quarta-feira, 4 de junho de 2008

Convite - Lançamento da Coleção Prosa e Poesia no Morro

Convite - Lançamento da Coleção Prosa e Poesia no Morro


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Você é nosso convidado para o lançamento da coleção "Prosa e Poesia no Morro" que acontecerá no dia 10 de junho, às 19h, no Museu Histórico Abílio Barreto, onde a equipe do "Favela É Isso Aí", com o apoio do BANCO BONSUCESSO, promoverá uma intensa movimentação cultural, contemplando a dança, a música, a culinária e os vídeos poéticos dos artistas abraçados por este projeto.

MDS - Edital

MDS publica primeiro edital direcionado a municípios localizados nos Territórios da Cidadania

Recursos de R$ 2,2 milhões serão destinados à implantação de Feiras livres e Mercados Populares.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) publicou, na edição da última sexta-feira (30) do Diário Oficial da União, o primeiro edital público direcionado a municípios integrantes dos Territórios da Cidadania. Serão disponibilizados R$ 2,2 milhões para apoio a projetos de comercialização direta de alimentos produzidos pela agricultura familiar nos territórios da cidadania e nos territórios Consad.

Os recursos serão destinados à implantação e modernização de feiras livres e mercados populares para comercialização da produção dos pequenos produtores. Nas cidades médias e grandes, a comercialização direta pode ser realizada de forma permanente, além da possibilidade de também ser feita em mercados populares volantes (ônibus adaptados) para atender bairros, em dias determinados da semana. O MDS disponibilizará o limite máximo de R$ 110 mil por município. Os interessados devem enviar suas propostas até o dia 27 de junho.

A publicação do Edital MDS/Sesan nº10/2008 tem o intuito de possibilitar que os pequenos produtores adquiram habilidades e competências para comercializar sua produção, com ganho de autonomia, visando contribuir para o fortalecimento das bases socioeconômicas da agricultura familiar.

Segundo o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, Onaur Ruano, o estabelecimento de equipamentos públicos de comercialização direta entre agricultores familiares e famílias consumidoras, a preços justos para ambos, fortalece esse tipo de agricultura. "A iniciativa contribui para facilitar o acesso à alimentação para as famílias mais pobres, permitindo aos territórios prioritários evoluir na consolidação dos sistemas locais de segurança alimentar e nutricional, pela articulação com outros programas".

Para o coordenador-geral de Agricultura Urbana do MDS, João Augusto de Freitas, "este edital tem uma importância significativa: integra ações de governo e busca articular várias políticas públicas nos territórios onde acontecem as ações locais".

Podem participar do processo seletivo pequenos agricultores familiares, chacareiros urbanos e peri-urbanos, beneficiários do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC), além de membros de associações e cooperativas de municípios incluídos no Programa Territórios da Cidadania dos territórios Consad. Municípios selecionados pelo Edital SESAN 08/2008 - seleção pública de propostas para apoio a compra direta local da agricultura na região do Semi-Árido brasileiro - não poderão participar, já que o citado edital possui o mesmo objeto desse.

Entre os critérios técnicos classificatórios serão analisados, no âmbito da realidade sócio-territorial, aspectos tais como risco de insegurança alimentar e nutricional da população; percentual de famílias pobres integrantes do Cadastro Único; localização no Semi-Árido brasileiro e em áreas prioritárias de atuação do MDS; parceria com órgãos de assistência técnica e extensão rural; cobertura do Bolsa Família e BPC; adesão do município ao Garantia-Safra, além de aspectos de participação da sociedade civil e organização de Conselhos Municipais de Segurança Alimentar e Nutricional.

Autoridades municipais poderão colaborar com a disponibilização de assistência técnica aos produtores na perspectiva de habilitá-los às normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e no que couber, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Para a comercialização dos produtos de origem animal devem ser seguidas normas de fiscalização do serviço de inspeção federal, estadual ou municipal.

Mais informações a respeito do Edital podem ser acessadas no endereço eletrônico www.mds.gov.br. Entre elas está a lista de documentos que devem ser encaminhados ao MDS na fase de habilitação das propostas.

Territórios da Cidadania - Em 25 de fevereiro de 2008 foi assinado o decreto presidencial que instituiu o Programa Territórios da Cidadania. Seu principal objetivo é promover e acelerar a superação da pobreza, das desigualdades sociais no meio rural por meio de ações integradas dos diversos órgãos do Governo Federal.

A escolha dos Territórios observou, entre outros critérios, os de menor Índice de Desenvolvimento Humano - IDH territorial, maior concentração de beneficiários do Programa Bolsa Família, maior concentração de agricultores familiares e assentados da reforma agrária, baixo dinamismo econômico.

Territórios Consad - Os Consórcios de Segurança Alimentar e Desenvolvimento Local são organizações territoriais, institucionalmente formalizadas, com um número definido de municípios que se agrupam para desenvolver ações, diagnósticos e projetos de segurança alimentar e nutricional e desenvolvimento local, gerando trabalho e renda. Constituem-se como associações civis sem fins lucrativos, formadas por 1/3 de representantes do poder público e 2/3 de representantes da sociedade civil de cada municípios participante.

Nestes territórios, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) apóia a implantação de projetos de combate à pobreza relacionados a sistemas agroalimentares, capazes de intervir na realidade sócio-territorial, integrando políticas públicas, envolvendo atores sociais e gerando trabalho e renda. Os Projetos Consad devem refletir os anseios do Fórum Consad e ter passado pela discussão e aprovação, por meio de assembléia.

Atualmente 40 Consads estão em funcionamento. Distribuídos em 26 Estados da federação, envolvem 576 municípios e uma população de 10,5 milhões de habitantes.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Assessoria de Comunicação
(61) 3411.3349 / 2747

www.presidencia.gov.br/consea

Poetas Aldravistas e alunos da Escola Viva de São Paulo

Poetas Aldravistas apresentam vídeo-poemas para alunos da Escola Viva de São Paulo.

TOC... TOC... TOC
A ALDRAVA DE UMA NÃO ALDRAVISTA BATE À PORTA. POSSO ENTRAR?
PROFESSORA RUTH SÁ - SÃO PAULO . 24/05/08

No dia 02 de junho de 2008, os poetas do Jornal Aldrava Cultural, Gabriel Bicalho, J. B. Donadon-Leal, J. S. Ferreira e Andreia Donadon Leal encontraram-se com 52 alunos e professores do Ensino Fundamental e Médio da Escola Viva de São Paulo na Estalagem das Minas Gerais – SESC/MG, no Parque Ecológico do Tripuí – Ouro Preto, para apresentarem vídeo-poemas e falarem sobre poesia e a produção aldravista. Os alunos recitaram alguns poemas e depois conversaram com os poetas aldravistas sobre questões que envolvem o fazer poético como a inspiração, a tematização, sentimentos, a produção de poesia e a produção de cada um. Além disso, os poetas falaram da
poesia e da arte aldravista, presenteando os alunos e os professores com o Jornal Aldrava Cultural edição número 71 e os livros Cenário Noturno, Jenipapo e Leituras - ciência e arte na linguagem. Os alunos demonstraram ter conhecimento prévio sobre a poesia mineira, especialmente sobre os poetas do Jornal Aldrava Cultural. Alguns já iniciam a produção mais efetiva de poesia, além do que se faz como tarefa escolar, fato que denota um potencial de preparação de poetas para o futuro. Quando a instituição consegue promover o contato dos alunos com poetas e artistas, este recurso funciona como uma nova peça na construção de um ensino mais eficiente e concreto, incentivando ainda mais o gosto e prazer pela leitura e consequentemente pela poesia.

Os poetas do Jornal Aldrava Cultural parabenizam a direção da Escola Viva de São Paulo e toda sua equipe pedagógica por este trabalho de preparação de seus alunos, para a vida social e cultural.

Esta é uma das ações do Jornal Aldrava Cultural e do Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais em Minas Gerais.


