segunda-feira, 28 de maio de 2012

Congresso Justiça de Transição Faculdade de Direito UFMG

RESQUÍCIOS DA DITADURA MILITAR E ATUAÇÃO ESTUDANTIL SÃO TEMAS DE CONGRESSO NA FACULDADE DE DIREITO DA UFMG

Desvendar o passado para entender o presente. É com este objetivo que alunos do Centro Acadêmico da Faculdade de Direito da UFMG, em parceria com outras entidades, promoverão o primeiro Congresso Justiça de Transição: por um Estado Democrático de Direito, que ocorrerá nos dias 29 de maio a 1º de junho, no auditório da instituição. A atualidade das discussões do evento se confirma com a instalação daComissão da Verdade, cujo foco são as investigações de violações de direitos humanos e crimes políticos cometidos por agentes do Estado brasileiro entre1946 e 1988, o evento, que faz parte da programação dos 120 anos da Faculdade, irá receber convidados ilustres para repercutir os assuntos ligados ao tema.
Entre os palestrantes estão o prof. Dr. Oscar Vergara, da Universidade espanhola Coruña, e o Prof. Dr. Paulo Abrão, Secretário Nacional de Justiça, que abrirão as atividades com uma conferência sobre o processo de transição brasileira para a democracia.
“Queremos que a sociedade entenda que a Comissão da Verdade vai além dos seus sete representantes. Acreditamos que, através da reflexão do passado e do meio de transição dos regimes, poderemos promover uma real justiça de transição”, destaca Philppe Rodrigues da Silva, aluno e membro da organização do Congresso.
Além de vários professores e figuras públicas notórias, estarão presentes, também, Gilney Viana, Secretaria Nacional de Direitos Humanos, e Nilmário Miranda, político e ex-aluno da Faculdade de Direito da UFMG. A programação contará com painéis e Grupos de Trabalhos para aprofundar a questão das violações aos direitos humanos, a Corte Interamericana de Direitos Humanos, o direito à verdade e à memória e a criação da Comissão da Verdade.
Ao final do evento haverá uma confraternização com apresentações. O Congresso é aberto ao público e as inscrições podem ser feitas através do sitewww.semjusticadetransicao.wordpress.com.
Exposição fotográfica
Concomitante ao congresso ocorrerá a mostra fotográfica “Direito à Memória e à Verdade – A ditadura militar no Brasil - entre 1964 a 1985”. Vinte e uma fotografias serão expostas em painéis de 2,5 metros de altura por um de largura resgatarão a memórias e mostraram a atuação política dos grupos de estudantes organizados.
“A Faculdade é símbolo de resistência à opressão. Alunos foram presos e torturados nos tempos obscuros da Ditadura. Vamos fazer valer a luta deles e continuar as discussões sobre a conquista da democracia”, afirma.

Maiores informações e inscrições: http://semjusticadetransicao.wordpress.com/

O Congresso

Congresso Justiça de Transição para um Estado Democrático de Direito e Exposição Memorial do Movimento Estudantil da Faculdade de Direito
O Congresso Justiça de Transição para um Estado Democrático de Direito e o Memorial do Movimento Estudantil da Faculdade de Direito são iniciativas do CAAP e do CACE, em parceria com outras entidades. O evento faz parte das celebrações dos 120 anos da Faculdade de Direito da UFMG, um importante momento para reflexão e resgate da memória dos tempos passados, sobretudo dos anos obscuros em que a Ditadura Militar figurava no contexto político brasileiro.
O Congresso acontecerá entre os dias 29 de maio e 1º de junho de 2012, no auditório Maximum Adeodato da FDUFMG, situado à Av. João Pinheiro nº 100 – Belo Horizonte/MG. Durante a abertura será inaugurado o Memorial, que visa fazer uma retrospectiva história da atuação do movimento estudantil da Faculdade de Direito da UFMG durante toda a sua história. Conterá, sobretudo, imagens e documentos, que retratem não só culturalmente, mas também, a atuação política que o grupo de estudantes organizados teve até o presente momento.
A programação conta com painéis na parte da manhã e à noite, ministrados por professores e figuras públicas de notório saber nos temas abordados. À tarde serão realizados Grupos de Trabalhos para aprofundar a questão das violações aos direitos humanos e também os assuntos tratados nos painéis. Os principais temas a serem trabalhados são: Justiça de Transição no Brasil e no mundo, Corte Interamericana de Direitos Humanos, direito à verdade e à memória, criação da Comissão da Verdade, resquícios da Ditadura na segurança pública.
Ao final do evento haverá uma confraternização com apresentações culturais no Território Livre da FDUFMG.

