pesquisa teológica, na linha da teologia da libertação. Foi professor de teologia na Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, Rio Grande do Sul, e do Instituto Teológico da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Posteriormente foi professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Em 1982, Libânio retornou a Belo Horizonte. É autor de cerca de 125 livros, dos quais 36 de autoria própria e os demais em colaboração com outros autores, alguns editados em outras línguas. Além disso, possui mais de 40 artigos publicados em periódicos especializados, e inúmeros artigos em jornais e revistas. Foi assessor da Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB e do Instituto Nacional de Pastoral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, além de assessorar encontros das Comunidades Eclesiais de Base – CEBs. Sua página pessoal na internet é www.jblibanio.com.br. A revista IHU On-Line, no. 394, sob o título "J. B. Libânio. A trajetória de um teólogo brasileiro. Testemunhos", celebrou os seus 80 anos de vida. Para acessar a revista, clique aqui. Bibliografia Confira alguns dos livros publicados por João Batista Libânio: •Teologia da Revelação a partir da Modernidade. 6. ed. São Paulo: Loyola, 2012. •Para onde vai a juventude? 2. ed. São Paulo: Paulus, 2012. •A religião no início do milênio. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2011. •Crer num mundo de muitas crenças e pouca libertação. 2. ed. São Paulo – Valencia: Paulinas – Siquem, 2010. •Ecologia – vida ou morte? 1. ed. São Paulo: Paulus, 2010. •A escola da liberdade. Subsídios para meditar. 1. ed. São Paulo: Loyola, 2010. •Cenários da Igreja – Num mundo plural e fragmentado. 2. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2009. •Caminhos de existência. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2009. •Juventude – seu tempo é agora. 1. ed. São Paulo: Ave Maria, 2008. •Como saborear a celebração eucarística. 4. ed. São Paulo: Paulus, 2008. •Creio em Deus Pai. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2008. •Creio no Espírito Santo. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2008. •Creio em Jesus Cristo. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2008. •Em busca de lucidez. O fiel da balança. 1. ed. São Paulo: Loyola, 2008. •Qual o futuro do Cristianismo. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2008. •Os carismas na Igreja do Terceiro Milênio. 1. ed. São Paulo: Loyola, 2007. •Conferências Gerais do Episcopado Latino-Americano do Rio de Janeiro a Aparecida. 1. ed. São Paulo: Paulus, 2007. •Introdução à vida intelectual. 3. ed. São Paulo: Loyola, 2006. •Eu creio – Nós cremos. Tratado da fé. 2. ed. São Paulo: Loyola, 2005. •Qual o caminho entre o crer e o amar? 2. ed. São Paulo: Paulus, 2005. •Concílio Vaticano II. 1. ed. São Paulo: Loyola, 2005. •Concílio Vaticano II: Em busca de uma primeira compreensão. São Paulo: Loyola, 2005. •Fé. 1. ed. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004. •A arte de formar-se. 4. ed. São Paulo: Loyola, 2004. •Ideologia e cidadania. 14. ed. São Paulo: Moderna, 2004. •As Lógicas da Cidade: o impacto sobre a fé e sob o impacto da fé. São Paulo: Loyola, 2001. •Ser Cristão em Tempos de Nova Era. São Paulo: Paulus, 1996. •A Vida Religiosa na Crise da Modernidade Brasileira. Rio de Janeiro/São Paulo: CRB/Loyola, 1995. •Obediência na Liberdade. São Paulo: Paulinas, 1995. •Nas pegadas de Medellín: as opções de Puebla. Cadernos Teologia Pública,número 37, disponível emhttp://bit.ly/LxjeCW

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Estupidez Inglória !