Aluno da escola Viva em declamação - Ouro Preto, 2/6/2008


Professoras e alunos da Escola Viva - Ouro Preto, 2/6/2008


Poetas Aldravistas e alunos da Escola Viva - Ouro Preto, 2/6/2008


Poetas Aldravistas e alunos da Escola Viva - Ouro Preto, 2/6/2008


Poetas Aldravistas e alunos da Escola Viva - Ouro Preto, 2/6/2008


Alunas da Escola Viva com o Jornal Aldrava Cultural - Ouro Preto, 2/6/2008



Poetas Aldravistas, professor e alunos da Escola Viva - Ouro Preto, 2/6/2008


Carta aos poetas aldravistas da professora Ruth Sá, da Escola Viva, lida em Ouro Preto, 2/6/2008




PORTUGAL ASSINA ACORDO ORTOGRÁFICO PARA UNIFICAÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA
Mudanças na Ortografia da Língua Portuguesa - a partir de Janeiro de 2008 (*)
Em Portugal, ainda não saiu no Diário da República e os livros escolares ainda não foram modificados.

Att.

Andreia Donadon Leal - Déia Leal

Governadora do InBrasCI-MG

Diretora do Jornal Aldrava Cultural

Membro da ALRCM e da AVSPE



ALDRAVA LETRAS E ARTES
CNPJ
04.937.265/0001-71



Expediente


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Desvantagem do Brasil na Educação


Desvantagem do Brasil na Educação - Para o Debate

Maurício Fabião
Sociólogo e Professor
Gestor do Núcleo de Educação da Ação da Cidadania
Professor da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro

Educação

100% LÁ X 48% AQUI

É essa a desvantagem do Brasil em relação aos países da OCDE num ponto crucial: o número de professores especializados em suas áreas. Concursos recentes expõem o problema

Camila Pereira

Fotos Chris Rchard/New York Times e Alex Silva/AE
Aula nos Estados Unidos (à esq.) e professores no Brasil: eles estimulam o mérito – nós, não.







Poucosfatores influenciam tanto o desempenho de um aluno em sala de aula quanto o nível de seu professor. Por essa razão, é especialmente preocupante o que mostra um levantamento recente feito com base no desempenho de 260.000 professores em concursos públicos de quatro das maiores redes de ensino do país – Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo: 73% deles foram reprovados em testes básicos das áreas em que pretendiam lecionar, entre elas matemática, português e física. Quase todos já dão aula em escolas públicas ou particulares. Boa parte dos 27% restantes, esses aprovados, passou raspando. O resultado não é exatamente uma surpresa. Há pelo menos três décadas o padrão dos candidatos vem caindo e não é raro que nem todas as vagas sejam preenchidas no fim de um concurso desse tipo, como acontece mais uma vez agora. O que chama atenção no caso atual é o número recorde de notas vermelhas. O pior exemplo vem de Pernambuco. No exame para recrutar professores de matemática, apenas 0,8% dos candidatos conseguiu responder a questões elementares de geometria e álgebra – 34 dos 4.352 candidatos que se inscreveram. Essa e as demais provas foram submetidas por VEJA a especialistas, que chegaram a uma conclusão nada otimista. Resume o professor de matemática João Meyer, da Universidade Estadual de Campinas: "Quem não passa numa prova dessas não sabe o mínimo necessário para entrar na sala de aula". Mas a maioria entra.
Leo Caldas/Titular
O casal Alessandra e Juranildo: como 73% dos professores, eles fracassaram num concurso


O desastre revelado pelo novo levantamento é reflexo de dois problemas já antigos no Brasil. O primeiro diz respeito à qualidade dos cursos superiores de formação de professores, dos quais apenas 1% atinge a nota máxima na avaliação oficial. Salvo raras exceções, eles despejam nas escolas gente sem o domínio básico das matérias que vai lecionar. Outra questão, igualmente preocupante, se deve ao fato de a carreira de professor não conseguir mais atrair os bons alunos. Uma pesquisa conduzida pela consultoria McKinsey deu os números. Ela mostra que em países de mau ensino os aspirantes a professor pertenciam, na escola, ao grupo dos 30% com as piores notas – um contraste em relação aos países que aparecem no topo dos rankings, onde os 10% melhores estudantes escolhem lecionar.


O típico brasileiro que opta por ser professor de escola se enquadra justamente no primeiro caso, conforme reforçam dados de uma pesquisa da Unesco. Ele vem de família em que os pais não chegaram ao fim do ensino fundamental, estudou em colégio público e procura, antes de tudo, um vestibular mais fácil e um curso mais barato. Também está motivado pela possibilidade de uma carreira estável no setor público. Há ainda um segundo tipo, que entra numa faculdade de matemática ou física sonhando tornar-se cientista, mas, na ausência de uma perspectiva concreta, termina na licenciatura. É gente como a pernambucana Alessandra Primo, de 28 anos. Professora de química do estado, ela foi reprovada no mês passado ao tentar um novo concurso: "Meu sonho era ser engenheira química, e não professora". Está longe de ser a única. "No Brasil, muitas pessoas acabam na carreira de professor por falta de opção melhor", diz a especialista Maria Inês Fini.
Otavio Dias de Oliveira
O matemático Nunes tirou nota 2 na prova: ele já dá aula em cinco escolas estaduais


Não surpreende o fato de o número de professores especializados nas áreas em que lecionam estar muito aquém do necessário. Segundo o Ministério da Educação, apenas 48% dos professores brasileiros têm formação específica para a disciplina que ensinam. Na física, o número é pior ainda: só 11% se especializaram antes de entrar na sala de aula. A situação brasileira soa absurda nos países em que a educação traz bons resultados – e a carreira de professor figura entre as de maior prestígio, caso da Coréia do Sul e da Finlândia. Para atraírem os melhores, esses países não apenas estabeleceram um bom piso salarial como, sobretudo, conseguiram criar um ambiente em que os professores têm o talento reconhecido e estimulado. Lá, os piores ficam de fora da sala de aula – e precisam enfrentar uma acirrada concorrência caso queiram mesmo lecionar. Eles sabem que conseguir uma vaga lhes custa esforço. No Brasil, ao contrário, mesmo aqueles que tiram notas baixas têm espaço na escola. O matemático Emerson Nunes, de 31 anos, é um deles e resume o pensamento geral: "Diante do que o estado oferece ao professor, somos cobrados demais nos concursos. Eu me sinto perfeitamente apto a ensinar". Nunes tirou 2 (numa escala de zero a 10) no último concurso para professores de matemática em São Paulo. Ele dá aula hoje em cinco escolas estaduais, em regime de contrato temporário. Não é um cenário exatamente favorável para que os estudantes brasileiros melhorem – e o ensino no país avance.

Fonte: Revista Veja - Edição 2063 - 04/06/08 -
http://veja.abril.com.br/040608/p_168.shtml

PAIDEIA - A Educação Para A Virtude

PAIDEIA - A Educação Para A Virtude - Um Projeto Urgente Para o Brasil

Autor: Luiz Otavio de O Amaral [1]

A educação é uma função tão natural e universal da comunidade humana e tão auto-evidente, que tem exigido, por isso mesmo, muito tempo para ser plenamente compreendida, tanto pelos que a recebem, quanto pelos que a praticam. Daí , com efeito, a tardia literatura especifica e hoje a profusão de teorias, doutrinas e achismos acerca do tema. Já nos antigos gregos o conceito arete (cuja tradução para atualidade não é fácil) a virtude da tempera heróica, ética e da nobreza que caracterizava a bravura guerreira dos cavaleiros, eis talvez o primeiro conceito de educação, de formação do homem. O Homem vulgar, assim, não tem arete. A arete é, então, um atributo da excelência humana, a beleza de caráter que orienta a praxis (a ação cotidiana) humana para o bem, é enfim a unidade suprema de todas as excelências.

Em Homero (Ilíada e Odisséia) vamos encontrar este conceito helênico de formação do homem grego de então: “Hipóloco me gerou, a ele devo a minha origem. Quando me enviou a Tróia, advertiu-me insistentemente que lutasse sem cessar por alcançar o poder da mais alta virtude humana e sempre fosse, entre todos, o primeiro.” Eis aí o mais belo sentimento pedagógico da arete - o mais perfeito equilíbrio entre altivez e magnanimidade cujo troféu é a honra. Outra poética e emblemática passagem de Ilíada acerca dos fins da educação é quando o velho Fênix, educador do jovem Aquiles, herói-protótipo dos gregos, recorda-o o fim para o qual foi educado: “proferir palavras e realizar ações.” Como se vê, com razão Platão considerou Homero o educador de toda a Grécia. A paideia - estruturação da vida individual, assente em princípios de virtude absoluta, cultivo da perfeição humana - é o meio para se alcançar a arete. Com efeito, já houve tempo em que se considerava a paideia (mais ainda a agoge espartana) o mais alto fim do Estado (polis). Tudo na vida dos helênicos girava em torno do ideal da arete. As artes : a arete da tragédia, da comédia, da poesia, da música (Homero, Ésquilo, Sófocles, Simônides, Tirteu...); a filosofia, ou arete do saber (Sócrates, Platão...); os esportes/ginástica (arete da força física/ideal olímpico); a política (politeia=vida pública+vida privada, em Péricles, politeuma).