Programação

CONGRESSO JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO E 120 DA FDUFMG
DATA: 29 DE MAIO A 1° DE JUNHO
29/05 (terça-feira)
(18 horas)
Conferência de Abertura: Do Brasil autoritário para um Brasil Democrático: O processo de transição brasileiro
Prof. Dr. Oscar Vergara – Universidade da Coruña – Espanha
Prof. Dr. Paulo Abraão – PUCRS/ Secretário Nacional de Justiça
30/05 (quarta-feira)
10h – Painel: O marco Jurídico internacional e constitucional para a criação de uma justiça de transição
José Luiz Quadros – Faculdade de Direito UFMG
Inês Virginia Prado Soares – Procuradora da República
Menelick de Carvalho Netto UNB
14h – Grupo de Trabalho: Direitos Humanos e Cidadania
Nilmário Miranda
Local: Auditório Raul Machado Horta (8º andar do prédio da pós-graduação)
17h30 - Painel: A condenação Brasileira na Corte Interamericana de direitos Humanos. Adpf 153
Fernando Galvão Faculdade de Direito UFMG
Heloísa Greco – IHG
31/05 (quinta-feira)
10h – Painel:  Direito à memória e à verdade: O silenciamento da História – o passado e o futuro na construção política.
José Carlos Moreira da Silva Filho – PUC-RS
Renan Quinalha USP – Idejust
Heloisa Starling – Fafich -UFMG
14h – Grupo de Trabalho: Práticas e prevenções de tortura
Conselho Estadual de Direitos Humanos
Local: Auditório Raul Machado Horta (8º andar do prédio da pós-graduação)
18h – Painel: A criação da comissão da verdade para quem?
Prof. Dr. Marcelo Cattoni – Faculdade de Direito - UFMG 
Profª. Dra. Katya Kozicki – UFPR
01/06 (sexta-feira)
10h – Painel: O que restou da Ditadura: a necessidade das reformas institucionais para efetivar o Estado Democrático de Direito.
Prof. Dr. Vladimir Safatle – USP
Prof. Dr. Juarez Guimarães – Departamento de Ciência Política - UFMG
14h – Mesa-Redonda: desafios e perspectivas da Comissão da Verdade.
Prof. Dr. Daniel Araão Reis – UFF
Paulo Vannuchi – ex-secretário nacional de Direitos Humanos
17h – Painel de Encerramento: Tortura, Perseguição e Resistência: a atuação do movimento estudantil na efetivação do Estado Democrático de Direito.
Samarone Lima – Escritor – Autor do Livro sobre José Carlos da Mata Machado
Ms. Wilkie Buzatti Antunes – Projeto República – UFMG
João Batista dos Mares Guia – Sociólogo
Bernardo Mata Machado – cientista político

sexta-feira, 25 de maio de 2012

16ª Romaria das Águas e da Terra de Minas Gerais

                                            
                           Foto: Portal Minas Livre
Por Gildázio Santos
A  Comissão Pastoral  da Terra - CPT de Minas Gerais enviou, óntem, quinta feira, 24 de maio, um convite para a 16ª Romaria das Águas e da Terra de Minas Gerais, que acontecerá no dia 10 de junho  de 2012, na Diocese de Governador Valadares.
Com o Tema:  “Terra e Água: princípio e sustentabilidade da vida” e o lema “Das montanhas e vales férteis, brote o compromisso com a vida e a saúde de seus povos!”