Nei Alberto Pies “A vida não é qualquer coisa mas é sempre, simplesmente, a ocasião para qualquer coisa” (Viktor Frankl) Faz bom tempo que a criminalização daqueles e daquelas que lutam por melhores condições de dignidade humana vem sendo denunciada. Mas parece que esta violência, como outras tantas, repete-se. Alguns até passam a aceitá-la como compatível aos padrões de convivência social. O Estado, instituído como guardião dos direitos, é o primeiro que os viola quando reprime violentamente aqueles e aquelas que se organizam pacificamente para buscar educação, terra, trabalho, saúde, segurança, lazer... Estaríamos desaprendendo democracia? Sem liberdade de expressão e de organização, que democracia estará sendo construída? A ordem, associada ao progresso, parece mover novamente o imaginário daqueles que veem a democracia no ideal, no abstrato, difícil de ser construída. Nem todos estão convencidos de que a democracia pode ser desordem, uma vez que “não existe democracia sem caos, confusão, entropia. A democracia é o sistema do dissenso. Na verdade, a democracia é um equilíbrio instável de ordem e desordem. Em alguns momentos, a desordem é mais importante do que a ordem. Tudo, claro, depende do grau de ordem e desordem” (Juremir Machado daSilva). A criminalização é a face perversa do Estado e da sociedade que não permitem que a cidadania exerça a condição de sujeito de direitos. Quem luta por seus direitos, e pelos direitos dos outros, é facilmente taxado de criminoso, acusado e condenado sumariamente. Os estigmas e preconceitos sociais atribuídos àqueles que lutam provocam impactos negativos para o exercício da condição de seres humanos, cidadãos e seres de vida social. Assis da Costa Oliveira define a criminalização dos movimentos sociais como sendo: “uma ideologia que possibilita um conjunto de práticas de cunho repressivo, repulsivo e/ou permissivo, com conseqüências físicas, mentais e sociais para o movimento e para as pessoas nele contidas”. Existirá agressão maior do que esta? Não importa se maior ou menor, sempre agressão! Os consensos é que constituem a ordem democrática, muito antes das leis e das imposições arbitrárias. Mas, como perderam-se as causas, sobraram os interesses. Poucas causas sociais e humanitárias são capazes de mover e agregar, daí a dificuldade de construir consensos e acordos. Os interesses, pessoais, econômicos e corporativos, sucumbem as possibilidades de pôr as estruturas de organização econômica, social e política a favor da dignidade humana. A democracia nasceu das palavras, da retórica e da persuasão. Com as palavras em descrédito, sobraram atitudes típicas da pré-história. Valeria assistir ao filme “A guerra do Fogo” para dar-se conta da estupidez inglória. Como escreve Marcos Rolim, “a democracia que temos já não tem política. Nela, o futuro se ausentou porque as palavras não autorizam expectativas. Será preciso reinventá-la, entretanto, antes de desesperar. Porque o desespero é só silêncio e o melhor do humano é a palavra”. Nei Alberto Pies, professor e ativista em direitos humanos Fonte: http://boletimodiad.blogspot.com.br/

Quilombolas de Brejo dos Crioulos - José Carlos - Véi - Brejo dos Crioulos

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Comunicação Comunitária no Jequitinhonha

Evento acontecerá em janeiro, em Jequitinhonha

O evento terá como temática central “Como trazer o comunitário para a comunicação? O que há de comunitário na comunicação comunitária?”. De 23 a 25 de janeiro de 2014 o Programa Polo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha realizará no município de Jequitinhonha, o III ECVJ, promovido em parceria com as ONGs Associação Imagem Comunitária e a Oficina de Imagens, com apoio da Prefeitura Municipal de Jequitinhonha, além de lideranças locais e regionais. O evento terá como temática central “Como trazer o comunitário para a comunicação? O que há de comunitário na comunicação comunitária?”. Além de painéis, serão realizadas atividades culturais e oficinas nas áreas de web, rádio, mídias sociais e projetos culturais, entre outras. As atividades do III ECVJ serão realizadas no Rotary, no Centro Vocacional Tecnológico – CVT, na Casa de Cultura e na Rádio Santa Cruz. O evento conta, ainda, com o apoio do comércio local, de blogs e sites, rádios e jornais da região. Para realizar as inscrições, basta CLICAR AQUI: Mais informações pelo telefone (31) 3409.40.67 ou pelo site www2.ufmg.br/polojequitinhonha