É com os sofistas que o conceito restrito de educação se amplia e se eleva até a mais alta arete humana, superando o simples conceito de “criação dos meninos” (em Sete contra Tebas, de Ésquilo) primeira referência ao conceito educação que já agora abarca o conjunto de todas as exigências ideais, físicas e espirituais que conduzem à formação humana mais ampla e consciente (humanitas, em Cícero; Bildung em alemão, algo como cultura superior). É bem expressivo, por outro lado, que Platão, Isócrates, Demóstenes, dentre outros, considerem o defeito especifico da retórica - a arte maior dos sofistas - o falar para agradar aos homens e não para atender o “bem eterno”, é corrupção do discurso (crise da arete retórica, a pseudo-paideia). Daí porque hoje, quando somos acometidos da síndrome moderna da avalanche teórica (de opiniões, achismos, que em certos casos não vão além do mero rebatizar de denominações) que sufoca a todos, é curial o crivo da condenação reiterada de Platão aos sofistas (inclusive Górgias de Leontini e Protágoras os maiores dentre os muitos sofistas da antigüidade clássica) : porque eles reduzem o conhecimento à opinião e o bem à utilidade, relativizando valores e princípios absolutos para a vida humana, não ostentam mais que “sapiência aparente” (isto foi depois, também, confirmado por Aristóteles).

Assim, toda e qualquer retórica cientifica descomprometida com sua efetividade, livre da necessidade probatória, nos leva a certo grau de desconfiança. A novidade superante é sempre uma necessidade da jornada humana, mas a natureza não dá saltos, e a imposição absoluta do novo só pela novidade é tolo desafio à natureza dialética daquele evoluir humano. Da educação nas sociedades primitivas, que visava apenas manter a imutabilidade sagrada das técnicas culturais, embora não se desconhecesse que nenhuma sociedade humana sobrevive sem que sua cultura seja transmitida de geração para geração - esta entrega (do Latim tradere) de cultura é a tradição - passou-se para a nova educação, nas sociedades ditas (mais) civilizada que incorporam, além daquela transmissão cultural, o dado novo do aperfeiçoamento e correção da tradição.

É que “todas as coisas mudam sempre sobre uma base que não muda nunca” (Ruy/1910). Assim, por exemplo, os conceitos de Direito (sempre o reto, o justo), de democracia (evoca sempre povo), de pedagogia (paidagogia, evoca sempre a idéia de condução, daí o escravo - o paidagogo - que conduzia pelas mãos a criança à escola, ao saber). Mudam as palavras, mas as coisas em si (ou seus conceitos) são as mesmas : educar é alterar a natureza humana, é tornar os homens melhores, enfim alcançar a arete é o propósito de nossa vida; a pedagogia sofista bem divisou isto. Há a virtude cívica (arete política) que é o fundamento do Estado; há a verdade como virtude essencial da ciência (episteme) e diria mais: de toda educação; há a virtude do indivíduo que é múltipla: a solidariedade, a eticidade, a justiça, além do adestramento/instrução técnico-profissional (parte não essencial da paideia autentica, que visa formar o homem na arete total). A virtude em Platão se decompunha em: justiça, prudência, piedade e valentia.

Antes de ser ciência autônoma, a pedagogia era parte integrante da ética ou da política e elaborada unicamente em atenção aos fins propostos pela ética e pela política ao homem, isto enquanto pensar filosófico especificamente pedagógico. Porém enquanto natureza prática/empírica a pedagogia referia-se ao primeiro e mais elementar adestramento da criança para a vida (privada e pública). Eis aqui o ponto crucial desta especulação: este viés prático/pragmático (hoje mais adestramento utilitarista) anulou a razão de ser (a arete total, a formação virtuosa do educando, adulto ou criança) da pedagogia e consequentemente da educação. Daí, as deformações nos quadros dirigentes da sociedade brasileira em especial, porquanto se a sociedade não mais devota dedicação absoluta aos valores/virtudes paradigmáticos (o bem por princípio e a vantagem por decorrência/premial) seus indivíduos só podem mesmo tolerar e pior, aspirar, também, pilhar o interesse público. Por que será que tantas “autoridades” têm sido ocasionalmente flagradas em desvirtudes, falhas e crimes infamantes ? A resposta até pode ser : por causa de arroubos de virtudes de algumas autoridades, cumulados com o interesse jornalístico/comercial da imprensa. Mas a resposta plena de verdade é que: estes casos só representam a ponta do iceberg, ou seja, há fora das vistas uma consciência permissiva cada vez maior no seio da sociedade.Já se vê mesmo um Estado marginal dentro do Estado oficial. O que se dirá das listas de homenageados, condecorados e premiados com os mais altos cargos públicos, listas essas repletas de indignidades “politicamente corretas (?!)”. Pesquisem-se tais listas e comprovar-se-à o quanto há de inversão moral. A propósito é bem atual a advertência de Platão: importa mais infundir à polis um ethos (o espírito ético) bom e não dotá-la dum amontoado de leis...

Com efeito, o Direito tem forte poder educativo. Por outro lado, a educação tem forte sabor jurídico (é pobre, senão paupérrima a educação que só ensina o fazer, o ter e despreza o ser : o ser justo, ser ético, o ser cidadão, o ser bom enfim). Reconhecer isso passa longe de eventuais disputas ou hegemonia profissionais, acadêmicas; eis é imperativo de sobrevivência e progresso social de um povo. Ontem já era assim, hoje, no entanto, é cada vez mais urgente tal compreensão estratégica.

Então faz-se urgente conciliar o amor pelo eu subjetivo (antítese do eu comunitário) com a totalidade do mundo circundante. O culto da alma individualizada com a consciência viva da comunidade, da cidade/estado, com a virtude cívica genérica de cada eu. Em suma trata-se de harmonizar os interesses privados/individuais com os interesses públicos/cívicos.Até porque são realidades de alta reciprocidade de interferência: um bom estado exige um bom cidadão e vice-versa, ou seja, um cidadão que saiba mandar e obedecer orientado pelo fundamento da justiça. Tudo isto é função da educação autentica, instrumentalizada pelo ensino das virtudes (ou melhor da virtude que é única, mas que apresenta porções ideais). Com efeito, foi a cultura ática a primeira a equilibrar as duas forças: o impulso criador do indivíduo e a energia unificadora da comunidade política. Nem o benfazejo apogeu da alma individualizada, do ente individual/pessoa humana que surge com o cristianismo, nem a radicalização individualista do liberalismo (e pior ainda do neoliberalismo) devem tolher a vocação, conquanto essencial hoje bastante minimizada, da educação enquanto ensino ético-político, verdadeiro eixo de sustentação da formação integral do homem contemporâneo, máxime do brasileiro. A formação ética e política são, assim, parte essencial da verdadeira paideia, da educação autentica. Daí porque Tucídedes disse: “chamo à nossa cidade a alta escola da cultura da Hélade”. Como se vê, o Estado é, ou deveria ser, a mais alta escola da cultura plena e a vida privada a propaideia (base/preparatória da paideia) da vida pública (da paideia política).

A formação do caráter, na perspectiva da arrete total, da perfeição humana, deve ser levada a efeito desde cedo, como uma hodierna propaideia; educar a todos para serem dignos do trono real. Já que temos de viver inexoravelmente em sociedade e organizada minimamente, é então indispensável, que desenvolvamos as virtudes públicas/cívicas (civita/polis=Estado), o “estado dentro de nós”, como pregava Platão (Rep.).Todavia a sementeira desta paideia contemporânea só pode frutificar em regime de tempo integral e desde a primeira infância até o último suspiro, eis que a educação plena jamais se completa, senão a vida. A perfeição humana, a educação total (arete total) é sempre, uma fórmula de eterna procura, tal como a justiça, a democracia, objetos de desejo jamais alcançáveis enquanto resultado absolutamente conclusivo ou terminativo.