Percurso: saída da Praça dos Pioneiros e chegada na açucareira, no Bairro São Pedro.
Segundo Maria do Carmo Silva da coordenação da CPT o evento será a "Oportunidade impar de reviver momentos de fortes e diversas manifestações religiosas do povo, onde os sonhos de realização do plano de Deus se expressam através do anúncio, da celebração, da caminhada e das organizações do povo, motivados pela memória subversiva do Evangelho."
A cidade de Governador Valadares  se prepara para receber as caravanas de todas as regiões do Estado, a expectativa dos organizadores  é que 15 mil pessoas compareçam ao evento.
CARAVANA DE BH:
O romeiros que se interessarem, a CPT Minas contratou ônibus no valor de 60,00 por pessoa com saída de BH (Praça da Estação) no dia 09/06 e retorno logo após encerramento.
As reservas poderão ser feitas  na sede da CPT/MG pelo telefone:
 (31) 3466 0202  Referência: Franciele 
Comissão Organizadora:  Diocese de Goverandor Valadares, a Cáritas Diocesana, o Mobom, Movimento da Boa Nova, CEB’s e CPT-MG.

Fonte: Com informações da CPT Minas Gerais

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Consea Nacional pede a Dilma Veto Integral

Código Florestal: Consea pede
a Dilma o veto integral
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) aprovou nesta quarta-feira uma exposição de motivos recomendando à presidenta Dilma Rousseff o veto integral à proposta de Código Florestal que foi aprovada no Congresso Nacional.
O pedido de veto total foi colocado em discussão e votação na manhã desta quarta-feira, durante reunião plenária do conselho, no Anexo I do Palácio do Planalto, em Brasília. A recomendação de veto foi aprovada pela unanimidade dos conselheiros presentes.
O Consea é um órgão consultivo, de assessoramento da Presidência da República. O conselho é formado por 57 conselheiros titulares, sendo 19 representantes de ministérios e 38 representantes de entidades da sociedade civil.
Para o Consea, a proposta de novo Código Florestal, na forma como foi aprovado na Câmara dos Deputados, provocaria “graves impactos sobre a segurança alimentar e nutricional da população brasileira”.
De acordo com o conselho, o projeto de Código Florestal possui “diversos dispositivos que ameaçam destruir recursos hídricos e florestais”.  Um desses dispositivos seria a anistia, “que consolida a ocupação irregular, legitima a degradação e chancela e premia a impunidade”.
Para o Consea, “é possível produzir alimentos em harmonia com a natureza ou com baixo impacto sobre o meio ambiente”. O conselho cita como exemplos os sistemas agroecológicos e da produção orgânica, que, inclusive, estão sendo discutidos na plenária, como contribuições para a Política Nacional de Agroecologia, que está sendo preparada pelo governo.
“Diante do exposto”, conclui, “recomendamos que Vossa Excelência faça uso de seu poder constitucional e vete integralmente projeto, evitando assim que normativo tão aviltante venha a ter existência no nosso ordenamento jurídico às vésperas da Rio+20, sediada pelo Brasil”, conclui o texto.
A exposição de motivos estará disponível no site do Consea (www.presidencia.gov.br/consea) a partir desta quinta-feira (25).
Fonte: Ascom/Consea

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Nossa Solidariedade ao Frei Gilvander e todo apoio a sua luta em favor do povo pobre

Despejo em Belo Horizonte viola Direitos Humanos.
“Enquanto morar for um privilégio, ocupar será um direito”.
Gilvander Luís Moreira[1]