domingo, 12 de janeiro de 2014

FERRÃO DA JUSTIÇA E IMPUNIDADE

Depois que o prefeito de Varzelândia, Minas Gerais, Felizberto, seu filho Danilo e dois pistoleiros e com carros da prefeitura despejaram a tiros os quilombolas, de uma área já desapropriada há quase três anos pela presidente Dilma, ficamos sabendo que ontem sexta feira, uma turma de jagunços armados lá instalada, colocou gado nas plantações de milho, feijão e mandioca que os quilombolas plantaram para o sustento de suas famílias. Sabemos que são árduos meses de trabalho, esperanças nas chuvas, etc, para manter a segurança alimentar de seus filhos. Ora, há quase três anos de decreto já assinado e nada de desintrusão dos fazendeiros e o conflito continua. Nestes 14 anos de busca de direitos, desses Negros e Pobres de Brejo dos Crioulos, com tiroteios por pistoleiros em 2007, ferindo a bala dois quilombolas; por despejos ilegais realizados pela polícia e pistoleiros nesse tempo; com a morte (Assassinato) do quilombola Lidião, por gente ligados ao latifúndio; pelas facadas desferidas por Roberto (pistoleiro) do latifúndio no quilombola Edmilson em 2011; pela morte do pistoleiro Roberto em 2012 ocorrido numa ocupação; pela agressão (Chicotadas e coronhadas de pistolas) realizada por Ronaldo a dois quilombolas com dizeres racistas no final de 2013; e pelo ocorrido nesta semana passada sob o comando do senhor prefeito de Varzelândia, só temos 4 quilombolas presos há mais de um ano sem provas concretas e sem poder responder em liberdade pela acusação. Todos esses fatos estão na impunidade com exceção da morte do pistoleiro que o judiciário não precisou de 15 dias para prender os quilombolas. Precisava urgentemente dar a resposta ao latifúndio, a quem manda nesse sistema. "Maldita sejam as cercas". Aos Pobres Pretos quilombolas o FERRÃO da justiça, para marcar como gado e mostrar quem manda nesta situação. Em relação a todos os outros acontecimentos, a certeza da IMPUNIDADE. Isso são FATOS. Quem pagará esta alimentação construída com suor e sangue pelos quilombolas? Panfletos governamentais falam de segurança alimentar. Chega a ser irônico. Com certeza o Ministério do desenvolvimento Agrário com seu Incra, etc e tal responsável pelo término do processo de titulação dos quilombolas, com certeza a Casa Civil, a Secretaria de Igualdade Racial, a Presidência da República, O Ministério Público, o claro e determinado servidor do latifúndio Poder Judiciário, a Polícia Militar de minas Gerais, etc, NÃO IRÃO PAGAR ESTA CONTA. Continuarão entrando e saindo de seus gabinetes e palácios de mármore e granito, enquanto esta conta será debitada no SANGUE E SUOR desse negros quilombolas. Nesta segunda feira 13 de janeiro de 2014, continuaremos a perambular por esses gabinetes e palácios de granito e mármore denunciando e exigindo justiça, claro sem muita esperança. É na "marca de suor, sangue e na certeza de luta" que esses quilombolas conquistarão esse território. Paulo Roberto Faccion CPT - Norte de Minas

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Oportunidades de Trabalho no Barreiro em BH

Existem Vagas de emprego disponíveis nos Postos Municipais do SINE. Os interessados deverão comparecer, o mais rápido possível, a um dos seguintes Postos, de segunda a sexta: SINE Barreiro: Rua Barão de Coromandel, 982 - Barreiro (Horário de atendimento: 08:00h às 17:00h) SINE BH Resolve: Rua dos Caetés, 342 - Centro (Horário de atendimento: 08:00h às 18:00h) SINE Centro / NIAT: Rua Espírito Santo, 505, 1º andar - Centro (Horário de atendimento: 08:00h às 17:00h) SINE Venda Nova: Rua Padre Pedro Pinto, 1055 - Venda Nova (Horário de atendimento: 08:00h às 17:00h) Documentação necessária (original): - Carteira de Trabalho; - PIS/PASE/NIT/NIS; - Carteira de Identidade; - CPF; - Comprovante de endereço. Fonte: Lidiane Ferreira Sant' Ana Prefeitura de Belo Horizonte Gerência Regional de Comunicação Barreiro Rua Flávio Marques Lisboa I 345 I 3º andar I Barreiro I BH I MG I Cep 30640.050 Tel: 3277.5926 www.pbh.gov.br/barreiro

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Martin

Fonte: CONSEA-MG.