Ensinar pressupõe a crença de que mudanças são possíveis, de que o discurso da acomodação não melhora as dores do mundo; daí porque o ato de ensinar é constante exercício da faculdade humana de criticar. É preciso criticar, discutir, mudar, enfim não parar de buscar a razão de ser de nossa ação educativa, este é o problema fundamental de toda educação: o educando na perspectiva do estadista e este na perspectiva do pedagogo; vale dizer: a meta-exemplo e o projeto consciente de seu melhor fim. É educação em sentido mais alto, mais que mero adestramento para o fazer, ou para o ter. É, pois, educação no sentido ético, como supremo bem e suma felicidade humana, o bom e o belo a serviço da formação do homem. Segue-se que uma escola, sobretudo a universitária, muda e passiva, já não merece tal denominação, senão a de túmulo do progresso humano. Como nossa atual educação (em todos os níveis da sedimentação educativa) tem reagido ao patético quadro social (interferente no individual, é claro) que nos envolve ? Ou na base do “salve-se quem puder” (bem ou mal dissimulado: p. ex. “não nos envolvemos em política/cuidamos apenas de formar profissionais”); ou “fazemos o que é possível” (p.ex. trouxemos um político/um filme p/discussão, temos uma disciplina especifica...). Ora, o Brasil dos excluídos, da violência e corrupção generalizada, da dissolução cultural..., mais do que episódicas preocupações ou campanhas pontuais, esta a exigir de nossa educação em geral um constante exercício da reflexão ético-social perpassando todos os momentos da vida e na perspectiva da educação total e permanente, cuja iniciação se dá na escola que é, nada mais nada menos, o espaço inicialmente mais propício nesta paideia total. O grande educador Paulo Freire educa-nos ao proclamar: “estou convencido da natureza ética da prática educativa”; mas, por certo, da ética universal, não da “ética do mercado”. (Out.1999).

[1] Luiz Otavio de Oliveira Amaral é advogado militante, ex-professor Direito na UnB e UDF. Ex-Diretor de Faculdade de Direito em Brasília. Atualmente leciona e é coordenador pedagógico da Fac, de Direito da Universidade Católica de Brasília-UCB. Foi assessor de Ministros da Justiça e da Desburocratizarão/P.Rep. Autor de “Relações de Consumo” (4 v.); “O Cidadão e Consumidor” (co-autor); “Comentários ao Código Defesa do Consumidor, coord. Prof. Cretela Júnior (Ed.Forense) e “Legislação do Advogado”, MJ, 1985. Possui ainda outras obras e artigos publicados (Direito, Educação e Ética... ) (lamaral@conectanet.com.br)

Autor: Luiz Otavio de O Amaral

Advogado militante e professor da Fac. Direito /UCB

(Primeiro Executivo federal do Direito do Consumidor,Inclusive quando da elaboração do CDC e representante brasileiro nas rodadas de discussão nas Nações Unidas. Autor de livros/monografias na área do Direito do Consumidor, publicados no Brasil e no exterior.)

Fonte: http://www.advogado.adv.br/artigos/2001/luizamaral/paideia.htm

Curso de Formação de Governantes e Dirigentes Públicos

Curso de Formação de Governantes e Dirigentes Públicos

INSCRIÇÕES 2° SEMESTRE 2008 - até 30/06/2008

Organizado e também apresentado pelos fundadores da Escola de Governo:

Prof. Fábio Comparato

Prof. Maria Vitória Benevides

Prof. Claudineu de Melo

Entre no site e informe-se

http://www.escoladegoverno.org.br/home.aspx

Inscrições Para O Cadastro Escolar

Estão abertas as inscrições para o cadastro escolar das crianças belo-horizontinas

As crianças nascidas até 30 de junho de 2003 poderão ser inscritas no CADASTRO ESCOLAR da Secretaria Municipal de Educação em conjunto com a Secretaria de Estado de Educação.
O período de inscrição será de 16 a 20 de junho nas agências dos Correios de Belo Horizonte.

A resolução conjunta da Secretária de Estado de Educação (SEE/MG) e Secretara Municipal de Educação de Belo Horizonte, é do dia 21 do mês passado e foi no Diário Oficial do Município (DOM), na quarta-feira, 28. Ela estabelece as normas para o cadastro escolar ao ensino fundamental e matrícula na rede pública de ensino de Belo Horizonte e dá outras providências.

O cadastro escolar tem o objetivo de proceder à inscrição dos candidatos a vagas no ensino fundamental, em 2009, na Rede Pública de Ensino de Belo Horizonte.

As inscrições podem ser feitas mediante a apresentação de uma conta de luz recente (original e xerox), a certidão de nascimento da criança (original e xérox) e um documento escolar (para quem está estudando na rede particular e deseja vaga na rede pública de ensino ou pretende retomar os estudos).

Para outros esclarecimentos a equipe do CADASTRO ESCOLAR atenderá pelo telefone 3277-8602. Mais informações também podem ser obtidas pelo portal da Prefeitura: www.pbh.gov.br e acesse o Diário Oficial do Município do dia 28 de maio

terça-feira, 3 de junho de 2008

Filosofia e Sociologia na Educação

Dia histórico: sancionada a lei que torna obrigatória as disciplinas de Filosofia e Sociologia na Educação.

O presidente da República, em exercício, José Alencar, sanciona nesta segunda-feira, 2/06, às 16h00, no Salão de Atos do Palácio do Planalto, com a presença do Ministro da Educação Fernando Haddad e de grande público presente, a lei que torna obrigatório o ensino das disciplinas de Filosofia e Sociologia nas escolas de ensino médio, públicas e privadas. O Projeto de Lei nº. 1641/2003, do Dep. Ribamar Alves (PSB/MA), foi aprovado primeiro na Câmara dos Deputados, e no dia 8 de maio deste ano, no Senado.
A obrigatoriedade do ensino da Filosofia e Sociologia no currículo do ensino médio levaram o Congresso Nacional alterar o artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. A obrigatoriedade, segundo a lei, entra em vigor a partir da sua publicação no Diário Oficial da União.
Com a concretização de muitas lutas e discussões, nesse dia em que é sancionada a lei pela obrigatoriedade no Ensino Médio, temos um resgate e uma justiça sendo feita. Pois oportunizar que os jovens reflitam sobre si mesmos e sobre a sociedade é fortificar a democracia - "Quanto mais esclarecidos os indivíduos mais esclarecida a sociedade", afirmava Adorno.
A luta continua e, nas palavras do Dep. Ribamar Alves, em entrevista ao Jornal Corujinha (pág. 3): "Assumi o compromisso de apresentar um PL que virá abrir a discussão e mobilização por todo país para que o Ensino da Filosofia aconteça em todos os níveis escolares e em todas as escolas, ou seja, tornar o ensino de Filosofia obrigatório já no Ensino Fundamental".

Resolução – A inclusão de Filosofia e Sociologia no currículo do ensino médio não é novidade para os sistemas estaduais. Em 21 de agosto de 2007, a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou uma resolução orientando as redes estaduais de educação, que são responsáveis pelo ensino médio, sobre a oferta das duas disciplinas. A Resolução nº 4/2006, da Câmara de Educação Básica/CNE, ofereceu aos sistemas duas alternativas de inclusão: nas escolas que adotam organização curricular flexível, não estruturada por disciplinas, os conteúdos devem ser tratados de forma interdisciplinar e contextualizada; já para as escolas que adotam currículo estruturado por disciplina, devem ser incluídas sociologia e filosofia. A resolução também deu aos sistemas de ensino um ano de prazo para as providências necessárias. Esse prazo termina em 21 de agosto próximo.

Taller en Español com Augusto Boal

Centro de Teatro do Oprimido

Taller en Español com Augusto Boal

Fechas:
14 al 18 Julio

Mañanas - Seminarios teóricos, videos sobre TO, visitas a grupos populares.
Tardes - programa con Augusto Boal y sus asistentes del CTO:

Teoría:
El árbol del Teatro del Oprimido
Fundamentación de la Estética del Oprimido
Práctico:
Ejercicios y Juegos:
Primera categoría: Sentir todo que si toca
Segunda categoria: Escuchar todo que si oye
Tercera categoría: Dinamización de todos los sentidos
Cuarta categoría: Ver todo que se mira

Teatro-Foro
Creación de escenas basadas en las experiencias personales de los participantes. En el espectáculo, los espectadores entran en escena en lugar del personage oprimido (que lucha para transformar su realidad) e, con la improvisación, actúa alternativas de luch contra la opresión.