Além do que escrevi no artigo “Em Belo Horizonte, caveirão para os pobres que lutam: Cerca de 300 famílias jogadas ao relento sob uma noite fria”, disponibilizado na internet em www.gilvander.org.br e em outros sítios e blogs – a indignação me faz acrescentar o que segue.
O despejo da Ocupação Eliana Silva, no Barreiro, em Belo Horizonte, MG, realizado nos dias 11 e 12 de maio de 2012 pelo Poder Judiciário com um fortíssimo aparato repressivo da Polícia Militar de Minas Gerais, foi feito de surpresa, desrespeitando o direito de defesa das famílias. A comunidade não foi notificada anteriormente por nenhum oficial de justiça. Este só chegou após a tropa de choque já estar posicionada para o ataque. O Ministério Público, a Defensoria Pública de Minas e os advogados da Comunidade também não foram informados de que haveria o despejo. Ficaram sabendo pela mídia. Foi desrespeitada a Lei 13.604/00 que exige a constituição de uma Comissão de representantes do Judiciário, do Legislativo e de representantes de Entidades dos Direitos Humanos para tentar uma saída negociada e, caso isso não seja possível, acompanhar o despejo.
O Ministério Público recebeu um Ofício de um Comandante da PM somente dia 10/05/2012, às 19:43h comunicando a reintegração de Posse da Ocupação Eliana silva e convidando para composição do Comitê Permanente de Crise. Não era mais horário de expediente. No Ofício se dizia que a operação seria desencadeada dia 11/05, a partir de 09:00h, mais iniciou-se a partir das 07:40h.
Na tarde do dia 11 de maio, enquanto ocorria o despejo, a Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte votou – e aprovou - em 1º turno o PL 1698/11 que autoriza o prefeito de Belo Horizonte, sr. Márcio Lacerda, vender 118 terrenos da prefeitura, uma contradição diante do enorme déficit habitacional da capital mineira! O prefeito e os vereadores, ao invés de destinarem terrenos para o povo construir casas populares, já que a prefeitura ainda não fez nenhuma casa para famílias de zero a três salários mínimos pelo Programa Minha Casa, Minha Vida nos últimos três anos, vende terrenos da prefeitura e despeja dezenas de famílias que tentam sobreviver fugindo do aluguel e da vida de favor.
Dia 11 de maio, enquanto ocorria o despejo, a Prefeitura de Belo Horizonte – PBH - já estava com funcionários cercando a área com cerca de arame. A PBH cometeu mais uma ilegalidade, pois cercou uma área que estava sob júdice. Não havia na imprudente decisão liminar da juíza que determinou a reintegração de posse a ordem para que a área fosse cercada com fortes mourões e arame farpado.
Um trator da PBH derrubou árvores lá na área do despejo. Assim a PBH e o prefeito cometeram crime ambiental. As 350 famílias sem-casa, que por três semanas ocuparam a área, não derrubaram sequer uma árvore. Enquanto o trator da Prefeitura passava por cima das árvores, a polícia militar florestal acusava uma das lideranças da comunidade de haver cometido crime ambiental e registrou boletim de ocorrência sobre isto.
Na audiência pública na Comissão dos Direitos Humanos da ALEMG[2], um jovem da Ocupação Eliana Silva chamou todos à reflexão: “Na 2ª noite da nossa ocupação, um grupo de pessoas envolvidas com tráfico tentou invadir nossa comunidade. Com diálogo - só com palavras - conseguimos evitar a invasão e convencer aquele grupo a desistir do que pretendiam. Mas a polícia para nos expulsar não usou apenas palavras, diálogo, mas usou caveirão, tropa de choque, cavalaria, helicóptero, força bruta. Somos pessoas trabalhadoras que estamos lutando por um direito humano elementar: o direito de morar com dignidade. Não agüentamos mais pagar aluguel e deixar de comer,  nem a humilhação de viver de favor.
Um representante da PBH nos disse que, há três anos atrás, apenas no 1º dia de inscrição para o Programa Minha Casa Minha Vida houve 198 mil inscrições, ou seja, 198 mil famílias, o que equivale a cerca de um milhão de pessoas em Belo Horizonte, um terço da população. Considerando que a PBH constrói apenas mil casas por ano, serão necessários duzentos anos para zerar o déficit habitacional atual. Há em Belo Horizonte cerca de 70 mil imóveis ociosos. Uma mãe da Ocupação Eliana, ao insistir para que a PBH apresentasse alguma proposta concreta para as 350 famílias que estavam acampadas na porta da PBH por dois dias, disse: “Assim será melhor construir cemitério, porque morreremos antes.”
Ameaças estão acontecendo: dia 15 de maio, terça-feira, às 19:05h, horário em que eu, frei Gilvander, deveria chegar em casa, os freis Adailson e João Paulo, ao chegarem em nossa casa, depararam com um automóvel Fiat Uno, branco, estacionado no portão da nossa casa, com as quatro portas abertas e com quatro homens de pé fora do automóvel, um com um cacete grande na mão, em atitude ameaçadora. Já estava escuro na hora e chovia uma chuva fina. Os freis ficaram muito assustados. Não sei se porque não me viram junto com os freis no automóvel, os quatro homens entraram rápido no Uno e, ao manobrar o carro para fugirem do local, embicaram o Uno rumo ao portão da nossa casa, o que assustou mais ainda os dois freis. Estavam me esperando? Queriam me intimidar? Ou pretendiam atentar contra minha vida? Friso que isso aconteceu em um horário em que eu normalmente chego em casa e após eu ter feito denúncias de violação de direitos humanos no despejo das 350 famílias sem teto da Ocupação Eliana Silva através de textos, vídeos e em entrevistas concedidas a diversos meios de comunicação.
Na noite do dia 16 de maio, uma das nossas advogadas, enquanto voltava para casa, “de carona”, foi seguida por dois motoqueiros em uma moto por quatro bairros. Essas denúncias já foram apresentadas à Polícia Civil, à Comissão dos Direitos Humanos da ALEMG, ao Ministério Público, à Defensoria Pública e à Imprensa.
O despejo forçado da Comunidade Eliana Silva, a forma como a Prefeitura de Belo Horizonte, o TJMG, o Governo do Estado de Minas Gerais e a Polícia Militar deste Estado trataram as famílias, as lideranças e os apoiadores revelam o que é reservado para os pobres, o Povo trabalhador neste município e neste Estado.
A prática da Polícia militar de Minas, atestado nos despejos em Uberlândia, em Itabira e agora na Ocupação Eliana Silva, tem sido a de evitar matar alguém durante os despejos. Coloca-se um grande aparato repressivo: caveirão, tropa de choque, helicóptero, cavalaria, cães etc. E utiliza-se a tática do torniquete, ou seja, vai apertando gradativamente, asfixiando até os encurralados não oferecer mais nenhuma resistência. Isso não é normal, não é ação pacífica. É violência, porém sem irrupção de sangue na hora. Esconde-se o sangue, mas promove outros tipos de violência.
Não se pode mais admitir que no lugar de chegar políticas públicas eficazes e dignas, chegue a “força”, o mais bruto e violento aparato policial. Por que o Prefeito e o Governo do Estado não foram no local conversar com as famílias? Perguntar por que elas, com crianças, idosos e deficientes, tiveram que se submeter às noites de frio debaixo da lona preta? Por que indígenas (na Eliana Silva são 27 do Povo Pataxó e de outros povos), possuidores destas terras brasileiras ainda têm que lutar por moradia? Por que foram expulsos do campo e estão sendo expulsos da cidade?
Em Belo Horizonte, a única alternativa que está sobrando para as famílias que possuem renda de 0 a 3 salários mínimos é se organizar e lutar para sair do aluguel, da moradia de favor, das áreas de risco. Dandara, Zilah Spósito/Helena Greco, Irmã Dorothy e Camilo Torres são Ocupações-Comunidades que marcham em sintonia. Tem em comum a luta pela moradia digna, pela efetividade de um direito fundamental constitucional. Tem em comum a fé, a coragem, a resistência e a ousadia. Mas, não só isso: tem em comum uma rede de apoio e solidariedade. Solidariedade que no caso do Despejo ocorrido nos dias 11 e 12 de maio o Estado tentou impedir, mas quanto mais se reprime o povo se organiza e se fortalece. O mundo inteiro vai saber do que ocorreu em Belo Horizonte nos dias 11 e 12 de maio, vésperas do dia das mães. Muita indignação e repúdio estão sendo manifestados. Muita solidariedade também. Eliana Silva continua presente. Agora e sempre. Pois como grita o povo, enquanto morar for um privilégio, ocupar será um direito.
Cabe ainda lembrar a quem tem algum preconceito contra a luta dos pobres que o povo das ocupações trabalha como servente, pedreiro, vigia, carroceiro, doméstica e etc para as classes média e alta. Se a força de trabalho é bem-vinda, também a dignidade dos pobres deve ser respeitada.
Em tempo, ontem, às 23:55h, do dia 20 de maior de 2012, observei que meu sítio http://www.gilvander.org.br/ foi violado, atacado por raker que retirou todos os mais de 270 vídeos que eu tinha postado na Galeria de Vídeos de http://www.gilvander.org.br/ . Agora, às 07:20h, do dia 21 de maio, observo que todos os vídeos continuam desaparecidos do meu sítio, exceto o que está em destaque. Que terrorismo! Isso tudo é medo da verdade vir à tona?
Temos de divulgar todos esses fatos para que a sociedade esteja atenta às ameaças não apenas às pessoas que já sofrem na pele o desrespeito aos direitos humanos, mas também as ameaças que pesam sobre as pessoas que ousam defender os direitos humanos.
Retroceder, nunca! Em tempos de Comissão da Verdade não vamos nos contentar em apurar os crimes do passado, é preciso mostrar os crimes atuais travestidos de legalidade.