Valor: R$ 700, 00 (setecientos reales)

*10% menosr para las inscriptiones anticipadas
*20% menos para los internos del CTO-Río

Más Informaciónes: flaviosanctum@ctorio.org.br
http://www.ctorio.org.br/

Geo Britto.

AMANDLA! Awethu!!!
Visite meu Blog http://geobritto.wordpress.com/
Centro de Teatro do Oprimido-CTO-Rio
Av.Mem de Sá, 31 - Lapa. Rio de Janeiro
CEP 20230-150
55 21 2232 5826 / 2215 0503
http://www.ctorio.org.br/

Central de Atendimento a Violência Doméstica.Ligue 180
Homens pelo fim da Violência contra Mulher
http://www.lacobranco.org.br/

Augusto Gazir - Palestra

Jornalismo de Políticas Públicas Sociais, NETCCON.ECO.UFRJ e ANDI
Gazir trata da ajuda dada pela Comunicação criada pela Periferia à formulação de políticas públicas sociais
Auditório da CPM-ECO, Campus da Praia Vermelha (UFRJ)
Segunda 2/6/2008, e em todas as outras segundas de 2008/1, sempre das 11h às 13h.

Pensar como experiências de comunicação realizadas em periferias cariocas podem contribuir para a formulação de políticas públicas sociais voltadas para estes espaços, é o que pretende abordar o jornalista Augusto Gazir, coordenador do Núcleo de Comunicação do Observatório de Favelas e também professor da Escola de Comunicação da UFRJ, amanhã, dia 2, na Disciplina e Curso de Extensão Jornalismo de Políticas Públicas Sociais, uma realização NETCCON.ECO.UFRJ e ANDI, sob a coordenação do Prof. Evandro Vieira Ouriques.
"Quero discutir como ações de comunicação que estão sendo implementadas nas comunidades contribuem para a proposição e a criação de políticas públicas para esses locais", afirma Augusto ao considerar que um dos desafios na sociedade é o de superar desigualdades não apenas sociais, mas também simbólicas.
Para Gazir, é preciso pensar políticas e "empoderamento" –empowerment– cultural e simbólico das sociedades, é o que o jornalista se refere em conferir poder a estas populações poder de se retratarem a partir da produção de conteúdo e informação e de "experiências de comunicação dos próprios agentes de produção cultural".
Como exemplo, ele citou uma parceria do Observatório de Favelas realizada com o Canal Futura. "O Canal Futura que não é um veículo público e, sim das organizações do Roberto Marinho, tem organizado fóruns com organizações da sociedade civil para elaborar formas de colaboração participativa no canal".
Este conceito de produção colaborativa, explica Gazir, não é só cobrir o que acontece na periferia, mas com o intuito também de fazer um retrato, um produto resultado de uma produção comum e coletiva. "Com o Observatório e outras entidades, essa iniciativa poderia resultar, por exemplo, em uma política pública de comunicação a fim de reunir Estado e sociedade", salientou.
Para Augusto, é importante entender política pública para além da noção do papel que se tem do Estado, e sim com uma política que envolve também a sociedade civil. "O Estado tem que abrir para o diálogo".
Ele destaca que devido a ausência de estatísticas formais e de informação e conhecimento sobre a periferia e a favela, "faz com que o Estado realize políticas equivocadas e que não haja um poder de pressão maior".
O jornalista ressaltou, numa perspectiva histórica, as políticas higienistas no início do séc XX, a criação dos grandes conjuntos habitacionais da Cidade de Deus e da Vila Kennedy no governo militar, e mais recentemente o Programa de Aceleração do Crescimento, conhecido como o Pac das favelas.
"Atualmente, não temos mais o tema de remoção, mas sim o da reurbanização. O PAC é uma intervenção bastante vertical, assim como o Favela Bairro. Apesar de todos os avanços do PAC, o desafio é justamente fazer ouvir as outras pessoas, os próprios moradores", afirmou.
No Rio de Janeiro, destaca Gazir, não há apenas desigualdades sociais e econômicas, "as favelas têm sido um anti-símbolo da imagem que o Rio tem de cidade maravilhosa". E o desafio é sensibilizar o Estado para estas questões. "É justamente fazer com que esses projetos e iniciativas tomem a proporção de uma política pública e uma implementação do Estado".
Estas políticas que não visam uma interação com a sociedade, segundo Gazir, correm o risco de não serem eficientes por não abrirem espaço para diálogo com a população que vive nestes locais.
Sobre a grande mídia, Augusto Gazir afirma que "por mais que ela alimente estereótipos, eu não penso em uma dicotomia. O estereótipo que a grande imprensa faz é fruto do desconhecimento".
Ele defende que a grande mídia seja pautada a fim de superar esta "desigualdade simbólica", contribuir para a pluralidade e expor outras visões de mundo com a afirmação de mais uma voz, ter um espaço mais plural de ação argumentativa. E, ao contrário dos que muitos pensam "ela não tem que ser combatida".
Augusto Henrique Gazir Martins Soares é jornalista e mestre em Ciências Sociais. Foi repórter da Folha de S. Paulo em São Paulo, Brasília e Buenos Aires, produtor e editor da BBC Brasil, em Londres e, atualmente, é jornalista freelance. Atua há dois anos como coordenador do Núcleo de Comunicação do Observatório de Favelas e é professor na Escola de Comunicação ECO-UFRJ.
Site para consulta:
www.observatoriodefavelas.org.br/observatorio/index2.asp
Esta disciplina, oferecida aos alunos da Universidade e à Sociedade em geral, é resultado do convênio entre o Programa Acadêmico do Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-NETCCON/ECO/UFRJ, coordenado pelo Prof. Evandro Vieira Ouriques, e a Agência de Notícias dos Direitos da Infância-ANDI.
O Programa Acadêmico do NETCCON dedica-se às relações entre a mídia, a ética e a não-violência (no sentido de luta sem violência), tendo em vista o vigor da experiência de comunicação, da auto-construção da cidadania e da responsabilidade socioambiental na Mídia, na Política e nas organizações. Neste sentido o NETCCON criou e vem oferecendo há três anos consecutivos também a disciplina Construção de Estados Mentais Não-violentos na Mídia.
O Programa Acadêmico do NETCCON visa: Prover a Sociedade, sob a perspectiva das Ciências da Comunicação, com estudos e metodologias de prevenção e superação da violência, que contribuam para o salto de qualidade: (1) na cobertura midiática das Políticas Sociais e em sua gestão pública; (2) nas políticas e estratégias de Comunicação para a Responsabilidade Socioambiental; e (3) no padrão ético ("voz própria" e "vínculo") do trabalho de presença e colaboração nas Redes e Organizações. O NETCCON criou e oferece também a disciplina Comunicação, Construção de Estados Mentais e Não-violência, e está criando a disciplina Comunicação e Responsabilidade Socioambiental. Maiores informações sobre o NETCCON podem ser obtidas através de evouriques@terra.com.br.

Conheça mais sobre a disciplina aqui:
http://informacao.andi.org.br:8080/relAcademicas/site/visualizarConteudo.do?metodo=visualizarUniversidade&codigo=6

Palestras a serem realizadas em 2008/1:
Semana 13 (09/06): O paradigma dos Direitos da Criança e do Adolescente: A Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança e o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Palestrante: Wanderlino Nogueira Neto (ABONG)

Semana 14 (16/06): A Mídia e a Questão das Políticas Públicas Sociais no Brasil.
Palestrante: Guilherme Canela (ANDI)

Semana 15 (23/06): O Paradigma da Diversidade Cultural.
Palestrante: Profa. Sílvia Ramos (CESEC)
Semana 16 (30/06): Jornalismo prospectivo e o futuro das políticas públicas sociais como pauta.
Palestrante: Rosa Alegria (NEF-PUC/SP, NETCCON.ECO.UFRJ, Millennium/UNU)

Paulo Coelho - Novo Livro

O mago está nu

Chega às lojas a biografia de Paulo Coelho escrita por Fernando Morais

(Gabriel Brust)

Com tiragem de 100 mil exemplares, chega entre hoje e amanhã às livrarias de todo o país a aguardada biografia autorizada de Paulo Coelho. O número é expressivo para o mercado editorial brasileiro, mas trivial para o mago. Esta, no entanto, tem tudo para ser a obra mais vendida entre as que envolvem o nome do escritor. Isso porque, além de agradar aos fãs, deve impressionar também quem gosta de boa literatura.