Belo Horizonte, MG, Brasil, 21 de maio de 2012



[1] [1] Frei e padre carmelita; mestre em Exegese Bíblica; professor do Evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos, no Instituto Santo Tomás de Aquino – ISTA -, em Belo Horizonte – e no Seminário da Arquidiocese de Mariana, MG; assessor da CPT, CEBI, SAB e Via Campesina; e-mail: gilvander@igrejadocarmo.com.brwww.gilvander.org.brwww.twitter.com/gilvanderluis - facebook: gilvander.moreira

[2] Assembléia Legislativa de Minas Gerais.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Acompanhe a Corbertura Fotográfica da Ocupação Eliana Silva

                                       Por Gildázio Santos
                                      PPDH/MG/ IDH/
                                      ARETE EDUCAR
                                        Direitos Humanos/
                                         Minas Gerais/
                                             Brasil

Ocupação Eliana Silva, Cobertura Fotográfica









Ocupação Eliana Silva, Cobertura Fotográfica






Ocupação Eliana Silva Cobertura Fotográfica







Ocupação Eliana Silva, Cobertura da Reintegração de Posse

                    Cobertura   Fotográfica Parcial do Despejo
                                                           Por Gildázio Santos


Aconteceu hoje, 11,  de maio  de 2012 ( sexta feira) em Belo Horizonte -MG,  no Barreiro( Avenida. Perimetral, Santa Rita), Região Oeste da Capital, o despejo de 350 famílias que  ocorreu sob forte aparato policial.
Contou também com o acompanhamento de parlamentares, de entidades de Direitos Humanos, dentre elas  O CONEDH - Conselho Estadual de Direitos Humanos,  e o Instituto de Direitos Humanos - IDH, por meio dos técnicos do Programa de Proteção de Defensores de Direitos Humanos, o advogado  André Moura, o filósofo Gildázio Santos, a Psicologa  Cassia  Sol e o motorista Ronaldo Paulino.
A Polícia Militar de Minas Gerais - PMMG,  executou a ordem de reintegração de posse  em favor do Município de Belo Horizonte, através de uma ação de despejo coletivo autorizada pela Juiza de Direito da 6a. Vara de feitos da Fazenda Municipal da Comarca de Belo Horizonte/MG  Dra. Luzia, cujo despacho foi publicado em 26/04/2012.
A assessoria jurídica das famílias sem teto, ainda tentou impedir tal despejo  com um recurso de "Embargos de Declaração", mas não foi possível.
A representante da Defensoria Pública de Minas Gerais Dra. Ana Cláudia, questionou o comandante da operação o Coronel  Carvalho porque a Defensoria não foi comunicada da ação  antes que ela acontecesse, e disse que  a Instituição tomou conhecimento da ação por meio da imprensa.
O movimento que lidera a ocupação é o Movimento de Lutas nos Bairros Vilas e Favelas - MLB.
Até   às 15h30, horário  que saimos  da ocupação, as famílias estavam dispostas a permanecerem resistindo no local, a cozinha do acampamento era a única barraca que restava de pé, e ali estava sendo preparados os alimentos para servir as pessoas que até aquela hora estavam sem almoço.

















quarta-feira, 9 de maio de 2012

Noite HIP HOP

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Abril Indígena 2012


Fotos de Famikuã Pataxó Pataxó

Vestir a Camisa Pela Vida e Dizer: - Chega de Agrotóxicos



                                   
“Estive no seminário estadual contra os agrotóxicos e pela vida nos dias 14 e 15 de abril de 2012, no sítio da Fetaemg. Iremos trabalhar a campanha aqui na nossa cidade, Ibirité/MG, e queremos literalmente \vestir a camisa\ da campanha. Obrigada!” Aloma Aline (foto), do Sindicato dos Trabalhadores de Ibirité Na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Cento e sessenta (160) pessoas, vindas de todas as regiões de Minas Gerais participaram do primeiro Seminário Estadual da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, nos dias 14 e 15 de abril, no centro de formação sindical da FETAEMG, no Bairro Juliana, em Belo Horizonte.
Os participantes avaliaram como positiva a atividade e manifestaram o desejo de continuar firmes fortalecendo a campanha em suas cidades, chamou a atenção de todos a grande participação de jovens estudantes, dentre outros, destacou um grupo de 25 jovens de Muriaé na Zona da Mata.









   Gildázio Santos  e Ana Lúcia Figueiredo, após Seminário reunidos na Avenida Amazonas BH para pensar atividades  conjuntas  do Areté Educar com  a MIDHIA - Comunicação e Direitos Humanos.


Fotos: Arquivo  Areté Educar 

terça-feira, 3 de abril de 2012

Inscrições para o I Seminário Estadual da Campanha Permanente Contra o Agrotóxico e Pela Vida


1º Seminário Estadual de Minas Gerais da Campanha Permanente
Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

- Data/horário: das 08:00 de 14/04 às 14:00 de 15/04/12.

Quem vier de fora da capital deverá chegar para
pernoitar no dia 13/04.
- Local: Centro de Formação da Fetaemg, localizado
 à Rua Cissus, 15, Bairro Juliana, Belo Horizonte-MG 
- Inscrição prévia até 09/04, com nome,
 telefone/endereço eletrônico,
 organização e município. Inscrever-se pelo
ou pelo (31) 3226-8403
- ramal 208, falar com Sônia,
no Conselho Regional de Nutricionistas-CRN. 
A inscrição é imprescindível ...
Contamos com a sua participação!

CECANE UFOP REALIZA SEMINÁRIO E PROMOVE A AGROECOLOGIA


1° SEMINÁRIO– CECANE UFOP

“Agrobiodiversidade, Agroecologia e Sistemas Orgânicos de Produção de Alimentos nas Políticas Públicas”

Data: 04/05/2012

Horário: 08:00h às 17:00h



08:00 – Inscrição e Entrega de Materiais

09:00 – Abertura Oficial: Coordenador e Subcoordenadores do CECANE UFOP

09:30 – Mesa redonda: Agroecologia: base conceitual e práticas de cultivo

09:30 - Dr. Sebastião Pinheiro – Membro da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio

10:30 - Glauco Regis Florisbelo – Agrônomo do Centro de Tecnologias alternativas da Zona da Mata - CTA

11:30 - Fábio Lúcio Martins Neto – Agrônomo da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola - EBDA

12:30 – Intervalo Almoço

13:30 – Painéis

13:30 - Painel 01 - Dra. Jandira Maciel da Silva – Universidade Federal de Minas Gerais – Exposições ocupacionais e suas conseqüências para a saúde dos agricultores familiares.

14:20 - Painel 02 – Eugênio Resende – Coordenador de Apoio à Agroecologia da Subsecretaria de Agricultura Familiar - SAF – Consumo do alimento orgânico na perspectiva da Segurança Alimentar e Nutricional.

15:10 - Painel 03 – Vilson Luiz - Presidente do CAE Estadual e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Minas Gerais - FETAEMG – Dificuldades na comercialização e produção do alimento orgânico e sua utilização na alimentação do escolar.

16:00 – Debate

16:30 – Encaminhamentos

17:00 – Encerramento


CENTRO COLABORADOR EM ALIMENTAÇÃO E NUTRICÃO DO ESCOLAR – CECANE/UFOP

Escola de Nutrição – Universidade Federal de Ouro Preto

Campus do Cruzeiro, s/n CEP: 35.400.000

Ouro Preto - Minas Gerais

Tel/Fax: (31) 3559 18 27

E- mail: cecaneufop@yahoo.com.br