O pesado volume O Mago - A Extraordinária História do Escritor Paulo Coelho (Planeta, 632 páginas, R$ 59,90), explique-se, leva a assinatura do mineiro Fernando Morais, tarimbado autor de biografias e livros-reportagem, como Olga e Chatô, o Rei do Brasil. Na última quinta-feira, enquanto conversava com Zero Hora pelo telefone (confira na página 3), Morais preparava um exemplar do livro para enviar a Paulo Coelho. Selava, desta maneira, o cumprimento de uma das condições para realizar a obra: a de que o mago não a lesse antes de estar pronta. O acordo parece incompatível com a personalidade egocêntrica e controladora revelada pelo livro. Mas a quantidade de detalhes sobre temas delicados também desafiam qualquer desconfiança.

O Mago parte de um momento de auge do sucesso literário de Coelho e retrocede no tempo, contando a infância, a adolescência hippie, o flerte com o satanismo, a parceria com Raul Seixas e um momento de epifania que mudaria a vida do escritor para sempre. Os títulos dos capítulos são longos e provocativos, como o número nove, chamado Após a terceira experiência com homens, Paulo se convence: não sou homossexual. As revelações sobre o passado envolvendo homossexualismo e drogas já estão causando polêmica. Durante a semana, Morais chegou a entrar num debate sobre se Coelho seria ou não um ex-gay.

Além da vida particular, as impressões do mundo reveladas por Coelho também estão repercutindo. A Academia Brasileira de Letras - da qual o escritor é membro - anunciou que a obra não poderá mais ser lançada em seus salões, como previsto. É que, no livro, o mago não fala nada bem dos acadêmicos.

Zero Hora, Porto Alegre, 31 maio 2008.


O mago segundo o marxista

Fernando Morais, 62 anos, lançou-se na literatura com o best-seller A Ilha (1976) relato de sua viagem a Cuba. Depois, emendou duas biografias: Olga (1985) e Chatô, o Rei do Brasil (1994). Para escrever O Mago - A Extraordinária História do Escritor Paulo Coelho, entrevistou mais de cem pessoas. Confira detalhes desta experiência:

Zero Hora - Qual foi a relação com Paulo Coelho neste tempo em que conviveram?

Fernando Morais - Sempre tive uma curiosidade muito grande em saber quem era o brasileiro que é o único autor vivo mais traduzido que Shakespeare. Ele não impôs nenhuma condição, nenhum veto, apesar de eu ter avisado que ele não leria o livro, como não leu até agora. Como ele não impôs censura, senti que não tinha o direito de impor censura ao leitor. Então não ficou absolutamente nada importante de fora do livro.

ZH - Houve dificuldade para retratar temas como drogas e homossexualismo?

Morais - Houve. Ele é um personagem vivo, ou seja, amanhã vai descer no elevador do prédio dele, o porteiro que leu o livro vai dizer "E aí, seu Paulo? O senhor, hein? Quem diria..."

ZH - Que imagem o leitor terá de Paulo Coelho ao terminar de ler a biografia?

Morais - Um homem de uma enorme densidade humana, um homem que superou tragédia atrás de tragédia. Alguém que várias vezes pensou em suicídio, alguém que experimentou a solidão profunda, crises de angústia, e teve de superar isso sem rancores. Ele não guarda ódio do pai, que o internou no hospício três vezes, ele não guarda ódio dos amigos, que o abandonaram depois que ele foi seqüestrado. Ele foi a primeira pessoa a me indicar inimigos dele para eu ouvir.

ZH - Paulo Coelho comentou que a formação marxista do senhor poderia ser incompatível...

Morais - Eu tinha lido só os dois primeiros livros dele. Para escrever a biografia, li a obra inteira. Umberto Eco falou do Paulo o seguinte: "Ele escreve para pessoas que têm fé". Eu não tenho crença religiosa, mas certas coisas me impressionam muito como, por exemplo, quando ele diz ter vivido uma epifania no campo de concentração de Dachau, na Alemanha. Lá, ele tem uma iluminação e uma conversa com uma entidade. Não importa se o que ele teve lá foi um surto psicótico, uma alucinação ou se de fato foi uma epifania. Uma coisa é certa: mesmo o mais ateu dos ateus haverá de reconhecer que alguma coisa importante aconteceu aquele dia para ter produzido transformações tão profundas na vida do Paulo. Ele abandona as drogas, o satanismo, passa a ser um marido em tempo integral, coisa que não era antes - era um mulherengo - e vira o que ele queria ser a vida inteira: um autor reconhecido no mundo inteiro.
Zero Hora, Porto Alegre, 31 maio 2008.

Associação Brasileira Movimento Rio Carioca - Núcleo de Cursos

Associação Brasileira Movimento Rio Carioca – Arte, Cultura, Educação e Projetos.

O Núcleo de Cursos oferece em Junho no Rio de Janeiro:
" Indicadores p/ monitoramento e avaliação de projetos"

Justificativa
"Que transformações os projetos sociais estão produzindo?"

A partir desta pergunta, muitas outras podem ser formuladas e as organizações que se dedicam a projetos sociais têm pela frente muitos desafios: estão sendo pressionadas a mostrar resultados e encontram dificuldades para demonstrar as mudanças que estão ocorrendo nas diversas situações sociais em que atuam. Por outro lado, precisam de instrumentos que facilitem a gestão dos projetos durante sua execução.

Neste contexto, a criação de indicadores para o monitoramento e avaliação de projetos sociais tem servido a esta dupla finalidade. Conhecendo os avanços, dificuldades e questões enfrentadas em cada situação em particular, as organizações estarão em melhores condições de qualificar sua intervenção. Também estarão mais seguras em afirmar os resultados alcançados e demonstrar sua capacidade de realizar transformações. Estas duas dimensões certamente são cruciais, hoje, para a sustentabilidade das organizações sociais.

Objetivo
Desenvolver habilidades de elaboração de indicadores para a gestão de projetos sociais.

Metodologia:

Aulas expositivas em diálogo com a experiência dos/as participantes, com exercícios de aprofundamento utilizando os projetos de suas próprias organizações.
Público alvo:

Dirigentes, coordenadores, supervisores, voluntários de entidades sem fins lucrativos, estudantes e demais interessados pelo tema.

Instrutora:

Liliane G.da Costa Reis:

Socióloga, Mestre em Administração pela Fundação Getúlio Vargas / RJ, com dissertação sobre Avaliação de projetos em ONGs. Consultora de gestão de organizações sociais e autora de diversos trabalhos na área.

Programa do Curso

1- A intervenção social através de projetos
• Papel e a racionalidade dos atores no campo social.
• Características de projetos sociais: pressupostos, objetivos, dinâmicas e processos.

2 - Monitoramento e avaliação de projetos sociais
• Características específicas de monitoramento e avaliação
• Interfaces entre os dois processos

3 - Criação de indicadores
• Os campos de atuação institucionais e suas propostas de intervenção.
• Que importa monitorar: a visão dos atores envolvidos; seleção de aspectos relevantes.
• Elaborando indicadores em projetos existentes.
• Instrumentos de coleta de dados e sistematização da informação.
• A incidência dos indicadores em projetos no plano institucional – revisões e escolhas estratégicas.
• Desenvolvendo uma cultura de avaliação e aprendizado contínuos.

Informações gerais:
Carga Horária: 16 horas
Data do curso: 24 a 27 de junho de 2008.
Horário do curso: 18:00 às 22:00 horas
Local do curso: Avenida Rio Branco, 257 – salas 610 a 612 (esquina com Santa Luzia em frente a saída do Metrô), Centro, Rio de Janeiro – RJ.

Investimento:

Valor de R$ 250,00 (Duzentos e cinqüenta reais).

1. Para pagamento até o dia 16.06.2008:

Desconto de 10% para cada inscrição ou, para três ou mais inscrições pertencentes à mesma instituição desconto de 15%.

Obs: Incluso no preço: material e Certificado.

Inscrições:
Ligue para o telefone (21) 3285-0184 ou 2220-9133 (de segunda a sexta, das 10:00 às 17:00), ou envie um e-mail para: cursos@movimentoriocarioca.org.br (informando: nome, endereço, telefone de contato, e-mail, entidade onde atua e seu endereço, e como tomou conhecimento do curso), ou pelo site: www.movimentoriocarioca.org.br, acessando serviços/cursos.

Vagas Limitadas

Forma de Pagamento:
Uma única parcela a ser depositada na conta corrente no 9003142-7, agência no 1692 do Banco Real. O recibo de pagamento deverá ser enviado para o fax (21) 2220-9133 , ou para o e-mail: cursos@movimentoriocarioca.org.br com a identificação do depositante.

Lembrete importante:

1. O Movimento Rio Carioca se reserva no direito de cancelar ou alterar a data marcada sempre que não atingir o número mínimo de alunos que viabilize a realização do curso ou oficina. Caso isto ocorra, a taxa de inscrição poderá ser devolvida.
2. Só será aceito o cancelamento de inscrições com 48 horas úteis de antecedência a data de início do curso.

Lançamento do livro do Prof. Carlos Moore

A Nandyala Editora convida você para o lançamento do mais novo livro do Prof. Carlos Moore

A África Que Incomoda
Sobre a Problematização do Legado Africano no Quotidiano Brasileiro

05/06/2008, quinta-feira, 20h
Palácio das Artes, Sala João Ceschiatti
(Noite do Griot - Homenagem a Abdias do Nascimento)

"...ler, penetrar e desvendar A África que incomoda é fundamental para fortalecer conhecimentos, argumentos e percepções sobre a imperiosidade de a nação brasileira atravessar o Oceano Atlântico rumo ao Continente Africano. A África que incomoda não constitui um livro para poucos; é, sim, um exemplar a ser lido, relido, criticado e compreendido por todos os brasileiros – negros e não-negros. É, sobretudo, um livro para ser apreciado pelos profissionais da educação – homens e mulheres -, compromissados com o processo de educação das futuras gerações. Sua leitura é muito prazerosa. Mas, acima de tudo, sua leitura é um ato político." (Profa. Dra. Eliane Cavalleiro, Universidade de Brasília)


A ÁFRICA QUE INCOMODA corresponde ao primeiro volume da coleção de bolso "Repensando África", publicada pela NANDYALA Editora, com o objetivo de disponibilizar reflexões críticas acerca do continente africano, a fim de contribuir para os contextos nacional, de revisão das relações étnico-raciais no Brasil, e internacional, de estabelecimento de relações multilaterais éticas entre o Brasil e os países africanos. Com mais essa publicação, a NANDYALA Editora amplia seu leque de referenciação quanto aos eixos Africanidades & Educação, fundamentos de sua linha editorial, além de garantir maior força de circulação da produção intelectual de africanistas renomados.

APOIO: CENTRO CULTURAL CASA ÁFRICA e BEBOP- Comunicação e Cultura

NANDYALA Livraria & Editora
Africanidades & Educação
(31)3281-5894 nandyala@nandyalalivros.com.br
Av. do Contorno, 6.000 - Loja 01 - Savassi
3110-042 - Belo Horizonte - MG

Oportunidades de Empregos

Soutto Mayor recruta para área de cozinha 28/05/2008
O Grupo Soutto Mayor oferece oportunidade de emprego para o cargo de auxiliar de cozinha. Para concorrer, os candidatos devem ser do sexo feminino, ter entre 20 e 40 anos, possuir ensino fundamental completo e experiência em manipulação e higienização de alimentos e preparo de refeições.

Qualidades como agilidade, vigor físico, habilidade manual, boa apresentação e fluência verbal serão valorizadas pela contratante. A jornada de trabalho é de segunda a sábado, das 13h às 21h20, com flexibilidade de horário. O salário é de R$431,60 mais benefícios como refeição, vale-transporte, seguro de vida, cesta básica e assistência odontológica, além de uniforme da empresa.

Os selecionados desenvolverâo atividades como higienização de frutas, legumes e verduras; pré-preparo de alimentos; preparação de saladas, café da manhâ e café da tarde; auxílio na limpeza de máquinas, materiais e equipamentos utilizados no processo produtiv; e atendimento a clientes internos. Os interessados devem encaminhar currículo por e-mail.
Serviço
fabiano@souttomayor.com.br

Atento recruta para 90 vagas de teleoperador 28/05/2008

A Atento Brasil, empresa que atua no segmento de contact center, seleciona 90 profissionais para o cargo de teleoperador. O local de atuação dos selecionados será na cidade de Belo Horizonte. Vale lembrar que tais oportunidades também estão disponíveis para pessoas portadoras de deficiência.

Dentre os requisitos mínimos estipulados pela empresa estão idade mínima de 18 anos, ensino médio completo, bom vocabulário, fluência verbal, boa dicção e conhecimentos de informática e digitação. Características como dinamismo e bom relacionamento interpessoal também são valorizadas pela Atento e podem ser o diferencial do candidato ao longo do recrutamento. As etapas que compreendem o processo seletivo são captação e triagem de currículos, dinâmica, exame médico e entrega de documentos. Os currículos que não forem selecionados serão armazenados em um banco de dados para futuras vagas.

Após a contratação, os aprovados ainda passarão por treinamentos iniciais específicos da Atento, além de adquirir conhecimentos sobre o produto e o sistema. Os novos funcionários ainda poderão contar com cursos de reciclagem, comportamento e motivação, a fim de que sejam estimulados a alcançar bons resultados. A jornada de trabalho a ser cumprida é de seis horas diárias e os recém-admitidos receberão benefícios como assistências médica e odontológica, vale-refeição, seguro de vida, vale-transporte, convênios com faculdades e oportunidades de crescimento. Os interessados devem enviar currículo por e-mail ou efetuar cadastro no site da Atento Brasil. Também é possível entrar em contato por telefone.

A Atento Brasil é uma das maiores empresas de contact center da América Latina com 29 mil posições de atendimento e 65 mil funcionários. Pertencente a Telefónica S.A., da Espanha, administra mais de 1,2 bilhão de contatos ao ano para grandes companhias como Coca-Cola, Credicard, Intelig, Ford, Fiat, GM, Procter&Gamble, TVA, Losango, Mercantil do Brasil, Redecard, Sony, Souza Cruz, Telefônica, Terra, Unibanco e Vivo. A Atento está presente no Brasil desde 1999.
Serviço
e-mail: curriculos.bh2@atento.com.br, site: www.atento.com.br; telefone: 0800 880 9000.

Construtora Marins seleciona profissionais 28/05/2008

A Construtora Marins admite profissionais de diversas áreas para o preenchimento de nove oportunidades de emprego. As chances em aberto são para os cargos de patroleiro de base, rasteleiro, operador de rolo para asfalto e operador de acabadora. O local de atuação dos selecionados será na cidade de Belo Horizonte e no interior do estado de Minas Gerais.

Para concorrer a uma vaga de emprego efetiva, os profissionais devem possuir experiência na função desejada. A empresa não estipula nível de escolaridade mínimo, porém é fundamental que os candidatos sejam alfabetizados. As etapas que compreendem o processo seletivo são basicamente triagem curricular, testes práticos (já que as oportunidades são para a área operacional) e exames médicos. Os candidatos habilitados serão imediatamente contratados.

Após o processo admissional, os novos funcionários passarão por um treinamento interno sobre normas de segurança e forma de atuação da companhia. A jornada de trabalho é de oito horas diárias e os trabalhadores receberão benefícios como alimentação, vale-transporte, além de alojamento, cantina e passagem quando houver necessidade de viagem para outras regiões. Os interessados em concorrer a uma das chances de emprego da Construtora Marins devem comparecer à sede da empresa, portando todos os documentos e currículo.
Serviço
Av. Portugal, 2525, Santa Amélia, Belo Horizonte.

Vilma Alimentos contrata para emprego em Minas 28/05/2008

A Vilma Alimentos oferece oportunidades de emprego em Minas Gerais. As ofertas são para os cargos de analista financeiro, programador de manutenção e eletricista industrial. Os interessados devem encaminhar currículo por e-mail mencionando o nome da vaga e pretensão salarial.

Para concorrer ao cargo de analista financeiro, os candidatos devem estar cursando ensino superior em Ciências Contábeis e possuir experiência na área finaceira, preferencialmente na indústria, além de conhecimentos em planilhas eletrônicas. A empresa busca profissionais dinâmicos, pro-ativos e com espírito de equipe.

As atividades a serem desenvolvidas serão controle de rotina de contas a pagar e financimento de curto e longo prazos, movimentação bancária e aplicações financeiras. A jornada de trabalho é de segunda a sexta-feira, das 7h45 às 18h. Os candidatos interessados na vaga de programador de manutenção devem possuir ensino médio completo e conhecimentos em Excel e Word. Os selecionados ficarão responsáveis pela programação e controle de manutenção preventiva e análise dos indicadores de desempenho. A carga horária é das 7h às 17h.

Para ocupar a função de eletricista industrial, os candidatos devem ter formação no Senai e experiência com PLC, inversores de frequência e supervisórios. Os contratados deverão atuar na manutenção preventiva, corretiva e preditiva em máquinas de empacotamento, misturadores e enfardadeiras. A jornada de trabalho é de 12x36. A empresa oferece vale-transporte, alimentação e cesta básica para seus funcionários. Para aqueles que exercerem as atividades de programador de manutenção e eletricista industrial, a contratante oferece ainda seguro de vida e 5% de produtividade.
Serviço
recrutamento@vilma.com.br

I Fórum de Mídia Livre

I Fórum de Mídia Livre se aproxima

Estão abertas as inscrições para o I Fórum de Mídia Livre, que ocorrerá no Rio de Janeiro, dias 14 e 15 de junho, e reunirá participantes de todo o País. O evento é parte de uma ampla mobilização de jornalistas, acadêmicos, estudantes e ativistas e demais interessados pela democratização da comunicação, em defesa da diversidade informativa, do trabalho de colaboração nos novos meios e sua expansão, bem como da garantia de amplo direito à comunicação.

A mobilização começou em uma reunião em São Paulo envolvendo 42 jornalistas, estudantes, professores ou pessoas atuantes na área das comunicações, de diferentes regiões do Brasil, e teve prosseguimento em reunião em Porto Alegre, com a presença de 49 pessoas, e na ABI, no Rio de Janeiro, com 32 presentes. A partir destes encontros já foram realizadas reuniões em Belém, Fortaleza, Recife e Aracaju. Clique aqui para saber quais são os ativistas e entidades que participam desta iniciativa, conforme os relatos dos pré-encontros.

Entre as principais questões levantadas, os presentes discutiram o avanço do movimento de comunicação da mídia livre em todo o País, de maneira que seja obtida a garantia junto ao poder público de espaços para os veículos da mídia livre nas TVs e nas rádios públicas, a regulação da distribuição das verbas publicitárias públicas em nosso País e o avanço das microestruturas globais mediáticas, assimétricas, improvisadas, parcialmente caóticas e autônomas, como as redes digitais, as migrações, os coletivos e as ocupações urbanas, bem como de agregadores da diversidade da mídia e dos que a fazem.

Estão confirmados para a mesa de abertura Emir Sader (UERJ); Ivana Bentes (ECO/UFRJ e Rede Universidade Nômade); Paulo Salvador (veículos impressos); Lucia Stump (presidenta da UNE, pelo movimento social); Bernardo Kucinsky (Jornalismo alternativo e independente); Joaquim Palhares (veículos de internet); e um representante do Intervozes (movimento social das comunicações). Clique aqui para conhecer os demais confirmados.

O setor de comunicação, segundo o manifesto em construção disponível no site do Fórum de Mídia Livre, "não reflete os avanços que ao longo dos últimos trinta anos a sociedade brasileira garantiu em outras áreas. Isso impede que o país cresça democraticamente e se torne socialmente mais justo". E continua: "A democracia brasileira precisa de maior diversidade informativa e de amplo direito à comunicação. Para que isso se torne realidade, é necessário modificar a lógica que impera no setor e que privilegia os interesses dos grandes grupos econômicos (...)".

A mídia e os comunicadores em debate

No Rio de Janeiro está sendo levantada e discutida com intensidade a questão de uma economia psíquica da comunicação que dê conta dos agenciamentos internos, psíquicos (pensamentos, perceptos e afetos), dos jornalistas e dos comunicadores, de maneira a que ajam como comunicadores-cidadãos, portanto de maneira inovadora, de fato livre -sem repetir valores que contestam a nível macro-político- e assim produzam ambientes agregadores (diferentes-juntos) na diversidade da mídia tradicional, da mídia contra-hegemônica e da cultura digital.

Outra questão importante é a da mídia contra-hegemônica e a potencialização da difusão mundial das formas de sentir, pensar e agir dos segmentos economicamente excluídos, das comunidades culturalmente marginalizadas ou dos grupos politicamente segregados. O Fórum também se propõe a debater novas perspectivas de comunicação, mais plurais e democráticas. Assim, temas como Creative Commons, Web 2.0 e novas mídias também ganharão destaque nos debates e atividades do evento.

Segundo o documento esboçado na reunião de São Paulo, o objetivo da democratização das verbas públicas visa que "as verbas de publicidade e propaganda sejam distribuídas levando em consideração toda a ampla gama de veículos de informação e a diversidade de sua natureza; que os critérios de distribuição sejam mais amplos, públicos e justos, para além da lógica do mercado; e que ao mesmo tempo o poder público garanta espaços para os veículos da mídia livre nas TVs e nas rádios públicas, nas suas sinopses e meios semelhantes". O documento está disponível no site do evento (http://forumdemidialivre.blogspot.com/).

De forma sincrônica ao evento no Rio de Janeiro, o movimento social de comunicação já está se mobilizando em sete cidades: Porto Alegre, São Paulo, Belém, Fortaleza, Recife, Aracaju e no próprio Rio de Janeiro. Todos os relatos já estão disponíveis no site. O próprio evento é um importante passo na discussão e deliberação sobre os rumos do movimento social de comunicação.

Programação - O I Fórum de Mídia Livre acontecerá dias 14 e 15 de junho de 2008 (sábado e domingo), das 9h às 17h (com pausas entre os debates e grupos de trabalho). Será realizado no campus da UFRJ da Praia Vermelha, no Auditório Pedro Calmon do Fórum de Ciência e Cultura (FCC) e salas anexas. Endereço: Avenida Pasteur, 250 – Praia Vermelha. O Auditório Pedro Calmon fica no segundo andar do FCC.

Estão confirmados para a mesa de abertura Emir Sader (UERJ); Ivana Bentes (ECO/UFRJ e Rede Universidade Nômade); Paulo Salvador (veículos impressos); Lucia Stump (presidenta da UNE, pelo movimento social); Bernardo Kucinsky (Jornalismo alternativo e independente); Joaquim Palhares (veículos de internet); e um representante do Intervozes (movimento social das comunicações). Clique aqui para conhecer os demais confirmados.

Inscrições - A participação no I Fórum de Mídia Livre é aberta e a inscrição é obrigatória. Os participantes podem também se informar sobre os pré-encontros em suas respectivas cidades. O custo individual da inscrição é de R$15 (quinze reais) para o público em geral e R$5 (cinco reais) para estudantes, pagos no dia do evento, junto à secretaria executiva do evento. A secretaria executiva emitirá um certificado de participação para os que compareceram nos dois dias de evento.

A inscrição no I Fórum de Mídia Livre não garante, o transporte, estadia e alimentação dos inscritos, que no entanto estão sendo negociados.

Oficinas - O Fórum de Mídia Livre convida todos e todas, participantes, entidades e ativistas, a inscreverem suas propostas de oficinas que tenham por objetivo contribuir com o aprofundamento dos debates, exposição de novos pontos de vista e produção colaborativa. Todas serão avaliadas e terão a sua realização confirmada pela Comissão Organizadora do Fórum, que receberá propostas por email até o dia 06 de junho (sexta-feira). Clique aqui para inscrever sua oficina!

Inscreva-se já e participe dos debates: http://forumdemidialivre.blogspot.com/